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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O FANTASMA DO DESEMPREGO E O FUTURO DO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS É A PAUTA DO JARAQUI



O Projeto Jaraqui, do último sábado (10), contou com a presença de Carol e do vereador Mário Frota

A PERGUNTA DESTE SÁBADO  É...

Você quer que os mensaleiros condenados 
sejam imediatamente presos?  

SIM ou Não?


No sábado (17), das 10 às 12h, o Projeto Jaraqui, na Praça da Polícia, na República Livre do Pina, estará reunido para discutir o fantasma do desemprego que ronda o Polo Industrial de Manaus, a situação de saúde dos trabalhadores (as), as novas frentes de investimentos para diversificar a economia regional numa perspectiva de assegurar novos postos de trabalho e o fortalecimento das plataformas de desenvolvimento no estado.  Participarão dos debates na Tribuna do Jaraqui, o economista Osires Silva, os representantes das Centrais Sindicais e o Secretário Executivo de Pesca e Aquicultura da Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas, Geraldo Bernardino, falado da potencialidade da economia pesqueira dos rios e lagos do Amazonas e os investimentos que vem sendo feito no Amazonas e demais estado da região.
Na oportunidade, no último bloco do Jaraqui o vereador Bibiano (PT) estará na Praça do Jaraqui para lançar sua cartilha sobre o poder popular e o controle social. Da mesma forma, o Movimento Socioambiental S.O.S Encontro das Águas estará informando sobre o Tombamento do Encontro das Águas e o processo de sinalização comunitário para salvaguardar esse patrimônio cultural do Amazonas e do povo brasileiro com a participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A PERGUNTA É...

Todos os sábados, o Jaraqui faz uma consulta pública na Praça buscando mensurar a vontade do povo sobre determinado tema que politicamente afeta a todos (as). A pergunta deste sábado é:
Você quer que os mensaleiros condenados sejam imediatamente presos? – SIM ou Não.

Contato: 9984-1256 (professor Ademir Ramos)

MANIFESTAÇÕES E PASSEATAS



Roberto DaMatta (*)
O repórter fuzilou: professor, como explicar essas manifestações? Não é fácil ser professor e cronista. O papel de cronista leva para uma querida reclusão, para uma ampla liberdade interior. O de professor tem uma face inevitavelmente resignada, coercitiva e pública. O resultado é que o meu pobre eu, que melhor do que ninguém entende a sua imensa ignorância, brigava com o meu senso de responsabilidade pública. Esta, queria colaborar; aquele, conhecedor dos seus limites, só queria dizer o que ninguém disse: que eu não sei, que ninguém sabe ou sabia...
Que falar do mundo é um palpitar de ignorâncias e aproximações. Que o futuro a Deus pertence e que o futuro, como ensinava Santo Agostinho, é o presente prolongado. A Certeza, essa deusa em cujo altar depositamos flores (e grana), é tão difícil quanto a Verdade. A "notícia" é justamente o imprevisto que desmancha planos e, supomos, aponta caminhos. A vida é cheia de surpresas. Projetos perfeitos para melhorar o Brasil produziram efeitos contraditórios. A esquerda, como disse o próprio Lula, não estava velha? E a popularidade de Dilma não subiu? E os fatos envolvendo o PSDB? Afinal, é tudo farinha do mesmo saco?
Nossas ações têm consequências imprevistas. O bem pode gerar o mal e até mesmo a má-fé pode engendrar o bem. Aliás, o ditado - há males que vêm para o bem - diz muito quando é lido pelo avesso: há bens que vêm para o mal. Tudo o que fazemos, leitores, deixa rastro, por mais calculistas, delicados ou cautelosos que possamos ser.

***
Então, professor, como explicar o atual momento? Pensei imediatamente na dificuldade que tem o pensamento moderno (que privilegia o indivíduo) para entender algum movimento coletivo (no qual o ator é uma coletividade). A soma não nos intriga, mas a interligação nos deixa apalermados. Curioso como a tecnologia trás de volta o mundo como um todo. Agora mesmo, Obama discute um modo de disciplinar a espionagem global que, do ponto de vista dos Estados Unidos, faz parte de sua patriótica defesa. Uma tecnologia específica nos obriga a tomar consciência de suas implicações abusivas e relembra a totalidade da qual somos parte.
Lembrei-me do Lévi-Strauss de Tristes Trópicos (de 1955) quando, com aquela sua excepcional visão distanciada que transforma tudo o que é atual e presente em algo minúsculo e relativo, afirma que todo avanço tecnológico implica um óbvio ganho, mas igualmente uma perda. Freud, adverte em 1930, em O Mal-estar na Civilização, como é um engano pensar que o poder sobre a natureza - esse apanágio de nossa "civilização" - seja visto como o centro da felicidade. Falamos com um filho que está em outra cidade pelo telefone, ou lemos a mensagem de um amigo querido que fez uma longa viagem. Curamos igualmente muitas doenças e prolongamos a vida. Mas isso não prova um estado permanente de felicidade. Muito pelo contrário, tais exemplos não seriam a prova de um "prazer barato"? Como, numa noite fria, colocar a perna para fora do cobertor e depois cobri-la novamente? Porque, acrescenta Freud, se jamais tivéssemos saído da aldeia, nossos filhos e amigos estariam ao nosso lado e toda essa tecnologia seria inútil. Ademais, complementa, "de que nos vale uma vida mais longa se ela for penosa, pobre em alegrias e tão plena de dores que só poderemos saudar a morte como uma redenção?".
Em seguida a essas observações realistas (e proféticas) mais do que pessimistas, como o próprio Freud as classifica, ele chega a um ponto essencial: não temos o direito de considerar que um estado subjetivo, como a nossa felicidade, seja imposto a outras pessoas, épocas e coletividades. Mudar de ponto de vista e relativizar é uma sabedoria e uma cambalhota.
O controle da natureza não justifica o controle sobre outras formas de vida.

***
Sou visitado por minhas netas, jovens, animadas, lindas como uma praia de Janeiro e cada qual abastecida de um celular. Amorosas, elas conversam com o avô, mas nenhuma deixa de teclar o seu aparelho, que é mais uma prótese a provar a nossa sempre carente humanidade. Contador inveterado de histórias, lembro de um evento ocorrido quando era menino e vi meu pai feliz tirando de sua pasta maços de dinheiro cheiroso - uma bolada! - a qual correspondia a um aumento de salário pago retroativamente. Somos reativos: só agimos depois das tragédias e dos escândalos; mas somos também retroativos porque, dependendo da categoria e da pessoa, o "governo" paga direitos passados. O "legal" é tão generoso como um beijo na boca...
Logo percebi que as netas ouviam pela metade. Claro: cada uma delas estava enredada, falando ao mesmo tempo com outras pessoas as quais eram muito mais (ou tão) reais quanto eu com meu corpo e minhas fábulas infelizmente permanentes.
Entendi que minhas netas não estavam sós. Cada qual era uma multidão. Uma delas, inclusive, manifestou que contava o que eu contava para mais dez amigas - na hora e no ato. Eu pensei estar num encontro de família e estava, sem sair de casa, numa passeata.
(*) É professor, antropólogo e articulista do Estadão.  

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

UNINORTE: PREFEITURA DE IRANDUBA DÁ MAIS UM CALOTE


DÍVIDA DE R$ 233 MIL DA PREFEITURA DE IRANDUBA COM O UNINORTE DEIXA ACADÊMICOS FORA DA SALA DE AULA E COM OS NOMES SUJOS NO SPC/SERASA
Uma comissão de estudantes do Centro Universitário do Norte (Uninorte/Laureate) que têm bolsas de estudo fornecidas pela Prefeitura de Iranduba foi à Câmara de Vereadores nesta terça-feira (13) para pedir o apoio dos membros do Poder Legislativo no sentido de sensibilizarem o prefeito Xinaik Medeiros a resolver um impasse que está impedido as turmas de assistirem aulas há uma semana e meia.
Segundo os acadêmicos, pelo fato de a Prefeitura estar inadimplente em relação ao convênio firmado com a instituição, a entrada deles na faculdade está vetada. Além disso, 52 universitários estão com os nomes no SPC/ SERASA pelo mesmo motivo. “Cada bolsista responde solidariamente pela dívida”- revelou uma fonte.
Joel Ramos, um acadêmico do curso de direito, disse na tribuna da Câmara Municipal durante a sessão ordinária que tentou conseguir empréstimo bancário para pagar a própria faculdade, mas descobriu que está com o nome negativado nas instituições de proteção ao crédito.
O secretário municipal de economia e finanças, Davi Queiroz Félix, que esteve na sede do Legislativo para fazer uma espécie de prestação de contas dos dois meses e 20 dias em que está à frente da pasta, revelou que a dívida da Prefeitura de Iranduba para com o Uninorte/Laureate é de R$ 233 mil, sendo R$ 84 mil (valor corrigido) do ano passado (últimos meses da gestão do ex-prefeito Nonato Lopes) e R$ 149 mil deste ano.
Ainda de acordo com as declarações de Davi Queiroz, em janeiro deste ano a Prefeitura chegou a negociar a dívida com a instituição de ensino superior, deu parte do dinheiro, mas não pagou as duas parcelas seguintes, no valor de R$ 32 mil cada uma.
O secretário da SEMEF também declarou desconhecer qualquer documento referente ao contrato da Prefeitura com o UNINORTE. Acrescentou que foi à instituição na semana passada juntamente com o prefeito Xinaik Medeiros apenas para acompanhar a comissão de universitários que o convidou, mas a responsabilidade de tratar deste assunto é da Secretaria Municipal de Administração e Planejamento e da Assessoria Jurídica da Prefeitura.
Ontem às 17h houve uma reunião na Câmara Municipal de Iranduba (CMI) entre o prefeito Xinaik Medeiros, vereadores e representantes dos universitários para tratar do assunto.
Isso está acontecendo na administração do Prefeito Xinaik porque ele não quer escutar a opinião dos pobres mortais – que são seus eleitores. Xinaik já fora aconselhado a mandar fazer uma auditoria nos cofres da prefeitura para conhecer o tamanho das dívidas herdadas do mandato passado.
Agora, os alunos correm o risco de perder o semestre. Alguns acadêmicos já estão prestes a concluir o curso.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

PROJETO JARAQUI FAZ HOMENAGEM A EVANDRO CARREIRA



Os coordenadores do Projeto Jaraqui vão realizar uma feijoada para homenagear os 86 anos do ex-senador Evandro Carreira que acontece no dia 24 de agosto (sábado). O evento será realizado no Clube Almirante, localizado no bairro de Santo Antonio, próximo a sede da Câmara Municipal de Manaus.
De acordo com Paulo Onofre, coordenador do projeto Jaraqui, o ex-senador Evandro Carreira já faz parte da história do Amazonas como o primeiro senador da República a falar sobre ecologia e desenvolvimento auto-sustentável como forma de preservação ambiental para a Amazônia.
Na oportunidade serão convidados para a homenagem à Evandro, vários contemporâneos como: o prefeito Arthur Neto, o vereador Mário Frota, a ex-vereadora Otalina Aleixo, a ex-deputada estadual e federal Beth Azize, ex-vereador J. Aquino, o Carrapeta, dentre outros.
Para o professor da Ufam e antropólogo, Ademir Ramos, o Projeto Jaraqui é uma tribuna popular que tem como um dos objetivos fiscalizar as atividades do Poder Público, dando voz à sociedade constituída e ao povo que não tem representatividade no parlamento. “Mas o Jaraqui não é só para criticar. Vamos reconhecer o trabalho de grandes amazonenses que dedicaram a sua vida pública para contribuir com o progresso da região. Já homenageamos o Amecy Souza e, agora, o ex-senador Evandro Carreira”, explica. (Por: Paulo Onofre).