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segunda-feira, 8 de abril de 2013

CADEADO NA ALDEIA



Aldeia Indígena Waimiri - Atroari , situada na BR - 174 ( Manaus - Boa Vista ) . 
 É a representação real do domínio e da propriedade privada, demarcando limites e impondo sobre o outro a vontade do mais forte para dominar território e explorar o trabalho visando riqueza e ostentação.

Ademir Ramos (*)

Há dias atrás, em entrevista ao tarimbado jornalista Paulo Markun, falávamos das estruturas das malocas, seus significados, funções e representação no imaginário dos povos indígenas do Brasil, dando ênfase a estada do repórter na aldeia dos waimiri-atroari para documentar o objeto de sua reportagem. Foi aí que me lembrei da cena do cadeado na aldeia servindo de instrumento de imitação e provocando o estranhamento aos visitantes.
A cena foi documentada na aldeia de rio, na microrregião do Município de Nova Airão, no estado do Amazonas. Nesta bela aldeia, os waimiri-atroari guardavam suas ferramentas de trabalho no cercado sob a força de um cadeado que só um entre eles tinham a chave, talvez, por isso, achasse no direito de dar ordem aos seus, assim como os agentes externos faziam.
O cadeado é a representação real do domínio e da propriedade privada, demarcando limites e impondo sobre o outro a vontade do mais forte para dominar território e explorar o trabalho visando riqueza e ostentação. Mas, na aldeia dos waimiri-atroari, o cadeado estava mais como um adereço no cenário comunal do que uma força possessiva de domínio e subordinação... como um braço sem corpo.  
Dar ordem pouco ou nada significa se os seus não obedecem. Isto porque as relações sociais originam-se de uma forma comunitária assentada no uso e ocupação de um território regrado por convenções tradicionais que primam por uma ordem regida pelas relações consanguíneas e solidárias a estabelecer formas e funções de trabalho diferenciado fundamento no sexo e idade.
Neste espaço construído a aldeia tradicional organiza-se centrado na roça e na maloca (termo genérico para falar da moradia comunitária). Nesses dois empreendimentos o trabalho, socialmente comunitário, está presente. É uma festa compartilhada por todos. Na roça escuta-se e revelam-se as confidências e amores, semente da vida. É também um símbolo de prosperidade apresentado aos visitantes como valor, enaltecendo, sobretudo, o trabalho das mulheres.  
Na construção da maloca, as mulheres também participam, mas o trabalho final é dos homens que dão a forma terminativa de seu acabamento. A construção desse espaço é carregada de simbolismo e funcionalidade. A estrutura de sua construção está quase sempre vinculada as suas representações míticas fundadoras, com ícones identitários e espaço demarcado por esteios e redes que denunciam confinamentos de determinadas famílias ou clãs.
Trata-se de uma estrutura sem paredes divisórias, sem cadeados ou trancas, regradas pelos usos e costumes de uma tradição secular, que desconhece o roubo, o furto e muito menos a miséria a reduzir as pessoas em coisas, em trapos humanos, enquanto um pequeno grupo vive no mundo da fantasia, com arrogância a se vangloriar das políticas compensatórias instituídas para conter a explosão dos miseráveis e com isso garantir a integridade da propriedade privada, o status dos dominadores e dos governantes socialmente injustos e politicamente corruptos.   

(*) É professor, antropólogo, coordenador do projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM. 
Foto: http://www.tyba.com.br/portugues/minha_conta/ampliacao.php?file=cd206_349 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

IRANDUBA: PROFESSORES RECEBEM REAJUSTE



 
Prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros.
 Encerrou ainda há pouco a reunião dos professores com o prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros. Os professores de nível médio tiveram seus salários reajustados em 12,19% e os de nível superior ficaram com 8%.
Os professores estavam reivindicando 20% de reajuste, mas a prefeitura só queria dar 4%. Para voltara a rediscutir a questão, ficou ainda acertado entre os representantes dos professores o e o prefeito de Iranduba que voltarão a sentar à mesa, daqui a 90 dias, para uma nova rodada de negociações. (Por Paulo Onofre).

ÔNIBUS MOVIDO A GÁS PODE BAIXAR PREÇO DA PASSAGEM




O ônibus movido a gás, com capacidade para 42 passageiros sentados e 35 em pé, já começou a circular em Belo Horizonte e São Paulo.
Texto: Vereador Mário Frota*
Se temos gás à vontade, o que está faltando para que esse sistema seja usado no transporte coletivo? Prometo conversar com o prefeito Arthur Neto sobre essa possibilidade.
Até junho ou julho, o Linhão de Tucurui estará chegando a Manaus. Isso quer dizer que, a partir de então, teremos energia em abundância, suficiente para suprir as necessidades da capital do Estado até o ano de 2.025.
E então o que fazer com o gás do Urucu que, para aqui chegar, gastou-se dos cofres da União R$ 5 bilhões?  Além de alimentar algumas poucas turbinas das antigas termelétricas a diesel e alguns poucos carros da frota de táxis que servem à cidade, o que mais fizeram com o gás?
O gás proveniente do Urucu pode, a partir de agora, abastecer não somente a frota de táxis, como o total dos quase mil ônibus que transportam o povo desta cidade. Tecnologia para tal já existe. Vejamos.
Testes com ônibus movidos a gás natural, com absoluto sucesso, vêm ocorrendo em Belo Horizonte e São Paulo, já há algum tempo. Ônibus em teste, de fabricação européia, no caso o Iveco Eurorider, com capacidade para 42 passageiros sentados e 35 em pé, passou nos testes com louvor, recebendo toda sorte de elogios dos técnicos que o experimentaram.
Em países como França, Itália, Espanha e Inglaterra, e nos vizinhos Venezuela, Colômbia e Argentina, esse sistema já é amplamente utilizado no transporte público. O custo operacional pode ser reduzido em até 30%, o que pode reduzir em muito o preço da passagem. Por outro lado, os veículos são bem mais silenciosos do que os barulhentos motores a diesel, sem falar que emitem 95% menos óxido de nitrogênio e 22% menos gás carbônico, esse o grande vilão na destruição da camada de ozônio que protege o planeta.
Ora, se temos gás à vontade, o que então está faltando para que esse sistema seja aqui usado com propósito de ajudar parcela significativa da sociedade usuária desse tipo de transporte coletivo? Além de já haver me manifestado da tribuna, sugerindo a implantação desse sistema em nossa Manaus, prometo pessoalmente conversar com o prefeito Arthur Neto sobre a possibilidade dessa experiência chegar até nossas rua em auxílio ao povo desta Manaus que, nos dias atuais, paga a terceira passagem de ônibus mais cara no País.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.     


PREFEITO DE IRANDUBA VIVE INFERNO ZODIACAL

Agora, pasmem! O valor que será pago, segundo os futriqueiros de plantão, é a bagatela de R$ 360.000,00, por mês, com grana oriunda do FUNDEB.
Se estivesse vivo o astrólogo Omar Cardoso, diria: "o Prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, vive um inferno zodiacal". Primeiro foram os professores que entraram em greve. E, agora, corre à boca pequena no município que a prefeitura de Iranduba fará, nos próximos dias, uma licitação com objetivo de contratar empresas para fazer o transporte escolar.
Agora, pasmem! O valor que será pago, segundo os futriqueiros de plantão, é a bagatela de R$ 360.000,00, por mês, com grana oriunda do FUNDEB.
A pergunta que não quer calar: Os locais a serem percorridos pelo transporte escolar são de grandes dimensões que justifiquem o pagamento deste valor?
Se esta licitação for realizada, e o valor a ser pago se confirmar o CONSELHO MUNICIPAL DO FUNDEB será compelido a pedir ao prefeito que apresente as planilhas de custo, que justifiquem esse valor a ser pago aos empresários. Isso é verba federal. Em caso de indícios de malversação do dinheiro público, cabe uma representação no Ministério Público Federal.
E “para não dizer que eu não falei de flores”, os funcionários da área de saúde do município ensaiam entrar em greve. E haja mesa de negociações. Do jeito vai o prefeito vai jogar a toalha, ou por outra, se tornará um grande negociador. (Por: Paulo Onofre).