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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Na base do desespero



Na base do desespero

Lula sente-se ameaçado. De fato, está. Seu governo corre o risco de receber diploma de improbidade com o julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E seu partido pode levar uma surra histórica nas urnas de 7 de outubro - como mostra o último Datafolha. São as razões do desespero que levou o ex-presidente a pedir socorro a alguns dos partidos da base do governo, constrangendo-os a subscrever uma nota dirigida "à sociedade brasileira" na qual se tenta colocar o chefão do PT a salvo das suspeitas a respeito de seu verdadeiro papel no escândalo do mensalão.
Como não pegaria bem atacar diretamente o STF injusto ou o eleitorado ingrato, a nota volta-se contra os partidos da oposição, que tiveram a ousadia de sugerir ampla investigação sobre quem esteve de fato por detrás da trama criminosa do mensalão, conforme informações atribuídas ao publicitário Marcos Valério pela revista Veja.
A propósito dessa suspeita natural que a oposição não teve interesse ou coragem de levantar em 2004, o comportamento do ex-presidente no episódio merece, de fato, algum "refresco de memória". Quando o escândalo estourou, Lula declarou que se sentia traído e que o PT devia pedir desculpas ao País; depois, em entrevista à televisão em Paris, garantiu, cinicamente, que seu partido havia feito apenas o que todos fazem - caixa 2; finalmente, já ungido pelas urnas, em 2006, lançou a tese que até hoje sustenta: tudo não passou de uma "farsa" urdida pelas "elites" para "barrar e reverter o processo de mudanças" por ele iniciado, como afirma a nota.
Por ordem do chefão essa manifestação de desagravo a si próprio foi apresentada pelo presidente do PT, o iracundo Rui Falcão, a um grupo selecionado de aliados. Da chamada base de apoio ficaram de fora o PP de Valdemar Costa Neto e o PTB de Roberto Jefferson, ambos sendo julgados pelo STF. O documento leva a assinatura dos presidentes do PT e de cinco outras legendas: PSB, PMDB, PC do B, PDT e PRB. Seus termos obedecem ao mais rigoroso figurino da hipocrisia política. Iniciam por repudiar a nota em que PSDB, DEM e PPS, "forças conservadoras", "tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva". E a classificam como "fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro".
Para PT e aliados, numa velada referência ao processo do mensalão, as oposições "tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados". Nenhuma referência, é claro, ao fato de que, no momento, os interesses que estão sendo contrariados são exatamente os de Lula e do PT. Mas, em matéria de fazer o jogo de espelho, acusando os adversários exatamente daquilo que ele próprio faz, o lulopetismo superou-se em alusão explícita ao julgamento do mensalão: "Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam o STF, estão preocupados em fazer da Ação Penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula".
Nos últimos dias, os sintomas de desespero nas hostes lulopetistas traduziram-se em despautérios de importantes personalidades do partido. O presidente da Câmara dos Deputados acusou o ministro Joaquim Barbosa de ser falacioso ao denunciar a compra de apoio parlamentar pela quadrilha que, segundo a denúncia da Ação Penal 470, era chefiada por José Dirceu. O senador Jorge Viana (PT-AC), ex-governador do Acre, ele próprio investigado pela suspeita de compra de votos, voltou ao tema do "golpe contra o PT". E o deputado federal André Vargas (PT-PR), chefe da equipe nacional de Comunicação do partido, revelou sua peculiar concepção de transparência da vida pública ao condenar a transmissão ao vivo das sessões plenárias do STF como "uma ameaça à democracia". São esses os combatentes da "batalha do tamanho do Brasil" convocada pelo desespero de Lula&Cia. Convocação atendida também pelo cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, em esfuziante entrevista no jornal Valor de sexta-feira.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

OMAR “JOGA A TOALHA”




OMAR “JOGA A TOALHA”

O eleitorado de Omar Aziz (PSD) está desencantado com o seu desempenho a frente do governo do Amazonas. Esta manifestação resulta da não afirmação de sua liderança como direção política no Estado parecendo invisível no cenário local e nacional. Será que ele jogou a toalha mesmo, optando viver a sombra? Se isto for verdade, o que isto significa para o futuro político do Amazonas? Ou quem sabe, é caso pensado?

Estas e outras perguntas são feitas pelos especialistas que fazem de tudo para “descascar esse abacaxi” e compreender esse fenômeno tanto para o presente como para o futuro. Um dos marcos desse percurso foi a escolha da Deputada Federal Rebeca Garcia (PP) para a prefeitura de Manaus, indicação esta que foi atropelada pelo ex-governador Eduardo Braga (PMDB), deixando Omar Aziz sem chão.

Outro marco significativo foi a demissão do Secretario da Educação, Gedeão Amorim, que se envolveu numa trama política partidária afrontando a legislação eleitoral. Aceito sua demissão, o governo Omar Aziz passou 30 dias para escolher o novo secretário e finalmente, a nomeação não correspondeu à expectativa de sua agremiação por se tratar de uma Secretaria com maior musculatura em todo o Estado.   

Os fatos denunciam certa complacência do governador Omar, em não querer entrar em bola dividida com o senador Eduardo Braga, aceitando, dessa feita, a condição de subalternidade no cenário político local.

Estas e outras condutas fazem pensar que o governador Omar Aziz, realmente, jogou a toalha, cumprindo simplesmente as ordens do ex-governador Eduardo Braga.  Nessa teia política, parece que o governador Omar Aziz está muito mais para os repteis do que para as águias.

Se assim for, as eleições municipais também podem ser uma grande armadilha para Omar Aziz, tornando-se refém de Eduardo Braga por não saber reordenar a política e muito menos garantir confiança e a credibilidade a sua tropa. O que faz com que seja debitado para o ex-governador todo o mérito da política local; os males, por sua vez, serão creditados na história a Omar Aziz, aquele que foi sem ter sido.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Luiz castro exalta o “Jaraqui” na tribuna da ALEAM


Castro destacou ainda como valiosa a contribuição do professor Ademir Ramos, do militante político Paulo Onofre e de lideranças populares que promovem o projeto.
A tribuna popular retomada pelo Projeto Jaraqui, aos sábados na Praça da Polícia, foi destacada na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), na quinta-feira (20), pelo deputado Luiz Castro (PPS) como canal de expressão democrática da sociedade, que tem como finalidade ampliar a cidadania através da discussão dos problemas políticos do Estado.
Idealizado no final dos anos 70 como fórum popular de discussão das questões amazônicas e de combate à ditadura militar, o projeto foi retomado em abril deste ano como um observatório político para discutir temas atuais como corrupção, meio ambiente, cidadania e a necessidade de novos parâmetros para a política brasileira.
"É a retomada de uma vanguarda para a discussão de problemas do País, com espaço para manifestação popular", ressaltou. Castro avalia que o fato de o cidadão comum ter liberdade para se manifestar, torna os debates naquele espaço púbico relevantes, garantindo legitimidade para reverberar os problemas que afligem diretamente a população.
O deputado Luiz Castro, que já participou várias vezes dos debates realizados aos sábados pela manhã (das 10 às 12h) na Praça da Polícia, destacou o Projeto Jaraqui como manifestação da verdadeira democracia.  "É a expressão de uma cultura em defesa da democracia. Um ato de resistência popular", completou.
Para o deputado é preciso que o Projeto Jaraqui ganhe mais apoio e reconhecimento pelo trabalho que desenvolve na disseminação dos direitos de cidadania entre os vários segmentos sociais. Castro destacou ainda como valiosa a contribuição do professor Ademir Ramos, do militante político Paulo Onofre e de lideranças populares que promovem o projeto.
O “Jaraqui”, segundo Castro, não tem vínculo partidário, embora esteja aberto à participação de políticos que ajudam na discussão de temas de interesse coletivo. O projeto conta ainda com apresentação musical nos intervalos dos debates e se mantém com a contribuição espontânea dos participantes.

Mensalão

Neste sábado, a partir das 10h, o Projeto Jaraqui vai discutir o julgamento do Mensalão como marco jurídico, na luta contra os escândalos de colarinho branco, e pela punição aos casos de corrupção praticados por políticos. “A partir desse julgamento, os políticos vão pensar duas vezes antes montar esquema de desvio dinheiro público e a população vai confiar mais na Justiça brasileira” destacou o deputado Luiz Castro.