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quinta-feira, 10 de maio de 2012

MANAUS UMA ILHA DE PROSPERIDADE ÀS AVESSAS



Manaus é uma Metrópole, cercada de miséria por todos os lados, onde a violência, a cada dia que passa, é crescente face a desigualdade social gritante que vivemos.
Manaus, a capital da Zona Franca, é um contraste quando observamos a cidade antiga (que representa o centro da cidade e bairros adjacentes) e da moderna (nesse caso, Ponta Negra, Adrianópolis), que ainda apresenta plataformas e paradas de ônibus com telhados de barro ou plástico, nos moldes colonialistas, isso em pleno século XXI.
A Manaus velha pelo menos possuía um estilo rococó art noveau, que era o rescaldo de uma elite inculta e retrógrada, que só aceitou arte moderna em 1954 com o advento do movimento cultural de renovação artística, que criou o Clube da Madrugada que já chegou atrasado 32 anos, depois do surgimento da Semana da Arte Moderna, em 1922. Nossa cidade está sempre se arrastando culturalmente a passos de cágado. Que coisa.
Manaus não cresceu, inchou com a explosão da Zona Franca. E, desordenadamente. Os novos bairros foram apelidados com nomes de novelas da época em que eram criados (invadidos). Estão aí para prova: Coroado, Vila da Prata, Novo Amanhecer, Vila Sassá, Redenção; e tome novela inspirando nomes de bairros da nossa cidade. Tudo coroado com o Filme espetacular de Joaquim Meirelles, Cidade de Deus, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro – uma obra que todo político e estudante de sociologia deveria assistir para sentir de perto a problemática brasileira, principalmente no segmento de segurança e educação das nossas crianças abandonadas, milhões delas espalhadas pelas cidades do Brasil, país que, de acordo com a Unesco, é o segundo no mundo em péssima distribuição de renda e campeão mundial de miséria. Uma vergonha, apesar de sermos a 6ª economia mundial, já suplantando a Inglaterra, país de Primeiro Mundo. Horrível, mas em algumas periferias das grandes capitais a população vive tal qual o povo etíope e de outros países pobres da África.
O inchaço passou da conta. Vejo no jornal o governador andando nas pontes de madeira para acudir a população alagada. Bato palmas. Mas não posso deixar de lembrar, que este grupo político ao qual o Governador pertence, está no poder há 40 anos, e nada fizeram para solucionar a problemática das calamidades. Todo ano enche e todo mundo sabe disso. Parece até que nós gostamos de apanhar, cantando aquela música de sucesso: “Me bate que eu gosto”.
Gostaríamos de voltar ao passado, quem sabe. Mas não temos aquele skate voador de Michael J. Fox, nem o carrão do professor e cientista que viaja no tempo, para consertar o que está errado.
Uma coisa é certa. Apesar dos shows e dos quase 300 mil pagos ao Fábio Jr. Para cantar meia hora de show. Com esse dinheiro daria para a prefeitura construir mais de uma dezena de casas populares, para essa gente que mora em palafitas e vivem de forma subumana, não tem casa própria e pagam aluguel. Manaus, continua no passado, na idade média, isto é, temos duas Manaus: No primeiro grupo temos poucos com muito, com padrão de vida que podemos comparar aos padrões europeus. O segundo grupo é composto por migrantes que vieram para Manaus, em busca de melhores condições de vida, e hoje, vivem na miséria, moram na periferia em cima ou as margens de rios, lagos e igarapés poluídos.
 Manaus, que deveria ser uma ilha de prosperidade, se a distribuição de renda fosse feita de forma equânime, como isto, não acontece, passamos a viver em uma Metrópole, cercada de miséria por todos os lados, onde a violência, a cada dia que passa é crescente, face a desigualdade social gritante que vivemos. (Por: Paulo Onofre).
 
 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CADÊ O RONDA NO BAIRRO?



Onde está o tal Ronda no Bairro que diariamente é divulgada por meio da mídia televisiva, talvez ainda demore a chegar ao bairro de Santo Antonio, que abriga a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e o 5º DIP.
Hoje, pela manhã, como costumeiramente faço todos os dias, levo minhas filhas menores - uma de 4 anos e outra de 6 - para a escola. Ao chegar próximo da unidade educacional estava havendo um tumulto de pessoas e estampidos seguidos de tiros. A única coisa que me passou pela cabeça foi proteger as crianças. Entrei rapidamente em um portão que se encontrava entreaberto porque vi ali a única forma de me livrar, com as crianças, do perigo e para não sermos alvo do tiroteio.
Aguardei alguns minutos até que as coisas se acalmassem e bati em retirada rumo à escola, que fica ao lado da residência que fora invadida por mim.
Em seguida, caminhava em direção ao meu local de trabalho, a duas quadras onde havia acontecido o tiroteio, quando me deparei com uma multidão de pessoas espancando um homem jovem de aproximadamente 22 anos. Perguntei a uma das pessoas que estava no local sobre a razão do espancamento e fui informado que alguns minutos atrás o dito havia roubado uma jovem. Conclui então que o tiroteio ocorrido anteriormente tinha relação com o massacre do jovem.
As pessoas estavam enfurecidas; cada uma queria dar um chute, soco ou pontapé no meliante. Perguntei a um dos incentivadores do tumulto se já haviam chamado a polícia e obtive um não como resposta, com a alegação de que “a polícia não resolve nada”. Liguei para o 190 e (pasmem!), a viatura demorou aproximadamente 20 minutos para chegar ao local, apesar de o 5º Distrito Policial ficar a cinco quadras de distância.
Onde está o tal Ronda no Bairro que diariamente é divulgada por meio da mídia televisiva, talvez ainda demore a chegar ao bairro de Santo Antonio, que abriga a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e o 5º DIP.
Neste mesmo bairro, na noite do dia 7, uma estudante do Colégio Melo Povoas, ao sair da aula por volta de 22 horas, foi assaltada por um meliante que queria levar inclusive sua calça Jeans, pois acreditava que era de marca.
Face à insegurança do local, os moradores do bairro de Santo Antonio, estão se articulando para, na próxima semana, fazer um protesto, para reivindicar mais segurança para o bairro.
Pelo que se observa o Ronda no Bairro, será mais um daqueles projetos engendrados pelo governo, onde se gasta uma fábula e não dá retorno à sociedade. Para dar certo, esse trabalho da polícia teria que ser feito, simultaneamente, em todas as zonas da capital; quando feita só em um determinado local, os bandidos vão assaltar e passar drogas em outras áreas onde não existe segurança. É a ordem natural da bandidagem. Foi assim com a cracolândia, em São Paulo, e está sendo assim, em Manaus.
A segurança é um trabalho que tem que ser feito em conjunto com a educação. O pensador, filósofo e matemático grego Pitágoras, de Samos (ilha do Mar Egeu), que viveu nos anos entre 580 e 497 a. C., em sua célebre frase: “Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”, deixou esse legado para os nossos governantes, que agem de forma paliativa, à curtíssimo prazo, porque querem resolver a situação numa gestão de quatro anos. (Por: Paulo Onofre).Foto: acritica.uol.com.br

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Manaus não tem Amazonino, mas tem Omar.

Uma vez lá na inauguração da nova Praça da Saudade, o próprio Amazonino disse em discurso: “O Amazonas ficará em boas mãos, o Omar tem um bom coração”,


Alagando até a alma sórdida dos políticos espúrios da nossa terra, o rio Negro está subindo uma enormidade também nos aglomerados fluviais urbanos de nossa cidade, provocando calamidade nas famílias que moram nessas margens insalubres alagadiças.
O prefeito de Manaus, Amazonino Armando Mendes, escafedeu-se rumo de Miami, talvez para bater um papo político eleitoral com seu mestre e bilionário senador Carlos Alberto De Carli, que foi, para quem não sabe, representante do Congresso Nacional, apontado pela ONU como observador da guerra entre o Irã e o Iraque. Isso é que é bagagem política, professor. Além do mais, o mesmo é pai do ex-vereador Paulo De Carli e do professor universitário Júnior de Carli.
Lá em Miami, o Negão deverá aprender algumas lições com seu mestre, de como virar o jogo eleitoral, já que ele está batendo o recorde de rejeição, 68%, segundo pesquisa recente, e sair assim para uma reeleição seria uma ação kamikase, ora bolas.
Com essa fuga para o vermelho (as galáxias fazem isso, segundo o astrofísico Edwin Hubble), Amazonino foi embora, deixando o manauara à própria sorte. É mole?
Mas eis que do fundo do batelão da esperança, surge um grão de luz para amenizar o buraco negro da administração municipal. Sim, como um facho de luz cabocla, um prestativo vaga-lume do povo, aparece o nosso governador Omar Aziz, em todos os jornais, caminhando sobre pranchas palustres, paúis ribeirinhos, vidas sofridas do nosso povo, que apesar dos pesares ainda tem um governador de alma igual, eterno marxista de luta, coragem, e coração.
Uma vez lá na inauguração da nova Praça da Saudade, o próprio Amazonino disse em discurso: “O Amazonas ficará em boas mãos, o Omar tem um bom coração”, lembra Omar?
Por isso em vez de cobrar de Vossa Excelência e esposa, Dona Nejmi Aziz, que a população chama de Coração do Povo, alguma propaganda atemporal, entidades deveriam eram fazer um Mutirão de socorro ao povo amazonense, como o nosso Governador está fazendo, indo lá in loco, ver a situação difícil da nossa gente cabocla.
Aliás, no começo de sua labuta política, foi assim que Amazonino se tornou liderança popular. Passado. Como diria Guimarães Rosa.
Parabéns Omar, o verdadeiro governante fica do lado do povo, na alegria e na tristeza, como num casamento de puro amor amazônico.

Alexandre Otto,
é poeta, membro do
Clube da Madrugada, e da UBE/AM.           

Projeto Jaraqui aborda parto de idéias


Mário Frota: "O Amazonino abandonou os nossos irmãos, vítimas da enchente".
Ademir Ramos, profª Margarida Campos e Mário Frota.
Ademir Ramos, a profª Margarida Campos, que falou sobre a situação da Saúde e Paulo Onofre.
Paulo Onofre, Jander, Bahia, Every Aquino e Ademir Ramos no Projeto Jaraqui
O jornalista Roberto Pacheco e o estudande de Direito Izaías, que distribuiu livros da Constituição Federal.
O ex-senador Evandro Carreira, discussando no Coreto do Pina, por ocasião do Projeto Jaraqui.

O Projeto Jaraqui é uma iniciativa popular que nasceu das bases universitárias para discutir os problemas regionais e cobrar maior participação da população nas decisões do Executivo
O Projeto Jaraqui (PJ) levou neste último sábado (5), para a Praça da Polícia (Coreto do Pina), um público flutuante de duas mil pessoas que participou de mais uma manifestação pública comandada pelo professor universitário Ademir Ramos e pelo assessor político e ativista sindical Paulo Onofre. O evento contou com a presença do ex-senador Evandro Carreira, do vereador Mário Frota e da professora universitária Margarida Campos que discursaram sobre os mais variados temas da problemática regional.
De acordo com Paulo Onofre, as manifestações em praça pública, para cobrar ações de governo por meio da conscientização do povo, já acontecem desde os anos 400 a. C., quando o filósofo Sócrates utilizava as ágoras para inquirir os cidadãos de Atenas quanto aos desmandos do Estado. “Sócrates foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos e se dedicava ao parto de idéias, assim como o Projeto Jaraqui, uma iniciativa popular que nasceu das bases universitárias para discutir os problemas regionais e cobrar maior participação da população nas decisões do Executivo”, ensina Paulo.
Durante o evento foi dada continuidade ao abaixo assinado que recolheu assinaturas pedindo a extinção do 14º salário, mais conhecido como ‘Auxílio Paletó’, que é pago aos vereadores de Manaus, baseado em um projeto de lei de autoria do vereador Mário Frota (PSDB).
Por ocasião do seu pronunciamento, no Coreto do Pina, o vereador Mário Frota, líder do PSDB na Câmara Municipal de Manaus (CMM), cobrou a presença do prefeito Amazonino Mendes nas áreas de alagação dos bairros periféricos de Manaus. “O revoltante é que, enquanto o Amazonino esbanja o nosso dinheiro com artistas de fora, os nossos irmãos, vítimas da enchente, que já invade áreas de 14 bairros de Manaus, estão à míngua, totalmente órfãos da Prefeitura”, denunciou Mário Frota. (Por: Roberto Pacheco – MTb 426).