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sexta-feira, 19 de julho de 2013

XINAIK PENSA QUE O POVO DE IRANDUBA É LESO E QUE VAI ENGOLIR ESSA LAMBANÇA

Xinaik acha que em Iranduba, só tem gente leso, que vai engolir essa lambança
HOJE, FOI CONSTITUÍDA UMA COMISSÃO DE VEREADORES PARA INSPECIONAR O INCHAÇO NA FOLHA DE PAGAMENTO DA PREFEITURA DE IRANDUBA. NA INTEGRA O DECRETO LEGISLATIVO.
Decreto Legislativo nº 14/2013-CMI?GP
A Câmara Municipal de Município de Iranduba DESIGNA vereadores a compor a Comissão de Inspeção e Apuração na Secretária de Administração e Planejamento - SEMAP, criada pelo poder executivo e dá outras providencias.
*Considerando que é atribuição da Câmara, fiscalizar o Poder Público;
*Considerando o aumento elevado da folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Iranduba, nos ultimos meses comprometendo o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
*Resolve designar os vereadores Ernanes José Lima Rocha, Antonio Gerlane Rodrigues de Lima e Raimundo José França Azevedo, para compor a Comissão, a mesma terá dezoito dias para a conclusão dos trabalhos.

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Senhor prefeito Xinaik Medeiros, senhores vereadores, vocês acham que em Iranduba, só tem gente leso, que vai engolir essa lambança de vocês, essa pseuda investigação?

Agora, me expliquem uma coisa, que eu quero entender, os vereadores que são num total de 13, cada um tem 2 funcionários, lotados em seu gabinete, disponibilizados pela prefeitura. Isto tem um custo de RS 56.000,00 ao erário público. Se os senhores vereadores quiserem fazer um trabalho para valer, devolvam à prefeitura todos os funcionários de cargos comissionados, lotados em seus gabinetes para que a prefeitura os exonere.
O que é mais agravante, é que alguns servidores nem sequer trabalham, somente recebem seus salários. A partir dai vocês, nobres edis, começarão a fazer economia ao erário público, e passarão a dar o bom exemplo, pois tem aquele adágio popular que diz: "o exemplo tem que começar de casa".
Eu, particularmente, tenho opinião formada sobre o resultado conclusivo dos trabalhos desta Comissão. Será o seguinte: como este grupo de vereadores é ligado ao prefeito, que precisa explicar as sandices administrativas cometidas pelo Chefe do Executivo Municipal, antecipo a conclusão que será essa, "O CULPADO É O MORDOMO", como naqueles filmes de suspense. Como a prefeitura de Iranduba, não tem mordomo, vamos culpar a ex-secretária de administração. “Ela é carta fora do baralho e não tem como se defender”, confabulam entre eles “a nossa barra aí fica limpa, enganamos de novo os eleitores” kkkkkkkkk.
Senhor prefeito Xinaik Medeiros, senhores vereadores, vocês acham que em Iranduba, só tem gente leso, que vai engolir essa lambança de vocês, essa pseuda investigação?
Ora, tenham paciência! Prefeito, se o senhor realmente quisesse fazer alguma coisa séria, vossa excelência teria contratado uma empresa de respeitabilidade para fazer auditoria nas contas da prefeitura para saber exatamente o valor das dívidas herdadas da administração anterior.
Agora, vou lhe dar uma sugestão prefeito Xinaik: deixe de fazer maluquice administrativa porque o senhor está se tornando folclórico. (Por: Paulo Onofre).

    


IRANDUBA: QUIPROCÓ NA REUNIÃO NO LAGO DO LIMÃO



Xinaik Medeiros, o aprendiz de prefeito: amado por uns e odiado por outros, cria quiprocó no Lago do Limão

“Esse seu prefeito, minha senhora, é um mentiroso”, daí para frente foi um quiprocó; aliados defendiam Xinaik e o grupo de oposição que participava da reunião largava o malho.
A Secretaria de Ação Social, de Iranduba, recebeu um convite dos moradores do Lago do Limão para participar de uma reunião com os moradores do local.
Como forma de se precaver contra possíveis dissabores, a titular da pasta pediu a um assessor que fosse ao local preparar o terreno para sua chegada, no retorno da comunidade o ‘aspone’, chegou à Secretaria, esbaforido, dirigiu-se de imediato a sala da secretária, entrou e foi logo tascando: “madame estive no Limão e a  minha opinião é que a senhora não deva ir a esta reunião”, passando a elencar  uma série de motivos, que culminava na impopularidade do prefeito.
Diante do quadro exposto pelo servidor, a secretária decidiu designar um grupo de assessores para participar do encontro. Na chegada os visitantes foram recepcionados por um grupo de aliados do prefeito, sendo em seguida servido um lanche, para então darem início a reunião.
No começo do encontro a assistente social, que representava a secretária, fez um relato da administração do prefeito Xinaik Medeiros, enfatizando que “nunca, na história do município de Iranduba, as comunidades tinham sido tão bem assistidas pelo poder público na área social, como na administração do prefeito Xianaik” e continuou dizendo que “foi preciso que um ‘filho da terra’ fosse eleito Chefe do Poder Executivo Municipal, para que as ações sociais pudessem ser priorizadas”.
Sentada em uma cadeira no fundo da sala, estava dona Rosa, moradora do Lago do Limão, há algumas décadas. Ela tem problemas de audição devido a sua idade avançada e durante a reunião, volta e meia levantava e sentava. Como tinha dificuldade em escutar o que estava sendo explanado, levantou-se então a veneranda senhora e pediu que a nobre representante da secretaria que repetisse o que havia dito. Educadamente, sem titubear, a representante do Poder Executivo Municipal, voltou a fazer elogios à administração do prefeito.
Sendo logo em seguida interrompida por dona Rosa, que pediu para usar a palavra e foi direta no assunto como um tiro só, saiu com essa perola: “esse seu prefeito, minha senhora, é um mentiroso”, daí para frente foi um quiprocó; aliados defendiam Xinaik e o grupo de oposição que participava da reunião largava o malho.
Aturdida a representante da secretaria, pediu a palavra e deu por encerrada a fatídica reunião. (Por: Paulo Onofre)


























quarta-feira, 17 de julho de 2013

EMPRESAS DE TRANSPORTES SONEGAM INSS E FGTS



Rodoviários fazem ameaça de greve caso patrões não recolham o INSS e o FGTS dos trabalhadores.
Os empresários do setor de transporte avisaram que se não houver um acordo, e tiverem que recolher os encargos sociais em atraso, os ônibus não sairão das garagens por falta de dinheiro para comprar diesel.
Em audiência conciliatória no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre a diretoria do sindicato dos rodoviários e das empresas de transporte urbano, que aconteceu hoje, o representante do sindicato patronal foi enfático em afirmar que as empresas, eram devedores do fisco, mas que não existe dinheiro para pagar as dívidas do FGTS e INSS dos trabalhadores.
Será que na última licitação que aconteceu em 2011, as  empresas que  foram  vencedoras do certame licitatório, tinham suas Certidões Negativas de Débito desses encargos sociais? Por que a lei da “ficha suja” não se aplica a essas empresas prestadoras de serviço público e só se aplica para o cidadão comum que tenta trabalhar no serviço público? Por que a Prefeitura, como poder concernente, não cobra mensalmente das empresas de transporte, as cópias dos recolhimentos dos encargos sociais. Acredito que está na hora de os nossos parlamentares corrigirem estas distorções na lei de Concessão de Serviço Público.
Os empresários do setor de transporte avisaram que se não houver um acordo, e tiverem que recolher os encargos sociais em atraso, os ônibus não sairão das garagens por falta de dinheiro para comprar diesel. Em outras palavras: os empresários quiseram dizer que “devem e não negam, mas irão pagar quando quiserem.
Isto é brincadeira, um abuso. Que declaração infeliz e acintosa. Está na hora da Prefeitura acordar, se antecipar aos fatos e enviar logo uma mensagem à Câmara Muncipal de Manaus (CMM), abrindo um novo Edital de Licitação desse serviço, antes da “vaca ir para o brejo”. A outra alternativa é a PMM adotar normas de forma que  obtenha informações doravante sobre os depósitos dos encargos sociais dessas empresas, conforme sugestão que damos  a seguir:  
1º-Todo dia 15 de cada mês subsequente ao vencido as empresas concessionárias de serviços públicos de transportes coletivos concedidos do município de Manaus deverão encaminhar ao Poder concedente, cópia dos seguintes documentos:
a - Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
b - Recolhimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
c - Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
- Esta Emenda entra em vigor a partir da data de sua publicação.
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Acredito esta ser a forma mais eficaz de controlar as empresas concessionárias do transporte, para que as mesmas não prossigam a manter este índice alto de inadimplência. (Por: Paulo Onofre).
            

INDIGNAÇÃO E ESPERANÇA



No Brasil, o enfrentamento vindo das ruas fez acordar os poderes – executivo, legislativo e judiciário – com ênfase nos valores éticos republicanos, fincando posição contra a corrupção, a impunidade e a imoralidade corrosiva a contaminar as instituições democráticas, em particular, os partidos políticos.
Ademir Ramos (*)
A química dos movimentos populares exige dos seus intérpretes capacidade de compreender não só a sua forma, mas, sobretudo, a racionalidade que opera a força em direção ao centro das disputas dos interesses em questão. Os elementos em formação quando em movimento são capazes de alterar o sistema, provocando mudanças em toda cadeia produtiva, em particular, nas estruturas orgânicas diretivas em atenção à totalidade do corpo como agente capaz de pulsar vida, indignação e esperança numa determinada conjuntura política nacional. Esta química converte-se em relação criando redes de participação a se mover numa perspectiva coletiva rumo às praças e ruas, ganhando dimensão social e adquirindo resistência no enfrentamento com os poderes instituídos. Esse corpo em combate ganha configuração variada posicionando-se estrategicamente de acordo com a Forma de Governo constitucional.
No Brasil, o enfrentamento vindo das ruas fez acordar os poderes – executivo, legislativo e judiciário – com ênfase nos valores éticos republicanos, fincando posição contra a corrupção, a impunidade e a imoralidade corrosiva a contaminar as instituições democráticas, em particular, os partidos políticos. O grito uníssono das ruas bateu forte em Brasília deixando a Presidência da República fora do chão, com discurso desconexo, com claro sintoma de transtorno político assentado na mesmice burocrática sem perspectiva de se reinventar frente às demandas populares. Mais estonteante ainda foi à postura dos partidos de oposição que sem proposta estruturante reduziram o fenômeno das ruas numa questão eleitoral, perdendo, dessa feita, uma grande oportunidade de revitalizar suas forças com o calor das ruas, mostrando o quanto estão despreparados também para dialogar com os movimentos sociais e demais atores, destacando a política não mais como mercadoria, mas, como instrumento de afirmação da plena cidadania.
O fato é que alguns políticos profissionais aliados com alguns representantes das classes dirigentes tanto do planalto como das ribeiras e planícies apostam no definhamento dos movimentos de rua, apostando que tudo não passou de “fogo de palha” , não alterando o curso da história. Significa dizer que a roubalheira vai continuar e assim sendo a corrupção e a impunidade triunfará contra a grita geral do povo nas ruas por justiça. No entanto, resta-nos transformar nossa indignação em possibilidade de mudança, participando das frentes sociais que sonham com um outro Brasil estruturado sob o Regime Parlamentarista em respeito à soberania assentada nos movimentos populares valendo-se das mídias sociais como instrumento de controle das principais reformas política e tributária, repensando o processo federativo e o reordenamento dos entes federados combatendo desigualdade regional e social.
O enfrentamento nesse campo é político e suprapartidário. Contudo, temos pela frente um processo eleitoral a ser considerado. E tudo indica que as regras não deverão mudar a contento, exigindo dos eleitores e, principalmente, dos ativistas sociais uma seleção criteriosa dos candidatos a serem escolhidos nas urnas. Para esse fim, é necessário combater as coligações partidárias, criminalizar os partidos políticos e exigir o cumprimento da Lei da ficha limpa. Enfim, esse é o bom combate que qualquer cidadão (ã) de bem deve participar em garantia do presente e do futuro do Brasil.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM.