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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Recomendações ao Vereador Francisco Elaime


Câmara de Vereadores de Iranduba realiza Audiência Pública no próximo dia 6 (terça-feira), para discutir a desapropriação de várias comunidades para construção da Cidade Universitária do Amazonas.
            Pelo visto as conversas nos corredores da política irandubense é grande devido a expectativa da Audiência Pública marcada para o próximo dia 6 (terça-feira), sobre a desapropriação da área da onde será construída a Cidade Universidade do Amazonas.
           É como diz uma das professoras com suas terras desapropriadas: “Chegou á hora de a onça beber água”.
         Por isso, recomendamos ao vereador Francisco Elaime, as seguintes providências:
1.     Envie convites aos interessados: OAB/AM, INCRA, ALE, CMM, GOVERNO DO AMAZ0NAS, PREFEITURA DE MANAUS (o espaço da desapropriação faz parte da área metropolitana de Manaus), MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL E FEDERAL, UEA, UFAM, e mídia local;
2.     Convide os moradores das áreas afetadas pela desapropriação. Eles devem comparecer em massa. Disponibilize transporte.
3.     Convide o prefeito de Iranduba;
4.     Remeta convites aos nossos congressistas (senadores e deputados federais);
5.     Produza 30 faixas divulgando o vento;
6.     Na véspera, contrate um carro som para divulgar o evento convidando a população a participar da Audiência Pública;
7.     Produza um panfleto de divulgação do Evento.
       Também recomendamos ao vereador Francisco Elaime, que é o pai da criança, meter a cara e assumir a paternidade dessa audiência, antes que algum aventureiro esperto lhe dê uma pernada, e se transforme em salvador da pátria.
        É bom que o vereador não permita que outro edil ‘vivaldino’, chegue na hora H dizendo que o pai da criança é ele - o Ricardão político - e que o ele é apenas o ventríloquo, mas queremos que esse dedicado vereador passe batido, ou que sofra do mal de Alzheimer.
       Por isso, corra vereador Elaime, pois já diz um velho ditado angustiante: “Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. É o cachorro pulando e a peia cantando”!
      Depois não venha reclamar que forças ocultas impediram o sucesso da Audiência.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nota dez para a Ponte e ZERO para a falta de visão




  As casas do Cacau Pirera ficaram parecendo com aqueles casebres que aparecem em cenas de filmes de bang bang do faroeste americano ou italiano. A tendência é virar uma cidade fantasma.
As obras da administração pública em Manaus até parece a casa do Noca. E, por falar nisso, lá em Belém é a melhor casa de samba noturna; uma beleza a Casa do Noca. Moças lindas, garçons esmerados, cerveja geladíssima e um ambiente paraense de dar inveja. Lá o caboclo marajoara ama a sua terra. E a cerveja é “Celpa”, digo, Cerpa para os ilustrados.
Nós daqui, caboclos metropolitanos metidos a gringo, não amamos nada, parece até que nem somos amazonenses. Se você falar em Jaraqui com baião de dois e farinha do Uarini com  o pessoal frequentador habitual de Shoppings, o cara já lhe olha de esgueira, cochichando no ouvido do outro burguês fidalgo. Isso é ‘caboquice’.
Após o frisson da inauguração da Ponte Rio Negro que o Eduardo criou e o Omar terminou, lá fui eu visitá-la: palmas para os dois. Nota 10. Agora quanto à visão de futuro, o prolongamento sistemático da obra é ZERO. Vamos pontuar algumas medidas que deixaram de ser tomadas pelo governo do estado:
O governo não previu (ou será que previu?) que as comunidades Cacau e Nova Veneza - no distrito de Cacau Pirêra – seriam impactadas de forma quase mortal com a inauguração da ponte e se tornaram a parte fantasma do progresso que chegou para o outro lado do Negro. As casas dessas comunidades ficaram parecendo com aqueles casebres que aparecem em cenas de filmes de bang bang do faroeste americano ou italiano. Django de pernas abertas no cenário, touceira de capim voando e os bandidos correndo pelos telhados. É assim que ficou as duas localidades.
Centenas de pequenos e médios comerciantes, entre eles os feirantes que durante anos labutaram na feira do Cacau Pirêra, de onde tiravam o ganha pão desse comércio informal, ficaram à míngua, sem eira nem beira, acumulam prejuízos e alguns já pensam em mudar de atividade comercial. Alguns desses feirantes diziam que o governo deveria ter construído uma nova feira nas proximidades do Mutirão, antes da inauguração da ponte, pois naquele local deverá ser o novo centro comercial da cidade de Iranduba. 
Quanto à ampliação da rodovia Manuel Urbano, que deveria ter sido feita concomitantemente com a construção da ponte, somente agora que a Assembléia Legislativa, autorizou o governo do estado a contrair empréstimos para garantir recursos para a duplicação da estrada. Enquanto os trabalhos não têm início, para nós, pobres mortais que necessitamos usar aquela rodovia, resta-nos orar para que o número de acidentes não se acentue.   
E as instalações do porto da balsa de São Raimundo? Dizem que o governo passou sua administração para a iniciativa privada. Os jornais de Manaus denunciam que vândalos estão depredando as instalações da área. Não podemos esquecer que aquela obra, recém inaugurada, custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 20 milhões.
O Porto de São Raimundo está se deteriorando enquanto não se decide de que forma deverá ser utilizado. Lá fica ancorada quase uma centena de ‘voadeiras’ que serviam ao povo na travessia Manaus/Cacau Pirêra e que agora estão sem atividade alguma. É comum chegarmos ao local e deparamos com condutores dessas pequenas embarcações jogando dominó na tentativa de matar o tempo devido a ociosidade por que passam.
Tudo isso nos faz ver uma coisa: se a situação não for resolvida com planejamento e visão, quem vai pagar o pato é o nosso governador Omar, por isso recomendamos-lhe urgentemente um Programa de Reengenharia Social sobre o tema, aliás sendo um moço de trabalho e diligência, o nosso governador vai equacionar os problemas, com soluções eficazes. Já! 
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Jornal Tribuna de Iranduba
Foto: hqsubversiva.wordpress.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tchau, Urina Presa!


O povo faz filas quilométricas para utilizar 
o banheiro da Praça da Matriz, no centro da cidade

Mário Frota acerta na mosca e Amazonino na Copa
Um dos poucos vereadores de Manaus preocupado em demasia com a municipalidade e o bem estar do povo manauara, Mário Frota (PSDB), faz jus ao mandato outorgado pelo povo, por meio de uma emenda orçamentária de R$ 300.000,00 que sai de um projeto de Construção ou Ampliação de Logradouros Públicos para a Construção de Banheiros  Públicos em nossa cidade.
A emenda prodigaliza a construção de banheiros públicos no centro da cidade e em várias localidades, inclusive em bairros distantes. É bom lembrar que o povo daqui sofre de Urina Presa, como diria minha avó, e aquela última piada fantástica do turco e do tapete persa. Quem conhece a dita piada, vai se mixar de tanto rir.
Pois é, minha gente. E como diria o soneto do Vinicius: “vamos mijar numa festa de espuma”.
Mas antes da mijada, lembremos que foi um dos maiores prefeitos que Manaus já teve que demoliu o único sanitário público do Centro, e para completar a asneira, ainda derrubou todas as mangueiras que tiravam a caloria do espaço desse logradouro. As árvores são naturalmente condicionadoras de ar ecológico, e ainda fazem a redução de gases do efeito estufa, coisa que dá dinheiro no mercado de commodities.
Voltando aos banheiros públicos, temos que acelerar isso, pois a Copa vem aí, e vai ter muita gente querendo fazer pipi, principalmente no centro, que atualmente tem algumas portinholas e sempre uns caras estranhos olhando fixos nos pênis alheios. Nem os idosos escapam desses tais constrangimentos.
Um dia, o meu amigo Rafael, de 104 anos, me falou: “Compadre, que coisa feia, quando eu puxei a pirarara velha, o cara quase que pula em cima. Rapaz, eu mijei nas calças diante da sofreguidão do indivíduo. Aonde já se viu. E eu tenho idade de ser bisavô daquele rapaz”.
Pois é, meu amigo Amazonino, você que ganhou o prêmio “América Award 2009” da ONU, por excelência no Serviço Público - nem Lula ganhou tal laurel - faça aprovar a Emenda do Mário. Sei que dois bicudos não se beijam, mas o povo de Manaus vai aplaudir os dois grandes líderes políticos do Amazonas. E tem mais, as eleições estão chegando, e quem trabalha ganha o voto do povo.
Banheiro público para o povo, uma obra que juntará gregos e troianos. Afinal de contas, os gnósticos dizem que no final, até Satanás que era o aferidor da medida e o mais lindo dos anjos, vai se reconciliar com Deus. Então, porque os meus dois amigos não poderão se unir pelo bem do povo de Manaus?
Vamos ao trabalho, Mário e Amazonino! Vamos ao trabalho, competentes e dinâmicos vereadores de Manaus!

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
do Clube da  Madrugada.
 Foto: d24am.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

POUSADAS COMUNITÁRIAS PARA O IRANDUBA (Matéria veiculada neste blog em julho 2011)

Iranduba deve seguir o exemplo de Parintins na construção de pousadas.

Em Parintins, no início da década 90, o número de hotéis não atendia a demanda de turistas que chegavam naquele município, ávidos para participar do Festival Folclórico. Com a finalidade de amenizar a situação o governo encetou um projeto para beneficiar a comunidade, abrindo linhas de financiando para que os moradores da cidade construíssem pousadas, casas, apartamentos e quitinetes para alugar na alta temporada. A medida resolveu em parte o problema da falta de hospedagem e alojamento para os visitantes do famoso festival junino.
Da mesma forma, estamos propondo essa experiência ao município de Iranduba, que deverá enfrentar problema idêntico ocorrido em Parintins, após a construção da Ponte Manaus – Cacau Pirera, quando a população manauara, ávida por fugir do claustro urbano dos fins de semana, acorrerá para a vizinha cidade, em busca naquele bucólico município o contato com natureza e ares mais puros.
Torceremos para que, após ler este artigo, provavelmente o prefeito Nonato Lopes deverá conversar com os vereadores e fará um pronunciamento ao povo irandubense, para que a salutar idéia parintinense também tenha a mesma acolhida na cidade vizinha da capital.
Assim, acreditamos que será formulada certamente com a AFEAM e o governo do Estado, uma ampla parceria para que o projeto das Pousadas Comunitárias dê certo também em Iranduba.
Mas isso tem que ser feito agora, porque depois da ponte inaugurada o município vai enfrentar dificuldades para alojar os visitantes de finais de semana. Se estas medidas não forem tomadas em tempo hábil para evitar improvisos. A prefeitura será compelida a criar áreas de campings para serem montadas barracas, senão essa cidade vai se transformar num verdadeiro inferno urbano. 
Além do mais, visitantes menos aquinhoados, certamente aos milhares, optarão pela hospedagem menos onerosa como alguns jovens que, após as baladas, que certamente deverão aparecer na cidade, dormirão ao relento nas praças e ruas daquela cidade, com isso, a singela Iranduba, corre o risco de virar um festival de ‘Woodstock do Mal’, com gente bêbada, cantorias desenfreadas, muita maconha, cocaína e outros alucinógenos que infernizarão os moradores hospitaleiros e pródigos desse município tão próximo do coração de Manaus. Infelizmente nossa pacata gente não tem culpa do município passar a ser um atrativo para apresentações de bandas musicais de outros Estados.
Não esqueçamos que após a inauguração da ponte, Iranduba deverá ficar anexado à capital e passará a ser mais um bairro de Manaus, com administração diferente, estando assim propenso a ter todas as mazelas sociais.
A prefeitura deverá discutir o assunto com as autoridades e a sociedade organizada a partir de agora, enquanto é tempo, porque depois que a ‘vaca for para o brejo’ a coisa pode ficar muito feia, aí Inês é morta.
E olhe, Prefeito, quem avisa amigo é. A idéia das Pousadas Comunitárias é uma ótima solução.      
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social
Jornal Tribuna de Iranduba