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terça-feira, 28 de junho de 2011

IRANDUBA É O MAIOR PREDADOR FLORESTAL DO AMAZONAS


 
Alguns atribuem o fato às olarias que, ao longo destes mais de trinta anos, desmataram para retirar lenha que foram utilizados em seus fornos.

A região Metropolitana de Manaus é formada pelos municípios de Iranduba, Novo Airão, Manacapuru, Careiro, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, que à médio prazo terão ingredientes capazes de torná-los áreas de conflitos com grandes desmatamentos para futuro loteamento.
Não esqueçamos que quase 60% da área que compõe a região metropolitana pertencem à União, que é aproximadamente 53.231 quilômetros quadrados; 31,41% pertencem ao Estado, uma área de 28.290 quilômetros quadrados e 15,69% de áreas sem destinação, o equivalente a 14.133 quilômetros quadrados segundo o último senso do IBGE. Caso específico do município de Iranduba, que tem uma área destinada à unidade de conservação que perfaz o total 35% do município.
Agora, a pergunta que fazemos: Como fica o cidadão que comprou terrenos nos vários loteamentos existentes nas proximidades daquela cidade, uma vez que há uma imensa área pública que não pode ser comercializada, o que é que o poder público está fazendo para coibir que empresários inescrupulosos passem a lotear terrenos em áreas proibidas?
Moro trinta e cinco anos em Manaus, e ao longo destes anos tenho assistido em nossa capital, centenas de invasões, a maioria delas aconteceram com apoio de políticos principalmente em época de eleições, bairros se formaram sem a menor infraestrutura e a preocupação que temos é que o município vizinho transforme-se em uma  grande favela, tal qual se transformou parte de  nossa capital.
Alguns moradores de Manaus pretendem mudar-se para Iranduba, em busca da tranqüilidade que reina naquele local. Espero que este sonho de mudança não se torne um pesadelo, uma vez que fluxo migratório para aquela cidade será algo assombroso. Estima-se que nos próximos dez anos, aquele município passará de algo em torno de 30.000 para 140.000 habitantes.
Segundo dados do Governo do Estado, o Iranduba, ultrapassou o limite máximo de desmatamento e foi o primeiro a superar no Amazonas o limite de 20% de desmate permitido pelo Código Florestal. Alguns atribuem o fato às olarias que ao longo destes mais de trinta anos, desmataram para retirar lenha que foram utilizados em seus fornos. Hoje a situação é mais preocupante do que naquelas cidades localizados no Sul do Amazonas, que no passado foram denunciados como campeões em desmatamento. O fato é que elas ainda atingiram esse percentual.
Então senhor Prefeito Nonato Lopes, que seja intensificado um trabalho de conscientização e fiscalização na área ambiental daquele município. Com a chegada da ponte, esse processo de desmatamento para loteamento tende a aumentar e tornar-se sem controle.     
Agora, o prefeito precisa fazer alguma coisa para modificar esse estupro ecológico, pois Iranduba passou a perna em Humaitá, agora é o 1º lugar no Amazonas em desmatamento florestal. Senhor prefeito, quase em final de mandato Vossa Excelência recebe o laurel macabro de comandar o município que é o Predador Florestal de nosso Estado.  Abre o olho, Nonato, senão entrarás para história da pior forma possível.
Quanto aos empresários do ramo de cerâmica procure viabilizar com eles projetos de cunho social como forma repararem de alguma maneira o mau que fizeram ao meio ambiente.
Entre em ação, e não deixe mais essa gente derrubar a nossa floresta, a persistir crime ecológico as nascente de novos igarapés estarão com os dias contados nessas bandas verdejantes do nosso querido Iranduba.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social

segunda-feira, 27 de junho de 2011

VIAJAR DE BARCO PELOS RIOS AMAZÔNICOS CONTINUA SENDO UM DESAFIO


A negligência dos barcos superlotados continua provocando pânico nos passageiros e observadores dessa inconsequência logística, que muitas das vezes tem ceifado vidas preciosas e preenchido as manchetes da mídia escrita e televisa nacional.

De certa maneira, a capitania tem fiscalizado a superlotação e multando os proprietários de barco inescrupulosos que só pensam em ganhar dinheiro, expondo a vida e a segurança dos passageiros. Porém, burlando a fiscalização após a saída, ‘voadeiras’ contornam essa fiscalização, e enchem os barcos de passageiros logo após a saída da rampa do mercado e do Rodway.

Como coiotes da vida alheia, ou ratos d’água, esses burladores da fiscalização atuam direto contra a segurança dos usuários fluviais que vão de “motor” para as suas casas situadas pelo ‘beiradão’ e nos municípios distantes do interior.

É certo que, quando acontece uma calamidade fluvial, ceifando a vida de pessoas inocentes, aí o rigor das autoridades se faz presente, mas passado apenas algum tempo, as infrações voltam e os donos de barco vão matando mais pessoas e ficando impunes. Daí resultando uma pergunta: Quantos donos de barco estão presos, nessa matança incidental dos inúmeros naufrágios amplamente divulgados na mídia? Nenhum! Nenhum deles está preso, por terem ocasionado indevidamente a morte de passageiros.

Agora mesmo, vi na saída dos barcos para o Festival Folclórico de Parintins, dezenas de barcos superlotados, e segundo o carregador do mercado, João da Rodilha: “parece até o ônibus da Grande Vitória no horário das 6h, vôte, vai até gente pendurada como se fosse cacho de banana”.
É verdade João, os barcos vão com tanta gente que tem até rede pendurada no balaustro. Um perigo.
Esperamos que não haja nenhuma tragédia nesse tráfego dos festejos do Boi, e que o chifre das adversidades não fure o bucho de ninguém. Mas que seria muito importante fiscalizar os barcos, seria, pois a vida dos caboclos passageiros é muito importante para nós, que somos seus irmãos internautas, e que também navegamos numa rede congestionada por aberrações de toda espécie.
Alô, Capitão dos Portos, sabemos das dificuldades que é administrar este órgão com poucos funcionários e equipamentos mas acreditamos em sua competência, proteja a vida dos amazonenses, usando o rigor da lei na fiscalização dos barcos que não respeitam coisa alguma. Cadeia neles, capitão!
Por: Paulo Onofre

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social



GARRAFAS PET X RESPONSABILIDADE DOS EMPRESÁRIOS


Ao longo dos últimos anos tenho me perguntado de quem é a responsabilidade quanto à retirada de garrafas PET do meio ambiente uma vez que o processo se desencadeia da seguinte forma: a indústria de refrigerantes produz e vende ao comércio varejista e este vende o produto ao consumidor final que, via de regra, se encarrega da destinação destas garrafas que sempre acabam sendo jogadas no meio ambiente, pois ainda não temos a cultura da coleta de lixo seletivo.

É comum durante o período de inverno em nossa cidade ver ruas e bairros alagados em virtude do entupimento de bueiros causados por garrafas PET. Os empresários do setor deveriam, também, serem responsabilizados pelo recolhimento desse material.

Este problema não é somente no Amazonas, ou no resto do nosso país. Tive o cuidado de pesquisar na internet, e deparei com uma matéria sobre o assunto que passo a descrever:

 
GARRAFAS PET FORMA GRANDE ÁREA DE LIXO DO PACÍFICO.

Há alguns anos uma ilha de lixo plástico flutua no Oceano Pacífico e está crescendo numa taxa alarmante e agora cobre uma área de duas vezes o tamanho dos Estados Unidos, segundo os Cientistas.

A grande expansão dos pedaços de plásticos – a maior quantidade de lixo no mundo jogado fora – está sendo concentrado em uma determinada área pelo movimento circular de correntes marítimas. Esta sopa em movimento expande-se por mais de 500 milhas náuticas a partir da costa da Califórnia, cruza o norte do Pacifico, passa pelo Havaí e chega quase ao Japão, segundo os estudiosos sobre o assunto comparam o vórtice de lixo a uma entidade viva: Ela se move em circulo como um grande animal sem controle.

Historicamente o lixo que chegava aos oceanos era biodegradável. Mas os plásticos modernos são tão duráveis que objetos com mais de 50 anos podem ser encontrados na área do norte do Pacifico. E segundo cientistas o mar de lixo é translúcido e está na superfície d’ água, ele não pode ser detectado em fotografias de satélite, você só os vê da proa dos navios.



Em Manaus o lixo como garrafas PET, sacos plásticos, seringas descartáveis, filtros de cigarros, continuam sendo jogados em nossos igarapés e nascentes tornando impraticável o uso da água desses locais para consumo humano. Até quando os amazonenses continuarão a ser o vilão do meio ambiente?

Como forma de minimizar o problema a Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), deve tomar iniciativa de chamar os empresários que produzem garrafas PET, e em conjunto trabalharem um projeto de coleta e reaproveitamento daquele material que é 100% reciclável, com isso será criado nova fonte de renda para os trabalhadores de cooperativas que farão a coleta e o meio ambiente agradece.

A sugestão que faço é que o Governo Municipal inclua na grade escolar a matéria ‘Meio Ambiente’ aos alunos a partir da primeira série de ensino fundamental que começarão a ter informações por meio de livros e material áudio-visual sobre o assunto. Acredito que somente assim teremos no futuro cidadãos comprometias com a preservação ambiental.

Por: Paulo Onofre

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social
Foto: www.coariemdestaque.blogspot.com







terça-feira, 21 de junho de 2011

Evandro Carreira: Quando um Calango fala de um Curupira

Eu me lembro muito bem, quando há mais ou menos uns 35 anos atrás, conheci Evandro Carreira lá no tradicional bar do Caldeira, situado ali ao lado da Santa Casa de Misericórdia, esquina da Joaquim Sarmento com a José Clemente.
Ainda era muito jovem, beirando os meus 20 anos, mas já afoito em querer saber das coisas, logicamente com os mais velhos e mais experientes na vida, assim entrei no referido bar, onde um violonista dedilhava uma canção antiga daquelas que fazem o coração viajar ao passado, mesmo sem sair do lugar.
Escorado e meio acanhado de estar entre aquelas feras da cerveja e do bate papo, voltei-me para a figura política que falava exatamente do assunto florestal destacando na sua palavra, a criação das fazendas aquáticas e da produção de agricultura varzeana, notei que o expositor era chamado de senador e se chamava Evandro Carreira, aproximei-me e me fiz conhecer do dito cujo, que sem delongas foi pródigo com a minha pessoa. Foi assim que conheci o Evandro Carreira, o maior amazonólogo vivo do planeta e certamente como já disse um cientista inglês, o Profeta da Amazônia.
Este é Evandro Carreira, o nosso sentimental Curupira de Fogo, apelido carinhoso que nós lhe laureamos, pela sua incomensurável competência sobre as coisas da floresta. Ele é autêntico, e pela vastidão de conhecimento amazônico, deveria estar dando palestras pelo mundo afora, com toda a infra-estrutura funcional de palestrante e cachê pago pelo governo. Não sabemos e não entendemos porque o governo gasta milhões com festas de boi numa região aquática (sic.), outras festanças de rótulo alienado, duplas sertanejas e outras polentas numa terra de beiju, e não patrocina o nosso Curupira a fazer palestras e conferências amazônicas  científicas nos fóruns do mundo inteiro, o que seria ótimo, agora quando mais do nunca se discute a questão climática e os Créditos de Redução de Gases do Efeito Estufa.

Torna-se necessário dar uma chance à humanidade de sair do abismo arretado do buraco de ozônio, e partir para uma solução de preservação da Amazônia, que só o Evandro Carreira conhece, justamente porque ele passou 8 anos no Senado Federal falando sobre isso no seu Recado Amazônico. É bom cuidar disso enquanto temos tempo, pois quem corre perigo somos nós, a humanidade.
Isso me leva ao filme 1 da série Rambo, quando o chefe de polícia diz para o seu grupo de policiais: “ Agora nós vamos caçá-lo” . E retrucando o General diz para o incauto policial: “É engano seu, vocês é que serão caçados”.
Ouçam o velho amazonólogo Evandro, enquanto é tempo, em agosto vindouro completará 84 anos, sempre lutando pela preservação do meio ambiente.                
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social

Iranduba com mão-de-obra qualificada


Com a construção da ponte sobre o rio Negro e a realização da 
Copa de 2014, Iranduba deverá ser o segundo maior município do Amazonas.
            A qualificação profissional da mão-de-obra da população jovem de Iranduba é meta providencial e tem que começar agora, para dar sustentáculo a duas realizações emergentes: A construção da ponte sobre o rio Negro e a Copa de 2014, já que o município faz parte da área metropolitana de Manaus.

           Aliás, a capital da Zona Franca já passou por essa decrepitude, quando o turista ao fazer suas obvias compras, só faltava suplicar ao vendedor de qualquer loja do centro para ser bem atendido, enquanto o vendedor lento e mal educado fazia de conta que não estava vendo o cliente, deixando o turista completamente atordoado, pisando em ovos. Dessa maneira: indolente e grossa, o visitante caía fora da loja, deixando o dono da casa comercial sem faturamento e ainda fazendo propaganda negativa desses ambientes comerciais.

            Recomendamos a quem de direito, principalmente à prefeitura, que viabilize cursos de qualificação profissional gratuitos aos jovens, como forma de prepará-los para o mercado de trabalho com foco no turismo, pois o leque de oportunidades de emprego oferecidas neste setor será uma realidade que promoverá o bem-estar e desenvolvimento para o povo irandubense.

            O prefeito Nonato Lopes poderá estabelecer parcerias com empresas como: SESC, SENAC, SEBRAE e outras entidades afins que trabalham na formação de mão-de-obra, cobrindo, dessa maneira, a lacuna hoje existente em nosso Município. É imensa por parte da população a expectativa dos dois eventos acima citados, com eles virá agregada a geração de novas oportunidades de trabalho.  Com isso os jovens serão preparados profissionalmente para atender a demanda de marcado local e o empresariado poderá ter a certeza de que se instalando naquele município sua empresa não terá dificuldades para selecionar profissionais, e Iranduba passará a ser um mercado emergente.

          Temos também a qualificação que passa pelo empreendedorismo que visa impulsionar as habilidades pessoais para garimpar novos talentos para a promoção empresarial e quem ganha com isso é o município. Não esqueçamos que para cada dez empregos oferecidos em nosso País, seis são oriundos das pequenas e médias empresas.
             A verdade, é que todos ganharão principalmente o comércio e os hotéis de selva que se espalham pela orla do rio Negro - do Paricatuba ao lago do Janauari.

             Agora, quem tem razão é o presidente da FCDL, quando diz que: “É preciso preparar as pessoas para o que virá. Faltam restaurantes, hotéis, treinamento e investimento”.
             A mídia divulgou que o BNDS ampliou para 2 bilhões os recursos de sua linha de financiamento para projetos hoteleiros o que animou o setor. Entre as agências bancárias que podem realizar investimentos estão o BNDS e o Banco da Amazônia. Essas instituições financeiras estão recebendo consultas e analisando projetos de ampliação de linha de financiamento até o final do ano.
          Em Manaus, até o momento, nove hotéis já estão em fase de construção e devem ser entregues em 2013.
          Acredito que chegou a hora de empresários começarem a ver Iranduba como um grande potencial turístico.    
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social