Total de Visitas

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

POLÍTICA CULTURAL É O TEMA DE DEBATE NA PRAÇA DO JARAQUI



Os militantes da Cultura do Amazonas, artistas, produtores culturais, formuladores de políticas e demais atores desse processo criativo do campo do entretenimento, estarão juntos e misturados no sábado (24), das 10 às 12h, na Praça da Polícia, no Projeto Jaraqui, na República Livre do Pina, no Centro Histórico de Manaus. Da Rodada de discussão farão parte também o Secretário de Estado da Cultura, o Secretário Municipal de Cultura de Manaus, os Presidentes dos Conselhos de Cultura do Estado e do Município de Manaus e demais Agentes Públicos de áreas afins como Turismo, Educação entre outras. Na pauta, gestão participativa, orçamento, metas e estratégia dos Conselhos de Cultura, Planos de Cultura e o efetivo funcionamento dos Fundos de Cultura, com garantia de participação popular.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR...

Todos os sábados a Comuna Jaraqui lança na praça uma pergunta buscando mensurar a indignação popular frente a um determinado problema vivenciado pelos manauaras. A pergunta deste sábado (24) é: Você é contra os políticos que aprovaram Leis obrigando o Poder Público a bancar os eventos de suas Igrejas.
Sim ( )                                                       ou Não ().  

Contato: Ademir Ramos (9984-1256)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CULTURA, SOCIEDADE E PARTICIPAÇÃO POPULAR NA PRAÇA DO JARAQUI







No sábado (24), pela manhã, a partir da 10h, artistas do circo, brincantes de capoeira, artistas plásticos, formuladores de políticas públicos, agentes públicos da Secretária de Estado e do Município, conselheiros de cultura, sindicalistas, militantes das artes e da cultura estarão na Praça do Jaraqui para discutir o que fazer e como fazer a Cultura no Amazonas.


O melhor de uma nação é a cultura de sua gente, principalmente, quando esses valores materiais e simbólicos encontram-se presentes nos processos sociais formadores das políticas públicas como expressão de diversidade cultural. O enunciado faz-se necessário para contextualizar as rodas de debates que a Comuna Jaraqui fará no sábado (24), a partir das 10h, na Praça da Polícia, na República Livre do Pina, no Centro Histórico de Manaus.  
Na ocasião os militantes da cultura querem discutir as políticas culturais do estado quanto às Diretrizes, Metas e Estratégias que norteiam as políticas estadual e Municipal numa perspectiva de política de Estado inserida num Sistema Nacional de Cultura. Pois, até agora tem se visto ações de governo que acontecem de forma eventual, isolada e moldada na figura de um mandante aliado com grupos econômicos, a transplantar de determinado centro cultural megaeventos para ser visto na Praça São Sebastião massageando o ego dos iluminados e de uma elite consumidora de substratos culturais pasteurizados.  
A ausência de uma política de Estado decorre da falta de autonomia das organizações da sociedade civil e, principalmente, do segmento e setor cultural interessado. Por falta desta autonomia as práticas decisória pautam-se na cooptação, no corporativismo e nos favores messiânicos que exalam dos palácios governamentais de forma eleitoreira, reduzindo a arte, a cultura e os saberes populares a imagem do mandante da cultura local.  
Soma-se a isso a falta de planejamento de Estado quanto à cultura como bem e valor estratégico, bem como matriz de desenvolvimento capaz de agregar valor a produção regional qualificando produtos e serviços tanto na rede como nos nichos de mercado.
Discute-se em nível nacional nas plenárias das Conferências de Cultura o seguinte tema: "Uma Política de Estado Para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura" desdobrado em debates sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura em todo o país, sobre a produção simbólica e diversidade cultural, sobre a cidadania e direitos culturais, e sobre Cultura e desenvolvimento econômico, entre outras questões postas pelos agentes locais.  
No Amazonas, a Prefeitura de Manaus disponibiliza em seu portal o link http://concultura.manaus.am.gov.br/pmc-manaus-2 para se apresentar sugestões e propostas referentes à formatação do Plano Municipal de Cultura, contemplando as demandas dos segmentos e setores produtivos de Manaus urbano e rural. O Plano é sem dúvida uma plataforma necessária para afirmação do município na rede da cultura nacional, no entanto se não for bem trabalhado pelos agentes produtivos, pelo legislativo e o próprio poder executivo, não passará de uma Carta de Intensões.  
Para isso, é necessário fortalecer os agentes produtivos, criar e instituir os equipamentos públicos como meio instrumental sob a direção de agentes públicos qualificados capazes de operar no sistema local e nacional em busca de parceiros para consecução dos objetivos do Plano Municipal ou Estadual de Cultura ancorado na participação e responsabilidade dos conselheiros de cultura e no poder legislativo seguido por uma prática democrática, colegiada e participativa longe dos interesses eleitoreiros, personalistas, religiosos e autoritários.
No sábado (24), pela manhã, a partir da 10h, artistas do circo, os brincantes de capoeira, artistas plásticos, os formuladores de políticas públicos, os agentes públicos da Secretária de Estado e do Município, os conselheiros de cultura, os sindicalistas, os militantes das artes e da cultura estarão na Praça do Jaraqui para discutir o que fazer e como fazer a Cultura no Amazonas se desenvolver longe da miséria do apadrinhamento, do mandonismo dos iluminados, do descaso do governo e da ignorância política de alguns parlamentares.  
(*) É professor, antropólogo, coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.


Ademir Ramos (*)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CANÇÃO DE RECONHECIMENTO PARA O SENADOR EVANDRO CARREIRA: O NOSSO CURUPIRA DE FOGO



O Senado Federal bem que poderia enviá-lo como embaixador da Amazônia, para alertar o mundo sobre a importância da preservação da floresta  amazônica, porque  é a floreta e os oceanos que purificam a atmosfera terrestre.
A importância do postulado científico e amazônico de Evandro Carreira para o equilíbrio do ecossistema planetário, tem no mundo eco e  resposta, porém no Amazonas e resto do Brasil, parece até que  as instituições comeram uma saca de abiu, nada dizem ou fazem, para que esse  grande conhecedor da biota amazônica possa projetar suas idéias e propostas para a preservação do planeta e da Amazônia.
Já tendo realizado palestras pelo mundo, inclusive no Pentágono, Evandro tem recebido aplausos que o projetam como o Profeta da Amazônia, aliás suas idéias sobre as fazendas aquáticas foram copiadas por muitos países, inclusive a China que hoje é maior exportador do nosso tambaqui,  levado para lá pelos húngaros numa ação de pirataria. Aliás, já fizeram isso com a nossa borracha, e ninguém diz nada como  sempre.
O governo do Amazonas, a Prefeitura de Manaus, a ALE e a CMM, deveriam, num ajuri, criar um programa mundial tendo o senador Evandro Carreira como palestrante, justamente porque ele escreveu o Recado Amazônico tratando com autoridade sobre a importância da floresta amazônica para o equilíbrio do planeta.
Mas ninguém diz nada. Parece até que as geleiras não estão descongelando, e que não tem uma nuvem de gases poluentes duas vezes o tamanho do Brasil sobre a Ásia. E que esse dragão atmosférico pode se precipitar e sufocar bilhões de pessoas.
O mundo precisa escutar o Evandro, antes que a vaca vá pro brejo, porque Rondônia já virou pasto.
O Amazonas, o Brasil e o mundo, precisam ouvir o Curupira, só ele tem o fio da meada para tirar Teseu do labirinto da devastação.
Ouçam o Evandro. O Senado Federal bem que poderia enviá-lo como embaixador da Amazônia, para alertar o mundo sobre a importância da  preservação da floresta  amazônica, porque  é a floreta e os oceanos que purificam a atmosfera terrestre.
Vocês da mídia falem alguma coisa, por favor, não comam também uma saca de abiu, porque justamente sábado, o nosso curupira completa 86 anos de idade. E ele mais que ninguém merece falar para o mundo as suas profecias que estão se tornando realidade.
O mundo precisa ouvi-lo, antes que você, leitor, seja sufocado pelos gases mortíferos do efeito estufa.

Alexandre Otto,
É poeta e membro do
Clube da Madrugada.  


  


terça-feira, 20 de agosto de 2013

CULTURA, SOCIEDADE E PARTICIPAÇÃO POPULAR NA PRAÇA DO JARAQUI



Ademir Ramos (*)
O melhor de uma nação é a cultura de sua gente, principalmente, quando esses valores materiais e simbólicos encontram-se presentes nos processos sociais formadores das políticas públicas como expressão de diversidade cultural. O enunciado faz-se necessário para contextualizar as rodas de debates que a Comuna Jaraqui fará no sábado (24), a partir das 10h, na Praça da Polícia, na República Livre do Pina, no Centro Histórico de Manaus. 
Na ocasião os militantes da cultura querem discutir as políticas culturais do estado quanto às Diretrizes, Metas e Estratégias que norteiam as políticas estadual e Municipal numa perspectiva de política de Estado inserida num Sistema Nacional de Cultura. Pois, até agora tem se visto ações de governo que acontecem de forma eventual, isolada e moldada na figura de um mandante aliado com grupos econômicos, a transplantar de determinado centro cultural megaeventos para ser visto na Praça São Sebastião massageando o ego dos iluminados e de uma elite consumidora de substratos culturais pasteurizados.   
A ausência de uma política de Estado decorre da falta de autonomia das organizações da sociedade civil e, principalmente, do segmento e setor cultural interessado. Por falta desta autonomia as práticas decisória pautam-se na cooptação, no corporativismo e nos favores messiânicos que exalam dos palácios governamentais de forma eleitoreira, reduzindo a arte, a cultura e os saberes populares a imagem do mandante da cultura local. 
Soma-se a isso a falta de planejamento de Estado quanto à cultura como bem e valor estratégico, bem como matriz de desenvolvimento capaz de agregar valor a produção regional qualificando produtos e serviços tanto na rede como nos nichos de mercado.
Discute-se em nível nacional nas plenárias das Conferências de Cultura o seguinte tema: "Uma Política de Estado Para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura" desdobrado em debates sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura em todo o país, sobre a produção simbólica e diversidade cultural, sobre a cidadania e direitos culturais, e sobre Cultura e desenvolvimento econômico, entre outras questões postas pelos agentes locais. 
No Amazonas, a Prefeitura de Manaus disponibiliza em seu portal o link http://concultura.manaus.am.gov.br/pmc-manaus-2 para se apresentar sugestões e propostas referentes à formatação do Plano Municipal de Cultura, contemplando as demandas dos segmentos e setores produtivos de Manaus urbano e rural. O Plano é sem dúvida uma plataforma necessária para afirmação do município na rede da cultura nacional, no entanto se não for bem trabalhado pelos agentes produtivos, pelo legislativo e o próprio poder executivo, não passará de uma Carta de Intenções. 
Para isso, é necessário fortalecer os agentes produtivos, criar e instituir os equipamentos públicos como meio instrumental sob a direção de agentes públicos qualificados capazes de operar no sistema local e nacional em busca de parceiros para consecução dos objetivos do Plano Municipal ou Estadual de Cultura ancorado na participação e responsabilidade dos conselheiros de cultura e no poder legislativo seguido por uma prática democrática, colegiada e participativa longe dos interesses eleitoreiros, personalistas, religiosos e autoritários.
No sábado (24), pela manhã, a partir da 10h, artistas do circo, os brincantes de capoeira, artistas plásticos, os formuladores de políticas públicos, os agentes públicos da Secretária de Estado e do Município, os conselheiros de cultura, os sindicalistas, os militantes das artes e da cultura estarão na Praça do Jaraqui para discutir o que fazer e como fazer a Cultura no Amazonas se desenvolver longe da miséria do apadrinhamento, do mandonismo dos iluminados, do descaso do governo e da ignorância política de alguns parlamentares.  

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.