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terça-feira, 20 de novembro de 2012

XXX PROJETO JARAQUI - 17 DE NOVEMBRO DE 2012





Os participantes do Projeto Jaraqui lotaram a Praça da Polícia.

A jornalista Georgina e o dr. Luiz Cláudio (amigo de Nestor Nascimento) junto com participantes doProjeto Jaraqui.

Lúcia, Elson Melo e Paulo Onofre.


Lúcia, Elson Melo e José Rocha.


O vereador Mário Frota falou sobre as perspectivas da administração do prefeito eleito Arthur Neto e os problemas que aflingem a população como escola, saneamento básico, segurança, mobilidade urbana.



 
Kaka Bonates, o cantor e compositor Adal da Silva e Flávio aproveitaram para dar uma 'canja' no Projeto Jaraqui.

Dr. Henrique Melo, fundador do Movimento da Alma Negra (Moam), citou na sua fala a importância de Nestor Nascimento nas lutas sociais.
O professor Kaká Bonates falou sobre Zumbi dos Palmares e lembrou a importância de Nestor Nascimento nos movimentos sociais de Manaus. Ressaltou ainda que Nestor conseguiu agregar todos os movimentos socais de Manaus.

 
Participantes do Projeto Jaraqui fazem sugestão para que no próximo sábado seja feita homenagem ao Clube da Madrugada pela passagem do seu 58° aniversário. O Clube da Madrugada foi fundado nbo dia  22.11.54.

Professor Ademir Ramos faz a abertura do XXII PROJETO JARAQUI - 17 DE NOVEMBRO DE 2012



XXII PROJETO JARAQUI - 17 DE NOVEMBRO DE 2012



Professor Ademir Ramos faz a abertura do XXII PROJETO JARAQUI - 17 DE NOVEMBRO DE 2012.

Audiência Pública para discutir novo plano de carreira para professores federais



Deputado Alex Canziani (PTB-PR)
 Nesta terça-feira (20), às 14h30, no Plenário 12 da Câmara Federal, haverá Audiência Pública para se discutir o que já está consumado. O Ato é só para cumprir tabela porque o planalto já bateu o martelo,  afrontando  à luta do movimento grevista dos docentes, servidores e  estudantes em defesa do esino público, gratuito e de qualidade.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realiza hoje audiência pública para discutir o projeto (PL 4368/12, do Executivo) que reestrutura o plano de cargos e carreiras do magistério federal. São beneficiados pela proposta os profissionais da educação básica, superior, profissionalizante e tecnológica da União, inclusive os dos ex-territórios e os das escolas vinculadas ao Ministério da Defesa, como os colégios militares.
Pela proposta, os professores das entidades federais contarão, a partir do ano que vem, com reajuste de salários variando de 25% a 40% em relação a março deste ano. A concessão dos valores nos contracheques ocorrerá em três parcelas, sendo 40% em 2013, 30% em 2014 e 30% em 2015. O texto antecipa de julho para março de cada ano a vigência dos aumentos.
A iniciativa do debate é do deputado Alex Canziani (PTB-PR), relator da matéria, que já adiantou que é favorável à proposta do governo, com pequenas mudanças a ser definidas após a audiência pública. "Sou francamente a favor da aprovação do texto, com alguns aperfeiçoamentos que poderemos colocar no relatório. O projeto, em si, foi um avanço para a educação brasileira e vai impactar positivamente nos ganhos dos nossos professores", diz. Até o momento, o projeto recebeu 76 sugestões de emendas.
Dedicação exclusiva: A proposta foi encaminhada à Câmara no fim de setembro, como resultado do acordo do Executivo com algumas categorias de professores federais que estavam longos meses em greve. Com o projeto, o governo busca também valorizar a formação acadêmica dos docentes e a dedicação exclusiva. O maior aumento previsto – de 40% – irá para o professor universitário titular com regime de trabalho exclusivo, o que eleva o atual vencimento de R$ 12,2 mil para R$ 17 mil. Já um professor com doutorado recém-ingressado na carreira passa a receber R$ 8,4 mil durante o estágio probatório e, após três anos, R$ 10 mil.
Único plano: Entre outras medidas, a proposta ainda reúne em um único plano as carreiras de magistério superior e magistério do ensino básico, técnico e tecnológico. Atualmente, elas pertencem a dois regimentos distintos. Os servidores integrantes do novo plano terão, como regra geral, cargas semanais de trabalho de 20 horas e 40 horas com dedicação exclusiva. A remuneração será composta de vencimento básico e retribuição por titulação, esta última variando conforme o nível de titulação ou de reconhecimento de saberes e competências.
Convidados: Foram convidados para a audiência:
- integrantes do Ministério do Planejamento e do Ministério da Educação;
- o presidente da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm), Rondon de Castro;
- a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Silva Oliveira;
- o presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, Eduardo Rolim de Oliveira; e
- o representante do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Valmir Floriano.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 12.

Íntegra da proposta:

Fonte:http://www2.camara.leg.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/430402-COMISSAO-DEBATERA-NOVO-PLANO-DE-CARREIRA-PARA-PROFESSORES-FEDERAIS.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

“Palavra reta, sem curva do Benedito.”


Paulo Onça: “toda vez que vejo com as vestes da corte sinto orgulho de minha gente, da cor e da nossa história”.

Quis o sopro da fortuna que o ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes imprimisse cor, inteligência e força, sendo empossado na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a maior Corte de Justiça no Brasil, no dia 22 de novembro, após as celebrações da Consciência Negra, ato em louvor a rebeldia e a resistência de Zumbi dos Palmares.

Ademir Ramos (*)
No sábado (17), a Comuna Jaraqui, na República Livre do Pina, fez um tributo ao Nestor Nascimento, militante dos Direitos Humanos e um dos pilares do Movimento Negro no Amazonas, morto em 2003. Movido por esta razão fomos até a Praça 14 de janeiro articular com a comunidade para participar da Comuna. Na oportunidade, encontramos Paulo Onça, compositor da Escola Verde Rosa, que falou sobre o significado do ato, mas, lembrava na oportunidade o quanto é importante também para a luta do povo negro, das minorias e da igualdade racial, a coragem, determinação e competência de um homem de “palavra reta, sem curva”.

O bamba do samba, Paulo Onça chamava atenção pro sorriso e a retidão moral do ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, Relator da Ação Penal 470, conhecida nas páginas do crime como “mensalão”. Mais ainda, quis o sopro da fortuna que o ministro Joaquim Barbosa, doravante Benedito, imprimisse cor, inteligência e força, sendo empossado na Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a maior Corte de Justiça no Brasil, no dia 22 de novembro, após as celebrações da Consciência Negra, ato em louvor a rebeldia e a resistência de Zumbi dos Palmares.

Para o compositor da Verde Rosa, a palavra do Benedito não tem curva, como uma flecha acerta frontalmente sua presa e resgata a dignidade de ser brasileiro, reacendendo o orgulho negro, como bem explica Paulo Onça: “toda vez que vejo com as vestes da corte sinto orgulho de minha gente, da cor e da nossa história”.

O mais importante é que esse resgate jurídico, cultural e político resultam do combate permanente a corrupção, a impunidade e a desfaçatez de algumas lideranças partidárias que de forma fria e calculada afrontam o nosso povo e suas leis, manipulando as instituições públicas e suas políticas para fins particulares na perspectiva de se afirmar no comando do Estado como verdadeira quadrilha assentada no crime, apostando na impunidade e nos vícios da magistratura.

Benedito, em regime de colegiado, com a força da palavra adensada a sua história moral, faz valer o cumprimento da Justiça como Relator do mensalão, julgando e condenando os ladrões do povo. O ato tem ressonância nas ruas merecendo da Nação total aprovação por um Brasil novo, que luta pela igualdade racial e por um País socialmente justo que sonhamos juntos.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.

sábado, 17 de novembro de 2012

CARTA ABERTA AOS VEREADORES DE MANAUS



Senhoras e senhores vereadores de Manaus, a cidade reclama providencias imediatas quanto à educação, saúde, mobilidade urbana, infraestrutura, segurança, moradia, cultura, saneamento, gestão, enfim, políticas sociais em respeito às demandas populares. 
A consecução dessas políticas depende não só da competência e habilidade do Poder Executivo, mas também, da participação efetiva do Poder Legislativo Municipal como instrumento de controle externo, atuando no processo de fiscalização pública de forma propositiva e autônoma em cumprimento ao mandamento Constitucional Republicano.
É dever de ofício desta Casa Legislativa Municipal representar os interesses dos munícipes e viabilizar plataformas legais e condições políticas favoráveis para garantir políticas públicas eficientes que promovam o ordenamento da cidade e a plena cidadania de nossa gente.
Saibam senhoras e senhores que a representatividade é o instituto legal e político que fundamenta a Democracia, aqui definida pelo imperativo do voto, como expressão da soberania popular. Os Eleitos, em breve, serão diplomados pela Justiça Eleitoral e quando entronizados nesta Casa devem jurar obediência ao povo, aos valores republicanos, colocando-se acima de qualquer outro interesse, garantindo dessa feita, os Direitos Coletivos, dando voz aos excluídos e as minorias definidas por lei.
         Ademais, os vereadores são invioláveis por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato.
A inviolabilidade do mandato do vereador ou da vereadora está para a defesa dos interesses populares assim como a mãe está para o filho. É uma relação indissociável sem a qual o Poder Legislativo, a Democracia, não próspera e nem tampouco viceja os Direitos Sociais e as salvaguardas individuais.
A corrupção e os seus tentáculos resultam quase sempre da quebra desse mandato, alimentando partidos e outras frentes na perspectiva de se afirmar um projeto de poder assentado no crime, na chantagem, na propina, enfim, no assalto ao cofre público drenando dessa forma o Erário para fins particulares e corporativos.
Mas, como se sabe, não há crime perfeito. E a impunidade combate-se com a Justiça, a moralidade das instituições e de seus Agentes Públicos para o fortalecimento do sistema Democrático, justo e social.
O Projeto Jaraqui, doravante Comuna Jaraqui, recorre a este instrumento para afirmar a defesa das práticas Democráticas Participativas visando o fortalecimento desta Casa Legislativa. No entanto, como bem disse o ministro Ayres Britto, em recente pronunciamento a frente do STF, no julgamento da Ação Penal 470 (sessão do dia 12 de novembro), não existe só o “eleitor de cabresto”, mas também o “político de cabresto”, com ressalvas é claro. Estes, por sua vez, depois de eleitos abdicam do seu mandato parlamentar para servir ao Poder Executivo à frente de determinadas Secretarias e Autarquias municipais.
O ato se consumado for, não deixa de ser uma afronta ao povo, pode-se até afirmar que é um estelionato eleitoral, onde o povo é lesado em sua vontade e no seu Direito. Pois, quando votamos, vota-se no titular e não no suplente de fato. Além de contrariar a vontade da maioria, aquele que abdica do seu Mandato provoca também a desmoralização desta Casa, acelerando o enfraquecimento do Parlamento Municipal.
Vozes dirão que é permitido por lei. Mas nem tudo que é legal é legítimo. E se quisermos fortalecer esta Casa deve-se garantir sua plena autonomia a começar pela composição da Mesa Diretora. Para tanto, é necessário definir novas tratativas com o Poder Executivo pautado não mais nos favores, mas, na autonomia e respeito mútuo dos poderes.
A qualidade da Câmara Municipal não depende só da direção da Mesa Diretora, mas da competência dos seus pares em formular proposituras que catalisem a vontade popular.  Para esse fim, é importante que as Comissões Técnicas funcionem devidamente aparelhadas com os meios necessários para operar o trabalho parlamentar com competência e habilidade técnica.
A Comuna Jaraqui neste ato saúda os eleitos, bem como a todos e todas que disputaram as eleições de 2012, com sucesso ou não, relevando o espírito público e o profundo respeito à Democracia. O nosso dever como Movimento Social é a defesa do Poder Legislativo atuante, autônomo e soberano, acima de qualquer questiúncula paroquial e pessoal. Para tanto, gostaríamos de afirmar nosso propósito e ampliar nossa relação com este poder valendo-se dos valores e princípios da transparência, participação e reciprocidade no trato da coisa pública. Com esta determinação é que encaminhamos o documento em pauta propugnando pelo “Saneamento e Moralização do processo político e administrativo do município de Manaus”, do qual somos também signatários.
Nosso muito obrigado e, vivas aos manauaras que cumpriram com o seu dever e agora estão na torcida para que os eleitos, os titulares cumpram com o seu mandamento constitucional fazendo jus ao diploma popular, honrando com trabalho o voto recebido nas urnas. Ao contrário, talvez não tenham paz e muito menos respeito do povo e por isso serão punidos pela grita popular a ecoar nas ruas e praças contra todos e todas que afrontarem a vontade e os interesses de nossa gente.
Era o que tínhamos a dizer e nosso muito obrigado.     
           
Plenário da Câmara Municipal de Manaus
21 de novembro de 2012
Militantes do Projeto Jaraqui
   
Nota da Redação: O documento será lido no dia 21 (quarta-feira), na Tribuna Popular da Câmara Municipal de Manaus, o requerimento é de autoria do vereador Mario Frota (PSDB).  A manifestação no Plenário da Câmara inicia-se às 8h30 com término previsto para 9h30.