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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AOS PREFEITURÁVEIS DE MANAUS: SUSTENTABILIDADE É A SAÚDE DE NOSSA CIDADE



Professor Ademir Ramos, ao lado de Joaqui Alencar

Ademir Ramos (*)
         

O tema em questão reúne em si múltiplos significados em campos semânticos diferenciados, exigindo em particular, dos políticos e governantes ações concretas que traduzam o respeito ao meio ambiente de forma socialmente justo não só para o presente, mas também visando o bem de todos numa perspectiva cumulativa e distributiva em atenção às pessoas e a sua qualidade de vida. Se assim for, o fantasma da sustentabilidade transforma-se numa prática capaz de responder uma série de perguntas que são formuladas e muitas vezes ficam sem respostas por falta de determinação na resolução e zelo pela coisa pública.

Em se tratando de políticas públicas, os políticos e governantes enfrentam graves desafios relativos à saúde de seus munícipes. Manaus sofre esses impactos com ressonância na vida de seus cidadãos, provocando graves transtornos nas relações formadoras de todos Manauaras e Amazonenses. Tal definição identitária está vinculada diretamente ao respeito ao meio ambiente, ao amor a sua cidade e ao seu território como útero da vida, saúde e do desenvolvimento humano.

Enfim, tudo que se faz de mal a cidade afeta diretamente a saúde dos  seus filhos e por isso requer dos agentes públicos ações imediatas em defesa de um corpo vivo a reclamar atenção porque a cidade  é o berço do cidadão, a exigir um plano diretor humanístico, segurança, educação, cultura e respeito dos seus filhos e, em particular, dos seus gestores para com a vida da cidade e de seus munícipes, com coragem e determinação, dando conta dos problemas que afetam a todos (as). 

A cidade, portanto,  é para os seus, o cartão de visita de sua cultura, da vida e do seu desenvolvimento e para os políticos e governantes deveria ser também a marca de sua gestão pautada no respeito, dignidade e compromisso, é o que exigimos para nossa querida Manaus.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do Núcleo de Cultura Política da UFAM. 

VIII - TROFÉU INDIO PAUXI


 Jorge Pinto, Gico, Ademir Ramos, Dr. Nivaldo Amaral, Mario Frota e Paulo Onofre

Acontecerá no dia 1º de setembro, em Manaus, a 8ª edição do “Troféu Índio Pauxi”. O evento será realizado no Atlético Clube Rio Negro, numa promoção da Associação dos Obidenses Residentes em Manaus – ADORM.
 O objetivo do Troféu Índio Pauxi, segundo o regulamento “é premiar anualmente obidenses ou entidades que se destacaram prestando relevantes serviços à comunidade nas mais diversas áreas, na expressão de agradecimento e aplausos de toda a nossa terra, por seu profissionalismo e comportamento de cidadão exemplar em prol do ser humano e dos obidenses em particular.
Os agraciados serão escolhidos por uma comissão composta por empresários obidenses que residem em Manaus e pela diretoria da Associação dos Obidenses Residentes em Manaus.
A pessoa ou entidade agraciada com o TROFÉU ÍNDIO PAUXI, receberá um Diploma de Mérito e uma estatueta em madeira, simbolizando o Índio Pauxi, significando o valor de quem trabalha com ideal e denodo, por uma sociedade mais próspera e mais justa.
Assim, os organizadores do evento, tendo a frente o obidense Paulo Onofre, se empenham em organizar a festa e escolher os obidenses que receberão o Troféu, os quais muitas vezes, migraram para Manaus, Belém, ou outra cidade, enfrentando vários percalços, vivendo longe de suas famílias e mesmo assim venceram todos os obstáculos e importante destacar: não esqueceram suas raízes.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BRASIL – UM PAÍS DE MUITO DISCURSO E POUCO CONHECIMENTO


         
BRASIL – UM PAÍS DE MUITO DISCURSO E POUCO CONHECIMENTO

Ellza Souza (*) 
A reportagem do jornal Amazonas em Tempo de Ive Rylo do dia 15 de agosto http://www.emtempo.com.br/ reforça tudo o que a gente já sabe: a educação no país não é realmente prioridade. Então está explicado o aumento da violência entre os jovens, a desqualificação dos políticos, a precariedade de todo e qualquer serviço público e agora contaminando as empresas privadas. Esse mal pega e não tem vacina contra. A foto da matéria é degradante mas pertinente e mostra a realidade da situação a que foi jogada a nossa escola pública que um dia deu de dez na “privada”.

Vários crimes foram aí cometidos. O principal é o desperdício do dinheiro público que leva ao descaso com os alunos, com os livros, com os pais, com a sociedade em geral que fica à mercê dos maus políticos que querem é isso mesmo: povo sem instrução para não reinvindicar nada. Os livros, a leitura, o saber, estão jogados nas escolas municipais que tem como administradores não professores competentes mas apaniguados políticos sem nenhum compromisso com a boa educação. Quem não estudou, quem não lê, não tem o que passar aos jovens.

Muitos gestores se limitam aos eventos, à aparência, à propaganda dos feitos (ou mal feitos), ao seu próprio bem estar. Isso é na capital e no interior. Ver os livros jogados na privada servindo de papel higiênico a pessoas, coitadas, sem instrução para entender o pecado daquilo, é lastimável e de fazer corar qualquer cidadão decente. As reformas das escolas são feitas durante o ano letivo e assim jovens e crianças vão aprender outras lições na rua, com os marginais, que estão aí, disponíveis, só esperando os alunos desamparados pelas autoridades. E os governos devem pensar: ah mas todos já recebem bolsa escola, bolsa família, bolsa floresta, bolsa moradia.

Tudo isso vai para o bolsão da miséria fazendo enriquecer alguns (aliás muitos por esse Brasil afora) com suas pastas, cuecas, paraísos fiscais, muito bem nutridos e o povo fica aí abandonado, achando que tem tudo e não tem absolutamente nada. Nem um livrinho pra ler quanto mais uma boa biblioteca para as suas pesquisas e crescimento intelectual.
 Só muita cera com areia para passar na cara de pau dos maus políticos. A foto da matéria de Ive é a visão do inferno. Todos devem colocá-la no quadro para observação e indignação. A violência atinge a todos. Até políticos encastelados no poder.

(*)  É escritora, jornalista e articulista do NCPAM/UFAM.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CANDIDATO A PREFEITO DE ÓBIDOS, MARIO HENRIQUE, DECLINA DO CONVITE PARA DEBATER EM MANAUS

  Mário Henrique(PMDB) e Every Aquino (PDT), candidato a vice.

O candidato a prefeito de Óbidos, Mario Henrique, declinou do convite feito pela Associação dos Obidenses Residentes em Manaus (ADORM), para participar do Debate marcado ara o dia 1º de Setembro, no Hotel Taj Mahal, de Manaus. Provavelmente o candidato desconheça que a comunidade obidense residente em Manaus, está com aproximadamente 12 mil pessoas que residem na capital amazonense e a estimativa é de que 1.500 destes obidense ainda votem em Manaus, logo podem decidir qualquer eleição. Ficou patenteado que o citado candidato não dá atenção devida aos obidenses que migraram para Manaus. Esperamos que os demais candidatos a prefeito de nossa cidade tenham bom senso e participem deste evento que é clamor de nossa comunidade que mesmo ausente de sua cidade natal querem contribuir de alguma forma no processo eletivo, dando sugestões aos candidatos. Clique na imagem abaixo para ler a sua justificativa. (Paulo Onofre).


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Universidades federais, para além das greves



Universidades federais, para além das greves

Roberto Romano (*)

O reitor deve atrair deputados federais e senadores, obtendo o favor político a ser pago com fidelidade ao governo. Cada recurso novo é negociado na boca do Orçamento. As oposições consentidas podem ajudar na bacia das almas. O prestígio reitoral, no Executivo e no Congresso, nos últimos tempos tem sido raro. O dinheiro não está garantido. O que explica, em parte, as greves.
Pouco é comentado, nas análises sobre a greve dos professores federais, sobre o conúbio entre reitores e governo. É preciso examinar tal elo para entender os entraves institucionais e financeiros que originaram o movimento grevista.
A autonomia universitária não vai além da letra, na Constituição de 1988. Fora as universidades paulistas - cuja base autônoma é um decreto do Executivo estadual -, no Brasil os câmpus sofrem rígido controle do Ministério da Educação (MEC) e os reitores são escolhidos de modo plebiscitário. As lutas pelos cargos fazem com que na eleição reitoral impere o "é dando que se recebe". Como os municípios, as formas acadêmicas dependem de tratos oligárquicos e acertos com ministérios. Em eleições presidenciais essa anomalia se confirma no apoio ilegal de reitores aos palacianos. Em 27/10/2004 Luiz Inácio da Silva recebeu apoio de 55 instituições de ensino superior. Na audiência ilegal estavam os ministros da Educação, da Previdência e da Casa Civil. O encontro de 2004 foi o segundo entre reitores e Presidência. Em 5/8/2003, segundo importante dirigente universitária, "pela primeira vez tivemos uma reunião de caráter político entre o nosso sistema e o presidente da República" (fonte: MEC, no site Universia Brasil, http://www.universia.com.br). O procedimento foi repetido na escolha da atual presidente.
Ilegalidade para apoiar candidatos oficiais, subserviência diante do governo, uso de cargos para fins político-eleitorais. Os monopólios da ordem pública pelo Executivo trazem ineficácia ao câmpus, entravam iniciativas de pesquisadores e docentes. Os responsáveis pelo ministério confessam que sem os municípios e as universidades nada pode ser feito para melhoria administrativa e pedagógica no plano federal. Quando ministro, Fernando Haddad admitiu que o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) não trouxe reflexos significativos ao ensino superior: "O governo federal sozinho não conseguiria enfrentar os entraves educacionais do País. Era preciso o envolvimento de todos os Estados, municípios e universidades" (Haddad admite que PDE ainda não mudou ensino superior, Universia, 19/5/2008).
Quando notamos o comportamento dos reitores citados acima, podemo-nos inquietar com os frutos do comércio entre eles e os palácios. Ao contrário das universidades europeias ou norte-americanas, onde a guerra para conseguir recursos ocorre entre grupos acadêmicos (quem vence consegue verbas do Estado ou das empresas), nas universidades federais, como nos municípios, a passagem das verbas aos benefícios segue a via oligárquica e partidária. O reitor deve atrair deputados federais e senadores, obtendo o favor político a ser pago com fidelidade ao governo. Cada recurso novo é negociado na boca do Orçamento. As oposições consentidas podem ajudar na bacia das almas. O prestígio reitoral, no Executivo e no Congresso, nos últimos tempos tem sido raro. O dinheiro não está garantido. O que explica, em parte, as greves.
Interessa aos dirigentes o jogo dos oligarcas nos gabinetes ministeriais. Ali se determina o prestígio do reitor ou do seu grupo. Prefeitos em plano micrológico, eles buscam verbas. No itinerário dos recursos vêm o favor e as "conversas políticas". Ao se prenderem no xadrez burocrático e partidário, os reitores são obrigados a aceitar a lentidão e as regras que amesquinham ensino e pesquisa, começando com os baixos salários. A rede cortesã tolhe iniciativas dos câmpus, mas gera no seu interior a ilusão da democracia eletiva, com abstração dos fins científicos e pedagógicos.
O dogma das eleições que assegurariam legitimidade às Reitorias trouxe resultados desastrosos. A experiência da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é importante, pois ela se repete a cada nova eleição nos câmpus federais. Nas eleições "todos os nomes sufragados pelas urnas pertenciam às forças políticas que vinham dirigindo a UFSC desde a sua criação e que mantinham com os governos militares uma convivência pacífica ou um apoio entusiasta. (...) O processo eleitoral não possibilitou, portanto, como esperavam ou aspiravam as forças de oposição ao regime militar, neste caso as organizações dos docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes, que grupos políticos não alinhados com as elites locais e nacionais pudessem ocupar os mais altos cargos da universidade" (Waldir José Rampinelli, O Preço do Voto - Os Bastidores de uma Eleição para Reitor).
Na universidade, nenhum mandato popular ou divino legitima o exercício do pesquisador/docente ou pesquisador/estudante. Só a retidão ética e o saber fornecem autoridade acadêmica. Se um reitor se mostra alheio à produção da ciência e do ensino e age servilmente perante o governo, temos apenas um embaixador do poder no câmpus. Se, além disso, ele traz para o interior da instituição universitária os interesses dos partidos políticos, surge algo manifestamente nocivo à universidade.
Nos últimos tempos, Reitorias que assumem semelhante lógica surgem em colunas políticas e de polícia, ligadas ao uso errôneo de recursos públicos. Para entender o fato importa examinar a estrutura do Estado brasileiro e os costumes que ela ocasiona. Sem autonomia, governadores, prefeitos, reitores são elos de uma cadeia (a da lisonja servil) que rege a vida política brasileira. É quase impossível mudar a forma de poder que centraliza as políticas públicas no Executivo federal. Mas nas universidades vivem intelectuais que dominam saberes e práticas as mais sofisticadas. Eles poderiam elaborar planos de autonomia compatíveis com os padrões da pesquisa científica, humanística e de ensino. Se não o fizeram e não o fazem, é por cumplicidade. Aí, nada mais pode ser dito, porque entramos no terreno do realismo míope e oportunista, fonte de muitos risos e de muitas lágrimas para a cidadania brasileira.
(*) É filósofo, professor de ética e e filosofia na Universidade de Campinas (UNICAMP), é autor, entre outros livros, de “ O Caldeirão de Medeia”, Perspectiva.  

UMA POLÍTICA EDUCACIONAL QUE RESUTE NO DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL



UMA POLÍTICA EDUCACIONAL QUE RESUTE NO DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL

Márcio Souza (*)

O resultado foi o surgimento de intelectuais e escritores nativos da região, que contribuíram para formar um pensamento e pela primeira vez interpretaram aquela realidade (amazônica) unindo a vivência e a erudição. A base educacional montada neste final do século XIX, legou ao Brasil escritores como Inglês de Sousa e José Veríssimo.

É no marasmo do século XIX que a cultura será escamoteada ao povo, transformada em ritual ridículo e esvaziada de sentido. O poeta Gonçalves Dias, enviado ao Norte, 1853 pelo Império como membro da Comissão Científica de Exploração, visitou diversas escolas e incluiu em seu relatório de viagem em capítulo sobre a educação no Amazonas (Rio Negro e Solimões), registrou a pouca frequência às aulas e o fenômeno da rejeição da língua portuguesa por uma população de fala nheengatu, usada “em casa e nas ruas e em toda parte”. Os poucos que tinham recursos para frequentar uma escola ou uma universidade no sul do país ou no exterior, voltavam tão desligados da vida pacata que não conseguiam mais compreender sua terra natal.

Foi este relatório que desencadeou um programa educacional sem precedentes para o norte do império, provavelmente o único programa de grande extensão e investimento realizado pelo regime de Pedro II na área educacional. O resultado foi o surgimento de intelectuais e escritores nativos da região, que contribuíram para formar um pensamento e pela primeira vez interpretaram aquela realidade (amazônica) unindo a vivência e a erudição. A base educacional montada neste final do século XIX, legou ao Brasil escritores como Inglês de Sousa e José Veríssimo.

Em 1853, nasce em Óbidos, Pará,  http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93bidos_(Par%C3%A1) o romancista Inglês de Sousa. Filho de família abastada, estudou as primeiras letras em sua cidade natal, o que teria sido impossível tivesse nascido uma década antes, e a seguir formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo.

Herculano Marcos Inglês de Sousa, http://pt.wikipedia.org/wiki/Ingl%C3%AAs_de_Sousa      embora tenha sempre vivido longe de sua terra devido sua atividade como juiz de direito, jamais a esqueceu e toda a sua obra reflete uma aguda vivência e forte capacidade de observação crítica, fruto de uma infância entre gente de cultura, que formavam um microcosmo civilizatório nesta rica área de pecuária tradicional e fazendas de cacau.

Como o Missionário (1888), sua obra mais famosa, o autor introduz no Brasil o naturalismo, mas com um certo mormaço, uma certa sensualidade amazônica, sem a fria liturgia da escola europeia. Do mundo do cacau, anates do ciclo bahiano que nos daria Jorge Amado, Inglês de Sousa legou dois extraordinários romances: O Cacaulista (1876) e Coronel Sangrado (1877), que prenunciam o realismo crítico de Graciliano Ramos e José Lins do Rego.

Inglês de Sousa foi um homem influente em seu tempo e não apenas como romancista, Fundador com Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira número 28, cujo patrono era Joaquim Manuel de Almeida, exerceu o cargo de presidente das províncias de Sergipe e Espírito Santo, fixando-se mais tarde no Rio de Janeiro, onde foi jurista respeitado. Homem afinado com os rituais do poder, advogado sagaz e bem sucedido, Inglês de Souza, no entanto, escreveu obras densas, despidas de regionalismo. Uma visão nada complacente com as injustiças sociais e o abandono do homem comum na Amazônia. Ao lado José Veríssimo, outra grande figura amazônica daqueles tempos difíceis e tristes, Inglês de Sousa compõe a dupla de homens de letras nascidos no grande vale.

José Veríssimo, http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ver%C3%ADssimo        também de Óbidos, Pará, onde nasceu em 1857, estudou suas primeiras letras em Manaus, cursando mais tarde, no Rio de Janeiro, a Escola Politécnica. Na opinião de seus contemporâneos e no julgamento da posteridade, foi uma das maiores cultura de sua época, além de escritor primoroso e crítico literário severo. Sua obra mais importante é a História da Literatura Brasileira (1916), onde se contrapõe ao nacionalismo positivista e cheio de parcialidade do crítico Sílvio Romero, seu rival no campo da crítica literária. Seus Estudos de Literatura Brasileira reúnem observações nada impressionistas sobre nossa literatura.

(*) É escritor, dramaturgo e articulista de a Crítica.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PREFEITO DE IRANDUBA AGRIDE EMPRESÁRIO



O Prefeito de Iranduba Nonato Lopes, por volta de 10:30 horas, de sexta-feira, na porta da prefeitura daquele município, agrediu o empresário Izau Rocha, depois deste cobrar do prefeito, faturas de obras realizadas, na Escola Evila no bairro da cidade. Segundo pessoas, que assistiram a discussão acirrada, o prefeito foi deselegante com o empresário, e proferiu palavras de baixo calão, face a insistência de Izau.
Para finalizar Nonato, disse: “Izau, se você não estiver satisfeito, vá cobrar a grana que te devo do bispo, porra. Tú não está vendo que estou com os fiscais CGU”?, pelo que o empresário respondeu; “O que eu tenho a ver com isso Nonato”? Aí o ‘quiprocó’ foi formado.
Durante a confusão a professora Nena, que é candidata a vereadora na chapa encabeçada pelo Dr. Hermes, que é também esposa de Izau, saiu em defesa do marido, e foi enfática dizendo: “Prefeito o senhor tem que pagar, o que deve para o meu marido”.
De novo a confusão tomou proporções e tanto o prefeito como o Izau, foram prestar queixas na delegacia de polícia da cidade.
         A partir de hoje, não convidem os ex-aliados a dividirem a mesma mesa, e tomarem a água libertária "CERVEJA", como fizeram no passado. (Por: Paulo Onofre).