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sexta-feira, 3 de junho de 2011

ESTÃO VENDENDO O PDT


Stones Machado (ao centro) que queria dar uma pernada em Jefferson Praia (à direita) para nomear Dermilson Chagas no lugar de Alcino Vieira (à esquerda), para a Superintendência Regional do Trabalho (SRT).

Durante a coletiva de imprensa, realizada ontem (1º de junho), solicitada pelo ex-senador Jefferson Praia, presidente da Executiva Estadual do PDT/Am, foi desmentido o ingresso do prefeito Amazonino Mendes na agremiação pedetista. A coletiva tinha o objetivo de esclarecer noticiários que já davam como certa a filiação do prefeito.

Após o desmentido, Jefferson Praia anunciou que dos quinze membros da Executiva do PDT, doze eram desfavoráveis a filiação de Amazonino. No final da reunião foi franqueada a palavra a Dermilson Chagas – representante do grupo liderado por Stones Machado - que, dentre outras coisas afirmou de forma categórica que seu grupo era favorável a filiação do Prefeito.

Fiquei surpreendido com a posição do companheiro, pois num passado não muito distante (em 2010) esse grupo era indiscutivelmente contra o ingresso do velho político em nosso partido. Nessa época os motivos que esse grupo alegava estavam consubstanciados em fatos e bradavam em alto e bom tom, para quem quisesse ouvir, que o PDT não tinha condições de acolher um político retrógado, em final de carreira, cuja administração era um caos, sem contar que o prefeito respondia a mais de duzentos processos, conforme uma relação que tinham em mãos que, segundo eles, obtiveram pela Internet.

Hoje, para minha surpresa, esses dois companheiros querem entregar o partido a todo custo para o velho político. Então, fiquei a me perguntar o motivo desta mudança da água para o vinho. Será que este senhor, que administra nosso município, deu uma guinada de 360° o que fez com que os nossos companheiros mudassem de opinião ou eles foram iludidos pelo canto da sereia?

Para nós que tivemos Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Alberto Pasqualino e o saudoso Jefferson Peres como paradigmas de honradez é difícil aceitar esse insólito desfecho de ter Amazonino em nosso partido. Acredito que o Stones Machado esqueceu das lições emanadas por esses líderes pedetistas quando diziam que o PDT não aceita em suas fileiras políticos acusados de práticas ilícitas, e enfatizavam: “Vamos crescer de forma vagarosa, mas firme, tanto que para qualquer pessoa ingressar em nosso partido tem que passar por um crivo - uma forma que encontramos de inibirmos políticos malandros de se filiarem em nossa agremiação”.

O Dermilson, ao falar por meio da mídia que partido está abandonado no interior, demonstra que está com amnésia ou usando de má fé, pois em fevereiro de 2008, em reunião com o falecido senador Jeferson Peres, foi passada a incumbência para o Stones cuidar dos diretórios do interior, trabalho o qual me propus a ajudar. Fizemos então visitas a oito municípios, foi então que ele (o Dermilson) passou a participar das viagens, acompanhando-nos. Desde então o Dermilson e o Stones, ficaram responsáveis pela regularização das Comissões Provisórias do interior.

Nas últimas eleições o Dermilson foi candidato a deputado estadual e teve uma boa votação no interior, graças ao trabalho que foi feito para reorganizar o PDT, nos municípios.

Por outro lado, quando o Dermilson alega pela imprensa que não convidamos os vereadores e membros dos diretórios do interior para eventos do partido, ele volta a faltar com a verdade, esquecendo que em 2008 fizemos um encontro na Escola de Magistratura do Amazonas e, em 2009, realizamos outra reunião com os pedetista, desta vez no Hotel Taj Mahal, com a presença do ministro Carlos Luppi, presidente do partido. Somente para lembrar, estava previsto para fazermos um Seminário em maio do ano passado do qual participariam todos os membros das executivas do interior e o Dermilson sugeriu que não fizéssemos esse encontro uma vez que estávamos próximos da Convenção que escolheria o candidato que iríamos apoiar para o Governo do Estado.

A conclusão que chego é que o Stones, nosso velho militante pedetista, fundador do PDT no Amazonas, que no passado foi sindicalista e hoje é empresário, não absorveu as três derrotas que teve para o Jefferson Praia, e pensou lá com seus botões: “Vou dar uma pernada no Praia”. Então de forma maquiavélica arquitetou o plano e se aproximou do prefeito, assumindo o compromisso de viabilizar com a Executiva Nacional seu ingresso em nossa agremiação. O Stones já usou desta mesma artimanha para filiar um determinado político que foi rejeitado pela executiva do PDT/Am.

Com a entrada de Amazonino e a saída de Praia e Mário Frota do PDT, a presidência do partido fica com o caminho livre. “Assim terei mais chances de concretizar o meu sonho que é chegar à presidência do PDT”, pensou Stones. Mas pensou de forma errada porque, caso isso aconteça, o Amazonino vai levar o seu grupo para a agremiação, onde o Stones e o seu grupo não teria espaço. Ô rapaz tolo! É mais fácil trazerem de volta o Paulo D’Carli para a presidência do PDT. Olha mano, com eles, traidor é tratado na peia!

Por: Paulo Onofre

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social

A DEVASTAÇÃO DAS NASCENTES EM IRANDUBA

Poluição dos rios, lagos e igarapés pode prejudicar o sítio arqueológico do município de Iranduba.
A construção de novas casas e o desmatamento contínuo em Iranduba, bem antes da construção da ponte sobre o rio Negro, está causando a poluição das nascentes dos igarapés e prejudicando a pesca no município. Para os moradores da cidade se as autoridades não encontrarem uma solução para o problema vai ficar difícil até mesmo criar peixe em cativeiro.

Esse problema ambiental seriíssimo tem que ser equacionado com urgência, pois com a evidência logística dessa obra, haverá naturalmente uma ‘corrida ao ouro’ provocada pela demanda imobiliária que será inevitável dentro do processo de desenvolvimento sem freios que o município vem sofrendo com a especulação antecipada.

Comparativamente, o bonde sem freios da poluição, passará também pelo perímetro urbano de Iranduba, provocando uma total desordem de euforias bizarras que o povo pacato dessa região metropolitana presenciará com perplexidade e sem soluções, pois até hoje o governo ou a iniciativa privada traçaram algum resultante de equilíbrio para a situação caótica que está acontecendo nesse município. A continuar assim Iranduba passará a ser uma mais uma cobaia municipal dos erros e vícios recentes que ocorreram em nossa capital.

É certo que inúmeros benefícios também virão para repontar no horizonte da vida municipal trazendo a claridade de um novo dia. Mas o progresso sempre traz nas axilas sudoríparas da sociedade muita coisa ruim e desagregadora como o mau cheiro das desumanidades: tráfico, tóxico, prostituição, pedofilia, roubo, assassinatos, corrupção..., dentre outras mazelas metropolitanas.

A Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM) bem que poderia elaborar um estudo sócio-ambiental visando combater essa evidência loquaz por que passa o município dos sítios arqueológicos. Iranduba ainda é um espaço onde a poluição social e ambiental caminham a passos de tartaruga. Precisamos tomar providências para prevenir a possível devastação dos bons costumes do nosso povo, como também a preservação ambiental da florestal natural desse município produtor de pescado e produtos hortifrutigranjeiros. Do jeito que vai, a devastação poderá virar um ‘trem bala poluidor’ para atropelar o equilíbrio florestal da biota irandubense.

Iranduba não pode perder essa vocação produtora desde que sejam estabelecidas, preventivamente, premissas e diretrizes cabíveis com o desenvolvimento eco-florestal do município.

Acontece que os piscicultores já estão sofrendo na pele a poluição das nascentes fluviais, pois em água podre, nem bodó - que é o gari dos rios -, agüenta a inhaca de macaco prego que exala do sovaco surreal das nascentes poluídas. Vôte!

Por: Paulo Onofre

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O BOM FILHO À CASA PATERNA VOLTA

Sabino fumou o cachimbo da paz com Amazonino.
Tenho um velho costume de, ao final da tarde, sentar-me em uma velha cadeira de vime na porta de casa, um costume antigo, dos tempos da minha infância quando morava em Óbidos onde, no início da noite, moradores reuniam-se nas casas de vizinhos para tomar um saboroso café torrado no fogão à lenha que, colocado no pilão, era transformado em pó com gosto inigualável. Entre um café e outro ouvíamos as notícias vindas por meio de um velho rádio da Semp, era a hora do Repórter Esso - naquela época a televisão não havia chegado para aquelas bandas.

Morando em Manaus há 35 anos, não abandonei o costume e, diariamente ao final do dia, tenho a companhia de amigos e vizinhos e o assunto em pauta é política. Tenho uma vizinha chamada Elza que é a mais falante do grupo. Lembro que durante a última campanha eleitoral para Prefeito ela chamava atenção de todos quando defendia, com unhas e dentes, o retorno de Amazonino para a Prefeitura.

Ao final das eleições a vitória foi do MAZOCA, como o Prefeito é chamado pelos seus amigos mais chegados. Como trabalhei para o SERAFIM, passei a ser alvo de gozações e ‘tiração’ de sarro quando os meus amigos diziam que meu candidato não perdera as eleições para Amazonino e sim para os buracos: uma alusão ao estado que as ruas de Manaus se encontravam quando das eleições.

Passaram-se meses e nada do atual Prefeito dizer para que foi eleito, sua promessa principal era que em seis meses iria tirar todos os ônibus velhos de circulação não mais haveria ‘caracecos’ circulando pelas ruas de Manaus.

Dois anos e cinco meses e nada de ônibus novos, continuam as mesmas latas velhas, e o mais agravante é que diariamente cerca de dez ônibus dão pane e ficam nas vias públicas atrapalhando o trânsito que já e caótico em nossa cidade. Se isso não bastasse um de seus maiores inimigos é a sua cria política, ou seja, o Deputado Federal Sabino Castelo Branco, que durante a campanha para Prefeito foi seu maior aliado.

E a criatura se vira contra o seu criador. Ao longo da vida política já assistimos esse filme várias vezes, só mudam os personagens, senão vejamos: Plínio Coelho cria politicamente Gilberto Mestrinho que, anos depois, se transforma inimigo do Ganso do Capitólio; Gilberto Mestrinho cria Amazonino Mendes que se torna inimigo do Boto; Amazonino Mendes cria três filhotes políticos de uma tacada só: Eduardo Braga - este sequer fala ou cumprimenta Mazoca quando se encontram em eventos -, Alfredo Nascimento, se sente o ‘rei da cocada preta’ e deu as costas para Amazonino e Omar Aziz, que vez ou outra menciona sua gratidão pelo seu padrinho político mas fica somente nisso.

Dona Elza quando interpelada sobre a administração do Prefeito, diz que continua descontente mais acredita na recuperação do Mazoca, e fala em alto e bom tom que não perdoa os traidores referindo-se ao Deputado Sabino, pois diariamente larga a peia em seu programa diário de televisão, criticando o Prefeito. Sentado numa cadeira tomando seu suco de cupuaçu está o Arquimedes, caladão e sempre comedido pede a palavra e diz para a Elza não se iludir com essa briga de bastidores porque tudo isso é teatro e que eles vão se acertar para as eleições do próximo ano e o cachimbo da paz vai ser fumado com a participação do grupo político do nobre edil, na Administração Municipal, talvez quem sabe será agraciado com duas Secretarias do Município, que com este mimo será aplacada a ira do apresentador que tem como objetivo somente colaborar como a administração do MAZOCA.

Após a fala do ARQUIMEDES, minha vizinha introverteu-se e despediu-se e foi embora passou alguns dias sem participar do bate-papo. A bem da verdade começamos a sentir falta de nossa falante colega, foi quando em uma noite a vimos caminhar vagarosamente, aproximou-se e cumprimentou os amigos e se dirigiu ao Arquimedes e disse que ele tinha razão porque o MAZOCA e SABINO fumaram o ‘Cachimbo da Paz’. Indagada porque chegou a essa conclusão, ela respondeu que faziam quinze dias que o Sabino não largava a ‘lenha’ no MAZOCA, acreditando com isso que estão vivendo uma lua de mel política.

E a gente fica aqui brigando por esses caras e na calada da noite eles ficam se acertando por aí. Daqui para frente a última coisa que quero falar é de política porque minha decepção foi muito grande, tanto que nas próximas eleições não vou votar em ninguém, prefiro pagar multa, vou pedir que a população vote NULO.

Este é o recado que vai para os políticos de pessoas simples como dona Elza, fazem autocrítica e sabem quando erram na escolha de seu candidato, no mínimo MAZOCA, não perdeu somente o voto de sua ex-eleitora fiel, como também de seus familiares, sem esquecer que ela vai andar pelo bairro de Santo Antonio, onde mora, largando a pua no Prefeito e no Deputado Sabino, contando o fato e propagando seu projeto do voto nulo.

Por: Paulo Onofre

Jornalista (MTb 467) e Analista Político e Social



terça-feira, 31 de maio de 2011

O PDT é amarelo e Amazonino é negro

Resposta Pedetista

Manifesto Encontro das Águas

O PDT é amarelo e Amazonino é negro. E como as águas do Rio Negro e do Rio Solimões, não se misturam de maneira nenhuma, devido as próprias circunstancias químicas, embora desse duelo político, resulte o espetáculo magnífico do Encontro das Águas, um dos mais belos cartões turísticos do mundo.

Este Manifesto não quer tapar o sol com a peneira, nem deixar de reconhecer o traquejo político do atual prefeito de Manaus, que foi Mestre de Eduardo Braga, Alfredo Nascimento e Omar Aziz, reconhecemos sua sagacidade e artimanha loquaz, pois ele é quase perfeito nas práticas recomendadas por Maquiavel.

Porém sua entrada no Partido de Leonel Brizola, Darci Ribeiro, Cristovam Buarque, e outros patriotas éticos de nosso país, não é bem vinda, haja vista a embocadura do personagem intrínseco ser aguda, furona, amolada demais em suas espertezas, e o PDT que é um partido grande de refulgência nacional, ser uma sigla humilde, quase messiânica, apenas preocupado com as resultantes democráticas de legalidade, paz social e bem estar entre as pessoas.

Você não é bem vindo, Amazonino. Não venha, o PDT não é seu ninho. Nós daqui não moveremos uma pedra para recebe-lo, pois quando você era ainda um jovem idealista e comunista, talvez o acolhêssemos como irmão, mas agora não, você virou uma combinação de Papa Doc, Stalin e Sadam Hussein, aí fica difícil aceitar o monstrengo com corpo de Torquemada e alma cabocla de franciscano disfarçado.

Veja bem, Amazonino, você já foi o grande líder do povo amazonense, eleito e reeleito varias vezes governador e prefeito, mas isso já passou. E a culpa de sua derrota no coração e na consciência do povo, é sua, você infelizmente deixou de amar o povo que tanto lhe amou. Por isso sua atual administração é um desastre.

Paciência, agora é tarde. Você que comprou tantos políticos, agora chegou a sua vez der ser vendido e traído pelos próprios companheiros. É a vida rapaz. Quem planta colhe.

Agora preste atenção: tire o PDT da sua cabeça, nós somos cidadãos e cidadãs brasileiros, comprometidos com a ética, legado deixado para nós pelo saudoso companheiro Jefferson Peres, um político símbolo da moralidade nacional.

Nossas águas jamais se unirão, como o negro e o amarelo do Encontro das Águas.

Por favor, Prefeito, respeite a honra e a beleza da nossa simplicidade democrática.


Paulo Onofre,
Um pedetista liberal

Tem um Loki no PDT do Amazonas, candiru nele.


Na assembléia dos Deuses mitológicos, a figura fisiológica do hipócrita Loki, sempre aparece com suas artimanhas de chacal agindo vergonhosamente contra os bons princípios das normas de viver social.

Mesmo com a evidência da suprema sabedoria do senhor universal mítico, a figura do sofista encrenqueiro, se postula contra o brilho do próprio sol, pondo-lhe defeitos até na luz, como se essa onda magnífica numa probabilidade de matéria, fosse culpada pelo teor brilhante de sua refulgência.

O PDT no Amazonas, como tantos outros partidos daqui e de além mar, não poderia também deixar de ter o seu famigerado Loki, no caso insólito, um empresário que no passado foi sindicalista pela sua verve de lacaio e pau mandado de políticos maiores, que o aturam por causa de sua subserviência notória, isto é, o sujeito já é bastante conhecido da esquerda política do Amazonas, pela sua indecorosa atuação como hiena articuladora nos bastidores partidários, pois é fisiologista, e para rimar jamais seria um anarquista, pois não possui cultura ideológica para isso.

Acontece, que esses estreptococos da política local, além de apalpar as ilhargas ministeriais, o que é muito feio para um sujeito pai de família, após perder pela terceira vez a batalha para ser presidente nomeado do PDT, descontente com a derrota sofrida por uma caranguejeira perder a luta para um calango jacuraru, pois o mesmo réptil vence até surucucu, esquece o dito inseto amoral, que as pessoas amazônicas, apesar de serem generosas e cordatas, também têm seu veneno.

Pois bem, esse senhor que tem como um dos prazeres da vida chopes e skols geladíssimas, enraivecido com a derrota para o ex-senador Praia, não quis morrer na beira do mar, e foi correndo atrás do prefeito Amazonino, tentando fazer um lobby para entregar-lhe o partido de Leonel Brizola e Darci Ribeiro, dois notáveis brasileiros, orgulho de todos nós que somos patriotas.

Amazonino que não é besta, e é macaco velho, mestre dos mestres das articulações deve ter dito ao defectivo Loki: “rapaz, se conseguires essa proeza, serás meu guru, pois conheço o pessoal do PDT, é tudo carne de tetéu, não vai ser fácil tomares o partido deles. Para conseguires isso, tu terás que ser muito mais que uma catita gulosa, vai ter que dar os teus pulinhos pela noite a dentro e assoviar ao mesmo tempo, como faz o bacurau lá no querido e altaneiro município de Borba”.

O Loki, aprendiz de traidor, deve ter respondido ao burgo-mestre: “pode deixar grande chefe, agora sou seu aliado e não vou decepcioná-lo”.

E é assim que se perfila esse indivíduo transtornado e obcecado pelo poder, doido para negociar o partido do saudoso senador Jefferson Peres, pensando que os pedetistas vão entregar a bola na marca do pênalti.

Você se enganou, estamos atentos, sabemos até da reunião feita por você e seus asseclas na semana passada no escritório de um determinado vereador. Você chamou inclusive um líder de uma central sindical para participar da ardilosa trama para entregar o PDT para o Amazonino, graças ao bom senso daquele rapaz suas intenções de tê-lo como aliado veio por terra, e ainda retrucou de forma veemente suas intenções. Quero somente lembrá-lo que num passado não muito distante você impetrou perseguições contra este líder sindical e conseguiu até afastá-lo do Partido. Agora você o quer como aliado. Será que ele uma cobra criada cairá no canto da sereia?

Não esqueça que o Amazonino que é uma onça canguçu e tenaz, não gosta de traidores, pois se você falhar, ele engole você, este e o tratamento que dado a traidores por aquele grupo.

Dou-lhe uma sugestão: procure um médico psiquiatra, quem sabe até um psicanalista, pois essa vontade que tinhas no passado de assumir a Presidência do Partido era louvável, mais quando isso passou a ser uma obsessão, e o ser humano chega a esse ponto como você chegou que para atingir seus objetivos sai tratorando passando por cima de amigos e aliados com objetivo de conseguir o seu intento esse modus operandi passa a ser preocupante.

Não pense que tenho qualquer ressentimento contra você o que me deixa uma certa preocupação de te ver nesta busca incessante pelo poder. Será que isso vale a pena se incompatibilizar com todos os amigos para conseguir um pseudo poder? Reflita, logo você que se diz um homem tão espiritualizado.

Paulo Onofre

Membro da Comissão Provisória do PDT/Am

Acorda Nonato Lopes e pega na rodilha.

"Em visita ao município de Iranduba, constatei que não produzimos

sequer os mais rudimentares produtos da área de cerâmica".


O município do Iranduba perdeu o bonde da história quando seus administradores, sem visão futurística, deixaram de investir na criação de um pólo cerâmico, voltado para a fabricação de peças artesanais em barro com motivos amazônicos.
Considerando essas premissas, é que recomendamos ao dito prefeito do município vizinho, que viabilize a realização de um Seminário Cerâmico, para discutirmos com a sociedade civil organizada a implementação de um pólo para a fabricação de cerâmicas no município de Iranduba, que é reconhecidamente a Terra das Olarias do nosso Estado.
Com a emergência do dito seminário, discutiríamos os prós e os contras da questão, e estabeleceríamos uma equação sócia produtora no segmento, gerando um afluente que emanaria benefícios inúmeros à população irandubense, como: empregos, trabalho e renda, criariam motivação cultural e educacional, pois além de uma atividade milenar das sociedades passadas e presentes, a atividade ceramista norteia a civilização ao conforto, como também promove o enriquecimento cultural de um povo, prova disso são os achados arqueológicos antiguíssimos encontrados nos nossos sítios municipais.
A mão-de-obra que absorvida pelas Cerâmicas é em sua maioria homens face a tipo de atividade embora em algumas indústrias encontremos mulheres executando atividades de produção de tijolos.
Nas oportunidades em que falei com o Prefeito Nonato Lopes, sempre bati na mesma tecla que fosse criado no município um pólo para a produção de Cerâmicas. Como mão-de-obra utilizaríamos familiares dos trabalhadores das Olarias como também membros das comunidades preferencialmente as mais carentes. Para dar maior realce aos produtos seriam utilizados motivos regionais como: os bois Caprichoso e Garantido, sinhá-poranga, boto tucuxi, encontro das águas entre outros.
Senhor Prefeito hoje em visita ao município de Iranduba, constatei que não produzimos sequer os mais rudimentares produtos da área de cerâmica como: bilhas, potes, panelas de barro e nem o alguidar que desde escravidão dos negros em nosso país, foi largamente usado em terreiros de macumba. Então como se explica o município ser o maior produtor de tijolo de nosso estado não produzir sequer uma peça de cerâmica artesanal?
Encetando este projeto vossa excelência deixará um legado à juventude, uma herança verdadeiramente peculiar, pois além de nosso município ser oleiro por excelência, seremos mais do que quatro ou seis furos num bloco de barro, nós irandubense, seremos a Terra da Cerâmica Artesanal, pois mexer com barro é nossa profissão. Nisso só perdemos para Deus, que fez o homem de barro.
Prefeito Nonato Lopes, caso vossa excelência não acredite nesse projeto vá à Belém do Pará, e a trinta minutos do centro desta cidade seguindo pela antiga estrada da maracangalha você chegará ao distrito de Icoraci e terá a oportunidade de constatar ‘in-loco’ como são fabricados os famosos artesanatos marajoaras, que hoje são exportados para a Europa. São mais de trezentas famílias que tem na Cerâmica sua renda principal.
Acorda Nonato! Vamos realizar um Seminário da Cerâmica de Iranduba, para discutirmos com o setor empresarial e o povo, essa vertente tão salutar e nativa, que o nosso município possui como nenhum outro, pois nossa terra indiscutivelmente, além de ser a fonte industrial do tijolo que ergueu e ergue Manaus, também poderá ser o portal da Cerâmica, abrindo para o nosso município, uma produção que poderá atender a demanda local, nacional e exportadora para os países da Europa, ávidos por comprar coisas produzidas pelos povos da Amazônia.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para onde irão as “voadeiras” depois da ponte?

As "catraias" que fazem a travessia
Manaus/Cacau-Pirera estão com os dias contados.





Isso já aconteceu com os catraieiros (como eram chamados os trabalhadores que faziam transportes de pessoas em canoas de uma margem à outra dos igarapés de Manaus, que após a construção das Pontes de São Raimundo e Educandos, enceraram esta atividade quase secular). Perguntei para um velho morador do “bairro dos bucheiros” (São Raimundo): ‘Que fim levou os catraieiros’? Sorrindo falou: “Alguns morreram, outros estão velinhos, uma pequena parcela conseguiu aposentadoria pelo INSS e outros vivem sustentados pela família”, respondeu.
Até agora nenhuma autoridade se manifestou sobre a futura atividade desses “catraieiros de voadeiras” como é de costume as coisas acontecerem em Manaus, uma cidade hiper-realista, que nem o autor do romance O Palácio do Pavão, consegue explicar.
Os maiores absurdos acontecem em nossa cidade, coisas insólitas, aberrações comportamentais estúpidas se manifestam à vista de todos, e ninguém faz nada. Nós manauaras, parecemos até insalubres mentecaptos urbanos, sem nenhum consenso e medida civilizadora.
Certa vez, um homem embriagado foi despido e estuprado por um psicopata em plena via. E ficou por isso mesmo, foi manchete em jornais há alguns anos atrás. As casas fecharam suas portas. O c.. não era deles, e a sociedade alienada e insensível, deixou ficar por isso mesmo. Como se cada um de nós não fosse responsável pelo bem comum, como está prescrito na nossa Constituição.
Às vezes me dá vergonha e temeridade de viver em Manaus, para qual migrei há mais de trinta e cinco anos, por isso falo como amazonense. Somos certamente o povo mais belo; como caboclos temos um herança genética de 12 mil anos, pois ainda não existiam as Pirâmides do Egito, o Farol de Alexandria, e a Muralha da China, mas já tinha gente por aqui, fazendo esmerada cerâmica lá no Lago do Limão e Santa Helena, em Iranduba, segundo pesquisa arqueológica.
É gente, nós caboclos temos história, e pré-história como poucos Estados brasileiros tem.
Agora, quanto aos trabalhadores das “voadeiras” que fazem o diligente trabalho de travessia singrando o rio Negro, servindo a nossa boa gente, como é que eles vão ficar? E as famílias desses micro-empresários da logística fluvial, que durante muitos anos prestaram diariamente serviços transportando trabalhadores e visitantes que seguiam rumo ao distrito de Cacau Pirera e ao município do Iranduba? Fica a nossa preocupação. É preciso entender que esses trabalhadores são pessoas de bem, gente honesta e servem à coletividade há décadas.
Alô deputados, vereadores, MP estadual e federal, autoridades, mídia, ou quem quer que seja, não deixemos estes trabalhadores de voadeiras que fazem a travessia do rio negro Manaus/ Iranduba, a ver navios.
Senhores dono do mundo, por favor, saiam da inércia e façam alguma coisa em defesa dessas pessoas. Eles são gente e gente não se chuta como cachorro. Aliás o meu cachorro, o Kid, só falta falar, pois quando a minha mulher briga comigo, ele abanando o rabo encosta o dócil focinho na minha perna, e me olha nos olhos como um amável lobisomem e seu olhar parece me dizer no coração: “Pai, tenha paciência com ela, pois o ser humano costuma esquecer os momentos felizes”.
Senhores, os proprietários das voadeiras não devem ser também esquecidos, pois eles não são vira-latas, são enluarados seres que fazem a travessia do rio até pela noite á dentro, e nos levam e trazem são e salvos no trecho Manaus/Iranduba e vice-versa.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social