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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A turma do Tribulins queria avançar no TCU


O deputado teve seu nome recusado para compor o TCU, pois não aceitariam uma raposa felpuda para ser hóspede daquele Poder.

Recordamos com saudade os áureos tempos da Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE), de figuras inesquecíveis como Francisco Queiroz, Homero de Miranda Leão, Joel Ferreira, e tantos outros legisladores sérios e combativos, dentre os quais o corajoso deputado Sebastião Nunes, que criou a sigla ‘Tribulins’, justamente para demonstrar a falácia e o fisiologismo dos Lins, que transformavam o TCM em balcão de empregos dessa família com tendências siciliana que há décadas devora como sanguessuga o erário público.
Não obstante, o óbvio ululante nepotismo dos Lins, no antigo TCM, agora o Átila queria meter a sua mão escabrosa em outra cumbuca estatal, o Tribunal de Contas da União, tentando com seu jeito, sem vergonha da política adentrar o solo sagrado do TCU, tentando toldar as águas límpidas desse Ttribunal, em lama, pois sua presença é simplesmente lacustre, lama de várzea interiorana, acostumada em toldar tudo o que é puro e imaculado.
Não faça isso, Átila, o último lamacento dos Unos, deixe o TCU em paz. Por onde você anda, Átila, não crescerá mais a grama verde das contas legais das instituições sérias. Você é como Midas ao contrário.
Graças a Deus que o Congresso brasileiro, levou em conta o passado deste político quando seus familiares mandavam e desmandavam naquela instituição, como diz o caboclo lá das bandas do rio Juruá, é a luta do destemido a época deputado estadual Sebastião Nunes, quando denunciou essa raça de Corleone caboclos - alusão que fazemos ao filme ‘O Poderoso Chefão’ interpretado de forma magnífica por Marlon Brando.
Vocês, rapazes, gostam de Tribunais, isto é, de emprego fácil, onde seja possível uma colocar desde a empregada doméstica até o mais humilde membro do clã, alguns falam que Cordeirinho (o deputado babita), era um santo comparado aos guabirus do Tribulins.
Pois bem, a eleição foi hoje. E o deputado teve seu nome recusado para compor o TCU, pois não aceitariam uma raposa felpuda para ser hóspede daquele Poder.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 426)
Analista Político e Social    
   

terça-feira, 20 de setembro de 2011

TCU condena prefeito de Iranduba por irregularidades


Nonato Lopes, prefeito de Iranduba, condenado pelo TCU a devolver recursos para a União por prestação de contas irregulares.

O prefeito de Iranduba, Nonato Lopes, foi condenado e terá que devolver aos cofres públicos RS 73,9 mil. Ele ainda foi multado em RS 15 mil pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que julgou irregulares a sua prestação de contas do exercício de 2008. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União do dia 16 de Setembro.
O relator do processo, ministro André Luis Carvalho, constatou as irregularidades na aplicação do repasse de recursos federais transferidos pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) e ao Programa de Assistência da Farmácia Básica e o incentivo ao custeio de Centro de Atendimento Pissicosocial.
Os ministros do Tribunal condenaram Nonato Lopes a pagar aproximadamente RS 90 mil, sendo RS 73.942,28, referentes á somatória das parcelas que seriam destinadas aos programas do FNS e RS 15 mil de multas.
O prefeito tem 15 dias para comprovar ao Tribunal a devolução dos valores aos cofres públicos. Caso isso não ocorra os mesmos estarão sujeitos a reajustes monetários e acréscimos de juros.
Como diriam os astrólogos: o prefeito de Iranduba vive um inferno zodiacal, pois nas últimas semanas tem sido constantes a veiculação por meio da mídia amazonense de denúncias referente a sua administração frente à prefeitura de Iranduba.
Enquanto isso acontece, a Câmara Municipal daquele município está de olhos vendados já que em suas reuniões os vereadores não ousam criticar o Prefeito, mesmo assim muitos daqueles edis tem como certa suas reeleições, será que eles acreditam que o povo é alienado politicamente, o irandubense tem um pouco de mineiro, trabalha calado  e a primeira providência que tomaram foi realizar um ato de repúdio silencioso, ou seja, deixaram de frequentar as reuniões naquela Casa Legislativa por acharem que elas começam do nada e vão para lugar nenhum.
O conselho que damos aos nobres vereadores é que acordem e promovam Seminários no plenário da Câmara com objetivo de discutir os problemas que afligem a população, tais como: a - Coleta de lixo; b - Encerramento das atividades do SENAI no Iranduba por falta de apoio do Prefeito; c - Discussão sobre a situação do sistema de transporte coletivo após a inauguração da Ponte; d - Regulamentação das atividades de moto taxistas no município, dentre outros;
Sugerimos ainda que ouçam as vozes roucas das ruas, pois nessa andança que fiz pelo município conversei com um feirante que falou sobre o desinteresse das pessoas em assistir as Sessões Planárias.
Ele até deu uma sugestão aos vereadores: “Sugiro que o presidente da Câmara instale na nossa feira um sistema de auto falante para as centenas de pessoas que passam por aqui, todos os dias, tomem conhecimento do que se está discutindo no plenário do Poder Legislativo”. Essa idéia é uma forma de incentivar o povo a participar das sessões da Casa, nos dias de expediente.
Por: Paulo Onofre      
Jornalista (MTB 467)
Analista Político e Social

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Merenda escolar de Iranduba não tem mais nem pé-de-moleque


Nem pé-de-moleque as escolas dos municípios podem comprar para dar para as crianças amazonenses.
Furacão de uma administração municipal falida, a merenda escolar, como num pé de vento, sumiu em Iranduba, como num passe de mágica. É que o TCU- Tribunal de Contas da União, suspendeu o dinheiro da dita, pelas irregularidades de administrações passadas, recaindo esse torpor agônico da fome das crianças em cima do atual prefeito Nonato Lopes, que não tem culpa neste caso, mas deveria acionar  a Justiça e o Ministério Público contra o ex-prefeito que não prestou conta da verba investida em educação no período relativo a 2003. Alguns pais de alunos mais acéticos, dizem, desviaram e venderam o ‘baco baco’ dos alunos pobres principalmente, que vai a aula muitas das vezes porque não tem o que comer em casa, alguns vão sem o café da manhã.
Naquele município são mais de treze mil alunos da rede municipal que a partir do dia 19 de setembro terão suas aulas interrompidas  por conta  dessa incúria administrativa que redundou no corte da verba da merenda escolar. Isso é feio, é crime contra aquelas crianças, é um absurdo tanta esculhambação pública. Nem a merenda escolar escapa da incompetência administrativa daqueles administradores inaptos para o cargo.
E a coisa acontece bem embaixo do nariz da gente, pois o município dos sítios arqueológicos faz parte da região metropolitana da grande Manaus. O descaso, a inoperância é no nosso vizinho, agora imaginem a situação lá pras bandas do Juruá, ou Jutaí, onde achamos que as crianças estão comendo brisa, como naquele poema famoso da literatura brasileira.
Segundo informações divulgadas pela imprensa em Manaus, no primeiro semestre deste ano, outras prefeituras de municípios nosso estado tiveram problemas com a prestação de conta de verba destinadas a educação (leia-se merenda escolar), referente a 2010. Até o final do primeiro semestre deste ano apenas 10% das prefeituras haviam enviados dados pestando contas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Segundo o presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Jair Couto, fatos como esse são comuns, pois alguns municípios têm dificuldades de prestar contas, principalmente de gestões anteriores. Para Jair, parte das dificuldades deve-se a ausência de mão de obra qualificada e os problemas com logística, imagine um município que não tem agência bancária, e nem aeroporto e sinal de internet.
Ora, bolas pergunta que faço ao senhor presidente: por que a Associação dos Municípios, sabedora dessas dificuldades, não criou até hoje cursos para qualificar funcionários das prefeituras interioranas? Sem contar que em Manaus existem vários escritórios aptos a assessorar prefeitos na elaboração da prestação de contas. Afinal, qual a finalidade da AAM? Esperamos que não seja somente para aglutinar os prefeitos para participarem de reuniões improdutivas que, após a mesma, sempre é servido um  coquetel  regado com um bom vinho e outras bebidas acompanhadas de canapés.       
Enquanto isso vários municípios do Amazonas estão sendo administrados por prefeitos sem qualquer aptidão e noções de administração pública.
Alerto aos pretensos candidatos à prefeito de Iranduba nas próximas eleições, que são os pequenos comerciantes e empresários do ramo cerâmico naquelas paragens, que eles acreditam estarem  qualificados a administrarem o bem público, e se lançarão candidatos. Eleito esperamos que não ocorra como em passado recente quando era comum lermos por meio da mídia amazonense denúncias de desmandos administrativos cometidos por ex-prefeitos daquele município.
O agravante é que alguns gestores municipais, devido a falta de inexperiência como administradores municipais, não conseguem diferençar que  administrar uma Prefeitura é diferente de administrar uma empresa e aí passam a fazer compras sem licitações aquinhoando familiares e amigos com benesses. A partir daí o caos está instalado, esquecem que os recursos recebidos pela prefeitura é público.
Daqui fazemos um apelo ao governador Omar Aziz, que se diz socialista, que olhe para as nossas crianças, principalmente as que moram no interior do estado. Só em Iranduba são mais de 13 mil crianças que ficarão sem merenda escolar
Fome dói. E dói mais quando é em criança inocente, que não tem como se defender de prefeitos useiros e vezeiros na dilapidação do erário público de municípios carentes que compõem o nosso interior.
E nem pé-de-moleque as escolas dos municípios podem comprar para dar para as crianças amazonenses, acompanhadas pelo menos de aluá, já que Coca Cola custa R$ 2 e Q-suco, o pacotinho custa R$0,90, ô miséria. Deus me livre de tanta fome, num grande estado, que agora já está exportando bacalhau de pirarucu.  
E tem mais, sem merenda, não vai ter aula!
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista político e social