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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Policia não atende turistas assaltados



Estrangeiros vitimas de bandidos tiveram dificuldades para registrar a ocorrência porque os PMs que estavam de plantão não sabem falar inglês. Ainda nos arvoramos em querer ser sub-sede da Copa do Mundo em 2014. Nossa estrutura em todos os aspectos terá que melhorar muito.
A lista de Municípios do Amazonas inadiplentes com o fisco é inacreditável
O governo estadual e 76% dos municípios do Amazonas estão impedidos de assinar convenio com o Governo Federal por possuírem pendências no Cadastro Único de Convenio (Cauc). Das 62 prefeituras do Estado, 47 tem irregularidades totalizando 157 pendências que as impedem de assinarem convênios junto ao Governo Federal para a captação de recursos. Alguns prefeitos atribuem as irregularidades aos seus antecessores. Quando ao Governo do Estado está pendurado somente em dois itens segundo o (CAUC), o primeiro referente ao recolhimento do fundo de garantia e o outro e por falta de prestações de contas de convênios. A pergunta que fica no ar é a seguinte: a justiça nestes casos a quantas anda com relação ao julgamento destes delapidadores do erário público. Se você conhecer algum político que desviou recursos dos Governos Federal, Estadual e Municipal que foram julgados e estão na cadeia favor informa a este incrédulo na Justiça deste Pais.
Câmara decide se instala CPIs ou não
O presidente da Câmara Municipal de Manaus vereador Isaac Tayah, diz que não é favorável a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, mas foi enfático: quem decide é a maioria no parlamento. O vereador Joaquim Lucena protocolizou o requerimento da CPI da ESPARSANCO S/A, segundo o vereador a CPI, objetiva apurar as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado, referente ao pagamento de RS 87 milhões feitos a esta empresa para o serviço de infra-estrutura da cidade. Segundo o vereador o TCE-AM, detectou em inspeção ordinária, que parte dos serviços contratados pela empresa não foram executados. Porém o valor foi pago de forma integral.
Superintendência Regional do Trabalho do Amazonas
Continua indefinido quem assume a Superintendência Regional do Trabalho no Amazonas, a direção do PDT/Am, encaminhou para o Ministro do Trabalho Carlos Lupi, os nomes de Paulo Onofre, Rui Gomes e Dermilson Chagas, o ultimo exerceu o cargo de Superintendente, segundo informaram a este blog o mesmo foi visto na semana passada em Brasília fazendo incursões junto ao Ministro.
Construção Civil no Amazonas vai gerar 4 mil empregos
No próximo mês, as construtoras devem dar a largada para o lançamentos imobiliários na capital amazonense. A estimativa positiva do SITRACOMEC/AM, afirma que serão gerados neste primeiro semestre deste ano algo em torno de 4 mil empregos diretos. Mesmo com tantas oportunidades as empresas construtoras se ressentem da falta da mão de obra qualificada, isso faz com que as empresas busquem em outros estados, desde o Engenheiro até o Pedreiro, fazendo com que o custo final da obra encareça.
[1]

Por: Paulo Onofre Lopes de Csatro
Jornalista (MTb 467)

TODOS POR MANAUS, PRINCIPALMENTE VOCÊ INTERNAUTA, E VOCÊ, PREFEITO AMAZONINO.



Na década de 80, mais precisamente ano de 1983, o Sr. Amazonino Mendes foi nomeado Prefeito de Manaus, indicado pelo então Governador Gilberto Mestrinho. A bem da verdade fez um bom trabalho frente à Prefeitura. O povo do Amazonas gostava da administração do prefeito Amazonino, do jeito que era pois naquele momento ele representava o caboclo que migrou para a Capital. Era então o grande paradigma para os jovens que se aventuravam em conseguir um lugar ao sol na capital da zona franca. Essa é a pura verdade; o resto é conceito, estória de troncoso.
O Negão vai e volta, e volta e meia, lá está ele de novo nos braços do povo, sendo carregado com euforia pela multidão. Explicação, ninguém explica, nem Freud. Essa relação de respeito é tão terna, que presenciei uma senhora camelô, moradora do bairro de São Jorge que, ao ser indagada sobre o caudilho, respondeu com os olhos cheios d’água: “ele é nosso amigo”.
Talvez o próprio Amazonino nem saiba desse carinho tão peculiar que a nossa gente nutre por ele há décadas, daí a sua saga de eleições e reeleições continuadas. Ele pede e o povo vota, confiante de que o líder jamais desapontará a confiança do povo amazonense.
Aí entra a nossa preocupação com a carruagem municipal. Manaus está um caos. A população já está começando a incendiar ônibus. O transporte coletivo está parando. Não há segurança, turistas estão sendo assaltados. Uma cidade de quase 2 milhões de habitantes sem rumo e sem horizontes, e ainda sendo cercada pelo flagelo da dengue e outras doenças infecciosas.
O prefeito se queixa da falta de secretários competentes e que tenham visão sistêmica de desenvolvimento. Ele mesmo diz há décadas: “eu não tenho quadros”.
E Manaus como é que fica? Ou a vaca vai pro brejo, ou vamos à Copa de 2014, pois somos uma das cidades escolhida pela FIFA.
Prefeito, precisamos de um Programa de Metas para alcançar os objetivos de uma cidade parecidíssima com Nova York, lá tem dois rios, aqui também, paisagem vista do Puraquequara. Lá é centro financeiro mundial, aqui é Capital da Zona Franca, e o PIM, é o maior pólo industrial de tecnologia de ponta da América do Sul.
Pense nisso, Prefeito, temos que instalar o metrô de superfície, as zonas de referência de atendimento aos turistas, com pessoal qualificado. Turista não gosta de ser maltratado, ninguém gosta de ser assassinado como aquele cientista que foi morto por um assaltante lá em Iranduba. Isso é muito ruim, esses incidentes insólitos, são péssimos para a nossa imagem de uma cidade sub-sede da Copa do Mundo.
Prefeito, deixe-me ajudá-lo, que tal um Plano de Reengenharia de Desenvolvimento Municipal para Manaus? Ou se faz um programa desses já, ou a casa cai, lembre do nosso querido e saudoso Boto, quando a cobertura do Centro de Convenções caiu, a bronca quase cai na cabeça dele.
E falando em municipalidade, será que os vereadores de Manaus, sabem o que significa isso? Se soubessem Manaus, não estaria do jeito que está, sem saída. Cadê a Comissão de Municipalidade da Câmara, não existe. É brincadeira. Esquecem esses edis lacônicos, que a função deles é municipal, e eles tem obrigação de fiscalizar as ações do município e dar soluções concretas, já.
Prefeito, vou lhe dar mais um conselho, saia do gabinete, vá para o meio do povo, para o meio das obras. O senhor fazia isso, quando construiu mais de 1.800 ruas em Manaus, e quando fez a Vila Olímpica, os Terminais de Ônibus, hospitais, e tudo mais que a gente vê nesta Cidade Risonha.
E tem mais, Amazonino Mendes, ganhou o prêmio “Américas Ward 2009”, outorgado pela ONU, por Excelência nos Serviços Públicos, o único político brasileiro que ganhou esta distinção nesse ano, nem Lula ganhou isso. É mole. Um prêmio que é orgulho para todos nós, que somos seus irmãos caboclos.
Me ouça, ou o senhor mostra que é o maior líder político do povo, pela força de seu trabalho, ou vai ficar que nem o Nonato Oliveira que em 94 teve mais de 200.000 votos só em Manaus e agora há pouco, teve somente 100 votos para vereador em Presidente Figueiredo.
Mexa-se Prefeito Amazonino, cobra que não anda não engole sapo. O senhor tem história, e agora com 70 anos de idade não estrague tudo. Manaus e o povo manauara, lhe tem um carinho especial. Não dê uma de traíra, não abandone esse nosso lindo povo que tanto lhe ama. Vamos ao trabalho, Negão!
Por: Paulo Onofre Lopes de Castro
Jornalista (MTb 467)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um Blog operado com células-tronco

Este Blog de compleição ideológica Zapatiana, mas de pontaria pacifista por excelência, tem um pormenor radical: tudo pela verdade, doa a quem doer, da presidente ao mais humilde e sofrido brasileiro (e olha que são mais de 50 milhões de excluídos), a gente com o devido respeito, senta a pua, quando o polegar aponta para baixo e determina a morte do povo. Aí o Blog do Paulo Onofre vira bicho, e sai na porrada em defesa do Brasil, que hoje para orgulho de todos nós, é líder do G- 20, e faz parte do BRIC – os quatro grandes emergentes: Brasil, Rússia , Índia e China.

Mídia digital atualizada, estamos renovando e ampliando o nosso conceito de comunicação virtual, com aquela agilidade Matrix, e atingiremos a velocidade da luz, quando for preciso claridade de posições e alinhamento. Nessa sequência estaremos aquecendo as turbinas da nossa luta, levando a você, amigo(a) argonauta um apoio e abraço de confiança e solidariedade, fazendo-lhe um convite de participação no sentido mais amplo da palavra, isto é, dê as ordens, nesse Blog você manda, e sabe por que? Porque você é uma pessoa esclarecida, e não sendo de maneira nenhuma alguém alienado, vai dar aqui suas cacetadas.

Por isso, seu colega (assim falava o relator da Constituinte), vem pra cá que aqui é seu lugar, pois quando você tiver falta de ar, nós seremos a inalação, e quando atirarem na gente, você derruba o sujeito, pois desde já lhe nomeamos embaixador do Blog, atirador de elite, Coronel Nascimento (não confundir com o Ministro), gente boa, e de paz, porque quem não luta por ela, é péssimo, por isso escalamos o amigo(a), para fazer parte da nossa seleção WEB.

Ei bicho, a partir de agora, você não está mais sozinho, somos mais de 40 milhões só no Brasil e no mundo twitando, facebocando, orkutando, somos mais de 1 bilhão de pessoas. Acredite no nosso Blog, nós venceremos. E quando você tiver algum probleminha ou problemão, click na gente, traga até nós o seu problema ou solução, e a gente no devido tempo vai quebrar essa castanha.

Inaugure conosco a nossa nova fase. Em breve este Blog será como o filme Avatar, ou como aquela minúscula alga Spyro Gyra, que habita os mares e purifica a atmosfera terrestre, e que para os entendidos em música é a mais fantástica banda de jazz progressivo.

Acredite, O Ronaldo Fenômeno se aposentou, mas você jamais se aposentará deste Bolg, e sabe por que, amigo (a), porque você joga um bolão.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ongs: uma praga que proliferou no Governo LULA

Sempre entendi que existem algumas atividades de assistência social que é dever do estado para beneficiar o cidadão, mas que, ao longo dos anos, o governo LULA vem transferindo essas responsabilidades - que são suas - às ONGS e Fundações que, via de regra, são ligadas a políticos que tem fins eleitoreiros.

O Tribunal de Contas da União (TCU), constantemente chama às falas os dirigentes destas entidades “pilantropicas” (analogia de pilantragem e filantropia) a devolverem aos cofres públicos, valores que lhes foram confiados para execução de serviços que não foram executados nas mais diversas áreas.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: Vocês conhecem algum dirigente de ONG, que foi acusado de desvio de recursos públicos que está na cadeia? Dou dez minutos para responder... É como dizia meu saudoso pai: “Existem leis neste país, meu filho, somente para os três ‘P’s, ou seja, preto (igual ao seu pai), pobre e prostituta”. Em seguida exclamava: “Que país é este?”. Esta é parte de uma conversa que tive com meu pai há mais de trinta anos, e vejo que nada mudou.

Há um caso recente em que o TCU condenou a Organização dos Povos Indígenas do Médio Purus, a devolver aos cofres do Tesouro Nacional, valores do convênio feito com a FUNASA que somam mais de um milhão de reais. Tudo porque um dirigente da entidade deixou de prestar contas das parcelas recebidas que deveriam ser utilizadas na saúde dos indígenas. Agora, pasmem! O TCU autorizou a direção da ONG a pagar essa dívida em 24 parcelas. Se essa a moda pegar, dirigentes de entidades congêneres não temerão ser condenados, pois haverá a complacência da justiça, já que os valores dos recursos desviados poderão ser ressarcidos à União em módicas prestações mensais. Sou radicalmente contra essa medida porque é mais um estímulo a prática de atos escusos. O lugar mais adequado para essas pessoas, que burlam o erário público, é cadeia.

Todas as semanas os principais jornais do Brasil noticiam que dirigentes de ONGS são acusadas de desvios de recursos. O atual governo, nos últimos anos, foi quem mais incentivou parcerias com estas entidades, o que fica claro nesta relação é que algo está errado. Os escândalos estão aí, quase todos os dias, noticiados por intermédio da imprensa. Está na hora de ser revista essa relação entre Governo e ONGS. A nós, cidadãos, restam-nos denunciar essa conivência enunciada da farra com o dinheiro público, avalizada pela justiça.

Esse tipo de corrupção é literalmente cultural porque é consensual e de pleno conhecimento e interesse do governo que utiliza este artifício para beneficiar políticos do seu arco de alianças. Quando o estado terceiriza algumas atividades, muitas vezes por falta de competência e excesso de burocracia, abre espaço para estas entidades ‘pilantropicas’ se proliferem, por incompetência do Judiciário.

Enfim, o país está mudando, mas ainda é muito pouco. Esperamos que num futuro próximo a prática desse tipo de corrupção, também, faça parte da herança da nossa história que tanto maculam nossa sociedade, prejudicando as futuras gerações.

Por Paulo Onofre

Administrador em Gestão de Segurança Pública

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PERDEMOS O BONDE DA HISTÓRIA


Por volta de junho de 2009, começava a se delinear candidaturas para o Governo do Estado do Amazonas. Tínhamos à época como possíveis candidatos o então Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e o Prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, a partir do quadro que se desenhava, passei a defender que o nosso partido, o PDT, tivesse candidato ao Governo do Estado. O que me levou a chegar a essa conclusão foi que o PCdoB e PT - partidos que ao longo de muitos anos foram nossos aliados no bloco oposicionista -, estavam na situação, a nível federal, com LULA. Na esfera estadual o PCdoB foi cooptado pelo então Governador do Estado, Eduardo Braga, e passou a comandar uma Secretaria de Estado com seus filiados alocados em várias funções de confiança. Enquanto isso, o PT foi aquinhoado no mesmo governo com três Secretarias.

Durante quase três décadas era sempre esperada, em época de eleição, as coligações de esquerda em nosso estado. Sabia-se de cor e salteado os nomes dos partidos que comporiam o bloco de oposição: PT, PDT, PSB e PCdoB. Em inúmeras eleições travamos várias batalhas contra a oligarquia se instalara no estado pelas mãos de Gilberto Mestrinho, a partir de 1982.

Nessas eleições o PDT estava sem opções de coligação. De período passado restava o PSB, com quem tivemos uma experiência complicada na Prefeitura quando o nosso partido, em uma eleição quase que plebiscitária, conseguiu eleger Serafim (PSB) para Prefeito e Mário Frota (PDT), para Vice-Prefeito. Quebramos um ciclo de oligarquia que já perdurava quase vinte anos, desde a histórica eleição de Artur Virgilio Neto, em 1978, quando foi eleito Prefeito de Manaus.

Infelizmente o Serafim, que antes de ser prefeito era ‘todo ouvidos’, depois que assumiu a prefeitura, mudou da água para o vinho não ouvia mais ninguém. O resultado era previsível: perdeu a reeleição para Amazonino e passou negativamente para a história como o único Prefeito de Capital, candidato e reeleição, a ser derrotado nas últimas eleições.

Com isso enterrou todos os nossos sonhos de execramos da vida pública o Amazonino e seus asseclas. Nos meios políticos de Manaus, Serafim passou a ser alvo de gozações. Algumas pessoas passaram a dizer que ele ressuscitou politicamente Amazonino, que estava de pijamas em casa, preste a se aposentar. Por estas razões não via no momento como nosso partido pudesse compor com o PSB.

A partir de então, passei a incitar os membros do PDT a discutir o assunto de termos candidato a cargo majoritário, mas parece que pregava no deserto. Então decidi falar individualmente com todos os membros da comissão provisória do partido que sempre me alertavam dizendo que ‘a coisa estava sendo costurada em Brasília’.

Em setembro de 2009, fiquei ainda mais convicto de que eu tinha razão em defender o lançamento de candidato ao Governo do Estado quando li uma pesquisa na qual dava ao Deputado Luis Castro, cerca de 2% das intenções de votos para governador. Ora, se ele que não tem história na política amazonense que o credencie a lançar-se candidato a cargo majoritário tem esse percentual, então passei a ter, cada vez mais, convicção de que precisaríamos lançar candidato próprio e o principal indicado seria o vereador Mário Frota que, pela sua história, teria grandes chances de ser a grande opção do arco de alianças das oposições.

Em minha modesta avaliação aglutinaríamos pequenos partidos e teríamos chances de chegar a um percentual de 12% a 15% dos votos válidos o que significava algo em torno de 200 a 240 mil votos. O que me levava a acreditar que chegaríamos a esse percentual era a alta rejeição dos candidatos majoritários que era expressiva e levaríamos a eleição para um segundo turno.

Daí a minha crença de que o nosso partido faria, no mínimo, um deputado estadual, uma vez que, para atingirmos esse objetivo, a coligação deveria atingir coeficiente de algo em torno de 65 mil votos. Algo factível e sairíamos robustecido deste pleito como o único partido remanescente de um período histórico a fazer oposição no Amazonas, e se configuraria em um grande berço da resistência em nosso estado.

Continuei minha pregação de candidatura própria, mas ocorre que ninguém se mostrava interessado. No início de fevereiro de 2010, veio o primeiro aviso de Brasília: o PDT, vai apoiar o Alfredo. Mesmo assim continuava com a firme idéia e enfatizava que em um primeiro turno devêssemos ter candidato ao Governo, e em um eventual segundo turno seria dado apoio ao Alfredo. Apelava ao bom senso para que fosse dada a chance de caminharmos com os próprios pés, porém nada adiantou minha insistência já que alguns companheiros me aconselhavam, às vezes em tom de ameaça: ‘se continuares com essas idéias e elas forem compradas pelos demais membros da comissão provisória, corremos o risco de a executiva nacional intervir no PDT de Manaus’.

Hoje, quando o calendário marca 23 de setembro de 2010, tenho em mãos uma pesquisa que mostra o Omar Aziz, candidato ao Governo, apoiado por Eduardo Braga, com 49% das intenções de votos enquanto Alfredo Nascimento tem 34%. Pelo andar da carruagem não haverá 2 turno, e teremos um fato que entrará para a história política neste pleito: haverá um número expressivo de votos brancos e nulos como nunca visto em pleitos anteriores. Será a forma que a população encontrará para demonstrar o seu descontentamento com os rumos da política amazonense.

Enfim, ficamos sem ter um candidato ao Governo do Estado e a Deputado Federal, o único que temos foi imposto pela executiva do partido, Paulo Di Carli, mas o mesmo está prestes a desistir da candidatura alegando motivo de saúde. Dizem, na verdade, que sua desistência deve-se ao fato de que Amazonino tenha passado a apoiar seu vice-prefeito Carlos Souza, que se lançou a Deputado Federal; Paulo dava como certo o apoio de Amazonino.

Por fim, participamos de uma coligação um tanto esdrúxula a nível ideológico que mais parece um cruzamento de jacaré com cobra, e ficamos assim: PR, PT, PDT, PSL, PSDC e PSB, assim corremos o risco de não fazermos um deputado estadual.

Então, mais uma vez nosso partido participará de uma eleição como mero coadjuvante e com possibilidade de se tornar ainda menor, pois hoje temos um senador e um vereador ao final desta eleição pode ficar somente com um vereador. Daí eu ser frontalmente contra a verticalização. Ela obriga-nos a fazer composições com partidos que não coadunam com nossa proposta programática, e em alguns casos não respeitam as peculiaridades regionais. A próxima briga que teremos que incitar é por fim a essa fatídica verticalização, que obriga os partidos a fazerem composições nunca dantes imagináveis.

Por: Paulo Onofre

Administrador em Gestão de Segurança Pública

PERDEMOS O BONDE DA HISTÓRIA

Por volta de junho de 2009, começava a se delinear candidaturas para o Governo do Estado do Amazonas. Tínhamos à época como possíveis candidatos o então Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e o Prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, a partir do quadro que se desenhava, passei a defender que o nosso partido, o PDT, tivesse candidato ao Governo do Estado. O que me levou a chegar a essa conclusão foi que o PCdoB e PT - partidos que ao longo de muitos anos foram nossos aliados no bloco oposicionista -, estavam na situação, a nível federal, com LULA. Na esfera estadual o PCdoB foi cooptado pelo então Governador do Estado, Eduardo Braga, e passou a comandar uma Secretaria de Estado com seus filiados alocados em várias funções de confiança. Enquanto isso, o PT foi aquinhoado no mesmo governo com três Secretarias.
Durante quase três décadas era sempre esperada, em época de eleição, as coligações de esquerda em nosso estado. Sabia-se de cor e salteado os nomes dos partidos que comporiam o bloco de oposição: PT, PDT, PSB e PCdoB. Em inúmeras eleições travamos várias batalhas contra a oligarquia se instalara no estado pelas mãos de Gilberto Mestrinho, a partir de 1982.
Nessas eleições o PDT estava sem opções de coligação. De período passado restava o PSB, com quem tivemos uma experiência complicada na Prefeitura quando o nosso partido, em uma eleição quase que plebiscitária, conseguiu eleger Serafim (PSB) para Prefeito e Mário Frota (PDT), para Vice-Prefeito. Quebramos um ciclo de oligarquia que já perdurava quase vinte anos, desde a histórica eleição de Artur Virgilio Neto, em 1978, quando foi eleito Prefeito de Manaus.
Infelizmente o Serafim, que antes de ser prefeito era ‘todo ouvidos’, depois que assumiu a prefeitura, mudou da água para o vinho não ouvia mais ninguém. O resultado era previsível: perdeu a reeleição para Amazonino e passou negativamente para a história como o único Prefeito de Capital, candidato e reeleição, a ser derrotado nas últimas eleições.
Com isso enterrou todos os nossos sonhos de execramos da vida pública o Amazonino e seus asseclas. Nos meios políticos de Manaus, Serafim passou a ser alvo de gozações. Algumas pessoas passaram a dizer que ele ressuscitou politicamente Amazonino, que estava de pijamas em casa, preste a se aposentar. Por estas razões não via no momento como nosso partido pudesse compor com o PSB.
A partir de então, passei a incitar os membros do PDT a discutir o assunto de termos candidato a cargo majoritário, mas parece que pregava no deserto. Então decidi falar individualmente com todos os membros da comissão provisória do partido que sempre me alertavam dizendo que ‘a coisa estava sendo costurada em Brasília’.
Em setembro de 2009, fiquei ainda mais convicto de que eu tinha razão em defender o lançamento de candidato ao Governo do Estado quando li uma pesquisa na qual dava ao Deputado Luis Castro, cerca de 2% das intenções de votos para governador. Ora, se ele que não tem história na política amazonense que o credencie a lançar-se candidato a cargo majoritário tem esse percentual, então passei a ter, cada vez mais, convicção de que precisaríamos lançar candidato próprio e o principal indicado seria o vereador Mário Frota que, pela sua história, teria grandes chances de ser a grande opção do arco de alianças das oposições.
Em minha modesta avaliação aglutinaríamos pequenos partidos e teríamos chances de chegar a um percentual de 12% a 15% dos votos válidos o que significava algo em torno de 200 a 240 mil votos. O que me levava a acreditar que chegaríamos a esse percentual era a alta rejeição dos candidatos majoritários que era expressiva e levaríamos a eleição para um segundo turno.
Daí a minha crença de que o nosso partido faria, no mínimo, um deputado estadual, uma vez que, para atingirmos esse objetivo, a coligação deveria atingir coeficiente de algo em torno de 65 mil votos. Algo factível e sairíamos robustecido deste pleito como o único partido remanescente de um período histórico a fazer oposição no Amazonas, e se configuraria em um grande berço da resistência em nosso estado.
Continuei minha pregação de candidatura própria, mas ocorre que ninguém se mostrava interessado. No início de fevereiro de 2010, veio o primeiro aviso de Brasília: o PDT, vai apoiar o Alfredo. Mesmo assim continuava com a firme idéia e enfatizava que em um primeiro turno devêssemos ter candidato ao Governo, e em um eventual segundo turno seria dado apoio ao Alfredo. Apelava ao bom senso para que fosse dada a chance de caminharmos com os próprios pés, porém nada adiantou minha insistência já que alguns companheiros me aconselhavam, às vezes em tom de ameaça: ‘se continuares com essas idéias e elas forem compradas pelos demais membros da comissão provisória, corremos o risco de a executiva nacional intervir no PDT de Manaus’.
Hoje, quando o calendário marca 23 de setembro de 2010, tenho em mãos uma pesquisa que mostra o Omar Aziz, candidato ao Governo, apoiado por Eduardo Braga, com 49% das intenções de votos enquanto Alfredo Nascimento tem 34%. Pelo andar da carruagem não haverá 2 turno, e teremos um fato que entrará para a história política neste pleito: haverá um número expressivo de votos brancos e nulos como nunca visto em pleitos anteriores. Será a forma que a população encontrará para demonstrar o seu descontentamento com os rumos da política amazonense.
Enfim, ficamos sem ter um candidato ao Governo do Estado e a Deputado Federal, o único que temos foi imposto pela executiva do partido, Paulo Di Carli, mas o mesmo está prestes a desistir da candidatura alegando motivo de saúde. Dizem, na verdade, que sua desistência deve-se ao fato de que Amazonino tenha passado a apoiar seu vice-prefeito Carlos Souza, que se lançou a Deputado Federal; Paulo dava como certo o apoio de Amazonino.
Por fim, participamos de uma coligação um tanto esdrúxula a nível ideológico que mais parece um cruzamento de jacaré com cobra, e ficamos assim: PR, PT, PDT, PSL, PSDC e PSB, assim corremos o risco de não fazermos um deputado estadual.
Então, mais uma vez nosso partido participará de uma eleição como mero coadjuvante e com possibilidade de se tornar ainda menor, pois hoje temos um senador e um vereador ao final desta eleição pode ficar somente com um vereador.
Daí eu ser frontalmente contra a verticalização. Ela obriga-nos a fazer composições com partidos que não coadunam com nossa proposta programática, e em alguns casos não respeitam as peculiaridades regionais. A próxima briga que teremos que incitar é por fim a essa fatídica verticalização, que obriga os partidos a fazerem composições nunca dantes imagináveis.
Por: Paulo Onofre
Administrador em Gestão de Segurança Pública

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CPI da Exploração Sexual: casos sem punições, processo rumoroso envolve o governador do Amazonas.


Passo a transcrever na integra a reportagem veiculada no jornal O Globo, datado de 23 de agosto de 2010, segunda-feira, matéria escrita pelos jornalistas Demétrio Weber e Sérgio Marques tem como chamada “CPI da Exploração Sexual: casos sem pinicões” enfatiza que o processo mais rumoroso envolve o governador do Amazonas. Diz que seis anos após o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da exploração sexual, três casos rumorosos investigados pelo Congresso em 2004 ainda não foram divulgados, terminaram em absolvição ou acabaram descartados pelo Ministério Público. O de maior destaque envolve a suspeita de o governador do Amazonas e candidato a reeleição, Omar Aziz (PMN), tenha feito programa com uma jovem de 15 anos, em 2003, quando era vice-governador. Ele nega.
A acusação contra Aziz, vice-governador na época do escândalo tem origem em um inquérito da Policia Civil sobre a atuação de duas cafetinas, em Manaus.
Em depoimento a policia, disse que tivera um encontro com um homem chamado Omar. O caso virou um escândalo político, mas na justiça não foi longe. Em 2005, o MP descartou a participação de Aziz sem sequer interrogá-lo. E a investigação prosseguiu com focos de outros personagens.
O promotor João Lucio de Almeida Ferreira excluiu Aziz da investigação com base somente em depoimento da jovem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Amazonas. Na ocasião, ela voltou atrás e desmentiu o que sugerirá no depoimento á policia, a CPI do Congresso e a revista “Época”, na qual narrou detalhes do encontro, afirmando que se tratava do vice-governador.
A CPI estadual foi criada em 2004, a pedido de Aziz, depois que o caso veio a público no Congresso em Brasilia. Duas fotos do vice-governador foram mostradas a garota. Ela negou que fosse ele o homem que quem recebera RS 150 para fazer um programa no segundo andar de uma loja de material de construção, em Manaus- o imóvel pertencia a um irmão de Aziz.
A CPI, não ouviu o vice-governador, o irmão e nem a delegada que investigou o caso. Para o promotor, porém, bastou: “Afastada está noticiada suspeita de participação do vice-governador Omar Aziz no delito”, escreveu João Lucio. À CPI, a garota negou até que tivesse concedido a entrevista á Época. Porém, posteriormente a adolescente admitiu ter mentido sobre isso. Interrogada pela Policia Federal, numa eventual tentativa de extorsão contra Aziz, na eleição de 2008, ela confirmou na entrevista.
Ela disse que deu a entrevista em um shopping no Rio Grande do Sul. Mas que a mãe não havia autorizado, por ela ser de menor. Para mim, é um fato superado – diz Lino Chixaro, advogado de Aziz.
Hoje a jovem, maior de idade, e casada e tem filhos. O GLOBO entrou em contato com a mãe dela, que não quis dar entrevista. Mas, indagada sobre os desmentidos da CPI, ela disse apenas que a filha pode esclarecer o fato. Confirmou a entrevista a “Época” e acrescentou.
Nós não nos vendemos. O nome de Aziz acabou retirado do relatório final da CPI do Congresso, em votação apertada: 8 a 7. A mobilização em favor do então vice-governador foi liderada pelo senador Arthur Virgilio Neto (PSDB). O inquérito no qual Aziz e citado teve continuidade. Uma das investigadas foi Darcley Cristina Dias Macedo, apontada pela CPI, como cafetina que prestava serviços para políticos e empresários do Amazonas. Ela nega. O processo com inquérito desapareceu do Fórum Enock Reis, em Manaus. O ultimo movimento registrado foi em 2008. Não está claro se houve denuncia do MP.
A denuncia de Aziz virou assunto na atual campanha, como já ocorrera em 2008, quando disputou e perdeu a Prefeitura. Cartazes apócrifos chamam o governador de pedófilo.

A opinião deste blogueiro, que este processo tem que chegar ao final, caso fique comprovada a culpabilidade do Omar, que ele seja punido exemplarmente até com a perda de mandato, sendo inocentado que os meios de comunicação divulguem como forma de reparar os danos causados ao Governador. O que me deixa surpreso é que a mídia local não deu sequer uma linha a respeito do fato contido nesta matéria, veiculada no jornal O Globo, será que há alguma coisa de tão grave que tenha que ser escondido da sociedade?