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quarta-feira, 8 de julho de 2015

ESTUDANTES DE JORNALISMO REALIZAM PESQUISA EM IRANDUBA




A estudante de jornalismo, Camila Dourado, vai comandar as pesquisas em Iranduba
       Estudantes de jornalismo estão programando fazer enquetes de opinião pública nos municípios da Região Metropolitana de Manaus para saber os níveis de aceitação das administrações municipais.
O inicio da enquete esta marcada, para o primeiro sábado de agosto quando um grupo formado por  estudantes de jornalismo,  vai fazer uma consulta ao TRE, para verificar se não há impedimento legal, para realização da pesquisa.
 O grupo de pretende iniciar os trabalhos em Iranduba. O objetivo dos estudantes é colher dados sobre a aceitação e índice de rejeição de prefeitos dos municípios.
Segundo a coordenadora da enquete, a bacharelando em Comunicação Social, Camila Dourado, informou que serão visitados moradores das seis maiores comunidades de cada região, além da sede do município.
A ideia, de acordo com Camila, é entrevistar cerca de, 500 pessoas para participar da pesquisa. Na enquete que será realizada em Iranduba, a cédula impressa vai ter a seguinte pergunta:
QUAL A SUA AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO XINAIK MEDEIROS? 

(  ) BOA
(  ) REGULAR
(  ) RUIM

 Façam suas apostas (Por: Paulo Onofre).

ENTENDENDO O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO.






* ARTIGO DO GEORGE CASTRO
 No último dia 25 de junho, no apagar das luzes, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-Am) aprovou o Plano Estadual de Educação (PEE). Digo no apagar das luzes porque este era o último dia do prazo dado pelo Ministério da Educação (MEC) para que todos os estados e municípios tivessem apresentado seus planos.
A correria foi grande, tanto nas assembleias legislativas quanto nas câmaras de vereadores de todo o país. Só para se ter ideia, dos 5.570 municípios de todo país, 1801 apresentaram seus planos entre os dias 23 e 25 de junho. Por aí se pode imaginar o quanto este processo foi acelerado, gerando planos que certamente não tiveram um amplo debate nas casas legislativas, não pelo menos na profundidade que o tema exige.
Espantosamente a discussão na maioria dessas casas se deu em torno das questões de gênero, com manifestações e vários protestos Brasil afora. Outras questões igualmente importantes foram menos discutidas e, portanto, podem gerar problemas futuros por conta do espaço diminuto que tiveram dentro do debate. Isto ocorreu, por exemplo, quanto às questões relativas ao ensino superior nas universidades estaduais, a colaboração dos estados para a formação de mestres e doutores, a educação inclusiva e a valorização da carreira docente.
Para se entender o que são os planos
estaduais e municipais de educação
Em 25 de junho de 2014, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei No 13.005, aprovando o Plano Nacional de Educação (PNE). O plano trouxe 20 metas a serem atingidas nos próximos 10 anos, são metas importantes que vão desde a ampliação da oferta para a educação infantil até o número de mestres e doutores que os cursos de pós-graduação devem formar nos anos de vigência do plano.
Para cada uma das 20 metas o PNE trouxe um conjunto de estratégias para que elas (as metas) possam ser atingidas. No que tange os estados e municípios o PNE estabeleceu em seu artigo 8º, que:
“Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei.”
Quando estipulou esse prazo (de um ano) para a elaboração dos Planos Estaduais de Educação (PEE’s) e Planos Municipais de Educação (PME’s), que terminou no último dia 25 de junho, o PNE estabeleceu o que para muitos foi um prazo inexequível, tendo em vista um planejamento adequado e um amplo debate. Sendo assim, a correria que se viu na última semana já era até esperada.
Vale ressaltar que os PEE’s obedeceram, ou deveriam ter obedecido, etapas bem definidas. A primeira delas foi a elaboração de um diagnóstico a respeito da rede estadual de ensino levando-se em consideração as 20 metas do PNE. A partir desse diagnóstico e de proposições iniciais para se atingir cada uma das metas, partiu-se para as audiências públicas a fim de se discutir com a sociedade tanto o diagnóstico quanto as proposições iniciais.
Consolidado o plano a partir do diagnóstico inicial e das audiências públicas, o PEE deveria seguir o fluxo indo para as assembleias legislativas. Lá novas discussões foram, ou deveriam, ter sido feitas em torno dos principais aspectos concernentes as metas a serem alcançadas.
A etapa final deste documento é o gabinete dos governadores para que então seja sancionado e publicado em diário oficial.
Nos municípios os planos deveriam ter seguido fluxo idêntico alinhando-se com o PNE e o PEE.
Estabelecendo todas essas etapas o governo federal tentou assegurar a participação social nas discussões dos planos estaduais e municipais, e ao mesmo tempo garantir que esses planos estivessem articulados entre si (Estado/Municípios) e, principalmente, com as metas do PNE. Criou-se a expectativa que as discussões se encaminhassem para os contextos específicos dos estados e municípios, conseguindo desta forma contemplar a realidade de cada um.
Desta forma os planos foram idealizados para ser um constructo coletivo cujas metas e estratégias dialogassem, e emergissem, a partir das diversas realidades existentes nos 5.570 municípios brasileiros, contemplando assim as necessidades específicas de cada um deles.
As metas do PNE
Entendendo que muito se fala e pouca visibilidade se dá a essas metas, resolvemos mostrar seus conteúdos para que o leitor possa fazer sua avaliação sobre cada uma. Lembrando que os planos estaduais e municipais devem estar comprometidos com cumprimento dessas 20 metas do PNE.
Em alguns estados projetou-se a educação para além das metas do PNE, criando inclusive metas complementares, o que é bem-vindo desde que tenha sido feito de forma lúcida e debatida com a sociedade.
Vejamos as metas:
Meta 1: universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE.
Meta 2: universalizar o Ensino Fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE.
Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento).
Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.
Meta 5: alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental.
Meta 6: oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica.
Meta 7: fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb: 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental; 5,5 nos anos finais do ensino fundamental; 5,2 no ensino médio.
Meta 8: elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Meta 9: elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional.
Meta 11: triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público.
Meta 12: elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público.
Meta 13: elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores.
Meta 14: elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 25.000 (vinte e cinco mil) doutores.
Meta 15: garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos (as) os(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino.
Meta 17: valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos(as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.
Meta 18: assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de carreira para os(as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de carreira dos(as) profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.
Meta 19: assegurar condições, no prazo de 2  (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto.
Meta 20: ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) do País no 5º (quinto) ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio.
Para além da elaboração dos Planos
Após a elaboração dos PEE’s e dos PME’s, vem o passo seguinte que é garantir que as metas projetadas sejam alcançadas, para isso é necessário o compromisso dos gestores para que haja condições suficientes e necessárias para que se consiga avançar nos anos de vigência do plano.
Diferentemente de outros documentos produzidos na área de educação, tanto o PNE quanto os PEE’s e os planos municipais de educação, tem força de lei e, desta forma, devem ser cumpridos. Nesse sentido o ministério público tem grande responsabilidade no acompanhamento da execução desses planos, possuindo mecanismos que obrigam os gestores a cumprirem o que foi planejado, que vão desde uma ação de obrigação de fazer sob  pena de multa até uma ação de improbidade por omissão.
Por fim, vale dizer que uma das estratégias previstas no PNE é a aprovação de uma lei chamada de “Lei de Responsabilidade Educacional”, que assim como a lei de responsabilidade fiscal obriga os gestores ao cumprimento do que está previsto no PNE. Contudo, esta lei que já deveria ter sido aprovada pelo congresso nacional permanece esquecida, mesmo o PNE estipulando prazo de um ano a partir de sua publicação para que ela entrasse em vigor. Certamente sua aprovação será um passo decisivo para assegurarmos que as metas sejam ao menos perseguidas. 

*George Castro é supervisor do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio; diretor executivo da Macedo de Castro consultoria educacional; ex-professor da Universidade Federal do Pará e ex-diretor do ensino médio e educação profissional do estado do Pará.
Fonte: Amazonas Atual

quinta-feira, 2 de julho de 2015

MAIORIDADE PENAL: DEPUTADOS DO AMAZONAS MANTÊM O VOTO NA PEC 171




Assim votaram os deputados representantes do Amazonas nesta quinta-feira, na PEC 171, que reduz a maioridade penal
Os parlamentares do Amazonas mantiveram o voto da madrugada de quarta-feira, 1°, na votação da PEC 171, na madrugada desta quinta-feira, 2, quando a Câmara dos Deputados aprovou a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.
Na quarta, quando os votos foram insuficientes parta aprovar a emenda, a proposta derrotada inclía, ainda, os crimes de tráfico de drogas, roubo com causa de aumento de pena, tortura e lesão corporal grave.
Quatro parlamentares votaram a favor da matéria: Arthur Virgílio Bisneto (PSDB), Átila Lins (PSD), Marcos Rotta (PMDB) e Pauderney Avelino (DEM). Dois votaram contra: Conceição Sampaio (PP) e Hissa Abrahão (PPS). E outros dois estavam ausentes do plenário: Alfredo Nascimento (PR) e Silas Câmara (PSD). A matéria foi aprovada em primeiro turno e ainda será votada em segundo turno na Câmara antes de seguir para o Senado.

POR SERES HUMANOS MAIS HUMANIZADOS



Fonte:  Amazonas Atual
Em geral uso este espaço para falar de alguns aspectos do mundo da educação. Durante estes pouco mais de dois meses tenho chamado atenção para questões, como avaliação, disciplina, envolvimento da família, gestão para resultados e atuação docente.
É claro que para abordar estes temas foi sempre importante fazer um aprofundamento teórico. Algo necessário para dar ao leitor uma informação qualificada, essencial para a formação de um ponto de vista embasado e, portanto, crítico.
Mas hoje venho aqui tratar de um assunto que à primeira vista não parecerá ter a ver com educação. Hoje gostaria de falar de afetividade. Um tema que vem ganhando espaço, mas que durante muito tempo foi colocado na periferia da discussão dos processos de ensino-aprendizagem e, sendo assim, tem permanecido do lado de fora de muitas salas de aula.
Este afastamento deve-se muito ao “paradigma cartesiano”, que se encarregou desde o Século 17 em fazer uma separação entre razão e emoção, concebendo assim um modelo dualista, no qual o homem deve ter atitudes predominantemente racionais e raramente emotivas.
Perspectivas como essa (dualista) ignoram que razão e emoção estão intimamente ligadas, integradas em um único ser, que desenvolve seu lado racional a partir das emoções e que ao mesmo tempo possui emoções que emergem da razão.
O Físico Fritijoff Capra, em seu livro “Ponto de mutação”, já alertava desde a década de 1980 para o risco dessa separação, e do quanto seria importante promovermos a reconciliação destas duas dimensões do ser humano.
Na educação, percebe-se claramente o status superior que o conhecimento técnico ganhou em detrimento da afetividade. Assim, professores preocupam-se em ensinar da mesma maneira como foram ensinados, entendendo que uma boa educação deve ser abrangente, profunda e impessoal.
Neste contexto, amor, carinho, solidariedade, compaixão, fraternidade, ciúme, inveja, raiva e outros sentimentos de mesma natureza são temas pouco abordados em sala de aula, talvez porque não sejam encarados como uma discussão relevante. Desta forma, acabam restringindo-se quase sempre as aulas de Literatura, mais como elementos de identificação da obra de um autor do que como ferramenta para o exercício do autoconhecimento dos alunos.
E assim vamos formando “brutos bem sabidos”, pessoas que possuem algum conhecimento técnico, mas que são insensíveis no trato com os outros, incapazes de enxergar além de si e dos seus interesses. Seres indiferentes ao que os outros sentem. Por vezes cruéis, alheios ao que podem causar nos outros com suas palavras e atitudes.
E antes que alguém imagine que falo dos psicopatas ou dos Serial Killers dos filmes e novelas, alerto que estou chamando atenção para a formação que hoje recebe o homem tido como normal, aquele aparentemente sem nenhuma patologia psíquica dessas: é o engenheiro, o médico, o gerente de banco, o jornalista, o professor. Enfim, somos todos nós.
É nesta vacância deixada pela falta de afetividade na educação que se desenvolvem algumas das mazelas morais que vemos hoje, como a falta de respeito com os pais, a violência com os professores, a agressão aos idosos, o maltrato com os animais,  a intolerância e o preconceito.
Contudo, é necessário que se entenda que uma educação com afetividade não é aquela que se torna permissiva para com o educando, onde ele tudo pode em nome do “carinho” que se deve ter com ele. Isto, pelo contrário, é qualquer coisa, menos educação.
A afetividade deve estar presente nas relações, nas discussões e, por que não, até nos conteúdos ministrados. Para servir como referência na formação de juízos de valor e interpretação do mundo. Deve-se usá-la para a compreensão dos limites que devemos ter, do respeito para com o outro que deve estar presente em nossas atitudes, no entendimento do valor da vida humana e na aceitação da diversidade.
Talvez este seja o caminho para um mundo menos cruel, em que a emoção e o sentimento tenham a mesma importância que a razão, em que as pessoas tenham mais importância que os objetos, e consequentemente o ser seja mais importante que o ter.


George Castro é supervisor do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio;
diretor executivo da Macedo de Castro consultoria educacional; ex-professor da Universidade
Federal do Pará e ex-diretor do ensino médio e educação profissional do estado do Pará.
Contato: george@macedodecastro.com

segunda-feira, 22 de junho de 2015

VAI COMEÇAR O TROCA e TROCA DE PARTIDO




Câmara aprova janela para troca-troca partidário
Se entrar em vigor, medida criará prazo de trinta dias para mudanças de partido sem punição por infidelidade e sem alterar tempo de TV nas eleições
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta uma nova janela de mudança partidária, como parte da reforma política. A proposta foi aprovada com 317 votos favoráveis, 139 contrários e 6 abstenções. A medida terá validade por trinta dias a partir da promulgação. Mas, antes de entrar em vigor, ainda depende da votação em segundo turno na Câmara e da análise no Senado.
A ideia original da janela era permitir a realocação das forças políticas após eventuais alterações que a reforma política promovesse. Mas, como as mudanças até agora não afetaram intensamente o sistema eleitoral, muitos parlamentares afirmaram que a janela era desnecessária. "É preciso evitar voltar à época em que se trocava de partido como trocava de camisa", afirmou Efraim Filho (DEM-PB).
A emenda que cria a janela é de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO). "É uma alternativa a todos os parlamentares que se sintam constrangidos e que queiram tentar novos ares", disse Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Os votos favoráveis à medida ultrapassaram por estreita margem o mínimo de 308 votos necessários para aprovar a emenda em primeiro turno.
As migrações entre os partidos que ocorrerem durante a janela não terão efeito sobre o cálculo do tempo de TV e do fundo partidário, que levam em conta o tamanho da bancada de cada sigla na Câmara.
Nesta terça-feira, os deputados aprovaram em primeiro turno uma proposta que incluiu na Constituição os dispositivos da fidelidade partidária.