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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Socorro Sampaio vai sugerir o nome "Arena da Amazônia Vivaldo Lima".

Por que não “Arena da Amazônia Vivaldo Lima”?

Sobre a matéria acima, publicada neste blog, recebemos da Deputada socorro Sampaio o seguinte e-mail:

“Prezado amigo,

Informo que farei ao Governador Omar Aziz o indicativo para que o nome oficial
do novo estádio seja "Arena da Amazônia Vivaldo Lima".

Obrigada,

Conceição Sampaio
Deputada Estadual - PP/AM”

Campinhos de Pelada: Celeiros de craques.

O gol dos campinhos de várzeas eram marcados por galhos secos.

Manaus está na UTI. Nossa cidade não é mais aquela, como dizem os mais antigos. Uma pachorrenta inversão de valores toma conta da vida de nossa capital. A começar pelas lideranças políticas, anuviadas pela falta de conhecimento sobre a municipalidade (alguns vereadores têm até no dedo anelar, exatamente um anel de doutor, com pós-graduação em alienação. O sujeito não sabe nada sobre Manaus. E vou fazer aqui uma pergunta aos nobres edis, como a esfinge fez a Édipo, guardada as devidas proporções cerebrais:

-Onde é que fica o Sovaco da Cobra e, na sequência, onde se situa o Sítio Bom Jesus, o Bafo da Onça a Sapolândia e a Vila Sassá? Aposto que nenhum vereador conhece tais recantos populosos dos nossos bairros. E isso, amigos, é alienação. No duro.

Algum político sabe que no Igarapé Quarenta (bairros do Crespo e Raiz) tinham 5 campos de futebol? Esses campinhos de várzea que proliferavam por toda Manaus; do Educandos às pontes, do Igarapé do Mestre Chico ao São Raimundo, onde após as peladas os craques varzeanos iam tomar banho de cuia nas cacimbas de águas alvíssimas sem nunca alguém ser acometido de barriga d’água.

Às margens dos ditos campos, enormes torcidas se amontoavam para ver os craques fazerem suas peripécias, como hoje as fazem, o Robinho, o Ganso, o Fred, e tantos outros craques brasileiros.

Muita gente boa de bola nasceu nesses campinhos, aliás grandes craques do passado passaram por lá, especialmente os de clubes de bairros.

Hoje não temos mais campinhos de pelada na vazante do rio Negro. Somente algum ou outro espaço é que sobra na várzea verdejante de nossa cidade.

Por isso Manaus está na última faixa abecedária das séries de futebol, não tem mais para onde cair. Se tivesse, cairíamos.

Apesar do Fast Clube ter tentado se firmar na Copa Brasil, quando com o Vivaldão lotado, e 25 mil torcedores amazonenses ensaiando um olé de tincoã, pois eram exatamente 36 minutos do segundo tempo e o placar marcava Fast 2 x Flamengo 1. Eu me lembro, o Serginho presidente do nosso “Rolo Compressor”, subia e descia as arquibancadas eufórico. Enquanto a ‘lesera baré’ continuava: Olé! Olé! Olé! Olé! Acontece que a vítima do olé, era o Flamengo. Passou voando um urubu sobre as nossas cabeças, como a águia passou na Odisséia. E o Flamengo no apagar das luzes fez dois gols e o Fast perdeu de 3 x 2.

É saudosismo, irmãos, mais vamos fazer campos de pelada, destes saíram muitos craques amazonenses, senão o futebol do Amazonas vai pro brejo, caso não haja investimentos nas categorias de base. Quanto a Arena da Amazônia - aquele elefante Branco que está sendo construído pela bagatela, como diz o caboclo de 1 bilhão porque - agora virou moda em nosso estado toda obra de grande porte não pode ficar menos orçada na casa do bilhão . Aliás, quem avisa amigo é!

Por Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Analista político e social

Cidade Flutuante – o Retorno Macabro

A cidade flutuante: um espetáculo de retorno macabro,
tentando ressuscitar a maldição que foi extirpada de nossa cidade.


Os mais antigos lembram-se dela, ali ancorada como uma ilha do inferno, na beirada fluvial vizinha ao Mercado Adolfo Lisboa, onde milhares de pessoas viviam em meio ao tráfico, prostituição, e toda desordem social, que Manaus teve coragem de libertar daquela mazela que envergonhava os amazonenses.

A Cidade Flutuante foi um câncer que extirpado da orla do rio negro. Acontece que esse incidente urbano deplorável, não morreu, e como aqueles finais hollywoodianos que mostram na última cena, o monstro metendo a cabeça e mordendo a visão do espectador, vide o filme Godzzila, a Cidade Flutuante, volta a atacar Manaus, com uma inserção fatídica, como um serial killer urbano.

Acredite se quiser, mas a ‘lesera baré’ continua. Ali na marina próximo da Funasa no bairro Glória, estão construindo uma semente da maldita Cidade Flutuante, já em finais de acabamento, várias construções flutuantes estão à toda vista, como um espetáculo de retorno macabro, tentando ressuscitar a maldição que foi extirpada de nossa cidade.

Cidadãos manauaras, Ministério Público, OAB, Prefeitura, Governo, Câmara, Assembléia, por favor, façam alguma coisa. Não deixem a coisa hedionda voltar. Eles começam assim, a se proliferar como uma gota de arsênico, depois meio litro, e aí quando a gente menos espera, a ilha infernal volta, com suas mazelas de poluição geral. Abra o olho, Manaus, isso é reengenharia do Diabo, eles vão comendo pela beirada e quando menos se espera lá está o tumor maligno avançando.

Lá do outro lado do rio, em Iranduba, o porto é um dancing de prostíbulo flutuante, que lembra a maldição da Cidade Flutuante. Alô Prefeito Nonato Lopes, faça alguma coisa, o povo irandubense, que é rico de cidadania, e além do mais, ali existe um sítio arqueológico de 12 mil anos atrás. Preservemos a integridade urbana de nosso município.

Outra coisa é que bom observar: a Cidade Flutuante de Manaus, um flutuante aqui, outro flutuante ali, e de repente a merda tava feita (como diz o Oscar Niemeyer), pois de grão em grão, o satanás enche o papo.

Alô mídia: dê uma olhada no local, e façam uma reportagem. Se gritarmos juntos, o vulcão da cidadania poderá explodir. Manda bala, Manaus.

Por: Paulo Onofre Lopes de Castro

Jornalista (MTb 467)

Analista Político e Social