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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

UM PREFEITO AUSENTE


O prefeito Nonato Lopes não compareceu a audiência pública na Câmara Municipal de Iranduba, para discutir a situação das mais de 600 famílias que serão desapropriadas.
De forma inexplicável, o prefeito Nonato Lopes não compareceu a audiência pública na Câmara Municipal de Iranduba, para discutir a situação das mais de 600 famílias que serão desapropriadas pelo governo do estado para a construção da Cidade Universitária do Amazonas - obra que batemos palmas pela emergência e importância da sua realização, afinal esse município abandonado possui um alto índice de deficiência na educação, segundo os últimos relatórios do Ministério da Educação.
Dizem que o prefeito tomou chá de sumiço. Logo ele que num passado recente, quando se tratava de evento popular, era o primeiro a chegar. Acontece que isso era no tempo em que ele era candidato a eleição ou a reeleição. Agora que está vivendo a contagem regressiva para o término do mandato, e sem o alvo da reeleição, “o povo que se exploda”, como diria o “deputado federal” Justo Veríssimo, conhecido personagem Chico Anísio, o maior humorista brasileiro.
A audiência pública foi um sucesso. Participaram em torno de 200 comunitários. Parabenizamos o vereador Francisco Elaime pela iniciativa, como também a todos os vereadores da Casa que estiveram presentes e se posicionaram ao lado dos moradores afetados pelo incidente da desapropriação.
Apenas recomendamos, novamente, ao governador Omar Aziz, a observação do que o Eduardo fez com o pessoal do Prosamim, indenizando e dando novas moradias condignas para os desapropriados, isto é, fazendo a coisa certa, e não como está acontecendo com os moradores da área, pois tem gente de idade passando mal.
Em visita às comunidades do município encontrei a dona Joana, macumbeira da área, me disse enraivecida: “será que vai ser preciso eu fazer um despacho da pesada, e invocar o seu Tranca Ruas e o resto dos Exus, contra esses políticos irandubenses que nada fazem pela população?”
Um alerta aos políticos: se cuidem! Mexam-se logo e ajudem os moradores das áreas a serem desapropriadas, antes que a casa caia e o sopapo do telhado termine caindo em suas costas. Não esqueçam que no próximo ano haverá eleições, é quando o povo avalia o desempenho de cada um de vocês.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Jornal Tribuna do Iranduba

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O SONHO ACABOU!



O Governo do Estado, a partir deste plebiscito, sabe do descontentamento que assola a população do Oeste do Pará que obteve um índice de 96% de SIM.
 
Na minha infância, quando morava em Óbidos - lá se vai meio século – ouvia meu pai falar que, para o Oeste do Pará se desenvolver teria que se desvencilhar do julgo do Governo do Pará, mas para isso a única alternativa seria criar um novo estado.
Alguns jovens acreditam ser este o primeiro movimento separatista no Pará e, por desconhecerem a história, não sabem que há quase duzentos anos, no final do século 19, houve naquela região o movimento Cabano constituído por mestiços, índios e negros que tomaram o poder da então Província. Quase dois séculos depois estamos lutando pela  separação das regiões do Oeste e Sul do Pará, para fundar os estados do Tapajós e Carajás.
Tivemos dia 11 último a oportunidade única, por meio de plebiscito, que foi o primeiro na história do Brasil, quando a população decidiu dizer NÃO à divisão do Estado do Pará. Para nossa triste surpresa, 65% da população rejeitaram a criação do Estado do Tapajós e 65,50% disseram NÃO à criação do Estado de Carajás.
O eleitor que votou em Belém contra a criação do estado do Tapajós, desconhece o abandono que, ao longo dos anos, relegou aquela região ao ostracismo a ponto de seus habitantes se sentirem como filhos bastardos do estado, face o descaso e o isolamento político. Ao longo dos anos a desigualdade econômica foi latente e uma realidade.
A certeza que temos é que apesar de não conseguimos criar o estado do Tapajós, por certo essa pressão política serviu para abrir os olhos do governador Simão Jatene, pois ficou patenteado quando dissemos em alto e bom tom que queremos a descentralização administrativa e que procuraremos cada vez mais buscar recursos com objetivo de diminuir as desigualdades sociais.
O Governo do Estado do Pará, a partir deste plebiscito sabe do descontentamento que assola a população da nossa região e o governador, à partir de agora, terá que dar outro tratamento e melhor atenção aos nossos irmãos do Oeste do Pará. A sugestão que fazemos é que o mandatário do estado elabore um projeto de desenvolvimento  urgente para aquela região, não esquecendo que no próximo ano haverá eleição e, se continuar o descaso por parte do poder público com a nossa gente,  o povo demonstrará toda sua indignação nas urnas.      
Por Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Jornal Tribuna do Iranduba

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Declaração Universal dos Direitos Humanos – 63 anos - Iguais na Diferença.

Há cinco anos o Amazonas perdeu Nestor Nascimento - um dos baluartes da luta pelos Direitos Humanos em nosso estado.

Era Outubro de 1998, o companheiro Nestor Nascimento chegava a Manaus depois de passar quinze dias nos Estados Unidos, a convite dos Ianques onde proferiu várias palestras em Universidades sobre o tema Direitos Humanos.
Após sua chegada conversamos e decidimos, juntamente com um grupo de amigos, realizar nos dias 9 e 10 de dezembro 98, seminário em comemoração aos 50 (cinqüenta) anos de assinatura da Carta Universal dos Direitos Humanos.
Foram dois dias de discussões sobre temas que, após dez anos, ainda estão muito atuais como: O jovem, o deficiente e o idoso, suas dificuldades de inserção no mercado de trabalho; Minorias étnicas problemas e soluções; Direitos Humanos e suas garantias constitucionais; A qualificação profissional dos detentos nas unidades prisionais, com objetivo de inseri-lo no mercado de trabalho  e outros temas que o tempo se encarregou de apagar de minha memória.
O local do evento foi o auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) secção do Amazonas. Ao final dos debates preparamos o que chamamos de ‘Carta Manaus’, com conclusão dos vários painéis - material este que foi encaminhado para o governo do Estado e Prefeitura de Manaus, com o objetivo de colaborar e sugerir soluções dos problemas.
Após treze anos, pouco ou quase nada foi feito na área de Direitos Humanos, em nosso País. O que vemos hoje é a violência campeando cada vez mais as penitenciárias superlotadas, o idoso sendo desrespeitado todos os dias, o deficiente sem uma política pública séria para inseri-lo no mercado de trabalho. Como diria minha avó: “esse negócio vai de mal a pior”.
Há cinco anos o Amazonas perdeu dois grandes baluartes da luta pelos Direitos Humanos em nosso estado, que foram Nestor Nascimento e Zeno Lanzini, a quem presto homenagens quando da comemoração dos 63 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos.

                        
                         
Entendo que as organizações sociais em nosso País terão que  avançar cada vez mais buscando a defesa da cidadania e o postulado da liberdade  com o despontar dos 63 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - acontecimento que deve ser compartilhado pelo variado leque étnico de toda a raça humana.
É obrigação das sociedades livres, zelarem pelo ideal fraterno plantado pelos pioneiros que na aurora das conquistas sociais amanheceram para as populações injustiçadas, a claridade do direito para todos, essencialmente o primado do direito e da justiça, levando a todos os países e povos, uma nova jornada em busca da justiça e o loquaz compartilhamento de uma nova ordem social onde cada membro tenha como todos o mesmo direito de ir, vir, e permanecer em sua inteira vontade, desde que também não provoque constrangimento a outrem. É o que vemos em todas as cartas magnas da maioria dos países civilizados.
Infelizmente, após 63 anos de trajetória histórica, a Declaração tem encontrado barreiras sombrias que tentam obstruir a caudal luminosa de seu conteúdo libertador, a água civilizadora que mata a sede das sociedades em que ainda a tirania afoga as multidões no lodaçal dos interesses políticos nauseabundos que permeiam principalmente os países em desenvolvimento, onde a injustiça campeia pisoteando os direitos das minorias, principalmente demonstrando por meio da ineficácia dos poderes constituídos, a ausência do Estado. Nessa dimensão constatamos uma insólita resultante: péssima educação, agônica saúde, catastrófico transporte e corrupta segurança, a própria polícia assaltando o cidadão, que estarrece em pânico sem ter para quem apelar.
Hoje o mundo explode sob a violência generalizada. A decadência e o vicio, são vomitados pela janela da TV direta nos olhos inocentes de nossas crianças. Na outra margem do rio social, os idosos também sofrem discriminações de toda espécie, e o rio dos inocentes segue combalido o seu itinerário de vítima e mártir, esperando que uma sociedade madura, distinga entre a criança e o velho, o eixo indelével de todo as sociedades.
Resta darmos as mãos e plantarmos em nossos próprios corações, a verde semente da Declaração, que reflorestará não só os povos da Amazônia, mas todos os povos do planeta Terra, nos rumos livres do novo milênio.

                                                 
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Jornal Tribuna do Iranduba 
                                                     


                          



                                 

VEREADOR É DETIDO E ACUSADO DE DESMATAMENTO ILEGAL EM IRANDUBA




Fomos informados pelo nosso correspondente em Iranduba, professor Teodoro Baima (fictício), que um vereador do município foi detido neste domingo pelo Batalhão Ambiental, em um ramal do Km 13 da rodovia Manuel Urbano. Segundo informações, o citado edil havia desmatado uma área naquele local sem autorização do IBAMA.