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terça-feira, 14 de junho de 2011

Vamos modernizar a Feira do Cacau!



 Frank Lopes, Jefferson Praia e Milson Paschoalini, ao fundo a Feira do Cacau.
A feira do Cacau-Pirera é o portal de quem vai de Manaus para o Iranduba e municípios próximos, portanto, precisamos reformá-la, dando-lhe aspectos de modernidade e higiene, sendo este segmento de real importância, principalmente para os visitantes e para os futuros turistas que virão para a Copa 2014.
Hoje, observando-se o esforço que os proprietários das bancas de alimentos instaladas dentro da feira praticam para atender os clientes de acordo com suas paupérrimas condições, denotam-se a falta de cuidados com os alimentos, sempre sobrevoados por moscas varejeiras - que infestam todos os mercados e feiras de Manaus e do Amazonas -, agentes provocadores de inúmeras doenças que afligem a nossa boa gente.
A reforma e assepsia do espaço da Feira do Cacau-Pirera poderá evitar um futuro surto de diarréia nos incautos turistas visitantes que deixarem a capital da Zona Franca. Assim recomendamos aos engenheiros da reforma, para que os mesmo não façam “maquiagem de resíduos” na obra, o Cacau merece coisa melhor.
Seria bom que os gestores da futura obra se informassem com os mais antigos, sobre o Mercado Adolpho Lisboa, suas divisórias traçadas com funcionalidade pelos ingleses, e a higiene manaura que os mingauzeiros apresentavam à clientela, isto é, os cozinheiros e serventes trajados com uniforme impecavelmente branco, e as tigelas limpíssimas onde era servido o delicioso mungunzá, o cuscuz, a pamonha, a macaxeira cozida e o mingau de banana verde com leite condensado, que até hoje ainda dá água na boca deste escriba aqui.
Manaus era assim, além de bela e civilizada, o manauara era gente bem educada. Isso do rico ao mais pobre, o amazonense sempre foi um grande povo.
Gostaríamos que o prefeito Nonato Lopes, tivesse conhecimento deste artigo, e tomasse alguma providência, pelo menos razoável. Ou que algum vereador decente, lesse esta nossa sugestão em plenário, para que a Feira do Cacau seja transformada em portal turístico para o nosso amado município de Iranduba, e o povo irandubense tenha orgulho da própria terra.
            Dizemos isso e enfatizamos, pois o vereador que fizer isso, vai garantir centenas de votos, pois quando o político trabalha, o povo reconhece o seu trabalho e vota consolidando a eleição do trabalhador. Aliás, é assim que o povo age. E o bom político deve ser recíproco com a população, garantindo assim a sua reeleição.
Vamos às obras, minha gente, a reforma da Feira do Cacau é missão de todos nós.                
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um porto fluvial para Iranduba



O porto improvisado de Iranduba fica no barro. Quando chove é um Deus nos acuda.

Toda cidade do interior amazônico, possui um porto fluvial, menos Iranduba. É certo que tem cidadezinha, que apresenta apenas um arremedo de porto, um arranjo grotesco de balsa ou um trapiche cuja madeira, já podre, se configura mais como um sistema de pranchas que era muito usado nessas pequenas cidades do interland caboclo. Coari ainda guarda trechos de um melancólico trapiche carcomido pelo uso e pelo tempo.

Com a evidência da Ponte, torna-se necessário a construção de um porto decente para atender a demanda turística dos hotéis de selva da região, como também do usufruto de passageiros em geral, já que a população do interior prefere andar de “motor” do que de ônibus ou carro, e com muita razão, pois numa viagem de barco o passageiro além do ar puro, aprecia também a beleza da paisagem do rio, com as garças  e os mergulhões  fazendo a travessia poética por cima das águas.

Seria importante que a Câmara Municipal de Iranduba, através de seus representantes eleitos, elaborasse um Seminário ou uma Ação Pública para questionarem a necessidade de o município possuir um porto fluvial condigno com a realidade de Iranduba pós-Ponte, tornar-se um centro de atividades turísticas numeroso, pois o município será transformado num portal turístico dinâmico, justamente localizado na região metropolitana de Manaus, e de fácil acesso, pois é a cidade mais próxima da capital.

Atualmente Iranduba não possui um porto fluvial com referências ao seu crescimento municipal, nem pelo Solimões, nem pelo Rio Negro. É como se o município tivesse sido castrado em sua performance interiorana, pois é grande o fluxo de passageiros tanto pelas balsas atuais quanto pelas ‘voadeiras’. O povo continuará viajando dessa forma logística mesmo quando a ponte estiver em pleno processo de atuação, pois muita gente prefere viajar por água, como dizia o seu Wenceslau (pai do Napu, apelido carinhoso que os vizinhos deram a seu filho mais velho, Napoleão Bonaparte): “A roda do cabôco é o remo”!

O problema, seu menino, é que hoje a caboclada, vai de ‘rabeta’. Mas mesmo indo de canoa, o povo vai ter que encostar a proa aonde, seu mano?

Cadê o porto? O rato comeu! E mesmo assim com catita ou sem catita, a população de Iranduba precisa ter um porto decente, uma marina, um Terminal Hidroviário, o que seja, porque as verdadeiras estradas do Amazonas, são as estradas líquidas. E nesse caminhar caboclo, o povo precisa de um porto, para encostar o barco da vida amazonense.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista político e social.
Foto: www.acritica.uol.com.br  

          

      

LIMPEZA DA MINI VILA OLÍMPICA DE SANTO ANTÔNIO FOI PRECÁRIA

Quero parabenizar o Secretário de Esportes da Prefeitura, por ter realizado os serviços de limpeza no último dia 11 de maio, na Mini Vila Olímpica de Santo Antônio. Porém, o trabalho não foi concluído conforme pode ser visto nas fotos.
1 A limpeza da portaria desse Centro Esportivo também se faz necessário e urgente, bem como, a presença de guardas municipais para controlar a entrada e saída de pessoas.
 2- Os muros externos dessa área de lazer, que margeiam a antiga Rua São José, está há mais de seis meses sem manutenção. O local tem um enorme buraco causado pelo abarrotamento de um veículo.

3 O muro interno da escola municipal, localizada ao lado daquela área de lazer está há cerca de um ano para ser reconstruído e até o presente momento providências neste sentido não foram tomadas por parte da Secretaria de Esporte do Município.     

quarta-feira, 8 de junho de 2011

HONORÁVEIS BANDIDOS


Um retrato do Brasil na era Sarney
UM LIVRO NECESSÁRIO
No centro de São LuÍs, dois do povo conversavam: “Qual a pior coisa do Maranhão?” “A família Sarney.” “Qual a melhor coisa do Maranhão?” “Ser da família Sarney”.
O diálogo faz parte do anedotário maranhense e ganhou sabor nacional quando José Sarney ocupou pela terceira vez a presidência do Senado, em 2 de fevereiro de 2009. Todas as conexões da famiglia, assim mesmo, no sentido mafioso, vieram a público. Um escândalo atrás de outro se revelava.
Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país começava a descida ao inferno. É a partir dali que este livro puxa o fio da meada. E compõe, com as ferramentas do melhor jornalismo, mas sem perder o bom humor, um retrato do Brasil na era Sarney. O Sarney velho de guerra, especialista em urna viciada, cria de coronel, cevado na ditadura, o Sarney da UDN, da Arena, do PDS, do PFL, da desastrada “Nova República’, do estelionato do Plano Cruzado, da cumplicidade do seqüestro da poupança promovida por Collor em 1990, do loteamento do setor elétrico. O coronel eletrônico fechado com qualquer governo, enquadrado em formação de famiglia.
Não se forma uma grande famiglia sem grandes aliados do mesmo naipe. Ele se cercou de gente da pior estirpe, como Edison Lobão, um dos Três Porquinho - quem se lembra desse episódio grotesco da história recente do Brasil?
Honoráveis figuras como Ademar Cid Ferreira, do liquidado Banco Santos; Renan Calheiros, Gim Argello, Agaciel Maia, Michel Temer, Welliton Salgado, Silas Rondeau, uma turma enrolada em tudo quanto é tipo de rolo. Toda a parentalha de sangue e suas histórias inacreditáveis, filho, irmão, neto procurados e investigados pela Polícia Federal.
Este é um livro necessário. O historiador do futuro contemplará, como num painel, a época em que poucas vezes neste país se constituiu, à margem do poder legal, o verdadeiro e podre poder baseado na corrupção, em todos os seus sentidos. E o brasileiro de bem dos dias que correm entenderá porque às vezes lhe vem a tentação de desistir, por nojo, da política e dos políticos.
Contudo, leitura salutar. Conhecer as causas da náusea ajuda a encontrar o remédio.  


ALGUNS DEPOIMENTOS IMPORTANTES

Antes do Sarney, um clã notório por formação de família, digo, formação de quadrilha, foi o dos irmãos Frank e Jesse James, no velho oeste americano’.
Ruy Castro, na “Folha de São Paulo”

“O presidente Lula tem razão. Sarney não é igual à maioria dos brasileiros. Ainda bem. Quem é Sarney? Ele é o símbolo maior do atraso.”
*Marco Antonio Villa, historiador

“Sarney é múltiplo. No Senado, um lorde. Na Academia, um príncipe. No Diário Oficial, um roedor. No Maranhão, um coronel. No Amapá, um sátrapa.”
*Sebastião Nery, jornalista

“Sarney é político sem luz, orador bisonho, poeta menor e escritor medíocre.
*Augusto Nunes, na revista “Veja”

“Sarney, devolve o Maranhão para o Brasil!
*José Simão, na “Folha de S. Paulo”

“O pai não era fazendeiro abastado, empresário, não era nada. Era pobre, nunca tiveram nada. Nunca nem acertaram no jogo do bicho. Sarney não tem como explicar a fortuna que tem. Ele mesmo contou, quando presidente da República, na inauguração do Fórum Sarney Costa, que o pai teve que vender sua máquina de escrever para mantê-lo por uns tempos (...) e hoje é dono de emissoras de TV, de rádios, de jornal, imóveis, de um patrimônio milionário absolutamente injustificável”.
*Anderson Lagos, ex-deputado estadual do PSDB maranhense.

O texto acima está escrito na ‘orelha’ do livro Honoráveis Bandidos, do jornalista Palmério Dória. Os comentários estão na última página do mesmo livro.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Analista Político e Social