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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

AÇÃO INDUTORA DE ARTUR NETO AO SECRETARIADO DA PMM


 Ademir Ramos (*)
Parto do princípio que o senhor prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), quer o melhor para nossa cidade, disso tenho certeza. Contudo não basta querer é preciso definir as melhores ferramentas para operar, como também os agentes qualificados capazes de cuidar da cidade com competência e habilidade.
O seu esforço tem sido notado, servindo como ação indutora para todo o secretariado da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). No entanto, é preciso pensar o todo - a organização da cidade -, a partir da especificidade de cada secretaria.
Para esse fim é necessário dar resposta imediatas e mediatas, mostrando o que deve ser feito logo e o que se planeja a médio e ao longo prazo. É fazer fazendo na perspectiva de qualificar muito mais ainda a gestão municipal imprimindo uma marca ao seu governo.
Esta exigência deve ser seguida de novas atitudes, buscando formular políticas públicas, não mais como bombeiro ou mestre de obra, mas como planejamento municipal seguido de um cronograma de trabalho integrado em direção às garantias das qualidades do serviço prestado a população de Manaus.
Desse jeito é importante promover o diálogo com os senhores secretários, exigindo deles um planejamento de quatro anos acompanhado com os instrumentos de avaliação, com os cronogramas de execução e as parcerias.
Conforme foi anunciado é necessário se trabalhar em regime de colaboração entre os entes federativos, bem como com as corporações privadas, nos termos da Lei, sendo de forma transparente e participativa.
O meu recorte específico volta-se para a Cultura e Educação integrada nos processos das políticas municipais numa rede de trabalho que seja orgânica, crítica e eficiente. Dessa maneira, é preciso conhecer quais são os projetos e metas já definidas por essas secretarias e o que já estão fazendo para garantir o pleno funcionamento dos seus objetivos. Os entraves devem ser identificados e de pronto buscar superá-los em direção à boa gestão e o cumprimento dos valores republicanos.
Na Cultura concordo que era necessário repensar a estrutura de gestão, mas não estou convencido que a redução da Secretária numa Agência seja o melhor modelo para operacionalizar tanto a cultura como o turismo. Mas, o tempo dirá e espero que se tenha capacidade de avaliar os resultados e se for preciso em curto prazo refazer a natureza jurídica da instituição e com determinação articular com os artistas, produtores e agentes culturais o melhor para Manaus.
Na educação me parece que a coisa está travada. É bem verdade que o Secretário não é do ramo, mas isso não impede que domine tecnicamente a matéria e reúna um GT capaz de formular as políticas de educação e discutir imediatamente com a categoria numa perspectiva de Estado.
Esta conduta é tão importante para o prefeito Artur Neto se quiser se perpetuar na história como um Estadista, buscando se for necessário enviar equipe para conhecer em outras paragens no Brasil e no exterior novas práticas educacionais em articulação com as culturas, ciência, arte, centrada na área do ecodesenvolvimento como gradiente do desenvolvimento local.
Senhor prefeito acabo de ler a entrevista do secretário Pauderney Avelino (Diário do Amazonas, 13 de janeiro, p.6/política), afirmando categoricamente que “nossa meta é que os estudantes tirem média acima da exigência do Ideb”. Louvável manifestação, mas como o senhor é sabedor eu só posso conferir metas quando tenho definido o projeto político educacional como um todo.
Ainda mais, também não estou convencido que o cancelamento das licitações para a construção das 55 creches é o melhor caminho. Como se sabe este processo é cheio de catimba e de múltiplos interesses. Será que não seria melhor o prefeito chamar para si esta discussão e conhecer os reais motivos que orientam esta conduta tanto em atenção às famílias como pela transparência que o processo exige, refutando qualquer especulação leviana e maldosa que venha ser feita.
Digo isso, sem nenhuma pretensão de ensinar “padre nosso a vigário”. Penso unicamente na eficiência do processo movido pela ética da responsabilidade e no exercício do controle social que tenho feito.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

VAMOS SALVAR OS PERIQUITOS DE MANAUS


Alô Arthur, Omar, Ibama, Ministério Público, Mídia, por favor, façam alguma coisa pelos periquitos insones do Conjunto Efigênio Salles. Com certeza diria que os periquitos também têm seus direitos.
O conjunto Efigênio Salles, um dos mais ecológicos e luxuosos de Manaus, possui vários moradores ilustres, dentre os quais o Governador do Estado, Omar Aziz, companheiro político que em 2000  junto com Alfredo, eu e o Benayon, representantes do Movimento Terceira Via, derrotamos  um gigante eleitoral, Eduardo Braga, hoje senador da república  e líder da Dilma.
Não recebi um palito de fósforo pelo meu trabalho, mas conquistamos 51.000 votos e elegemos 4 vereadores. Mas decisivamente essa vitória abriu caminho para o Amazonas ter hoje um governante de visão e voltado para o povo amazonense.
Inospitamente, nesse residencial encantador e ecológico, habita também um predador insaciável que já mandou cortar 3 palmeiras  imperiais, segundo fonte fidedignas, além de colocar holofotes nazistas no pé da árvore frondosa onde dormem os periquitos vitimados.
Quem viu o filme A Lista de Schindler do genial diretor Spielberg, sabe que é horrível demais e torturante, tentar dormir com um holofote de Hitler na cara a noite inteira. Pois bem, os periquitos estão na mesma situação. E como diria o saudoso senador Fábio Lucena, meu amigo: - Falta um em Nuremberg.
Alô Arthur, Omar, IIbama, Ministério Público, Mídia, por favor, façam alguma coisa pelos periquitos insones do Conjunto Efigênio Salles, essas alegres avezinhas estão aqui na floresta amazônica antes do Holoceno,  isto é, antes de nós, e tem tanto direito a dormir  como tem o Bam Bam que voltou  ao reality show do   Big Brother Brasil, e com certeza diria que os periquitos  também tem seus direitos inscritos na Constituição, faz parte, diria ele.
Por isso amigos do Bem, não vamos deixar que um predador e torturador de aves alegres, continue tirando  o sono   desses nossos amiguinhos da  natureza, aliás esse sujeito  deveria escutar o  Periquito da Madame, aquela canção de sucesso,  pra variar, em vez de viver torturando pobres criaturas indefesas que afora não tem mais nem o direito de dormir, porque tal direito até pessoas insensíveis e desumanas e devastadores da natureza tem, inclusive de morar e conviver com as pessoas de bem do Conjunto Efigênio Salles.
Caboclos ilustres da minha terra, vamos salvar os periquitos de Manaus!     

Alexandre Otto,
é poeta e membro
Clube da  Madrugada
                 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

HEGEMONIA PRIMATA TAMBÉM EM MANAUS


Apenas uma delas deixou escapulir um súbito “Filho da Puta”, como desabafo contra o meliante que sorrindo cinicamente escafedeu-se entre a folhagem urbana.
Durante 10 minutos em que eu esperava o ônibus 112 que faz a linha do Santo Antônio, ocorreram 3 assaltos a 3 senhoras incautas que como ressalva ao ato de abandono social em que nossa gente vive, apenas uma delas deixou escapulir um súbito “Filho da Puta”, como desabafo contra o meliante que sorrindo cinicamente escafedeu-se entre a folhagem urbana da multidão que se acotovela no centro de nossa capital.
A senhora mais idosa, fula de raiva e atônita, praguejava: - todo o meu salário de aposentada estava na carteira!
Diante do cenário tumultuado em que continua vivendo a sociedade capitalista, lembro Steve Pinker criticando os empresários e os ricos, que controlam e mantém o statuo quo de uma sociedade decadente  afeiçoada abruptamente ao lucro, diz esse mestre  veuro cientista, que os ricos do mundo fizeram uma opção existencial na busca de suas  felicidades, eles chegam às metas sem medir expectativas, vão de qualquer jeito e vendem, até a mulher bonita nessa troca de valores.
Acontece que o antropóide fazia isso há  6 ou 8 mil de anos, escondendo  o filé e repartindo  apenas a carne de pescoço com os companheiros do grupo.
Hoje o capitalista, faz exatamente a mesma coisa, usa a parte cerebral do primata para concretizar seus instintos primevos do lucro. Porém esse ato condicionador e comportamental, o enclausura numa jaula comercial, esquecendo o mesmo de usar a parte frontal de seu cérebro onde se formula a justiça, a ética, a estética e o amor, ficando dessa forma todo ricaço condenado para sempre a ser em plena era espacial, um troglodita escabroso, cuja mente não tem portal para o infinito. O bicho continua vivendo como um macaco. Se condenou a si mesmo, pela falta de sensibilidade social e  civilizadora. Isso é justiça verdadeira, amigo Pinker.
O próprio sujeito pela sua pequenez de lógica e vida, condenou-se a si mesmo  a ser um primata inferior, embora os ricos vivam entre nós, trabalhadores, intelectuais, filósofos , cidadãos modestos, mas Sapiems.
O australpitecus é rico, tem iate, e avião a jato, pois é exatamente um milionário, um sujeito abastado mas sua pessoa pela opção capitalista, fria e calculista, tornou-se um ser abjeto e egoísta, que  usa extremamente a parte traseira  do cérebro, esquecendo de usar o lóbulo frontal onde está depositada  a verdadeira configuração do Homo Sapiens.
Coitados dos ricos, o Planeta dos Macacos existe, deles saiu uma prova disso.

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.                                                                                                                                                                                                        
                                                

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

PÉ NA TÁBUA, PREFEITO.




Sob os aplausos da população manauara, o prefeito Arthur Neto, deslancha ações iniciais que cauterizam uma antiga ferida urbana que doía como ferrada de tucandeira na alma do povo, haja visto que  em ruas esburacadas caem o ônibus popular e o  carro da nossa sofrida gente, já cansada de esperar  um prefeito que solucione pelo menos os problemas  mais urgentes da municipalidade.
É bom lembrar que a buraqueira já derrotou Serafim Corrêa, e nessa permanência do engodo, também Amazonino saiu pela tangente, tal a tábua de pirulito em  que Manaus caminha há  apenas   menos de dois anos da Copa.
Já no quinto dia do ano, passando pelos Terminais, deparei com trabalhadores e máquinas, numa operação esmerada, tapando os enormes buracos deixados por pretéritos prefeitos insalubres, acostumados  a prometer para o povo em eleição e não cumprir a palavra dada. Notei sobranceiro, a maioria do povo balançando a cabeça em sinal de aprovação, coroada com uma exclamação de um velho ranzinza que falava: “Agora temos prefeito!”
Por toda a cidade de Manaus, garis e operários se exercitam no bom desempenho de realizar o trabalho eficaz dos 100 dias prometido, por Arthur, e aí relembro no dia da missa da posse, o Abel Alves me puxando para a igreja, quando o ex-bispo de Manaus, Dom Luis na sua simplicidade messiânica puxava a orelha do prefeito e do vice, relembrando o compromisso de trabalharem por um cidade que possui mais de dois milhões de habitantes. O bispo pedia no seu sermão seriedade e trabalho aos dois políticos  vitoriosos.
Arthur, como bom menino, aceitou as palavras do santo bispo, e prometeu seriedade em sua gestão que acredito que sertã revolucionaria, pois temos pela frente um evento de contorno mundial e não podemos  passar vergonha diante dos povos.
Por nisso esse meu primeiro artigo aplaude o prefeito emergente, aliás ele sempre foi assim o cara da hora certa, e ainda lembro  Arthur, Mario Frota, e Fabio Lucena, correndo pela Tapajós em socorro ao povo naquele insólito  incidente quando a pólicia deu um tiro dentro da igreja de São Sebastião. O Curupira de Fogo, que nesse tempo era senador foi preso com os manifestantes dentro do camburão.
Por isso acredito, Arthur que você fará uma grande administração dando solução  aos problemas  de nossa cidade, pé na tabua, companheiro!

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.