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sexta-feira, 7 de junho de 2013

SAIA JUSTA NA POLÍTICA MANAUARA



O governo Artur Neto tem procurado dar continuidade às obras que se encontravam por ser concluídas
Ademir Ramos (*)
O sistema eleitoral no Brasil encontra-se ainda assentado nos interesses das oligarquias paroquiais em contraponto às metrópoles urbanas e industriais, exigindo dos governantes coalizões convenientes que afrontam a racionalidade política programática em prejuízo a qualidade da gestão republicana. É o caso da Prefeitura de Manaus, tendo a frente o renomado Artur Virgílio Neto, que com muito cuidado escolheu o seu time para governar a capital do Estado visando o reordenamento das instituições em atenção às demandas populares, incentivando o acesso as políticas públicas sob orientações da oferta de serviço de qualidade em respeito à cidadania e ao movimento social.
O governo Artur Neto tem procurado dar continuidade às obras que se encontravam por ser concluídas. Além de tocar estas obras e os serviços afins, Artur Neto tenta também ampliar suas relações junto ao governo federal com firme propósito de celebrar convênios para sanear os problemas estruturantes que impactam a cidade, sua gente ao ponto de comprometer o futuro de Manaus seguido da qualidade de vida do seu povo. O desafio é grande para construir esta liga que resulte em projetos e programas com as garantias Republicanas. Ademias, competência e habilidade no processo de gestão municipal confrontam-se com interesses eleitoreiros dos subalternos, criando uma “saia justa” na gestão da Prefeitura de Manaus.  
É o caso das propagandas do PSDB e do DEM veiculadas na mídia local. Em princípio nada de mais, contudo é importante atentar para o caráter organizacional da gestão municipal. Poder legítimo este centrado no Prefeito Artur Neto, que se valendo desse diploma legal nomeou o Deputado Pauderney Avelino (DEM) para a secretaria municipal de educação. Ambos os partidos, programaticamente fazem oposição ao governo petista. Ambos também recorrem aos programas federais do Ministério da Educação em atenção a ensino básico para proclamar a sua marca na gestão municipal provocando um nó na cabeça dos eleitores mais atentos.
As inserções partidárias na mídia são legais. O que se discute é o processo de gestão moral, político e programático sob a direção do Prefeito Artur Neto, se esta prática pega o PPS/MD também fará suas inserções dando visibilidade às obras de infraestruturas e outros feitos, deixando o Prefeito “a ver navios” no cinzento horizonte político eleitoral das alianças para 2014.  
Outros afirmam também que esta prática é marca identitária de um governo de coalizão democrático e participativo. Certamente não temos nada contra, o que discutimos é a direção política do processo de gestão municipal visto que os ensinamentos milenares de Sun Tzu dão conta que “um chefe consumado cultiva a Lei Moral e adere estritamente ao método e disciplina; portanto, está em seu poder controlar o sucesso. A mesma coisa para a tática.”
Sucesso e Tática é a marca da inteligência de um governo indutor do desenvolvimento da cidade. No passado, Artur Neto fazia referência ao conselho do Presidente Tancredo Neves, que ensinava aos catecúmenos da política, que não se deve nomear quem não se pode demitir. Na verdade, até pode, mas o mal-estar será geral, então dá-lhe corda aos afoitos para que com o seu próprio ato cometa o desespero de voar sem teto. Talvez seja esta a tática, sabe lá.   

(*) É professor, antropólogo e coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.   


ARQUEOLOGIA MOSTRA SUAS DESCOBERTAS EM ITACOATIARA





                                                Ellza Souza (*)
A abertura da I Mostra de Arqueologia e Patrimônio do Baixo Urubu na noite do dia 28 de maio de 2013 em Itacoatiara, foi intensa para mim. Ver aquelas pessoas, os convidados e a comunidade em geral, curiosas, em torno daqueles fragmentos que contam histórias de quem viveu em lugares como Silves e Itacoatiara, região do baixo rio Urubu, onde foram encontrados. Para chegarmos até aqui com esse conhecimento tão avassalador e moderno, precisamos das civilizações que viveram antes da gente e nos deram  outros conhecimentos, outras experiências. Precisamos, sim, da arqueologia, da ciência como um todo, para nos dar entendimento dessa evolução e dessas culturas. Pessoas conhecidas como o historiador Francisco Gomes da Silva, a pedagoga Glória Saenz, o representante do Grupo André Maggi, a Secretária de Educação do município, a arqueóloga e responsável pelo projeto Helena Lima e outros.
Por isso me interesso pela arqueologia e fui a essa exposição, em Itacoatiara. A experiência valeu muito a pena. Como disse a coordenadora do projeto Baixo Urubu, Helena Lima: “Na arqueologia ninguém trabalha sozinho” e que venham mais interessados nesse estudo principalmente em relação à Amazônia que, por falta de interesse da sociedade (governo e povo), muito está se perdendo irremediavelmente mas ainda temos muito a salvar e entender. A peça que mais chamou a atenção na mostra foi uma urna funerária encontrada em boas condições no sitio arqueológico de Jauary em Itacoatiara à beira do rio Amazonas, em terras onde será construído o estaleiro da Hermasa.
A exposição acontece até o dia 14 de junho no Centro Cultural Velha Serpa, um belo prédio revitalizado onde funcionou o Matadouro da cidade. A exposição nesse espaço vale também pelo resgate do equipamento, do piso, de fotos, de alguns traços arquitetônicos que servem para avaliação de uma época e de sua história.

“QUERO LIDAR COM VIDAS”
Na noite de abertura da exposição em Itacoatiara um jovem logo me chamou a atenção. Sério, empertigado mas tinha um semblante de felicidade. Fui até ele e marquei uma conversa para depois do evento. Trata-se de Dhalton Jorge Marques Sá, 14 anos, aluno do primeiro ano do ensino médio. Itacoatiarense, foi o vencedor do concurso de redação sobre arqueologia que aconteceu na cidade em 2012. Dhalton, sempre ao lado do orgulhoso pai, Gleuber, professor de Educação Física, me contou que em sua redação, de três laudas, tratou da função que a arqueologia exerce sobre a comunidade; o papel da arqueologia no mundo moderno e ainda discorre sobre a escavação no terreno do Estaleiro da Hermasa onde foi descoberta a maioria dos fragmentos expostos.
“Quero para mim é lidar com vidas”, disse Dhalton. E explicar melhor: “Quero ser socorrista e arqueologia é a minha segunda opção”. Porque arqueologia, perguntei. “Ela resgata coisas que a maioria não quer descobrir”. Os amigos do jovem estudante lhe perguntam: “Pra escavar fósseis”?

E Dhalton nos dá uma aula:

“Eles desconhecem a arqueologia”.
“O Projeto Baixo Urubu é importante porque mostra pra comunidade o valor que a arqueologia tem”.
“Não interessa o nosso presente se não soubermos o nosso passado, as nossas origens”.

(*) É escritora, jornalista e articulista do NCPAM/UFAM.




ESCOLAS PRECÁRIAS

O mérito dessa pesquisa é mostrar que a precariedade das escolas, tanto públicas quanto privadas, é um problema generalizado. Girlene Ribeiro de Jesus, da Universidade de Brasília, que participou do trabalho, disse que, por mais que esperassem resultados ruins, os pesquisadores se chocaram com a quantidade de escolas classificadas no nível "elementar".
Não haverá milagre que faça a educação brasileira dar o salto necessário para colocar o País entre os mais desenvolvidos do mundo se não forem superados os entraves básicos, a começar pela infraestrutura das escolas. O retrato de décadas de descaso, em que a construção de boas escolas não passou de mera promessa em sucessivas campanhas eleitorais, está num levantamento divulgado pelo movimento Todos pela Educação, segundo o qual 44,5% dessas unidades dispõem somente do mínimo para seu funcionamento, isto é, água, banheiro, energia, esgoto e cozinha. Não têm biblioteca, quadra de esportes e laboratório, itens considerados necessários para que o aprendizado se desenvolva de modo satisfatório. Apenas 0,6% dos estabelecimentos pesquisados têm estrutura completa. É um quadro desalentador.
A pesquisa tomou como base o Censo Escolar de 2011. Naquele ano, estavam em funcionamento quase 195 mil escolas, cujos diretores responderam a um questionário a respeito dos recursos disponíveis nos estabelecimentos. A metodologia do estudo levou em conta que nem todas as escolas necessitam de determinados equipamentos ou espaços, como berçário.  
Com isso, foi feita uma escala de categorias de infraestrutura que considera as diferentes etapas de aprendizado. A categoria "elementar" é aquela do mínimo necessário. Já na categoria "básica", além de água e esgoto e energia elétrica, incluem-se aparelhos de TV e DVD, computadores, impressoras e sala da diretoria. O nível "adequado" demanda a presença de tudo isso mais acesso à internet, sala de professores, biblioteca e espaços para o desenvolvimento motor e o convívio social dos alunos.
No último nível, o das escolas "avançadas", aparecem também laboratório de ciências e estrutura para atender alunos com necessidades especiais. Para os pesquisadores, esse é o cenário considerado "mais próximo do ideal" - e que é quase inexistente na rede educacional do País. O mérito dessa pesquisa é mostrar que a precariedade das escolas, tanto públicas quanto privadas, é um problema generalizado. Girlene Ribeiro de Jesus, da Universidade de Brasília, que participou do trabalho, disse que, por mais que esperassem resultados ruins, os pesquisadores se chocaram com a quantidade de escolas classificadas no nível "elementar".
As diferenças regionais são ainda mais graves. Na Região Norte, 71% das 24 mil escolas têm infraestrutura apenas "elementar". No Nordeste, o porcentual é de 65,1%, enquanto no Sudeste é de 22,7%, no Sul é de 19,8% e no Centro-Oeste, de 17,6%. Mesmo nas regiões mais avançadas, a maioria das escolas encontra-se no nível "básico". No Sudeste, apenas 19,8% são consideradas "adequadas".
Há também diferenças significativas quando se analisam as redes federal, estadual e municipal. No nível federal, a maioria das escolas (62,5%) são "adequadas" ou "avançadas". Já a maioria das escolas estaduais (51,3%) está na categoria "elementar", enquanto 62,8% das escolas municipais encontram-se nas categorias "elementar" e "básica". É na esfera municipal, aliás, que o problema parece mais acentuado, pois é nessa rede que se concentram quase 100% das escolas que estão mais próximas do piso da categoria "elementar".
O estudo também confirma a percepção de que a precariedade estrutural das escolas é um problema bem mais acentuado no campo do que na cidade. Das escolas da zona rural, 85,2% estão no nível "elementar", ante 18,3% nas áreas urbanas. Mesmo as escolas particulares - muitas das quais são apenas caça-níqueis espalhados pelo País - apresentam graves problemas. Nada menos que 72,3% desses estabelecimentos têm infraestrutura apenas "elementar" ou "básica".
No momento em que se discute qual porcentual do PIB deve ser destinado à educação, é importante ter em conta quais são as reais prioridades para que se alcance a tão almejada revolução educacional - e é evidente que as condições materiais das escolas desempenham nela um papel crucial.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,escolas-precarias-    ,1038236,0.h
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

DELEGACIA DE IRANDUBA É UM BARRIL DE PÓLVORA




J. Ray, correspondente da Rádio Difusora, está preocupado com esta situação
Existem 40 presos se acotovelando, o que transforma o local em um verdadeiro barril de pólvora que, a qualquer momento, pode se transformar numa grande explosão.

O 31º DIP não pode ser utilizado como presídio. Os vereadores de Iranduba deveriam acionar a Comissão de Direitos, da OAB, para fazer uma visita naquele local que, segundo informações, detentos ficam algemados até no corredor por falta de vagas nas celas.
O DIP, de Iranduba, tem duas celas com capacidade para 16 detentos, no entanto, com a superlotação existem 40 presos se acotovelando, o que transforma o local em um verdadeiro barril de pólvora que, a qualquer momento, pode se transformar numa grande explosão.
Lembro ao amigo J. Ray, correspondente da Rádio Difusora, que está preocupado com esta situação, que, agora, não se pode cobrar do Delegado que os presos fiquem melhores acomodados, uma vez que o espaço físico da unidade prisional é diminuto. Acredito que o Secretário de Segurança Pública, deverá tomar providências no sentido de transferir alguns presos para diminuir a superlotação, antes que ocorra uma rebelião, que venha redundar em uma fuga em massa com vítimas. (Por: Paulo Onofre).