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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A GESTÃO CRIATIVA NO CONTEXTO DAS CIDADES



 Professora Ana Carla Fonseca
Para isso, é preciso que o prefeito Artur Neto repense a gestão como um todo, como unidade diretiva assentada na educação escolar e nas práticas sociais desenvolvendo plataformas de atuação que integre a escola a comunidade e vice-versa.
Ademir Ramos (*)
Conectado com as ideias, conceitos e propostas trabalhadas pela professora Ana Carla Fonseca, economista, urbanista e uma das primeiras no Brasil a conceber e a formular políticas e estratégias para plataforma das cidades, sustentadas na prática das economias criativas baseadas na âncora da cultura, da história, do saber e do como fazer de nossa gente frente aos desafios impostos pela globalização, atrevo-me a repensar o processo de gestão publica tendo como referência a Prefeitura de Manaus na perspectiva de construir conectividade, inovação e a valorização da cultura como eixos de políticas públicas convertidas em valores e processos de formação da cidadania.
Inicio esta reflexão fazendo o seguinte chamamento: É mais eficiente construir do que comprar feito. A primeira atitude do governante gestor é trocar os óculos do neocolonizador pelas lentes dos agentes locais. Nada de transplantar modelos ou copiar determinadas práticas e até mesmo contratar agentes externos para a consecução dos projetos da cidade. Requer de antemão que o prefeito de Manaus e seus agentes mergulhem na história e na cultura local conectados com o mundo em permanente diálogo, na perspectiva de responder com determinação o fazer da cidade, respeitando à diversidade de suas formas e sentidos. É verdade que quatro anos passam rápido, mas nada justifica contratar projetos de cima pra baixo afrontando a tradição e a cultura de nosso povo para obter de pronto rendimento eleitoral. Esta visão imediata é profundamente prejudicial à política e pode conduzir o mandatário para o ostracismo e desencanto popular.
Outro chamamento que faço é relativo ao processo de gestão por competência e habilidade do poder descentralizado sob a direção moral e política do senhor prefeito. Em se tratando de política eleitoral, tendo à porta as eleições de 2014, as circunstancias se impõe, não devendo, contudo, reduzir os cargos e funções operacionais em moeda de troca, vindo desse modo obliterar o processo de governança. Particularmente, em se tratando de um governo do PSDB que deve bater chapa com os petistas e aliados, em disputa a Presidência da República. As alianças políticas são necessárias, mas, muito mais importante é assentar o governo na vontade popular, resgatando a credibilidade e a confiança daqueles que apostaram nas urnas em Artur Virgílio para prefeito de Manaus contra o mandonismo de Eduardo Braga (PMDB) e do próprio PT de Dilma e Lula.
A Cidade Criativa requer do mandatário e de seus agentes capacidades de repensar suas práticas criando pontes para religar as pessoas a si mesmo, oferecendo condições para que se desenvolvam moral e socialmente sentindo parte do problema da cidade enquanto pertencentes ao mesmo território e usuários do espaço público. De imediato, pode-se recorrer às campanhas educativas através das mídias sociais para sensibilizar os comunitários no que diz respeito à limpeza pública, a proteção ambiental, conservando e plantando novas árvores, o zelo pela coisa pública e a desobstrução das ruas, praças e áreas públicas, oferecendo os meios necessários para se viver com dignidade. Penso nesta hora, a humanização do trânsito, das praças, logradouros públicos e dos parques, devendo ser seguido da descentralização do poder enquanto presença marcante nos arredores de Manaus no formato de miniprefeituras com poder de interlocução junto ao povo para acelerar o projeto político do governo Artur Neto.
Como foi dito acima, criatividade requer inovação e profundo vinculo com a cultura (material e simbólica). Estas determinações encontram-se em processo na escola. Para isso, é preciso que o prefeito Artur Neto repense a gestão como um todo, como unidade diretiva assentada na educação escolar e nas práticas sociais desenvolvendo plataformas de atuação que integre a escola a comunidade e vice-versa, investindo na constituição do Conselho Escolar como ação estruturante de Estado, como capacidade de operar o sistema municipal de ensino em atenção às demandas locais. Para isso, é preciso repensar o modelo de escola, qualificar os professores, gestores e a equipe dirigente para atuarem como interlocutores junto à comunidade operando o monitoramento, os objetivos e metas do projeto político pedagógico discutido e aprovado por todos e todas em cumprimento a escola que queremos. Assim, a Escola se traduz em participação, primando pela criatividade como processo de formação tendo como base o capital local e os recursos disponíveis para a formulação de novos conceitos e projetos visando o processo da aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo dos atores presentes na comunidade escolar de modo inovador, criativo responsável.

(*) É professor, antropólogo e coordenador do NCPAM/UFAM.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AS FEZES DO LOBISOMEN MANAUARA



 Arthur e Omar, dois grandes gestores que devem encontrar uma solucão para as pizzas de bosta que se transformam em chuva de bactérias, que poluem os nossos alimentos.
O carros passam por cima desse mar de bosta urbana. Fazem a pizza macabra, cai a chuva e amiúda, vem o sol e o vento que sopra pra dentro das casas um oceano de bactérias que cai sobre os alimentos que são ingeridos pelos adultos e crianças.
Merda é assunto universal. Bocage escreveu um dos sonetos mais perfeito da língua portuguesa falando em bosta, o “Soneto da Dama Cagando” (vide abaixo), hoje com centenas de declamações na WEB, todas com sentido inebriante embota malcheiroso.
E sabendo que o ‘côcô’ é temática mundial de sucesso, hoje aproveito para vender o meu peixe, e não pensem que é a manjada piada – chuva de merda na China.
Ocorre que a UNESCO informa por meio de reportagem cientifica, que na cidade do México, na favela ‘Cabeça de Coiote’ - uma favela   do tamanho der Manaus - cuja população atinge dois milhões de habitantes, os cães  vadios depositam nas ruas 200 toneladas de merda de cachorro, agregada e fedorenta pra caralho, quem já pisou em merda de cachorro sabe do que estou falando.
O carros passam por cima desse mar de bosta urbana. Fazem a pizza macabra, cai a chuva e amiúda, vem o sol e o vento que sopra pra dentro das casas um oceano de bactérias que cai sobre os alimentos que são ingeridos pelos adultos e crianças. Lá foi feita uma providência sanitária que minimizou sobremaneira as doenças da população.
Em Manaus, com cerca de 300 toneladas de bosta de cachorro nas ruas, sim porque as domas e domos dos cachorros de nossa cidade, ainda levam seus cães para cagar na rua e às vezes em frente da casa de um vizinho adversário. O bugre urbano é muito mal educado. O cientista Steve Pinker tem razão, quando prova cientificamente que essa gente insalubre só usa para viver, a parte traseira do cérebro. É verdade! Sem usar a parte frontal do cérebro, que é a área do Homo Sapiens – ética, estética, valores, princípios, cultura, civilização etc. O pessoal, coitado, ainda vive circunstancialmente numa era anterior ao homo habilis e  erectus, isto é, são robôs biológicos, antropóides primitivos,que infelizmente aprenderam a pensar comercialmente, sem vôos maiores, é pena.
Seria bom o prefeito, os vereadores e o secretário de saúde ler este artigo, pra tirar pelo menos uma titica de galinha do assunto em questão, pois o povo manauara já está se acostumando a cheirar e pisar em merda de cachorro.
O lobisomem manauara ataca. Por favor, autoridades, façam Alguma coisa, pelo amor de Deus. Não fiquem aí, cagando  pra sorte do povo de Manaus. E tem mais uma – O Steve Pinker pegou vocês. KKKKKKKKKKKKKKKKKK !

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada,                                                                                                                                                     


SONETO DA DAMA CAGANDO

Cagando estava a dama mais formosa,
E nunca se viu cu de tanta alvura;
Porem o ver cagar a formosura
Mette nojo à vontade mais gulosa!

Ella a massa expulsou fedentinosa
Com algum custo, porque estava dura;
Uma charta d'amor de alimpadura
Serviu àquella parte malcheirosa:

Ora mandem à moça mais bonita
Um escripto d'amor que lisonjeiro
Affectos move, corações incita:

Para o ir ver servir de reposteiro
À porta, onde o fedor, e a trampa habita,
Do sombrio palacio do alcatreiro!

by Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (Da Boss)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

MARIO FROTA, PARABÉNS PELO PALETÓ MORTO E PREPARE NOVA LEI DEFENDENDO O DINHEIRO DO POVO



Aliás, vou fazer um teste com cada vereador: vocês sabem o que é MUNICIPALIDADE? Ah!, mas não sabem mesmo, pois não a  praticam.
Poucos políticos nesse Brasil se preocupam com os gastos do dinheiro público. Mário Frota é essa boa exceção justamente  porque a farra  com o dinheiro do povo não tem limites para essa cambada de espertalhões contumazes em meter a mão na cumbuca do erário.
A luta do citado edil foi constante e sem trégua, parece até que esse vereador, seguindo o conselho dado por mim em outro artigo, já viu o filme Lincoln, de Spielberg, pelo menos umas três vezes, coisa que nenhum político caboclo fez até hoje e por toda a sua vida. Aliás, vou fazer um teste com cada vereador: vocês sabem o que é MUNICIPALIDADE? Ah!, mas não sabem mesmo, pois não a  praticam.
Talvez só o vereador Waldemir José e o Joãozinho, que vivem no meio do povo, entendem essas minhas palavras, o resto, se elege e se afasta. Tire a bunda do gabinete, autoridade, chegue perto da nossa gente. O povo sofre. Manaus é uma ilha de prosperidade cercada de favelas e miséria por todos os lados, essa é a realidade. O povo continua sozinho.
O auxilio paletó, já foi pra merda. Obrigado, Mário!
Agora se arme novamente com a impavidez de Emiliano Zapata, e lute para que a grana do povo que é dada aos grupos folclóricos e escolas de samba, para os mesmos apresentarem prestação de contas do dinheiro gasto. Tem que apresentar documento, pois essa grana é dinheiro do povo.
E tem mais, lá na terra do Lincoln, dinheiro do contribuinte é respeitado, e tome respeito nisso.
Lembro o governador de Ohio, sendo encarado pelo juiz que decretou: - O senhor está condenado, governador. A mídia informa – 10 anos de xaxado. Valeu, corte americana. O dito está mofando na cadeia. Parece até que o impávido negão do Supremo leu a reportagem. A turma do Valerioduto também dançou aqui no Brasil. A coisa está mudando, Mário Frota, continue dando o bom exemplo, amigo!
Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada. 

DILÚVIO EM MANAUS



Não tem porra nenhuma, neguinha. As autoridades não movem um caneco de água para atender a população que está roendo beira de sino. Falta tudo na cidade “risonha”: não há gestor, nem práxis.
Parece até que o carnaval não acabou e a música “As águas vão rolar”, viram cotidiano chuvoso, pois as pancadas de água que acometem nossa cidade transformam o ruim no pior, diante do aguaceiro vigente transformando a vida do manauara num inferno aquático, que inunda bairros e covões onde a nossa gente mais humilde habita.
Chuvas torrenciais caem direto de ponta a ponta dessa urbe construída a toque de caixa, sem nenhum planejamento urbano científico. O resultado está aí, uma cidade que inchou para todos os lados, agregando invasões e outras escaramuças do povo que quer ter um pedaço de chão para morar.
A cada pé d’água, quem mora nos baixões, sofre mais que guabiru em terra de gato estripador, é verdade, o povo sofre e nunca goza ao contrário do que pensa o jornalista Macaco Simão.  Aliás, além do abandono das autoridades e políticos, agora o povo também está apanhando da natureza, mesmo a gente sabendo que aqui é o trópico úmido e, segundo o nosso amazonólogo e eterno senador Evandro Carreira, o único que chegou e entrou em harmonia com a homeostase da floresta foi o índio, que chegou nu e na ponta dos pés.
Mas já que estamos aqui, o governo deveria fazer uma alternativa de providências para as épocas de chuva pesada.
O povo sofre muito com o aguaceiro caindo do céu, e o que deveria ser uma benção, vira uma tragédia com a água chegando e levando a vida da nossa gente num demoinho circunstancial, de angústia e sofrimento, saindo pelo ladrão, como se Manaus vivesse um dilúvio cotidiano e nós não temos uma Arca de Noé providencial para nos salvar de sermos afogados pelo abandono político e pelo descaso das autoridades que não movem nem um caneco de água para atender as reivindicações da população que está roendo beira de sino, pois na nossa cidade “risonha”, falta tudo, não há gestor, nem conceito, nem práxis, ora bolas, então não tem porra nenhuma, neguinha.
Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.