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sexta-feira, 16 de março de 2012

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE UM CORRUPTO



-Por Júlio Lázaro Torma*
Um corrupto, após passar meses de cama doente, acaba falecendo e logo vai ao juízo final, enquanto espirava via passar pela sua mente toda a sua vida, a sua concepção, os meses em que ficou no aconchego da barriga de sua mãe, nascimento, os primeiros passos, infância, juventude, amadurecimento, velhice e morte.
Lembrou dos momentos de incertezas, felizes, tristezas e de como conseguiu a construir um império.
Chega na sala e encontra um senhor idoso, de cabelos e barba branca, com uma chave e todo sorridente, acompanhado por um anjo, com uma lança, que lhe conduzem até uma cadeira e pedem para que se apresente e contar a sua história de vida.
Ele fala o seu nome, idade e começa a se lembrar de sua história e de como construiu um império de barro.
"Eu iniciei a trabalhar de caixa num bazar, o dono do bazar tinha toda a confiança em mim, eu era o caixa, fazia o trabalho de banco. No fim do expediente eu pegava algumas notas do caixa, pegava algumas mercadorias e vendia por fora, o dinheiro do banco pegava um pouco e falava para o patrão que paguei, com juros, correção monetária as contas que mandava pagar no banco.
Ia na casa dos devedores e cobrava o dobro, com a desculpa de que a inflação aumentava os juros, a metade era minha e a outra era do dono do bazar.
Comprei uma lambreta verde e como o patrão, já estava desconfiado pedi demissão e com o dinheiro guardado no banco e com o seguro desemprego, resolvi montar um negócio próprio.
Como trabalhei de pedreiro, carpinteiro, resolvi trabalhar por conta própria e tive que contratar empregados, a lambreta troquei por uma Brasília amarela, mas logo comecei a trabalhar para gente rica e vi uma forma e oportunidade de ficar rico como eles, pois como disse o outro o " mundo é dos espertos e não dos trouxas".
Comprei casas e comecei alugá-las, terrenos e depois comecei a vender, fiz amizade com políticos e funcionários públicos de alto gabarito.

ELES COMEÇARAM A ME AJUDAR, FAZENDO COM QUE EU GANHASSE AS LICITAÇÕES PÚBLICAS PARA CONSTRUIR ESCOLAS, CRECHES E POSTOS DE SAÚDE.

Se na obra era preciso 15 sacos de cimento eu pedia trinta sacos, três caçambas de areia, pedia seis, se o valor da obra era Y eu lhes pedia X, e assim fiquei rico e construí um império.
Para pagar políticos, funcionários público, advogados para liberarem as plantas das obras e financiava campanhas eleitorais, tinha um candidato ruim de voto, todas as eleições pedia apoio e dinheiro para a sua candidatura, pagava pois sabia que não ia jamais ganhar uma vaga, até que desistiu da idéia.
Morei numa casa confortáveis, com piscina, três carros na garagem, tinha amante, onde eu a bancava, ela tinha um apartamento do bom e do melhor da city.
Meus filhos tinham uma obediência cega, um começou a se drogar e acabou falecendo, outro se separou da esposa por minha causa e depois me abandonou, amigos de verdade nunca os tive, só o amor pelo meu dinheiro, os bajuladores na volta, adoeci e eles me abandonaram".
O velho de barba branca após escutar com atenção, o relato lhe pergunta:
-"Eras FELIZ COM O QUE TINHAS?, Lhe responde:
-"Não Senhor, agora que morri, lhe respondo que na verdade eu nunca tinha nada, nunca fui feliz, mesmo tendo tudo".
*Membro da Pastoral Operária do Rio Grande do Sul

Dilma quer Brizola Neto no Trabalho. Lupi, não


O Ministério do Trabalho deverá ter um novo comandante nos próximos dias. Se depender da presidente Dilma Rousseff, o ministro será o deputado federal Brizola Neto (RJ). O problema é que Carlos Lupi, presidente do PDT, é desafeto de Brizola Neto e resiste a referendar o nome do deputado para o cargo que já foi seu.
Brizola Neto integra uma lista com três nomes apresentada pelo partido a Dilma. Além dele, aparecem como candidatos o deputado Vieira da Cunha (RS) e o secretário-geral do PDT, Manoel Dias. Dilma deve bater o martelo depois de uma conversa com Carlos Lupi. O ex-ministro, demitido em dezembro por causa de denúncias de corrupção, ajudará a escolher o sucessor do tapa-buracos Paulo Roberto dos Santos Pinto.
(Gabriel Castro, de Brasília)

quinta-feira, 15 de março de 2012

DEPUTADO SOLICITA CRIAÇÃO UMA LEI DE REPOSIÇÃO FLORESTAL PARA ESTADO‏



Orlando: “Dezenas de empresas com suas caldeiras precisam de resíduos provenientes da madeira para produzir riquezas”
Na manhã de hoje, o deputado estadual Orlando Cidade (PTN) apresentou, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), um projeto de lei relacionado à reposição florestal em território amazonense. A iniciativa do parlamentar, que é presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPPADR) da Casa, visa criar uma norma específica relacionada ao assunto para o Estado.
De acordo com Cidade, o Amazonas está entre os Estados da Federação que não possui norma sobre a reposição florestal em seu território, o que segundo ele é um contra-senso por conta de estar localizada em território amazonense a maior floresta tropical do planeta. “Diante das nossas condições é fundamental que haja uma legislação que crie, com critérios, medidas de reflorestamento”, destacou.
Ainda segundo o deputado, a proposta tem como objetivo também que o assunto seja discutido para que uma lei seja elaborada e aprovada para proteger o meio ambiente, mas com garantias de que sejam criadas oportunidades de desenvolvimento de alguns setores vitais nos municípios amazonenses.  O parlamentar observou ainda que com a criação de uma lei específica, polo cerâmico e empresas responsáveis pela geração de energia instaladas no interior teriam melhores condições para operarem.
“Dezenas de olaria, indústrias cerâmicas e centenas de empresas com suas caldeiras precisam de resíduos provenientes de madeira para produzir riquezas, mas, com a rígida legislação, que não é favorável ao Estado, ficam impossibilitadas de utilizar o material que muitas vezes apodrece”, relatou o parlamentar, ao citar que resíduos descartados segmento da construção civil e os galhos, tocos e árvores derrubadas nas áreas da edificação do Linhão do Tucuruí poderiam destinados para o processo de queima nessas indústrias com a criação da lei ambiental própria para o Amazonas.
O projeto de lei apresentado pelo deputado será apreciado pelos demais parlamentares da Aleam e, caso tenha parecer favorável, seguirá para apreciação do governador do Amazonas, Omar Aziz.
Assessoria de Comunicação Deputado Orlando Cidade
Jornalista: Richard Rodrigues 
DRT/AM: 0000494
A Câmara Municipal de São Paulo promulga nesta quinta-feira a lei que obriga servidores públicos da cidade a terem ficha criminal limpa. Cada servidor já contratado terá 90 dias para comprovar que não foi condenado na Justiça por delitos como homicídio, roubo, corrupção etc.

De acordo com o presidente da Câmara, José Policie Neto (PSD), caso os servidores já contratados não comprovem ficha limpa, serão exonerados. "Quem não apresentar suas certidões negativas terá de deixar o cargo", disse Neto. Estão sujeitos à nova regra secretários, servidores e agentes públicos da administração direta e indireta da Prefeitura de São Paulo, Câmara Municipal de São Paulo e Tribunal de contas do Município.

Segundo o texto da lei, os secretários municipais e todos os agentes políticos, empregados públicos, servidores da administração direta e indireta ficam submetidos à mesma regra dos cargos eletivos. A medida impede a nomeação de servidores e agentes públicos municipais condenados em definitivo pela Justiça.

O Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PLO) que cria a Ficha Limpa foi aprovado em segunda votação no dia 7 de março de 2012. O texto do PLO, de autoria coletiva dos parlamentares da CMSP, segue as regras impostas pela lei federal que criou a Lei da Ficha Limpa para os agentes políticos em todo o país. A regra foi aprovada também na Assembleia Legislativa do Estado.


CONSTRUÇÃO DE CONDOMÍNIO DE ALTO PADRÃO MANTÉM FUNCIONÁRIOS TRABALHANDO EM CONDIÇÕES SUBHUMANAS


Nem tudo são flores. Equipe da Superintendência Regional do Trabalho (SRT-AM) precisa sair do gabinete. Com a palavra seu Superintendente, Dermilson Chagas.
O vice-presidente do Sintracomec (Sindicato dos Trabalhadores na área de Construção Civil no Estado do Amazonas), Cícero Custódio denunciou a este blog que existem três construções na Estrada do Turismo, próximas à entrada do antigo Cetur, onde estão construindo condomínios fechados de alto padrão, que não estão respeitando as normas trabalhistas. Nessas obras, segundo o denunciante, trabalham de forma irregular cerca de 600 pessoas, dentre os quais 70 haitianos, sem contrato de trabalho. E a alimentação, de péssima qualidade, de acordo com os trabalhadores, é fornecida em quentinha. No local não existem equipamentos de proteção como: cinto de segurança, botas, capacetes e luvas. “É comum encontrarmos nessas obras trabalhadores de sandálias colocando em risco a sua própria segurança”, alerta Custódio. Com a palavra a Superintendência Regional do Trabalho. (Por: Paulo Onofre)
CONSTRUÇÃO DE SUPERMERCADO É FEITA COM TRABALHADORES SEM CONTRATO DE TRABALHO
Cícero Custódio, do Sintracomec, denunciou ainda que no bairro Nova Cidade, onde está sendo construído um galpão para funcionar um supermercado de uma grande rede, os trabalhadores não possuem contrato de trabalho e nem carteira assinada, desrespeitando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Pelo que foi constatado, os trabalhadores, para completar a precária situação, não utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Na última segunda-feira (12), um trabalhador sofreu um acidente e quebrou três costelas, por falta do uso de EPI. Indignado com a situação Custódio, o Sassá, vai procurar a Superintendência Regional do Trabalho (SRT-AM) para tomar as providencias que o caso requer. A iniciativa do Supermercado é louvável porque vai atender uma grande comunidade de Manaus. O que não é legal é construir uma obra desrespeitando as Leis e colocando em risco a vida dos trabalhadores. (Por: Paulo Onofre).