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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

EM IRANDUBA LIXEIRA À CÉU ABERTO POLUI NASCENTES DE IGARAPÉS



A merda, literalmente, era aproveitada como adubo para tornar o chão chinês fértil e ninguém ousaria cantar aquela canção do Chico Buarque.
Quando da gestão do prefeito Nonato Lopes, fizemos várias denúncias por meio deste blog, que defende a coisa pública e o povo Irandubense. Numa ocasião denunciamos a poluição das nascentes dos igarapés e a lixeira à céu aberto, instaladas no perímetro urbano da cidade, mas a prefeitura do município, na época, parece que resolveu piorar a coisa que já era ruim e ficou pior quando mandou aterrar o lixo sem os critérios recomendados pelos órgãos que regulamentam as questões do meio ambiente.
O prefeito e o secretário de Meio Ambiente do Município de Iranduba à época, sabiam que lixo não é pó para ser aterrado, teria que ter tratamento adequado. O Brasil e demais países em desenvolvimento (que antes chamávamos de países do terceiro mundo), perde anualmente bilhões de dólares por falta da reciclagem do lixo. Nos países desenvolvidos o lixo é uma fonte de renda e fator gerador de emprego e renda, no Brasil a burrice e incompetência desses pseudos técnicos e governantes não lhes permitem enxergar um palmo diante do nariz.
Na China, há décadas, durante o governo de Mao Tsé-Tung, se faziam nas comunas o aproveitamento das fezes das cloacas coletivas nas comunidades rurais. A merda, literalmente, era aproveitada como adubo para tornar o chão chinês fértil e ninguém ousaria cantar aquela canção do Chico Buarque que dizia: “joga bosta na Geni”, justamente porque a merda dos chineses estava valendo ouro.
Agora, os fãs do Chico estão com uma vontade imensa de jogar a bosta de qualquer Geni, no ex-gestor irandubenses que mandou aterrar o lixo, criando uma lixeira poluente e um risco de contaminação do lençol freático e o do igarapé que passa nas proximidades do lixão.
O exemplo mais gritante que tivemos em Manaus foi o balneário da Ponte da Bolívia que há alguns anos era um ponto turístico e após a instalação de uma lixeira nas proximidades, o igarapé se transformou em um esgoto a céu aberto. 
A nova lixeira de Iranduba, se não for tratada adequadamente, vai se tornar um criatório de ratos, baratas, urubus, insetos, doenças e com aumento do êxodo de pessoas para aquele município, com a inauguração da ponte, sem sombra de dúvidas surgirá vários bolsões de miséria. A tendência disso, será inevitável o surgimento de pessoas à cata de alimentos naquele local, como já acontece em outras cidades.
Sugerimos ao prefeito Xinaik Medeiros que elabore uma campanha educativa com o objetivo de conscientizar a população a coletar o lixo de forma seletiva, tendo como alvo principal os alunos da rede educacional do município, pois a reciclagem do lixo pode vir a ser uma fonte de renda, além de preservar o meio ambiente.
A inoperância do poder público municipal de Iranduba sempre foi gritante tanto que a Praça dos Três Poderes, bem ali no nariz do prefeito, ficou mais de seis anos, sem receber nenhuma reforma. Na sede do município você caminhava na gestão de Nonato Lopes, por alguns bairros da periferia e logo se deparava com monturos de lixo onde ratos e baratas faziam a festa.
A eleição passou e o prefeito é o Xinaik, esperamos que a meta a ser perseguida por esse gestor, seja o trabalho visando a preservação do meio ambiente, para que  o povo que vai jogar a bosta na Geni, o penico não seja derramado em cima dos políticos, que porventura ousarem em abandonar o povo irandubense. Aí sim, é como aquela música que vai ser cantada ao contrário: “Chuva de merda que cai sem parar...” e o alvo será a cabeça dos maus políticos irandubenses.
Por Paulo Onofre         
Jornal Tribuna do Iranduba

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

RÉQUIEM PARA UM JORNALISTA CABOCLO



Jornalista Orlando Farias (à direita), entrevistando o vereador Mário Frota.

Por essas e outras, amigo, descanse em paz. Você deu o seu recado, caboclo. E fez bonito. O jornalismo do Amazonas deve muito a você.
Encantou-se mais um irmão jornalista, como diria o romancista de Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa. Foi-se mais um comedor de jaraqui. Caboclo bom de primeira, iniciado nos mistérios do jornalismo profissional.
Orlando Farias fez história no pedaço. E são muitas as suas vitorias e pavulagens, apesar do mesmo ser um rapaz humilde, cujos louros são tantos que não caberiam numa cuia de talento e sensibilidade  amazônica.
Certa vez fomos à Itacoatiara dar cobertura jornalística e produzir um documentário para o Amazonino, na tarefa de eleger o Chico do Incra. Elegemos o mesmo. Lembras, Aquiles? Lembras, Mario Cezar, Aleme? Era uma turma de produção da pesada. E você, Orlando,  era o jornalista e produtor chefe. Foi a maior equipe de produção do Amazonas. O time estava completo, tinha até Pelé, você, Orlando Farias, que tomou conta da coluna mais lida do Amazonas, o Sim e Não.
Por essas e outras, amigo, descanse em paz. Você deu o seu recado, caboclo. E fez bonito.
O jornalismo do Amazonas deve muito a você.
Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.
     

MOTOQUEIRO QUASE MANDA A VELHA PRO CÉU



Filho da Puta!  Minha mulher vociferou: - Impotente! E esperamos mais uma hora, para chegarmos em casa. Duas horas esperando numa parada é dose pra leão.
Foi ali defronte à Feira Coberta do Santo Antônio, quando uma senhora de uns oitenta anos, se esgueirava para soltar do ônibus, e um motoqueiro irresponsável e desastroso, cortou a frente da anciã como um bólido e só não atropelou a idosa, porque um rapaz fortão puxou a dita pelo vestido, salvando-a do insidio.
É bom ressaltar que entre o veiculo e o meio fio, só tinha meio metro para a vítima saltar, mas o símio grotesco, passou disparado, e se não fosse o fortão e a Providencia Divina, a velha  iria pro céu, logicamente assassinada pelo   motoqueiro esquálido.
Cenas criminosas e escabrosas acontecem em Manaus, diariamente e aos montes, criando angústia numa população que já vive espavorida com tanta violência casual praticada por esses endiabrados psicopatas do volante.
Domingo, fui ao mercado fazer a feira com minha mulher. Na volta, ali na parada do ‘Garajão’, encontramos uma senhora idosa que esperava também o nosso ônibus 319, aquele que passa pelo João Paulo e segue para Santa Etelvina em direção ao inferno da distância. Pois foi, o coletivo já estava 50 minutos atrasados e quando passou na parada, passou pro fora, Não aquentei, gritei - Corno! A velha endossou: - Filho da Puta!  Minha mulher vociferou - Impotente! E esperamos mais uma hora, para chegarmos em casa. Duas horas esperando numa parada é dose pra leão.
Gostaria que as autoridades fizessem alguma coisa.
Ao nosso lado estava outra senhora quarentona, sendo essa gorda (gorda no sentido da balança - sem preconceito), com ruas cheias de corcovas, o ônibus passou por cima e nós todos fomos lançados para o alto. A gorda (mais uma vez: sem preconceito) deu um grito, mesmo tendo na retranca uma gorda (idem...) musculatura que amenizou o tranco. Coitada, a crioula ficou branca de raiva, chega bufava como um tornapul.
Seria bom que o Motoqueiro Fantasma em pessoa, o grande ator Nicolas Cage, trouxesse seu amigo Vaqueiro, para defender o povo de Manaus, contra esses satanases do volante, que infernizam a vida do pacato povo manauara.
Alexandre Otto,
é poeta e membro
do Clube da Madrugada

EM IRANDUBA VEREADOR MANDA MAIS QUE A RAINHA DA INGLATERRA



Fala-se à boca pequena que, se a moda pega e cada vereador da oposição for aquinhoado com benesses (cargos e outras vantagens), o prefeito corre o risco de virar a rainha Elizabeth, da Inglaterra.
A política reserva muitas surpresas, e isso me faz lembrar uma frase do saudoso Tancredo Neves, que dizia: “Meu filho, política é igual nuvem, você olha para o céu ela está naquele lugar, minutos depois você volta a olhar e a nevem está em outro lugar”. Faço este preâmbulo para que façamos uma reflexão: durante a última campanha eleitoral, o então candidato a vereador de Iranduba, Ernandes Rocha, fazia oposição ferrenha ao candidato a prefeito Xinaik Medeiros, chegando ao ponto de dizer que “se ele (Xinaik), for eleito prefeito, farei oposição sistemática ao novo gestor de Iranduba”.
Ao término da eleição Xinaik e Ernandes foram eleitos. Esperava-se, que o vereador fizesse oposição ao prefeito, mas, para a surpresa dos eleitores, fumaram o “cachimbo da paz”. Agora o vereador Ernandes é o grande aliado de Xinaik, ao ponto de o edil ter a incumbência de indicar o novo Chefe de Licitação da terra dos sítios arqueológicos. Para surpresa de todos o profissional que vai definir as compras da prefeitura de Iranduba  será importado (pasmem!), do município de Rio Preto da Eva.
Na Feira Coberta do Mutirão, de Iranduba, fala-se à boca pequena que, se a moda pega e cada vereador da oposição for aquinhoado com benesses (cargos e outras vantagens), o prefeito corre o risco de virar a rainha Elizabeth, da Inglaterra. Ou seja, é a rainha, mas não manda em nada. (Por: Paulo Onofre).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

MOMO NÃO É MAIS AQUELE



Meu celular, comprei ontem - Filho da puta, não sei se o palavrão era para o ladrão ou para a empresa que só dá fora de área. O ladrão sumiu em meio à multidão.
Festa popular mais significante em Manaus e no resto do Brasil, o carnaval perdeu a sua grandeza sociológica e histórica, pois o elemento circunstancial que marca o fenômeno de sua protuberância como festa pagã universal, criada lá na Grécia pelo cortejo de Dionísio, permeado pelo reinado de Momo, chegando até nós com os Zés Pereiras da vida, ao som das pastorinhas. Noel lá no rio, e aqui em Manaus, com o Brigue da Independência, que a gente corria pra ver lá na Eduardo Ribeiro, nossa avenida primeira do carnaval amazonense.
Lembro as Batalhas de Confete, o povo na rua entupindo a avenida, e aquelas moças lindas e senhoras distintas, atirando nos olhos do povo o charme ardido da lança de perfume.
Famílias com suas crianças, a paisana ou fantasiadas, se divertindo a valer numa verdadeira folia que rimava com sadia, porque Manaus já foi um grande centro metropolitano habitado por gente civilizada, que brincava e deixava os outros brincarem sem o desconforto de ser assaltada.
Uma balzaquiana simpática, saltando do ônibus, abre espavorida a boca de madrepérola, belos dentes, e ruge a plenos pulmões, como se fosse o grande poeta russo Mayacovski, declamando um poema libertário nos ouvidos do mundo, coitada, vocifera: - Meu celular, comprei ontem - Filho da puta, não sei se o palavrão era para o ladrão ou para a empresa que só dá fora de área. O ladrão sumiu em meio à multidão. Ninguém deu uma rasteira no pilantra. Isso é o carnaval de hoje por aqui e pelo resto do Brasil, apesar da policia ter procurado fazer o melhor para dar segurança à população foliona.  
Na noite de terça feira gorda, assaltaram um banco na Teodureto, e eu continuo pedindo tolerância Zero, contra bandido. O papa Xistp, um santo homem de paz, mandou matar todos os bandidos de uma cidade italiana e acabou com a folia da canalha.
Será que será preciso eu convocar Os Vingadores para que os ladrões sejam presos e exterminados, como o fez Sua Santidade, para que Manaus, tenha um carnaval como nos velhos tempos?

Alexandre Otto,  
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.