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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Manaus às traças

Dia 14 de abril caminhava para a Prefeitura de Manaus quando deparei com uma situação inusitada. Na Rua Padre Martin Caballero Martin com a Avenida Brasil, um veículo S-10 havia caído num bueiro e o proprietário, indignado, falava em alto e bom tom: “Isso está acontecendo no ‘fundinho’ da Prefeitura, imagine no resto da cidade, como não está?”. Lembrei de uma matéria veiculada no jornal A Crítica, no início deste mês, a qual dizia que 85% dos bueiros de Manaus não possuem a tampa de proteção.


Não faz um ano que as faixas de segurança de pedestres foram instaladas nas principais ruas de Manaus. Tudo indica que o material utilizado na sinalização é de baixa qualidade. A pintura já está se desprendendo do asfalto, conforme mostra a foto.


Empresário decidiu instalar uma academia de ginástica, até aí tudo bem. Ocorre que o cidadão decidiu usar toda a extensão da calçada para construir os degraus da escada que dão acesso ao seu empreendimento. Ao passar pela calçada, os pedestres precisam desviar o caminho passando pela rua correndo risco de acidente de trânsito. Ah, sim, o endereço fica no D. Pedro, naquela rua que fica atrás da Polícia Federal. Como diz o caboclo: “Ali na ilharga”. Alô Imblurb, secretário Manoel Ribeiro, cadê a fiscalização?


Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Militante Político e Social

quinta-feira, 14 de abril de 2011

BAR SÃO MARCOS – CHOPEITO DE AÇO.

O "Bar dos Cornos" faz parte da nostalgia etílica manauara.

Uma viagem memorial e espumante, aporta no cais da nossa lembrança, quando recordamos os áureos tempos do tradicional bar São Marcos, que faz parelha sentimental e etílica, com bares notáveis de Manaus, como o Caldeira, onde tomamos uma cerveja geladíssima com Vinícius de Morais, ou no Galo Carijó, onde eu, Gutinho, compositor e presidente eterno do Pecezão no Amazonas, e o internacional Capinam, letrista de Ponteio, música de Edu Lobo, campeã do festival da Record, ou no bar do Raimundo Caroço, que era ali no canto da Praça da Saudade, onde novamente eu, Anibal Beça, Lucio Palheta e o Milson Sahdo, que formávamos o quarteto Tom 4, conhecemos um outro fantástico letrista amazônico, Rui Barata, que fez a letra de Foi Assim, música de Paulo André, sucesso de Fafá de Belém. O Rui, além de talentoso poeta era um grande boêmio. O São Marcos era e é paralelo notívago de todos esses bares enluarados que compõem juntamente com o Bar do Armando, a acrópole da boemia e da intelectualidade do Estado do Amazonas.

Maninho, como diz o Curupira de Fogo, o nosso ex-senador Evandro Carreira, isso é Manaus, e isso é o Bar do São Marcos, também conhecido como o “bar dos cornos” não me perguntei porque, o proprietário era um português o saudoso José Luiz, o Peito de Aço. Segundo o Paulo Onofre, o calango obidense mais politizado da Amazônia, freqüentador assíduo do local nas décadas de 70 e 80, conheceu de perto o proprietário do boteco , enfatiza com saudades dizendo era em sujeito popular e pródigo, sempre tratando bem a clientela de bebedores do bom chope, hoje coisa difícil em Manaus, onde tantas vezes, em bares obtusos, os broncos garçons mal olham para o sujeito, como se estivessem fazendo um favor em vender suas cervejas quentes e sem tira gosto. Naqueles bares da Feira do Santo Antonio, costumam fazer isso.

Durma-se com um barulho desses, Manaus tem tudo de bom, mas tem gente que ainda não entendeu que somos uma metrópole civilizada, e devemos tratar os fregueses bem, pois eles é que dão lucro.

Temos saudade dos bons tempos! Ufa, mas essa canalha está implodindo a alma boa de nossa cidade. Principalmente em nossos bares, onde as pessoas esperam uma era glacial, para serem mal servidas, e além do mais quando a dita vem, vem vestida de Saara. Por isso lembramos do bar São Marcos, e do gentil Peito de Aço, um sorriso aberto e espumante na noite manauara.

Alexandre Otto, é escritor,

membro do Clube da Madrugada

terça-feira, 12 de abril de 2011

Feira de Santo Antonio: A reforma que vai casar com a Copa de 2014.

Alô prefeito: vamos reformar e modernizar a Feira do Santo Antônio.

Criada em 1985 pelo prefeito na época, Amazonino Mendes, com o objetivo de abrigar os remanescentes feirantes da Feira do Produtor, que era ali ao lado do Estádio Vivaldo Lima, a Feira do Santo Antônio, é hoje uma enorme construção que supera em exorbitância, a demanda de compradores que moram pelas cercanias do referido bairro que dá nome a citada feira.

Manaus é a terra do arreganha tudo, como diz aquela canção de sucesso do cantor Elimar Santos, aqui ou é 8 ou é 800, e assim foi construída a hoje “feira fantasma”, situada em frente da sede da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Um negócio gigantesco bem à venta dos vereadores, que até agora, não dizem nada, nem fazem o que deviam fazer, fiscalizar a coisa pública. E tudo isso bem na cara dos atarefados edis, sempre apressados e nervosos dando prioridade a seus projetos de grande relevância para a sociedade. Vejamos alguns: Dia do Moto-taxista; Dia da Sogra e outros que são alvos de gozações pela sociedade. Talvez, por isso é que nossos vereadores não tenham tido tempo para olhar como diz o caboclo nem que seja com o rabo do olho para a dita feira, pois ela está aí, como uma baleia enorme fincada em frente a nossa Casa Legislativa Municipal, como nosso bairro é pequeno não tem uma soma expressiva de eleitores somos como piabas e jejus (alusão a peixes pequenos), nossos problemas passam a não ter pressa para serem solucionados.

Já que ninguém faz nada mesmo, este blog vai sentar a pua e dar algumas dicas para o aproveitamento do espaço já construído e que é uma beleza de enormidade:

SUGESTÕES

1. A metade da Feira, 50% do espaço físico, que dá acesso pela antiga rua São José, poderá funcionar como Praça de Alimentação, logicamente com toda a infra-estrutura que o citado logradouro requer, instalando caixas eletrônicos de diversos bancos, casas lotéricas, lanchonetes, restaurantes, bancas de revista, lan house e outras atividades comerciais inerentes a esse tipo de comércio, não esqueçamos dos sanitários decentes, etc.;

2. A outra parte, 25% do espaço, com acesso pela rua Padre Agostinho Caballero Martin, poderá ser dividida em boxes para vendas de carnes, peixes, derivados e produtos hortifrutigranjeiros.

3. E o último, 25%, também com acesso pela rua Padre Agostinho Caballero Martin deverá abrigar lojas variadas com vendas de confecções, bijuterias, papelaria, fotocópias, chaveiros, mercearia e outros.

Vislumbro que uma praça de alimentação com toda infra-estrutura, atenderá não somente os moradores do bairro de Santo Antonio, que a implementação deste projeto beneficiará também os circunvizinhos bairros de São Jorge, Vila da Prata, Compensa, São Raimundo e Glória, nossos jovens ganharão uma área de lazer e um point de encontro.

Alô prefeito: vamos reformar e modernizar a Feira do Santo Antônio. Vamos transformar essa Orca numa belíssima Baleia Azul, aliás o senhor começou bem, então termine essa maravilha, e receba as bênçãos do Santo padroeiro de nosso Bairro. Então viva Santo Antônio.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Prédio da Defensoria Pública prestes a desabar

Parte do prédio, onde funcionou uma sapataria já
pegou fogo devido as precárias insatalações elétricas.

É ali defronte do antigo Hotel Amazonas que está fincado o prédio que durante muitos anos abrigou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas, hoje entregue ao abandono sem atender a nenhum benefício da comunidade manauara, mas que pode ser reaproveitado, uma vez que é um ponto convergente onde passam pelo local grande massa da população que vão às compras no Centro Comercial de Manaus. O prédio possui acomodações propícias para atender a demanda dos camelôs, já que a obra do Shopping do Camelô foi embargada pelas autoridades, criando para nossa cidade um impasse infernal, pois os citados micro-empresários têm que sair do espaço que ocupam, pois transformaram o centro comercial de Manaus num bazar fantasmagórico só comparável àquelas cenas das feiras hiper-realistas dos filmes que vimos tantas vezes em nossa infância, é claro, nos cines Guarani e no Politheama.

O certo é que temos que mudar urgentemente o visual urbano da área comercial, hoje quase que totalmente ocupada pelos camelôs, que dirão nossos visitantes (turistas) obrigados a conviver com uma cena dantesca daquela natureza, onde não somente mercadorias são vendidas ao longo das calçadas como também alimentos, que estão expostos à mostra sem qualquer preocupação de higiene, sem contar que todos aqueles tugúrios disformes feitos de grade, papelão, e plástico, uma coisa absurda, horrorosa, que enfeia a maior metrópole da Amazônia Ocidental.

Ali no prédio onde funcionou a Defensoria poderá ser adaptado um mini-shopping para abrigar os camelôs, a estimativa é de algo em torno de 300 trezentos, pelo menos, atendendo assim a demanda comercial desses trabalhadores e resgatando sua dignidade, transformando-os em micro-comerciantes, capacitando-os através de cursos e organizando-os em cooperativa.

Não esqueçamos que no final da década de 80 fomos brindados com fatos insólitos, quando os camelôs foram vítimas de espancamentos pelos chamados rapas da Prefeitura de Manaus e por policiais que, por determinação do Prefeito da época, que de forma atabalhoada tentou retirar na marra estes trabalhadores do centro comercial de Manaus, seus comandados não mediram esforços para atender as ordens daquele que pousava como liderança política emergente em nossa cidade.

Dona Nadir que trabalha até dias de hoje como camelô na Rua Henrique Martins, conta que quando os policiais truculentos chegaram ao centro de Manaus, comandado pelo Capitão Bonates, baixaram a porrada nesses sofridos trabalhadores, e que seus pertences foram surrupiados além de sua liberdade constitucional. Os rapas interceptavam materiais de toda ordem até as bacias de banana frita eram apreendidas e depois junto com os guardas iam comer as deliciosas iguarias caboclas, com refresco de gengibre, que a verve amazônica chamava de gengibirra. Que saudade!

Assim sendo, temos que trabalhar em cima de pequenos projetos como esse que sugerimos, deixem de sonhar com projetos grandiosos e mirabolantes saídos das cabeças de alguns tecnocratas megalomaníacos que assessoram o Prefeito, quem sabe dando valor às nossas coisas, reformando-as e adaptando-as à nossa realidade desburocratizando as ações, já que se não fizermos assim, isto é a Copa vai escapulir entre nossos dedos, e o Pará é quem vai ser o maior beneficiado pela nossa incompetência e inoperância porque Manaus perderá a oportunidade única de ser cidade sub-sede da Copa de 2014. Temos que fazer alguma coisa, pois do jeito que está a casa cai, não esqueçam que o tempo urge.

Abram o olho! Os paraenses são bons de bola e bons de boca, pois a Copa pode ir para Belém. Sumano, tô te avisando. Paraense é esperto e tá de olho aberto, que nem cururú na beira do rio, caçando carapanã, como diz aquele adágio popular: “quem avisa amigo é”.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Militante Político e Social