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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Jefferson Praia reestrutura PDT em todo Amazonas

Frank Lopes Pereira, Jefferson Praia e Milson Pascoalini, do PDT

O ex-senador Jefferson Praia, presidente da Comissão Provisória do PDT/AM, iniciou visita aos municípios do Amazonas, com objetivo de reestruturar a legenda com vistas às próximas eleições de 2012. Durante reunião com lideranças no município de Iranduba, convidou o empresário Frank Lopes Pereira a se filiar ao PDT para ser o candidato à prefeito daquela cidade pela agremiação partidária fundada pelo saudoso Leonel Brizzola.

Segundo Praia o objetivo da executiva do PDT/AM é lançar em 40 municípios do Amazonas, candidatos a prefeito e a vice-prefeito. Hoje o partido conta com 3 vice-p refeitos e 27 vereadores e a meta para a próxima eleições é eleger 60 vereadores em todo e estado.

Por Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ciclovias para Manaus 2014


Roma, Cidade Eterna, tem ciclovias que facilita o trânsito e melhora também a saúde dos usuários que fazem da bicicleta um meio de transporte barato e salutar, pois além de economizar dinheiro, a pessoa que usa a sua bike como meio de transporte, também melhora o escoamento do tráfego - atualmente um caos em quase todas as capitais do planeta.

É aí que entra a pergunta: Por que não fazemos ciclovias em Manaus, aproveitando a linha central de nossas vias, principalmente a Grande Circular, Torquato, Constantino Nery e vias principais da Cidade Nova, locais onde tem bastante espaço central para a execução de ao menos uma grande ciclovia circular, algo em torno de 60 quilômetros?

Belém possui 60 quilômetros de ciclovias (vide foto), sendo alguns trechos - como na Av. Almirante Barroso - de mão dupla. Nossa cidade fincada no centro da Amazônia poderia ser um exemplo para as demais capitais brasileiras se os amazonenses passassem a usar esse meio de transporte ecológico, pois o usuário além de praticar um saudável e aeróbico exercício, ainda aproveitaria a visão panorâmica proporcionada por esse salutar esporte.

A idéia da ciclovia somaria bastante com as resultantes das obras de escoamento urbano configuradas no projeto de infra-estrutura de Manaus, cidade sub-sede da Copa 2014. E com pródigas atenuantes econômicas, pois a construção de ciclovias é baratíssima, em comparação com o preço das obras do monotrilho, BRT.

O Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus devem equacionar essa idéia, pois a mesma somaria sobremaneira no sistema de transporte para o nosso povo manauara, principalmente para os jovens que fariam do modelo, uma prática de esporte, pois a bicicleta, que já foi inspiração para o compositor Marcos Valle compor uma de suas canções de sucesso, também será inspiração para políticos amazonenses exercitarem suas cacholas num projeto que será um tremendo sucesso, e que terá todo o apoio da população manauara. Até os ‘velhinhos e velhinhas’ irão gostar, e muito, de dar uma voltinha de bicicleta, que teria o seu terminal como o dos ônibus, em menor proporção. E para terminar, com tudo de graça, isto é, cada usuário de bike, devidamente cadastrado, pegará uma bicicleta na “Estação Bicicletária” e na volta entregará a mesma ao setor. Tudo isso, sem gastar um tostão furado.

O povo amazonense merece transporte gratuito, pois já ralou muito com tantos prefeitos que não se lembra do povo. Alô, Amazonino, pegue a dica e pedale, construa a “Grande Ciclovia Circular” na maior cidade da Amazônia e marque a sua presença como o prefeito da Copa de 2014. Vamos à obra.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social

terça-feira, 3 de maio de 2011

Águas do Amazonas na contramão da História

De posse de um computador e uma impressora portáteis, imprimem na mesma hora da contagem a conta com o valor a ser pago pelo consumidor.

Diariamente os meios de comunicação de Manaus veiculam denúncias de consumidores contra a Águas do Amazonas, que reclamam da falta d’água e do valor das contas de consumo que, em alguns casos, são emitidas com valores exorbitantes.

A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) resolveu, de forma definitiva, as reclamações dos valores da conta de água cobrado dos consumidores. Contratou a empresa paulista Qualiagua para fazer o trabalho de contagem no hidrômetro que marca o consumo de cada residência. De posse de um computador e uma impressora portáteis, imprimem na mesma hora da contagem a conta com o valor a ser pago pelo consumidor, evitando assim reclamações posteriores.

Conversei com um funcionário da empresa Qualiagua, e perguntei se o custo para instalar este sistema era alto e ele me respondeu que sim, mas era diluído, pois com essa operacionalização reduzia o número de funcionários como, por exemplo, o chamado entregador de contas que existia no passado.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social

Estação Hidroviária, Ministro!


Poderá ser ali, nas dependências da antiga Siderama - aproveitando a estrutura já existente de seus imensos galpões que desde a sua desativação da siderúrgica estão obsoletas - a instalação da tão sonhada Estação Hidroviária, para embarque e desembarque de passageiros que se aventuram em viajar de barco para o interior do Amazonas e outros estados vizinhos, principalmente os que se utilizam da Manaus Moderna, um local sem estrutura que leva o usuário a situações de constrangimentos, somada à falta de segurança.

É vergonhoso ter que assistir, em época de inverno, senhoras gestantes, deficientes físicos, crianças e pessoas da terceira idade se submeterem a percorrer um imenso percurso, algumas vezes debaixo de chuva, descendo e subindo escadas enlameadas ou cheias de areia, até chegar às balsas onde atracam os barcos.

Na qualidade de estação hidroviária o Rodway funciona de forma precária para atender a chegada e saída de barcos regionais. Além de ser nanica, não atende a demanda de uma cidade que recebe mensalmente milhares de passageiros.

Gostaríamos que o Ministro Alfredo Nascimento - que foi eleito duas vezes prefeito de Manaus, cargo que o credenciaram junto a dois presidentes para assumir o Ministério dos Transportes – construa a tão sonhada Estação Hidroviária do Amazonas, aproveitando a estrutura dos quatro galpões da “velha” Siderama, localizada à beira do rio Negro.

Pra justificar a construção de um novo porto de passageiros naquele local, tenho informações, por meio de pesquisas realizadas ano passado, que 65% dos passageiros que entram e saem de Manaus são das zonas Norte e Leste de Manaus, que hoje levam cerca de 90 minutos para chegar à Manaus Moderna. Com o novo porto esse tempo cai para 30 minutos.

Com esse novo porto os engarrafamentos seriam minimizados no centro comercial de Manaus, pois o tráfego estaria sendo direcionado para aquela área da Zona Leste, equacionando esse problema logístico que agride Manaus com seus múltiplos gargalos no trânsito.

A outra classe beneficiada com essa iniciativa seria a dos comerciantes que migrariam suas lojas para revitalizarem os galpões da Ceasa que se encontram abandonadas e que é motivo de outra vertente de estudos da sua logística como central de abastecimento que poderá trazer benéficas resultantes de mercado para nossa capital.

Assim sendo, um estudo de reengenharia da logística portuária para a nossa Manaus se faz necessário e urgente para completar a base da infra-estrutura que estamos preparando para a copa de 2014. Não precisamos de idéias faraônicas inexeqüíveis e de alto custo. Sugerimos que os técnicos do Ministério dos Transportes avaliem essas sugestões, pois a idéia além de aplausíveis vem ao encontro das nossas necessidades.

O Rodway foi construído quando Manaus tinha apenas 100 mil habitantes e hoje o local, a qualquer hora do dia ou da noite, é palco de prostituição, vendas de bebidas alcoólicas e outras mazelas sociais. O que deveria ser um complexo arquitetônico passou a ser um cartão postal inóspito que envergonha nossa cidade de mais de 2 milhões de habitantes, considerada a metrópole da Amazônia Ocidental.

Vamos trabalhar Ministro Alfredo Nascimento, faça alguma coisa por Manaus, já que nada fez de importante nesses quase nove anos de mandato (que pode chegar a 12 ou 16), para marcar a sua administração junto ao povo amazonense.

Espero que este artigo sirva de turbina para acionar a máquina do Ministério dos Transportes. Vamos ao trabalho, Alfredo!

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Iranduba – Antes e depois da ponte



Mesmo com o advento da ponte sobre o rio Negro, já em estado adiantado de obras, Iranduba não perdeu o seu bucolismo caboclo, de cidade pacífica do interior.

Hoje a população da cidade, especialmente nos ramais, ainda dorme de janelas abertas, prática remota que Manaus perdeu há décadas, quando apesar do ícone de ser chamada Paris das Selvas, pois era uma cidade moderna e civilizada, habitada por uma gente acostumada a valorizar os bons costumes e as regras éticas de convivência social e civilizadora.

Em Iranduba, respira-se um ambiente social e acolhedor, coisa que acontece nas pequenas cidades do interior brasileiro, denotando-se um pensamento intrínseco em torno da questão: o brasileiro é bom, boa gente respeitadora aos princípios da norma de viver em paz e concórdia.

O período progresso com a inauguração da ponte Manaus/Iranduba com certeza acabará com a tranqüilidade que outrora existiu naquele município, e que ainda é uma constante em várias pequenas cidades de nosso estado, onde o caboclo se dá ao luxo de dormir com as janelas abertas olhando para as estrelas.

A nossa pequena cidade vizinha do outro lado do rio, irreversivelmente perderá a sua paz interiorana e será maculada pela invasão dos males sociais da nossa capital, com a evidência da ponte. Tudo o que Manaus tem de bom irá para Iranduba via direta, pois a obra facilitará tal escoamento e demanda, assim como todos os males: da prostituição ao tráfico de drogas, do roubo à violência.

O povo pacífico e acolhedor do município já se depara com impacto do crescimento populacional, pois nos últimos anos invasões têm sido perpetradas e delas nasceram os bairros como: Mutirão, Nova Veneza e Cacau Pirêra e, com advento da ponte, outras invasões inevitavelmente ocorrerão. E quem perderá sua calma e hospitalidade urbana, será a cidade dos sítios arqueológicos. Aliás, a violência já começou, pois há poucos anos, mataram um cientista estrangeiro - um arqueólogo que fazia suas pesquisas nos sítios de Santa Helena e Lago do Limão.

Seria bom que as autoridades da área de Segurança Pública do nosso Estado, elaborassem com antecedência um projeto para equacionar os problemas de Segurança que terá aquele município. Viabilizar um estudo sobre o assunto, pelo menos tentando minimizar o estupro que a cidade de Iranduba sofrerá com o advento da inauguração da ponte sobre o rio Negro.

Uma coisa é certa, depois da inauguração, haverá um ‘boom’ enlouquecedor, pois aqueles moradores que hoje residem na zona norte e leste e que perdem diariamente em torno de duas horas dentro de ônibus para chegar ao centro, passará a ser mais viável morar no Iranduba, pois o percurso daquele município para o Centro Comercial de Manaus, não será mais de 45 minutos, como diz seu Lucio Queiroz, o mais velho morador do Cacau Pirêra: “Meu amigo a coisa vai ficar feia, pior que bulir sem camisa em casa de tapiú, aquela caba intrépida que bota o caboclo n’água, e que não adianta mergulhar, pois a mesma com o ferrão em riste mergulha atrás, picando insandescidamente a cabeça do infeliz incauto”.

A ponte é boa, indiscutivelmente, trará progresso não somente para o Município do Iranduba como também para Manacapuru e Novo Airão. Acredito que o ex-governador Eduardo Braga, não tenha atentado para o detalhe de que a rodovia Manuel Urbano, deveria ter sido duplicada, acompanhando o cronograma da obra da ponte. Assim, seriam inauguradas na mesma data. Sem medo de errar garanto que a partir do primeiro mês da inauguração da ponte os índices de acidentes aumentarão de forma assustadora, pois aquela estrada não tem condições de receber o fluxo de veículos que passará a trafegar por ela.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Militante Político e Social