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terça-feira, 12 de abril de 2011

Feira de Santo Antonio: A reforma que vai casar com a Copa de 2014.

Alô prefeito: vamos reformar e modernizar a Feira do Santo Antônio.

Criada em 1985 pelo prefeito na época, Amazonino Mendes, com o objetivo de abrigar os remanescentes feirantes da Feira do Produtor, que era ali ao lado do Estádio Vivaldo Lima, a Feira do Santo Antônio, é hoje uma enorme construção que supera em exorbitância, a demanda de compradores que moram pelas cercanias do referido bairro que dá nome a citada feira.

Manaus é a terra do arreganha tudo, como diz aquela canção de sucesso do cantor Elimar Santos, aqui ou é 8 ou é 800, e assim foi construída a hoje “feira fantasma”, situada em frente da sede da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Um negócio gigantesco bem à venta dos vereadores, que até agora, não dizem nada, nem fazem o que deviam fazer, fiscalizar a coisa pública. E tudo isso bem na cara dos atarefados edis, sempre apressados e nervosos dando prioridade a seus projetos de grande relevância para a sociedade. Vejamos alguns: Dia do Moto-taxista; Dia da Sogra e outros que são alvos de gozações pela sociedade. Talvez, por isso é que nossos vereadores não tenham tido tempo para olhar como diz o caboclo nem que seja com o rabo do olho para a dita feira, pois ela está aí, como uma baleia enorme fincada em frente a nossa Casa Legislativa Municipal, como nosso bairro é pequeno não tem uma soma expressiva de eleitores somos como piabas e jejus (alusão a peixes pequenos), nossos problemas passam a não ter pressa para serem solucionados.

Já que ninguém faz nada mesmo, este blog vai sentar a pua e dar algumas dicas para o aproveitamento do espaço já construído e que é uma beleza de enormidade:

SUGESTÕES

1. A metade da Feira, 50% do espaço físico, que dá acesso pela antiga rua São José, poderá funcionar como Praça de Alimentação, logicamente com toda a infra-estrutura que o citado logradouro requer, instalando caixas eletrônicos de diversos bancos, casas lotéricas, lanchonetes, restaurantes, bancas de revista, lan house e outras atividades comerciais inerentes a esse tipo de comércio, não esqueçamos dos sanitários decentes, etc.;

2. A outra parte, 25% do espaço, com acesso pela rua Padre Agostinho Caballero Martin, poderá ser dividida em boxes para vendas de carnes, peixes, derivados e produtos hortifrutigranjeiros.

3. E o último, 25%, também com acesso pela rua Padre Agostinho Caballero Martin deverá abrigar lojas variadas com vendas de confecções, bijuterias, papelaria, fotocópias, chaveiros, mercearia e outros.

Vislumbro que uma praça de alimentação com toda infra-estrutura, atenderá não somente os moradores do bairro de Santo Antonio, que a implementação deste projeto beneficiará também os circunvizinhos bairros de São Jorge, Vila da Prata, Compensa, São Raimundo e Glória, nossos jovens ganharão uma área de lazer e um point de encontro.

Alô prefeito: vamos reformar e modernizar a Feira do Santo Antônio. Vamos transformar essa Orca numa belíssima Baleia Azul, aliás o senhor começou bem, então termine essa maravilha, e receba as bênçãos do Santo padroeiro de nosso Bairro. Então viva Santo Antônio.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prédio da Defensoria Pública prestes a desabar

Parte do prédio, onde funcionou uma sapataria já
pegou fogo devido as precárias insatalações elétricas.

É ali defronte do antigo Hotel Amazonas que está fincado o prédio que durante muitos anos abrigou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas, hoje entregue ao abandono sem atender a nenhum benefício da comunidade manauara, mas que pode ser reaproveitado, uma vez que é um ponto convergente onde passam pelo local grande massa da população que vão às compras no Centro Comercial de Manaus. O prédio possui acomodações propícias para atender a demanda dos camelôs, já que a obra do Shopping do Camelô foi embargada pelas autoridades, criando para nossa cidade um impasse infernal, pois os citados micro-empresários têm que sair do espaço que ocupam, pois transformaram o centro comercial de Manaus num bazar fantasmagórico só comparável àquelas cenas das feiras hiper-realistas dos filmes que vimos tantas vezes em nossa infância, é claro, nos cines Guarani e no Politheama.

O certo é que temos que mudar urgentemente o visual urbano da área comercial, hoje quase que totalmente ocupada pelos camelôs, que dirão nossos visitantes (turistas) obrigados a conviver com uma cena dantesca daquela natureza, onde não somente mercadorias são vendidas ao longo das calçadas como também alimentos, que estão expostos à mostra sem qualquer preocupação de higiene, sem contar que todos aqueles tugúrios disformes feitos de grade, papelão, e plástico, uma coisa absurda, horrorosa, que enfeia a maior metrópole da Amazônia Ocidental.

Ali no prédio onde funcionou a Defensoria poderá ser adaptado um mini-shopping para abrigar os camelôs, a estimativa é de algo em torno de 300 trezentos, pelo menos, atendendo assim a demanda comercial desses trabalhadores e resgatando sua dignidade, transformando-os em micro-comerciantes, capacitando-os através de cursos e organizando-os em cooperativa.

Não esqueçamos que no final da década de 80 fomos brindados com fatos insólitos, quando os camelôs foram vítimas de espancamentos pelos chamados rapas da Prefeitura de Manaus e por policiais que, por determinação do Prefeito da época, que de forma atabalhoada tentou retirar na marra estes trabalhadores do centro comercial de Manaus, seus comandados não mediram esforços para atender as ordens daquele que pousava como liderança política emergente em nossa cidade.

Dona Nadir que trabalha até dias de hoje como camelô na Rua Henrique Martins, conta que quando os policiais truculentos chegaram ao centro de Manaus, comandado pelo Capitão Bonates, baixaram a porrada nesses sofridos trabalhadores, e que seus pertences foram surrupiados além de sua liberdade constitucional. Os rapas interceptavam materiais de toda ordem até as bacias de banana frita eram apreendidas e depois junto com os guardas iam comer as deliciosas iguarias caboclas, com refresco de gengibre, que a verve amazônica chamava de gengibirra. Que saudade!

Assim sendo, temos que trabalhar em cima de pequenos projetos como esse que sugerimos, deixem de sonhar com projetos grandiosos e mirabolantes saídos das cabeças de alguns tecnocratas megalomaníacos que assessoram o Prefeito, quem sabe dando valor às nossas coisas, reformando-as e adaptando-as à nossa realidade desburocratizando as ações, já que se não fizermos assim, isto é a Copa vai escapulir entre nossos dedos, e o Pará é quem vai ser o maior beneficiado pela nossa incompetência e inoperância porque Manaus perderá a oportunidade única de ser cidade sub-sede da Copa de 2014. Temos que fazer alguma coisa, pois do jeito que está a casa cai, não esqueçam que o tempo urge.

Abram o olho! Os paraenses são bons de bola e bons de boca, pois a Copa pode ir para Belém. Sumano, tô te avisando. Paraense é esperto e tá de olho aberto, que nem cururú na beira do rio, caçando carapanã, como diz aquele adágio popular: “quem avisa amigo é”.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Militante Político e Social

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Estação Rodoviária ficou pequena para Manaus

A Estação Rodoviária de Manaus está ultrapassada e não vai
atender a demanda de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014

Há coisas na vida que é tão óbvio que não precisa o cidadão perder tempo para fazer análise profunda sobre a questão da infra-estrutura da nossa cidade. Refiro-me ao Terminal Rodoviário - construído há três décadas pelo então prefeito de Manaus, José Fernandes - que já deu a sua contribuição e hoje não consegue atender a demanda de passageiros que viajam para comunidades de Manaus, alguns municípios do Amazonas, estados vizinhos e países limítrofes como: Caribe e Guiana Inglesa.

Esse terminal de passageiros foi construído para atender uma cidade de 700 mil habitantes, e hoje Manaus conta com mais de dois milhões de pessoas. O prédio tem uma péssima apresentação as paredes estão deterioradas pelo tempo, o mau cheiro exala de seus esgotos entupidos e quando chove o local se transforma numa piscina, que os moradores das proximidades apelidam de “Sapolândia”, devido ao coaxar ensurdecedor de sapos que fazem trilha de fundo da orquestra “sapônica” da velha Estação Rodoviária de Manaus.

Gostaríamos que o poder público fizesse um estudo estratégico para construir uma nova Estação Rodoviária, próximo ao antigo balneário da Ponte da Bolívia, aproveitando o escoamento natural dos passageiros que trafegam pela BR-174 e AM-010. Ali poderia ser instalada uma estação rodoviária moderna, com infra-estrutura à altura de uma capital que foi escolhida pela FIFA, como cidade sede da Copa do Mundo de 2014.

Imagine qual seria a reação dos turistas que, durante a Copa do Mundo de 2014, fossem visitar as cachoeiras e outras belezas naturais de Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e outros municípios. Acredito que depois de se acotovelarem num local que não oferece a menor estrutura, com certeza será a primeira e a última vez que estes visitantes farão a esta região.

Alguns amigos, para amenizar a minha crítica, enfatizam que o turista europeu, aquele mochileiro que vem para a Amazônia, não liga para as questões da hospitalidade porque gostam de aventura. Retruco dizendo para não confundir aventura com falta de estrutura que gera o desconforto, daí a nossa preocupação.

O certo é que não podemos apresentar ao mundo, por meio da mídia internacional e aos torcedores nacionais e estrangeiros que estarão em nossa cidade, uma estação rodoviária como a nossa, que hoje não possui as mínimas condições de atender a demanda local e a internacional.

Este blogueiro que se preocupa com o estado da atual da Estação Rodoviária de Manaus, pede às autoridades, que recebem um gordo salário pago com o dinheiro do contribuinte, que se preocupem mais com o assunto em questão. Manaus, a quarta cidade mais rica do Brasil, não pode continuar tendo uma um terminal de passageiros nanico e fedorento, que em tempos de chuva se transforma num criadouro infernal de larvas do aedes aegypti, contribuindo assim para disseminar ainda mais o surto da dengue em nossa capital.

E como diz a dona Amilcar das Dores, vizinha lá do Bairro da União: “Seu menino, a Rodoviária virou a Lagoa da Dengue, cruz credo”!

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Militante Político e Social

quarta-feira, 6 de abril de 2011

FEIRA DA MANAUS MODERNA

Quanto à velha Feira da Manaus Moderna, ponham a mesma mais pra diante, ali pertinho da Feita da Banana, naquela área onde o Serafim, quando foi Prefeito, prometeu instalar o Shopping dos Camelôs

Pois é, a Feira da Manaus Moderna foi instalada provisoriamente naquele local e tudo leva a crer, sem qualquer projeto, havendo somente a preocupação de resolver um problema momentâneo. Com a construção daquele monstrengo morreu parte da história da nossa cidade, os prédios históricos da Escadaria dos Remédios ficaram escondidos e a cidade - construída de costa para o rio, com seu rosto moreno representado, também, pela cidade fluvial mais linda do Brasil - está agonizando à espera de soluções por parte do poder público.

Como Manaus é uma das cidades da Copa de 2014, é preciso tirar esse monstrengo da orla metropolitana da cidade, construindo ali um projeto arquitetônico viável com uma urbe que já tem mais de 2 milhões de habitantes.

Poderá ser construído no local um grande logradouro de lazer ecológico, aproveitando o ar puro do rio Negro, com vegetação própria ao espaço e arquitetura conveniente com o século XXI; não aquelas coisas horríveis neo-coloniais como as plataformas de ônibus do expresso que estão desabando no chão, pondo em risco a vida da população.

Por que não construir no local a “Praça do Pescador” ou a “Praça de Ajuricaba”, com pistas de Cooper e brinquedos infantis? No local poderíamos ainda construir um Mirante com biblioteca, virado para o pôr-do-sol, ou um projeto arquitetônico com dupla face, virado para o amanhecer e vice-versa. São idéias simples e funcionais para ajudar na revitalização do centro histórico de Manaus.

A nossa capital precisa sair da era do gelo, e dar um salto quântico tanto na vida das pessoas como na sua arquitetura, modernizando e civilizando o nosso status quo. Os governantes precisam saber que o conceito político de administrar tem que ter resultantes na práxis, isto é, na realidade da vida comum. Temos que nos atualizar com as conquistas do século XXI, senão vamos ficar para trás.

Quanto à velha Feira da Manaus Moderna, ponham a mesma mais pra diante, ali pertinho da Feita da Banana, naquela área onde o Serafim, quando foi Prefeito, prometeu instalar o Shopping dos Camelôs, com essa medida reduziríamos o engarrafamento de veículos hoje existente no local.

Agora imaginem mês de junho em plena Copa 2014, ocorrer uma enchente tal qual aconteceu em 2008 quando parte da feira da Manaus Moderna ficou submersa. Seria um cartão postal inóspito para os turistas que teriam de caminhar pelas pontes improvisadas de madeira na tentativa de chegar às dependências da feira, um espetáculo humilhante para o povo amazonense, como diria o caboclo Dunga, estivador do Porto de Manaus: “como desgraça pouco é tiquinho”, vamos trazer alguns flutuantes residenciais que estão construídos no igarapé de São Raimundo, nas proximidades da antiga Sucam e instalar na frente ao porto de Manaus.

Então façamos o que tem que ser feito: vamos tirar a estopilha do lindo rosto de Manaus, a quarta cidade mais rica do Brasil.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Militante Político e Social