Com a construção da Cidade Universitária do Governo do Amazonas,
serão desapropriadas 250 famílias que moram em Iranduba há mais de 30 anos.
Com a construção da Cidade Universitária do Estado do Amazonas, a ser erigida no município de Iranduba, serão desapropriados terrenos dos moradores das comunidades de N. S. do Perpétuo Socorro, localizada no Lago do Cacau; N. S. de Nazaré, localizada no Lago do Teste; N. S. de Aparecida, localizada no Lago do Guedes e a Associação dos Agricultores do Município de Iranduba (Assegre), localizado no ramal do quilômetro 13, da Rodovia Manuel Urbano.
Motivados pela desapropriação de suas terras, os comunitários solicitaram que o vereador Francisco Elaime, requeira ao presidente da Câmara Municipal de Iranduba (CMI), vereador Paulo Bandeira, a realização de uma Audiência Pública, com objetivo de esclarecer de que forma os moradores serão indenizados em suas benfeitorias e se serão disponibilizadas terras para fixarem suas residências e dar continuidade às suas atividades voltadas para a área de agricultura.
No processo de desapropriação estão envolvidas cerca de 250 famílias que residem nessas comunidades há mais de trinta anos. Como ainda não houve manifestações de negociações por parte do Governo do Amazonas, parece que ao final da desocupação, essas famílias deverão ficar sem local para moradia. As terras que estão sendo desapropriadas pertencem à União e ao Estado, onde foram feitas benfeitorias.
Para a Audiência Pública serão convidados representantes do INCRA, ITERAM, SPU, TERRA-LEGAL, Ministério Público e OAB, dentre outros órgãos.
Por: Paulo Onofre
Jornalista (MTb 467)
Jornal Tribuna de Iranduba