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quarta-feira, 1 de junho de 2011
O BOM FILHO À CASA PATERNA VOLTA
terça-feira, 31 de maio de 2011
O PDT é amarelo e Amazonino é negro
O PDT é amarelo e Amazonino é negro. E como as águas do Rio Negro e do Rio Solimões, não se misturam de maneira nenhuma, devido as próprias circunstancias químicas, embora desse duelo político, resulte o espetáculo magnífico do Encontro das Águas, um dos mais belos cartões turísticos do mundo.
Este Manifesto não quer tapar o sol com a peneira, nem deixar de reconhecer o traquejo político do atual prefeito de Manaus, que foi Mestre de Eduardo Braga, Alfredo Nascimento e Omar Aziz, reconhecemos sua sagacidade e artimanha loquaz, pois ele é quase perfeito nas práticas recomendadas por Maquiavel.
Porém sua entrada no Partido de Leonel Brizola, Darci Ribeiro, Cristovam Buarque, e outros patriotas éticos de nosso país, não é bem vinda, haja vista a embocadura do personagem intrínseco ser aguda, furona, amolada demais em suas espertezas, e o PDT que é um partido grande de refulgência nacional, ser uma sigla humilde, quase messiânica, apenas preocupado com as resultantes democráticas de legalidade, paz social e bem estar entre as pessoas.
Você não é bem vindo, Amazonino. Não venha, o PDT não é seu ninho. Nós daqui não moveremos uma pedra para recebe-lo, pois quando você era ainda um jovem idealista e comunista, talvez o acolhêssemos como irmão, mas agora não, você virou uma combinação de Papa Doc, Stalin e Sadam Hussein, aí fica difícil aceitar o monstrengo com corpo de Torquemada e alma cabocla de franciscano disfarçado.
Veja bem, Amazonino, você já foi o grande líder do povo amazonense, eleito e reeleito varias vezes governador e prefeito, mas isso já passou. E a culpa de sua derrota no coração e na consciência do povo, é sua, você infelizmente deixou de amar o povo que tanto lhe amou. Por isso sua atual administração é um desastre.
Paciência, agora é tarde. Você que comprou tantos políticos, agora chegou a sua vez der ser vendido e traído pelos próprios companheiros. É a vida rapaz. Quem planta colhe.
Agora preste atenção: tire o PDT da sua cabeça, nós somos cidadãos e cidadãs brasileiros, comprometidos com a ética, legado deixado para nós pelo saudoso companheiro Jefferson Peres, um político símbolo da moralidade nacional.
Nossas águas jamais se unirão, como o negro e o amarelo do Encontro das Águas.
Por favor, Prefeito, respeite a honra e a beleza da nossa simplicidade democrática.
Paulo Onofre,
Um pedetista liberal
Tem um Loki no PDT do Amazonas, candiru nele.

Na assembléia dos Deuses mitológicos, a figura fisiológica do hipócrita Loki, sempre aparece com suas artimanhas de chacal agindo vergonhosamente contra os bons princípios das normas de viver social.
Mesmo com a evidência da suprema sabedoria do senhor universal mítico, a figura do sofista encrenqueiro, se postula contra o brilho do próprio sol, pondo-lhe defeitos até na luz, como se essa onda magnífica numa probabilidade de matéria, fosse culpada pelo teor brilhante de sua refulgência.
O PDT no Amazonas, como tantos outros partidos daqui e de além mar, não poderia também deixar de ter o seu famigerado Loki, no caso insólito, um empresário que no passado foi sindicalista pela sua verve de lacaio e pau mandado de políticos maiores, que o aturam por causa de sua subserviência notória, isto é, o sujeito já é bastante conhecido da esquerda política do Amazonas, pela sua indecorosa atuação como hiena articuladora nos bastidores partidários, pois é fisiologista, e para rimar jamais seria um anarquista, pois não possui cultura ideológica para isso.
Acontece, que esses estreptococos da política local, além de apalpar as ilhargas ministeriais, o que é muito feio para um sujeito pai de família, após perder pela terceira vez a batalha para ser presidente nomeado do PDT, descontente com a derrota sofrida por uma caranguejeira perder a luta para um calango jacuraru, pois o mesmo réptil vence até surucucu, esquece o dito inseto amoral, que as pessoas amazônicas, apesar de serem generosas e cordatas, também têm seu veneno.
Pois bem, esse senhor que tem como um dos prazeres da vida chopes e skols geladíssimas, enraivecido com a derrota para o ex-senador Praia, não quis morrer na beira do mar, e foi correndo atrás do prefeito Amazonino, tentando fazer um lobby para entregar-lhe o partido de Leonel Brizola e Darci Ribeiro, dois notáveis brasileiros, orgulho de todos nós que somos patriotas.
Amazonino que não é besta, e é macaco velho, mestre dos mestres das articulações deve ter dito ao defectivo Loki: “rapaz, se conseguires essa proeza, serás meu guru, pois conheço o pessoal do PDT, é tudo carne de tetéu, não vai ser fácil tomares o partido deles. Para conseguires isso, tu terás que ser muito mais que uma catita gulosa, vai ter que dar os teus pulinhos pela noite a dentro e assoviar ao mesmo tempo, como faz o bacurau lá no querido e altaneiro município de Borba”.
O Loki, aprendiz de traidor, deve ter respondido ao burgo-mestre: “pode deixar grande chefe, agora sou seu aliado e não vou decepcioná-lo”.
E é assim que se perfila esse indivíduo transtornado e obcecado pelo poder, doido para negociar o partido do saudoso senador Jefferson Peres, pensando que os pedetistas vão entregar a bola na marca do pênalti.
Você se enganou, estamos atentos, sabemos até da reunião feita por você e seus asseclas na semana passada no escritório de um determinado vereador. Você chamou inclusive um líder de uma central sindical para participar da ardilosa trama para entregar o PDT para o Amazonino, graças ao bom senso daquele rapaz suas intenções de tê-lo como aliado veio por terra, e ainda retrucou de forma veemente suas intenções. Quero somente lembrá-lo que num passado não muito distante você impetrou perseguições contra este líder sindical e conseguiu até afastá-lo do Partido. Agora você o quer como aliado. Será que ele uma cobra criada cairá no canto da sereia?
Não esqueça que o Amazonino que é uma onça canguçu e tenaz, não gosta de traidores, pois se você falhar, ele engole você, este e o tratamento que dado a traidores por aquele grupo.
Dou-lhe uma sugestão: procure um médico psiquiatra, quem sabe até um psicanalista, pois essa vontade que tinhas no passado de assumir a Presidência do Partido era louvável, mais quando isso passou a ser uma obsessão, e o ser humano chega a esse ponto como você chegou que para atingir seus objetivos sai tratorando passando por cima de amigos e aliados com objetivo de conseguir o seu intento esse modus operandi passa a ser preocupante.
Não pense que tenho qualquer ressentimento contra você o que me deixa uma certa preocupação de te ver nesta busca incessante pelo poder. Será que isso vale a pena se incompatibilizar com todos os amigos para conseguir um pseudo poder? Reflita, logo você que se diz um homem tão espiritualizado.
Paulo Onofre
Membro da Comissão Provisória do PDT/Am
Acorda Nonato Lopes e pega na rodilha.
O município do Iranduba perdeu o bonde da história quando seus administradores, sem visão futurística, deixaram de investir na criação de um pólo cerâmico, voltado para a fabricação de peças artesanais em barro com motivos amazônicos.
Considerando essas premissas, é que recomendamos ao dito prefeito do município vizinho, que viabilize a realização de um Seminário Cerâmico, para discutirmos com a sociedade civil organizada a implementação de um pólo para a fabricação de cerâmicas no município de Iranduba, que é reconhecidamente a Terra das Olarias do nosso Estado.
Com a emergência do dito seminário, discutiríamos os prós e os contras da questão, e estabeleceríamos uma equação sócia produtora no segmento, gerando um afluente que emanaria benefícios inúmeros à população irandubense, como: empregos, trabalho e renda, criariam motivação cultural e educacional, pois além de uma atividade milenar das sociedades passadas e presentes, a atividade ceramista norteia a civilização ao conforto, como também promove o enriquecimento cultural de um povo, prova disso são os achados arqueológicos antiguíssimos encontrados nos nossos sítios municipais.
A mão-de-obra que absorvida pelas Cerâmicas é em sua maioria homens face a tipo de atividade embora em algumas indústrias encontremos mulheres executando atividades de produção de tijolos.
Nas oportunidades em que falei com o Prefeito Nonato Lopes, sempre bati na mesma tecla que fosse criado no município um pólo para a produção de Cerâmicas. Como mão-de-obra utilizaríamos familiares dos trabalhadores das Olarias como também membros das comunidades preferencialmente as mais carentes. Para dar maior realce aos produtos seriam utilizados motivos regionais como: os bois Caprichoso e Garantido, sinhá-poranga, boto tucuxi, encontro das águas entre outros.
Senhor Prefeito hoje em visita ao município de Iranduba, constatei que não produzimos sequer os mais rudimentares produtos da área de cerâmica como: bilhas, potes, panelas de barro e nem o alguidar que desde escravidão dos negros em nosso país, foi largamente usado em terreiros de macumba. Então como se explica o município ser o maior produtor de tijolo de nosso estado não produzir sequer uma peça de cerâmica artesanal?
Encetando este projeto vossa excelência deixará um legado à juventude, uma herança verdadeiramente peculiar, pois além de nosso município ser oleiro por excelência, seremos mais do que quatro ou seis furos num bloco de barro, nós irandubense, seremos a Terra da Cerâmica Artesanal, pois mexer com barro é nossa profissão. Nisso só perdemos para Deus, que fez o homem de barro.
Prefeito Nonato Lopes, caso vossa excelência não acredite nesse projeto vá à Belém do Pará, e a trinta minutos do centro desta cidade seguindo pela antiga estrada da maracangalha você chegará ao distrito de Icoraci e terá a oportunidade de constatar ‘in-loco’ como são fabricados os famosos artesanatos marajoaras, que hoje são exportados para a Europa. São mais de trezentas famílias que tem na Cerâmica sua renda principal.
Acorda Nonato! Vamos realizar um Seminário da Cerâmica de Iranduba, para discutirmos com o setor empresarial e o povo, essa vertente tão salutar e nativa, que o nosso município possui como nenhum outro, pois nossa terra indiscutivelmente, além de ser a fonte industrial do tijolo que ergueu e ergue Manaus, também poderá ser o portal da Cerâmica, abrindo para o nosso município, uma produção que poderá atender a demanda local, nacional e exportadora para os países da Europa, ávidos por comprar coisas produzidas pelos povos da Amazônia.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Para onde irão as “voadeiras” depois da ponte?
As "catraias" que fazem a travessiaManaus/Cacau-Pirera estão com os dias contados.
Isso já aconteceu com os catraieiros (como eram chamados os trabalhadores que faziam transportes de pessoas em canoas de uma margem à outra dos igarapés de Manaus, que após a construção das Pontes de São Raimundo e Educandos, enceraram esta atividade quase secular). Perguntei para um velho morador do “bairro dos bucheiros” (São Raimundo): ‘Que fim levou os catraieiros’? Sorrindo falou: “Alguns morreram, outros estão velinhos, uma pequena parcela conseguiu aposentadoria pelo INSS e outros vivem sustentados pela família”, respondeu.
Até agora nenhuma autoridade se manifestou sobre a futura atividade desses “catraieiros de voadeiras” como é de costume as coisas acontecerem em Manaus, uma cidade hiper-realista, que nem o autor do romance O Palácio do Pavão, consegue explicar.
Os maiores absurdos acontecem em nossa cidade, coisas insólitas, aberrações comportamentais estúpidas se manifestam à vista de todos, e ninguém faz nada. Nós manauaras, parecemos até insalubres mentecaptos urbanos, sem nenhum consenso e medida civilizadora.
Certa vez, um homem embriagado foi despido e estuprado por um psicopata em plena via. E ficou por isso mesmo, foi manchete em jornais há alguns anos atrás. As casas fecharam suas portas. O c.. não era deles, e a sociedade alienada e insensível, deixou ficar por isso mesmo. Como se cada um de nós não fosse responsável pelo bem comum, como está prescrito na nossa Constituição.
Às vezes me dá vergonha e temeridade de viver em Manaus, para qual migrei há mais de trinta e cinco anos, por isso falo como amazonense. Somos certamente o povo mais belo; como caboclos temos um herança genética de 12 mil anos, pois ainda não existiam as Pirâmides do Egito, o Farol de Alexandria, e a Muralha da China, mas já tinha gente por aqui, fazendo esmerada cerâmica lá no Lago do Limão e Santa Helena, em Iranduba, segundo pesquisa arqueológica.
É gente, nós caboclos temos história, e pré-história como poucos Estados brasileiros tem.
Agora, quanto aos trabalhadores das “voadeiras” que fazem o diligente trabalho de travessia singrando o rio Negro, servindo a nossa boa gente, como é que eles vão ficar? E as famílias desses micro-empresários da logística fluvial, que durante muitos anos prestaram diariamente serviços transportando trabalhadores e visitantes que seguiam rumo ao distrito de Cacau Pirera e ao município do Iranduba? Fica a nossa preocupação. É preciso entender que esses trabalhadores são pessoas de bem, gente honesta e servem à coletividade há décadas.
Alô deputados, vereadores, MP estadual e federal, autoridades, mídia, ou quem quer que seja, não deixemos estes trabalhadores de voadeiras que fazem a travessia do rio negro Manaus/ Iranduba, a ver navios.
Senhores dono do mundo, por favor, saiam da inércia e façam alguma coisa em defesa dessas pessoas. Eles são gente e gente não se chuta como cachorro. Aliás o meu cachorro, o Kid, só falta falar, pois quando a minha mulher briga comigo, ele abanando o rabo encosta o dócil focinho na minha perna, e me olha nos olhos como um amável lobisomem e seu olhar parece me dizer no coração: “Pai, tenha paciência com ela, pois o ser humano costuma esquecer os momentos felizes”.
Senhores, os proprietários das voadeiras não devem ser também esquecidos, pois eles não são vira-latas, são enluarados seres que fazem a travessia do rio até pela noite á dentro, e nos levam e trazem são e salvos no trecho Manaus/Iranduba e vice-versa.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social
Mini - Vila Olímpica para Iranduba
Com o advento da Copa 2014, transformando Manaus em cidade sede, e Iranduba em possível cidade de treinos para as equipes desse evento mundial de futebol, achamos viável a construção de uma Mini-Vila Olímpica no município, conhecido mundialmente como um dos mais antigos sítios arqueológicos do planeta, datado de 12 mil anos atrás, portanto antes mesmo do Holoceno.
Pois é, amigos, Iranduba é o único município amazonense que possui essas variantes do antes, e possivelmente do depois, com o postulado dessa praça de esporte solicitada por este blogueiro.
O projeto para a construção desse Centro Esportivo dar-se-ia da seguinte forma:
A Prefeitura faz uma parceria com a ACERAM, e esta disponibiliza materiais para a construção do projeto, como: tijolos, telhas, cimento, vergalhões, brita, areia, barro e demais materiais para a obra que se fizerem necessários.
A Prefeitura entrará como contrapartida com um terreno com as seguintes dimensões 400 m x 400m, e arcará com as despesas de mão-de-obra.
A Mini-Vila Olímpica será composta por: portaria, campo de futebol, quadras de esporte, piscinas, pistas para caminhadas, 1 prédio onde funcionarão sala de Informática, Academia de Ginástica, espaço para reunião de idosos, clube de mães, e área administrativa e 2 prédios que terá 6 compartimentos com dimensões 5x4 será utilizado para instalação de lanchonetes. À guisa de informação a Mini-Vila Olímpica de Santo Antonio foi que embasamos esta proposta.
O complexo esportivo terá o nome do Cônsul Modesto Novoa, como forma de homenagearmos o primeiro empresário ceramista a acreditar nas potencialidades do município de Iranduba.
Alguns descrentes quando lhes falo do projeto da parceria entre Prefeitura e ceramistas, dizem existir dificuldades a serem vencidas, mas afirmo aos descrentes que a ACERAM, a partir da administração do ceramista Frank Lopes, a entidade passou a ter uma nova dimensão e que a atual administração continua o projeto deixado pelo antecessor que trabalhou na conscientização do empresariado local que é formado na sua maioria por jovens com pensamentos progressistas e que suas empresas têm responsabilidade social não somente com seus funcionários como também com comunidade Irandubense e a construção deste Centro de Esporte vai deixar isso de forma patente.
A persistência do Blog em relação a inserção de jovens e idosos do município vizinho na prática salutar do esporte com a construção da Mini-Vila, recrudesce o assunto justamente porque em Manaus, ainda há grupos da terceira idade com dificuldades na prática de esporte, pois é comum encontrarmos membros destes grupos fazendo Cooper pela Praça da Polícia, Parque Jefferson Peres e outros logradouros, daí a ambivalência de Iranduba também reservar espaço aos velhinhos, esses cansados atletas que através do esporte procuram manter melhor qualidade de vida e de suas perfomaces através de caminhadas diárias.
Quando falo que as pessoas da terceira idade devem manter a forma física lembro do Rafael, um freqüentador assíduo do Café do Pina, em Manaus, que hoje está na casa dos 105 anos, segundo ele, bem vividos. O fato que vou relatar é verídico: um dia desses este centenário ganhou corrida disputando com um poeta amazonense, quando os mesmos disputavam pegar o ônibus da linha 300 do plantão da meia-noite, e infelizmente perderam porque o ‘estresso’ digo ‘expresso’, foi mais veloz, deixando o nosso atleta ancião e o fazedor de versos, a ver navios, a aguardar pelo lento ‘corujão’ que só faz o ciclo Cidade Nova/Centro e vice-versa, a partir da 1 da manhã.
Uma jovem que estava na parada do ônibus, interpelou o ancião centenário perguntando qual o segredo de sua forma física. Sem pestanejar respondeu de pronto que fazia suas caminhadas diárias, tenho alimentação saudável preferencialmente frutas e peixes e que dormia, em media, oito horas por dia. Esses era o seu segredo para ter uma vida longa.
Por isso, Prefeito Nonato Lopes, entre para história de forma apoteótica como um tocador de obras, que visa dar à população melhor qualidade de vida, construa a Mini-Vila Olímpica, no futuro quando se falar daquele município, dois personagens serão lembrados: Eduardo Braga pela construção da Ponte e vossa excelência por ter sido o primeiro Administrador Municipal a construir para os seus munícipes uma obra de relevância na área social tendo o esporte como pano de fundo.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social
sexta-feira, 13 de maio de 2011
TEFÉ A CIDADE DAS PIZZARIAS
Sugiro que o nosso caboclo da região encete um projeto arrojado para criar Atum, com a finalidade de adicionar esse peixe nas pizzas fabricadas em Tefé (sic).A história verídica que vou contar são fatos que acontecem, também, na maioria das cidades do interior do Amazonas e de outros estados do Norte onde acontecem coisas absurdas, justamente porque o povo está perdendo as suas raízes. Nas ultimas eleições, realizadas em Tefé, alguns correligionários (militantes partidários), viajaram para aquele município com o objetivo de apoiar nosso candidato. À noite, após o comício decidiram ir a um restaurante para degustar uma suculenta ‘Caldeirada de Tambaqui’, mas para surpresa de todos não havia qualquer restaurante aberto que vendesse comidas regionais. Foram informados pelo motorista do veículo que os transportavam que a única alternativa era jantar pizzas, pois na cidade existem em torno de 15 restaurantes especializados na comida italiana e, segundo relatos, esses locais nada deixam a desejar às casas de massas da nossa capital.
Imaginem uma gestante no oitavo mês morando em Tefé e desejar lá pela meia noite comer peixe, e pedir para o marido comprar um jaraquí frito com baião de dois. O pobre vai roer um osso para encontrar um boteco aberto, e quando encontrar ao pedir um peixe frito para o dono da birosca o mesmo responderá de forma desajeitada, meio sem graça: “Não temos. Serve uma lata de sardinha?”
Estamos entrando num aspiral sem fim de alienação típica porque o caboclo está perdendo suas características, suas raízes e o jeito simples de viver. E fica mostra para o mundo o nosso rosto caboclo querendo ser burguês. Falo isso como caboclo que sou, nascido nas beiras das barrancas de minha saudosa Òbidos, para quem não sabe fica no Oeste do Pará. Lá também estamos perdendo, ao longo do tempo, a forma de vida do amazônida, que tinha como marca maior a sua hospitalidade e simplicidade.
O ex-senador Evandro Carreira tem razão quando fala, com propriedade, que “deveríamos criar peixe em vez de gado, pois vivemos numa região aquática”. Aproveitando este sábio conselho, tenho uma observação a fazer: Diante do exposto sugiro que o nosso caboclo da região encete um projeto arrojado para criar Atum, com a finalidade de adicionar esse peixe nas pizzas fabricadas em Tefé (sic).
Ora bolas! Seria melhor, que fôssemos todos à merda, porque flutuaríamos à estibordo da civilização. Lá, no primeiro mundo, eles valorizam a sua cultura e ninguém vem lhes impor costumes. Enquanto aqui, na nossa aldeia renegamos, sempre que é possível, a nossa origem amazônica, o que deveria encher de orgulho nosso povo passa a ser, para muitos, uma vergonha ter nascido nestas paragens.
Por: Paulo Onofre Lopes de Castro
Jornalista (MTb 467) e Analista político e social



