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sexta-feira, 14 de junho de 2013

JARAQUI DISCUTE DECISÃO DO GOVERNO DE CONTRATAR MÉDICOS ESTRANGEIROS


O médico Jefferson Jezini, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas já marcou presença no Projeto Jaraqui do próximo sábado (15/06).
O debate promete ampla repercussão porque além de abordar a questão da contratação dos médicos estrangeiros deverá se discutir também a qualidade do serviço prestado a população do Amazonas visto que tanto na capital como nos demais municípios do estado a grita é geral por melhorias no serviço de saúde seja em atenção às condições de internamento, como também quanto às atrocidades ocorridas no processo de intervenção médica.
A tribuna popular do Jaraqui instalada todos os sábados das 10 às 12h, na Praça Heliodoro Balbi, na República Livre do Pina, no Centro Histórico de Manaus, pautou para este sábado (15) uma ampla discussão sobre a decisão do Ministério da Saúde de contratar 6 mil médicos estrangeiros – da Espanha, de Cuba e de Portugal – para trabalhar no interior do Brasil, desconsiderando o processo de Revalidação dos Diplomas Médicos expedidos pelas Universidade estrangeiras (Revalida).
A Revalidação requer que os médicos façam uma prova para avaliar os conteúdos curriculares que foram apreendidos no curso de sua formação. O Revalida é aplicado tanto para os estrangeiros como também para os brasileiros que se formam no exterior. Segundo a proposta do governo federal, os médicos contratados teriam atuação restrita ao interior do País e contariam com um registro provisório de 3 anos, podendo depois realizar a validação do diploma ou voltar para os seus países de origem.
A discussão é nacional. Contudo, pode-se comprovar que no interior do Amazonas e em alguns hospitais particulares de Manaus a presença de médicos estrangeiros clinicando já virou rotina. O debate promete ampla repercussão porque além de abordar a questão da contratação dos médicos estrangeiros deverá se discutir também a qualidade do serviço prestado a população do Amazonas visto que tanto na capital como nos demais municípios do estado a grita é geral por melhorias no serviço de saúde seja em atenção às condições de internamento, como também quanto às atrocidades ocorridas no processo de intervenção médica.
A indignação é grande e desmedida por parte da população que depende unicamente do Sistema Único de Saúde. Para a minoria, os mais abastados, segundo eles, o melhor remédio é pegar um avião e buscar atenção em outras paragens, bem longe do Amazonas porque “por aqui conta-se mais com sorte do que com o dever do Estado.”

Foram convidados para os debates o Sindicado dos Médicos do Amazonas, o Conselho Regional de Medicina, os representante dos trabalhadores da saúde, os centros acadêmicos das universidades públicas e privadas, diretores e professores das Faculdades de Medicina do Estado, parlamentares e demais lideranças sócias.
Ainda recentemente, o Ministério da Saúde informou que para ter um número adequado de médicos por habitante equivalente a 2,7 médicos para grupo de mil pessoas, o Brasil precisa de 164 mil profissionais.  Tratando-se da interiorização, o Conselho Federal de Medicina defende que adoção de uma carreira de estado para a categoria, matéria que já vem sendo discutida a partir da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 454/09). Defende também o Conselho, a realização de concurso público imediato para o preenchimento dessas vagas que o Ministério quer completar com médicos estrangeiros. Visto que: “Quando o mercado não leva o médico, o governo tem que fazer um investimento público para que ele possa atender a população. É isso que nós estamos propondo: que haja uma solução emergencial e que após seja consolidada a carreira de Estado para o médico do Brasil.”
         A discussão esta posta, com a palavra os indignados na perspectiva de formular novas políticas de saúde, em respeito à população do nosso Amazonas.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

UFAM OFERECE TÓPICO ESPECIAL EM CIÊNCIA POLÍTICA





Ademir Ramos (*)
Nesse primeiro semestre 2013, a coordenação do Curso de Ciência Sociais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) oferece aos alunos concludentes do curso, um Tópico de Ciência Política visando fortalecer ainda mais esse campo de estudo na perspectiva de qualificar os futuros cientistas sociais quanto ao seu desempenho no tratamento das políticas públicas, em suas consultorias e no desempenho das funções em exercício seja no Estado, como também junto às organizações e movimentos sociais.
O curso é oferecido pelo Departamento de Ciências Sociais, com uma carga horária de 60 horas, correspondente a 04 créditos, sendo ministrado todas as terças-feiras das 8 às 12 h, em Manaus, no Instituto de Ciências Humanas e Letras, no Campus Universitário. Para esse fim, foram designados os professores Ademir Ramos, Gilson Gil e David Spencer.
Ciências Sociais foi um curso criado em 1988 fundamentado nos campos da antropologia, política e da sociologia. Seu campo de trabalho abrange não só a docência, em atenção à demanda de Sociologia para o ensino médio, como também a pesquisa de opinião, mercado, entre outras abordagens. Quanto às consultorias, os cientistas sociais atuam junto aos parlamentos, partidos políticos, as organizações empresariais, movimentos sociais, formação de opinião e na formulação de políticas públicas.
Tópico especial é uma unidade programática centrada nas análises relativas ao Pluralismo Político e no Pluripartidarismo; na Formação dos Partidos Políticos e no Instituto da Representatividade Parlamentar, bem como na questão da Reforma Política e suas diversas proposituras que tramitam no Congresso Nacional.  
Jaraqui na Praça
Além dos alunos de Ciências Sociais participam também todos os sábados das 10 às 12h, na República Livre do Pina, no Centro Histórico de Manaus, os alunos de Sociologia Geral e Jurídica da Faculdade de Direito da UFAM. A participação desses universitários no Projeto Jaraqui é credenciada como atividade de ensino, computando horas complementares relativa ao seu conteúdo programático sob tutela do Direito Achado na Rua.
A inserção dos universitários nos debates e nas análise expositivas enunciadas no Fórum Jaraqui tem por objetivo suscitar nos acadêmicos capacitada reflexiva capaz de contextualizar os temas abordados e confrontá-los com os conteúdos desenvolvidos em sala de aula. Além do desenvolvimento cognitivo em curso, a prática dos debates em praça pública, a partir das demanda populares, quer também aprimorar as habilidades dos universitários quanto à argumentação e produção de texto pautados numa prática dialógica fundamentada no Direito Coletivo Constitucional sob a égide dos valores Republicanos.
No sábado (15) a discussão em pauta no Projeto Jaraqui é a Questão da Saúde Pública e a permanência de profissionais de saúde nos sertões do Brasil, em particular no interior do Amazonas.
Mais informações: Departamento de Ciências Sociais da UFAM – (92) 3305-4595.
(*) É professor, antropólogo e coordenador do Projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O CAOS URBANO




Pobre Manaus... perdemos o respeito, porquanto temos assistido a tudo isso com incômoda passividade, distantes de atitudes que possam traduzir o mínimo de indignação frente à destruição da cidade.
Paulo Figueiredo (*)
Manaus tinha uma bela topografia, que foi sendo destruída ao longo dos anos. Seus relevos suaves e igarapés de águas límpidas e puras, cor de caramelo escuro, foram sepultados pela incúria e pela incultura. Na construção da cidade, após a aldeola, um casario característico da arquitetura colonial portuguesa, com suas vias urbanas interligadas pelo projeto de transporte público implantado pelos ingleses. Essas características, com seus palácios históricos ainda existentes, fizeram-na distinta e sedutora, marca que insiste em resistir, pelo menos no coração e na alma de seus filhos e amantes irrenunciáveis, dentre os quais me incluo.
Anda suja e maltratada. Esburacada, uma sucessão imensa de crateras, em vias tobogânicas. Os igarapés, que a cortavam de ponta a ponta e em todos os sentidos, foram soterrados ou transformados em longas faixas de esgoto a céu aberto, enquanto uma horda de predadores invadiam seus espaços para transformá-la num amontoado urbanístico disforme e irreconhecível. E a ação deletéria, presente especialmente no centro velho da cidade, em cada uma de suas ruas e esquinas, encontra autores e responsáveis em todos os níveis sociais, facilmente identificados pelo aventureirismo típico e pela ausência de compromisso com a história de Manaus.
Sem nenhum sentimento saudosista, mas apenas em homenagem às inclinações naturais da cidade, tenho registrado na imprensa a falência da urbe, com sua face e contornos urbanísticos desfigurados. Perdemos a vocação em função da qual sempre existimos, desde os primórdios, com o entupimento de nossas artérias aquáticas, que deram ensejo no passado ao surgimento de um sem número de ‘banhos’ privados e públicos, sítios enriquecidos por riachos, onde cultivávamos a alegria nos finais de semana.
E assim fomos perdendo tudo, nossas ruas antigas e seus paralelepípedos portugueses, as belas fachadas das residências senhoriais, os clubes tradicionais, o Acapulco, os prostíbulos memoráveis, os bondes, a arborização com fileiras intermináveis de benjaminzeiros, e até nossos poucos e conhecidos loucos e cegos, mais do que visíveis, merecedores de todo o nosso desvelo. Perdemos o respeito, porquanto temos assistido a tudo isso com incômoda passividade, distantes de atitudes que possam traduzir o mínimo de indignação frente à destruição da cidade.
Enquanto isso, o Brasil desenvolvido continua insensível em relação ao Estado. Sob a liderança de São Paulo, que no passado ajudamos a construir, durante o período áureo de exportação da borracha, quer retirar a única alternativa econômica que mal ou bem ainda possuímos, sem nos oferecer nada em troca ou como compensação. É o prêmio que recebemos pela ocupação da Amazônia, como soldados de sua conservação e em defesa de sua integração permanente ao conjunto da Nação brasileira.
Não plantamos uma grande civilização no gigantesco Amazonas, passados mais de quatro séculos após a navegação inaugural do explorador espanhol Vicente Pinzón, que o designou de “Río Santa María del Mar Dulce”.  Continuamos patinando, mais precisamente, na confluência com o Negro, onde os colonizadores, com os índios, seus primeiros habitantes, edificaram para sempre a nossa Manaus. Não conseguimos nem de longe repetir, ainda que muito modestamente, a notável experiência civilizatória ancorada nos grandes cursos d’água pelo mundo afora, como ocorreu no Tigre e no Eufrates, no Nilo, no Amarelo e no Indo, presentes na Suméria (do grego: entre rios) – Mesopotâmia, no Nilo, na China e na Índia.
Mas é o que temos e ainda assim é tratado com histórica indiferença, como evidenciam as muitas casas construídas de costas para o rio, fato que começamos a corrigir nas últimas décadas. Mais grave é que a falta de educação, de informação e de respeito ao meio ambiente fazem com que os poucos igarapés que restam e a orla do Rio Negro sejam transformados em grandes lixeiras urbanas, que comprometem o nosso ecossistema fluvial. Insistimos em desconhecer que a existência só é possível pela água, pelo rio, que comanda a vida, como nos ensinou Leandro Tocantins, sem a qual não seria possível iniciarmos a grande aventura do ser humano sobre a terra.
Imergindo na realidade atual, a Copa do Mundo bate à porta de Manaus. E, com exceção da discutível Arena da Amazônia e de seus preços estratosféricos, tudo indica que esquecemos de vez os demais e tão decantados projetos do que hoje chamam de mobilidade urbana, espécie de eufemismo com o qual passaram a designar o transporte público e o privado. Não se fala mais em BRT (“Bus Rapid Transit”) e Monotrilho. O certo é que, com Copa ou sem Copa, a situação no dia a dia da cidade tornou-se caótica. Não há um horário sequer sem engarrafamentos quilométricos e insuportáveis, com o tráfego obstruído e em cima de um sistema de transporte coletivo deficiente e caro, para não dizer inexistente.
E como ficou fácil fechar a cidade, como o fizeram os mototaxistas no início desta semana, um flagelo a mais no trânsito de Manaus, pobre Manaus. É, não temos dado sorte. Até quando?
(*) É amazonense da gema, de Itacoatiara, advogado e articulista do Diário do Amazonas.





PARIS DOS TRÓPICOS, UMA CIDADE SEM LUZ



 Ontem, sem luz, lembrei dos lampiõezinhos que são a cara da riqueza européia
Ellza Souza (*)

Pelo menos no Conjunto Habitacional Tocantins, centro oeste da capital, tivemos uma noite sem luz, quase de trevas não fosse a lua para alumiar. O pior é que já tivemos parecença com a cidade luz e até “remedamos” a belle epoque de lá. Já tivemos árvores bem cuidadas na avenida Eduardo Ribeiro e hoje temos barracas de quinquilharias. Já tivemos nossas trouxas de roupas levadas e lavadas na Europa. Já tivemos as ruas limpas, a sombra das mangueiras e a água fresca dos igarapés. Já até deixamos levar a semente da seringueira.
Era tanta riqueza que se queimava dinheiro enrolado como charuto. Ontem, sem luz, lembrei dos lampiõezinhos que são a cara da riqueza européia, mesmo na crise. Aqui foram substituídos por algo mais moderno mas que não funciona pois quase sempre as lâmpadas da rua estão “queimadas”. As prostitutas vinham de longe atender os coronéis daqui. Era um tempo que ainda existiam os barrancos por esses lados. No centro da cidade tinha grandes e charmosas padarias, restaurantes, lojas de finos tecidos e louças. Hoje no lugar das confeitarias temos “lanches” nas esquinas das ruas e todos vendem a mesma coxinha, empanada ou empoeirada? Nada ficou da Paris original. Nem beleza, nem limpeza, nem riqueza, nem um bonde pra lembrar a história. E muito menos um museu para guardar essas histórias.
A Paris dos trópicos já tem idade para assumir a sua própria personalidade e ser apenas, Manaus. Quente, úmida, de origem indígena, exuberante em suas matas, rios, frutos, peixes, ervas medicinais e água pra todo lado. Tão achando pouco ou querem mais? E já que é cidade que seja iluminada e volte a ser graciosa e um lugar para sermos felizes. Quem não gostar dessas características procure seu rumo que o Brasil é grande e um país de futuro.
(*) É escritora, jornalista e articulista do NCPAM/UFAM.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

‘GRANDE CHEFE’ MÁRIO FROTA - UM VEREADOR COM MUITO GÁS


O vereador foi lá, in loco, ver os resultados obtidos pela Gasmig, demonstrando que é bom caboclo, ‘pois mata a cobra e mostra o pau’. Nem que esse possa ser molonbó ou embaúba, ora bolas! Valeu, grande chefe, Mario Frota.

Postulando uma logística moderna, econômica e que preserve os ares de Manaus, o vereador Mário Frota (PSDB), dirigiu-se à Belo Horizonte, para ver de perto as atuações da Gasmig – Companhia de gás de Minas Gerais, no intuito de trazer para a nossa cidade e o nosso povo, os benefícios do gás natural, já que aqui temos em abundância esse combustível mais barato e menos poluidor.
O gás natural já é usado em larga escala em Minas, pois de uma frota de seis mil táxis, 2.360 veículos já usam Gás Natural Veicular - GNV, pois o cito é mais barato que a gasolina, etanol e Diesel, e não polui o ar que respiramos.
Quando você roda 60 quilômetros por dia em seu carro utilizando gasolina, mensalmente você gasta R$ 474,73 e se este mesmo veículo usar o GNV você gasta RS 258,82. Portanto, faz uma economia de RS 206,03, e o meio ambiente agradece, estes  números são promissores nesses tempos difíceis de inflação voltando, e crise econômica mundial assustadora.
Seria importante que o nosso diligente vereador, convidasse a diretoria da GASMIG – Companhia de Gás de Minas Gerais, como também o presidente do Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte  e o presidente do Sindicato dos taxistas do Rio de Janeiro, onde quase 100% dos taxis, usam GNV,  para participarem de  uma audiência pública na Câmara Municipal, para  dissertar suas experiências no setor.
Na China os ônibus usam Gás Natural desde 1982, USA Flórida e Califórnia desde 2008, Suécia desde 2012, México e Peru desde 2006. Estes são alguns países que optaram ter veículos movidos a gás, no transporte público, já que estamos à beira da Copa, e não teremos monotrilho, metrô de superfície, e não há perspectiva de solução para os problemas de transporte em nossa cidade.
É bom lembrar que só temos seis meses de verão, para trabalhar pelo sucesso desse evento de contorno mundial,
Outra coisa: será que é só o Mário Frota que está preocupado com Manaus e seu povo? O fracasso de uma cidade subsede será uma vergonha para todos nós.
Gostaria que o prefeito de Manaus, Arthur e o governador Omar, escutassem o nosso incansável edil, sobre a questão, já que o mesmo foi lá in loco ver os resultados obtidos pela Gasmig, isto é, demonstra que é bom caboclo, pois mata a cobra e mostra o pau. Nem que esse possa ser molonbó ou embaúba, ora bolas. Valeu, grande chefe, Mario Frota.

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.