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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

PÉ NA TÁBUA, PREFEITO.




Sob os aplausos da população manauara, o prefeito Arthur Neto, deslancha ações iniciais que cauterizam uma antiga ferida urbana que doía como ferrada de tucandeira na alma do povo, haja visto que  em ruas esburacadas caem o ônibus popular e o  carro da nossa sofrida gente, já cansada de esperar  um prefeito que solucione pelo menos os problemas  mais urgentes da municipalidade.
É bom lembrar que a buraqueira já derrotou Serafim Corrêa, e nessa permanência do engodo, também Amazonino saiu pela tangente, tal a tábua de pirulito em  que Manaus caminha há  apenas   menos de dois anos da Copa.
Já no quinto dia do ano, passando pelos Terminais, deparei com trabalhadores e máquinas, numa operação esmerada, tapando os enormes buracos deixados por pretéritos prefeitos insalubres, acostumados  a prometer para o povo em eleição e não cumprir a palavra dada. Notei sobranceiro, a maioria do povo balançando a cabeça em sinal de aprovação, coroada com uma exclamação de um velho ranzinza que falava: “Agora temos prefeito!”
Por toda a cidade de Manaus, garis e operários se exercitam no bom desempenho de realizar o trabalho eficaz dos 100 dias prometido, por Arthur, e aí relembro no dia da missa da posse, o Abel Alves me puxando para a igreja, quando o ex-bispo de Manaus, Dom Luis na sua simplicidade messiânica puxava a orelha do prefeito e do vice, relembrando o compromisso de trabalharem por um cidade que possui mais de dois milhões de habitantes. O bispo pedia no seu sermão seriedade e trabalho aos dois políticos  vitoriosos.
Arthur, como bom menino, aceitou as palavras do santo bispo, e prometeu seriedade em sua gestão que acredito que sertã revolucionaria, pois temos pela frente um evento de contorno mundial e não podemos  passar vergonha diante dos povos.
Por nisso esse meu primeiro artigo aplaude o prefeito emergente, aliás ele sempre foi assim o cara da hora certa, e ainda lembro  Arthur, Mario Frota, e Fabio Lucena, correndo pela Tapajós em socorro ao povo naquele insólito  incidente quando a pólicia deu um tiro dentro da igreja de São Sebastião. O Curupira de Fogo, que nesse tempo era senador foi preso com os manifestantes dentro do camburão.
Por isso acredito, Arthur que você fará uma grande administração dando solução  aos problemas  de nossa cidade, pé na tabua, companheiro!

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.       
                     
       


PÉ NA TÁBUA, PREFEITO.




Sob os aplausos da população manauara, o prefeito Arthur Neto, deslancha ações iniciais que cauterizam uma antiga ferida urbana que doía como ferrada de tucandeira na alma do povo, haja visto que  em ruas esburacadas caem o ônibus popular e o  carro da nossa sofrida gente, já cansada de esperar  um prefeito que solucione pelo menos os problemas  mais urgentes da municipalidade.
É bom lembrar que a buraqueira já derrotou Serafim Corrêa, e nessa permanência do engodo, também Amazonino saiu pela tangente, tal a tábua de pirulito em  que Manaus caminha há  apenas   menos de dois anos da Copa.
Já no quinto dia do ano, passando pelos Terminais, deparei com trabalhadores e máquinas, numa operação esmerada, tapando os enormes buracos deixados por pretéritos prefeitos insalubres, acostumados  a prometer para o povo em eleição e não cumprir a palavra dada. Notei sobranceiro, a maioria do povo balançando a cabeça em sinal de aprovação, coroada com uma exclamação de um velho ranzinza que falava: “Agora temos prefeito!”
Por toda a cidade de Manaus, garis e operários se exercitam no bom desempenho de realizar o trabalho eficaz dos 100 dias prometido, por Arthur, e aí relembro no dia da missa da posse, o Abel Alves me puxando para a igreja, quando o ex-bispo de Manaus, Dom Luis na sua simplicidade messiânica puxava a orelha do prefeito e do vice, relembrando o compromisso de trabalharem por um cidade que possui mais de dois milhões de habitantes. O bispo pedia no seu sermão seriedade e trabalho aos dois políticos  vitoriosos.
Arthur, como bom menino, aceitou as palavras do santo bispo, e prometeu seriedade em sua gestão que acredito que sertã revolucionaria, pois temos pela frente um evento de contorno mundial e não podemos  passar vergonha diante dos povos.
Por nisso esse meu primeiro artigo aplaude o prefeito emergente, aliás ele sempre foi assim o cara da hora certa, e ainda lembro  Arthur, Mario Frota, e Fabio Lucena, correndo pela Tapajós em socorro ao povo naquele insólito  incidente quando a pólicia deu um tiro dentro da igreja de São Sebastião. O Curupira de Fogo, que nesse tempo era senador foi preso com os manifestantes dentro do camburão.
Por isso acredito, Arthur que você fará uma grande administração dando solução  aos problemas  de nossa cidade, pé na tabua, companheiro!

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.       
                     
       


PÉ NA TÁBUA, PREFEITO



Sob os aplausos da população manauara, o prefeito Arthur Neto, deslancha ações iniciais que cauterizam uma antiga ferida urbana que doía como ferrada de tucandeira na alma do povo, haja visto que  em ruas esburacadas caem o ônibus popular e o  carro da nossa sofrida gente, já cansada de esperar  um prefeito que solucione pelo menos os problemas  mais urgentes da municipalidade.
É bom lembrar que a buraqueira já derrotou Serafim Corrêa, e nessa permanência do engodo, também Amazonino saiu pela tangente, tal a tábua de pirulito em  que Manaus caminha há  apenas   menos de dois anos da Copa.
Já no quinto dia do ano, passando pelos Terminais, deparei com trabalhadores e máquinas, numa operação esmerada, tapando os enormes buracos deixados por pretéritos prefeitos insalubres, acostumados  a prometer para o povo em eleição e não cumprir a palavra dada. Notei sobranceiro, a maioria do povo balançando a cabeça em sinal de aprovação, coroada com uma exclamação de um velho ranzinza que falava: “Agora temos prefeito!”
Por toda a cidade de Manaus, garis e operários se exercitam no bom desempenho de realizar o trabalho eficaz dos 100 dias prometido, por Arthur, e aí relembro no dia da missa da posse, o Abel Alves me puxando para a igreja, quando o ex-bispo de Manaus, Dom Luis na sua simplicidade messiânica puxava a orelha do prefeito e do vice, relembrando o compromisso de trabalharem por um cidade que possui mais de dois milhões de habitantes. O bispo pedia no seu sermão seriedade e trabalho aos dois políticos  vitoriosos.
Arthur, como bom menino, aceitou as palavras do santo bispo, e prometeu seriedade em sua gestão que acredito que sertã revolucionaria, pois temos pela frente um evento de contorno mundial e não podemos  passar vergonha diante dos povos.
Por nisso esse meu primeiro artigo aplaude o prefeito emergente, aliás ele sempre foi assim o cara da hora certa, e ainda lembro  Arthur, Mario Frota, e Fabio Lucena, correndo pela Tapajós em socorro ao povo naquele insólito  incidente quando a pólicia deu um tiro dentro da igreja de São Sebastião. O Curupira de Fogo, que nesse tempo era senador foi preso com os manifestantes dentro do camburão.
Por isso acredito, Arthur que você fará uma grande administração dando solução  aos problemas  de nossa cidade, pé na tabua, companheiro!

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.       
                     
       


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

HANNIBAL LECTER OU CABOCLO METIDO A GRINGO


Frias e duras como o Dr. Hannibal Lecter, psicopata dum filme de sucesso, as duas harpias olhavam para a anciã com desdém. Aí o gringo fala de novo, e o Amazonas vai pra merda...
É lastimável a decadência da sociedade amazonense, no que se refere às raízes culturais e identidade amazônica, fatores intrínsecos na formação histórica de um povo, coisa que estamos perdendo diante do decadente comportamento da nossa gente, Isto é o povo naufraga no meio de um m,ar social  abrupto e alienado. Herança política.
Essa absurda realidade escancara o paradigma da corrupção em que a sociedade brasileira está metida, senão vejamos, somos o pais em segundo lugar em injustiça social, só perdemos para  Bot swana, detentora do  primeiro lugar e o Brasil é o campeão mundial de miséria, segundo a UNESCO, legado da ditadura, Collor, FHC e Lula.
Certa vez em Tefé, observei uma moça perguntado para um peixeiro, se uma cambada de jaraqui era de robalo, o dito dono da  banca resmungou: “não foi roubado não, moça, é  3 reais, a cambada de 20”.
Essa linda cidade também possui inúmeras pizzarias de primeiro mundo, mas nenhuma peixaria, aí é que entra o caboclo metido a gringo, nossa boa gente ficou pávula e tem vergonha de ser descendente de índio e caboclo, é verdade.
 Maldição de perda de identidade e zelo pelas nossas coisas, começou há muito tempo, mas o caldo engrossou de Gilberto pra cá, como diz o senador Evandro Carreira, um gênio amazonólogo  esquecido por todos.
Junto com a face amazônica também perdemos o perfil da educação e a gentileza do caboclo que trazíamos na alma e que era um destaque antropológico do povo amazonense que construiu no meio da floresta a Paris das Selvas, hoje  metrópole dos Camelôs  e de políticos alienados e espertalhões.
Digo isso porque lembro das famílias educadas que ensinavam seus filhos a respeitarem os mais velhos e o dinheiro alheio.
Hoje, vi no ônibus, duas senhoras ainda jovens sentadas com seus filhos e uma velinha de uns 90 anos ou mais, balançando pra lá e porá cá dentro do veiculo, e nenhuma das duas figuras agudas como facas sociais, pôs os filhos no colo, para que a velha escapasse dos arrancos do motorista enlouquecido. Frias e duras como o Dr. Hannibal Lecter, psicopata dum filme de sucesso, as duas harpias olhavam para a anciã com desdém. Aí o gringo fala de novo, e o Amazonas vai pra merda, pois a alma boa da nossa gente de coração grande como a floresta, está indo embora, como uma turbina de merda espavorida.

Alexandre Otto,
é poeta e membro
do Clube da Madrugada