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quinta-feira, 22 de maio de 2014

ADEMIR RAMOS SERÁ HOMENAGEADO COM A MEDALHA DE OURO CIDADE DE MANAUS PELA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS





O professor Ademir Ramos, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e um dos coordenadores do Projeto Jaraqui, será homenageado, no próximo dia 5 de junho, pela Câmara municipal de Manaus, em cumprimento ao Projeto de Decreto Legislativo n.º 006/2014, de autoria do vereador Mário Frota (PSDB).
Ademir Ramos é militante da Comuna Jaraqui e dos Movimentos Sociais. É acadêmico da Universidade Federal do Amazonas, um dos fundadores do Movimento dos Professores do Estado, bem como do Movimento Indígena e das Comunidades de Base numa perspectiva das lutas sociais e pela afirmação da Democracia no Brasil.
A Medalha de Ouro Cidade de Manaus que será outorgada ao professor Ademir Ramos é concedida a todo cidadão que tenha prestado relevantes serviços à comunidade, por pelo menos dez anos. Os organizadores do evento querem transformar o ato numa expressão do movimento social, articulando cultura popular e políticas públicas de qualidade. A mobilização se intensifica fazendo valer a vontade da maioria.

Veja, a seguir, o resumo da biografia de Ademir Ramos:

Ademir Ramos é professor da UFAM e militante social. Nasceu na Amazônia, no município de Juruti, no Estado do Pará, no ano de 1956, em 08 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição – a Imaculada - padroeira de Manaus.
Recém-nascido, doente, foi levado por sua mãe Dona Zolima Gomes Ramos à sede do município de Óbidos, para tratamento de saúde, sendo socorrido por Dr. Ayres, renomado farmacêutico, que valioso serviço prestou as comunidades, em particular as crianças carentes e desprovidas do município de Óbidos e adjacências. Religiosa, Dona Zolima, além de reconhecer a competência do farmacêutico Ayres, agradecia a Deus pelo milagre ocorrido e fazia votos a São Sebastião para proteger e salvaguardar o filho José Ademir Gomes Ramos, o nosso homenageado nesta data. E assim, Dona Zolima, casada com Azamor Piranha Ramos (falecido), fixou morada em Óbidos, terra natal de José Veríssimo, Inglês de Souza, Pedro Pomar, Saladino Brito, entre outros vultos nacionais. Foi em Óbidos que o professor Ademir Ramos iniciou seus estudos, a começar pela Dona Cora, professora das primeiras letras, passando pelo Grupo Escolar José Veríssimo e Colégio São José.
Em tempo, ajudava diretamente o pai nos carretos, tocando o Carro de Boi pela cidade. Mas, dona Zolima não descuidava dos estudos dos filhos – João Alzemar (falecido), Azamora, Alzemira, Ana Maria, Antonia Maria, Maria Aldenora, Zolima e Meriam Gorethe, além dos agregados que ficavam sob sua guarda, acompanhando e orientando todos e todas nas leituras e nos deveres da Escola. Tocado pela necessidade de estudar e trabalhar, o professor Ademir Ramos veio para Manaus, quando em 1970 retoma seus estudos no Colégio Ruy Araújo. Durante o dia trabalhava como office-boy na Cimaza, do grupo J.G. Araújo, na Marechal Deodoro, no centro histórico de Manaus. Além do Ruy Araújo, o professor Ademir Ramos foi aluno do Colégio Estelita Tapajós e do Instituto de Educação do Amazonas. Concluído o colegial, em 1976, iniciou seus estudos de Teologia, no Centro de Estudo de Comportamento Humano, na condição de seminarista Diocesano do Seminário São José, em regime semiaberto.
Em 1978, participou efetivamente da criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) Regional Norte I, órgão vinculado a CNBB, o que possibilitou centrar seus estudos na missiologia e demais campos das ciências sociais com foco em antropologia política, em nível de Pós-graduação. Foi nesse período, enquanto seminarista que iniciou sua luta em defesa dos povos indígenas, organizando Assembleia local, regional e nacional. À época, cursando filosofia na Universidade do Amazonas começou a participar do Projeto Jaraqui sob a coordenação do professor Frederico Arruda, atual Pró-Reitor da UFAM. Ainda em 1978, o professor Ademir Ramos foi eleito para a Diretoria do Centro Acadêmico Filosófico Cultural do Amazonas (CAFCA). Em 1979, de 29 a 30 maio de 1979 participou do Congresso de Reconstrução da UNE, bem como no dia 19 de setembro, participou efetivamente do Ato Público em defesa da Amazônia, sendo perseguido junto com os seus companheiros pela polícia do Estado.
Foi um dos militantes do movimento dos professores no Amazonas, participando da APPAM, do SINTEAM, do SINPRO e da Associação dos Docentes da Universidade do Amazonas (ADUA). Ademir Ramos foi professor da rede estadual de ensino a partir de 1981. Foi aprovado em 1982 como professor da Universidade do Amazonas e, enquanto chefe de Departamento de Ciências Sociais, em 1988, foi um dos criadores do Curso de Ciências Sociais na UFAM, sendo um dos seus legados, como ele mesmo reconhece. Nas tratativas políticas, o professor Ademir Ramos destacou-se também como um dos criadores do PT no Amazonas, sobretudo referindo-se ao primeiro Núcleo do PT criado em Manaus, no bairro de Petrópolis. Na década de noventa, mais precisamente em 1998, no governo Amazonino Mendes, com apoio de Humberto Michiles, então Secretario de Educação da SEDUC, o professor Ademir Ramos foi o responsável pela criação no Estado, do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Amazonas, sendo o primeiro presidente. Atualmente, o Conselho é presidido por Amarildo Munduruku.
Em 2001, atendendo ordem do governador Amazonino Mendes, criou junto com outros profissionais qualificados índios e não índios a Fundação de Política Indigenista do Estado (FEPI), definindo desta feita, toda a política de Estado em atenção às comunidades indígenas do nosso Amazonas. A FEPI, atualmente transformou-se na Secretaria de Estado para os Povos Indígenas do Amazonas (SEIND), tendo a frente o Secretário Bonifácio Baniwa. Na luta pela cultura e meio ambiente, enquanto coordenador do Núcleo de Cultura Política da UFAM participou efetivamente do Movimento S.O.S Encontro das Águas pelo Tombamento deste Bem, contra a vontade do governo Eduardo Braga, que avalizava a construção do Porto das Lajes, de iniciativa da Vale do Rio Doce, previsto para ser construído no frontal do Encontro das Águas, Tombamento este que foi consumado pelo IPHAN, no dia 04 de novembro de 2010, sendo imediatamente contestado pelo governo do Amazonas, matéria esta que tramita no STF aguardando decisão do ministro Antonio Dias Toffoli, para homologação do Encontro das Águas como Patrimônio cultural do Amazonas, Brasil e da humanidade.
O Professor Ademir Ramos é casado com a professora Maria Leonor de Almeida Ramos, avós de Laura de Souza Ramos, filha de Lourenço de Almeida Ramos e Andrea Souza. Laura com apenas 1 ano e 5 meses é a pérola da família, provocando assim, segundo o professor Ademir, novas observações e análise do desenvolvimento cognitivo quanto à formação da linguagem e de sua estrutural mental, assim como também novos aprendizados. O professor continua em atividade na UFAM e, eventualmente na UNATI/UEA, bem como também prestando consultoria a Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas da Assembleia Legislativa do Estado, que é presidida pelo atuante deputado Sidney Leite. Com o resgate do Projeto Jaraqui, em 2012, aos sábados das 10 às 12h, na República Livre do Pina, na Praça Heliodoro Balbi, o professor Ademir Ramos participa da Comuna Jaraqui, passando a limpo a política no Brasil e no Amazonas. O Jaraqui é uma Tribuna a serviço dos Movimentos Sociais a suscitar debate e a formular propostas populares como a Criminalização dos Partidos Políticos que convencionam os candidatos ficha suja.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

PROJETO JARAQUI PROVOCA DEBATE SOBRE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA




O juiz Eugênio Rosa de Araújo volta atrás: Viva a liberdade e diversidade religiosa! No início desta noite, o magistrado reviu os fundamentos da ação em que afirmava que o candomblé e a umbanda não são religiões. Segundo Eugênio, a sua ação foi revista face "ao forte apoio dado pela sociedade civil, demonstra, por si só, e de forma inquestionável, a crença no culto de tais religiões”.
Vivemos em um país laico, mas, infelizmente pequenos grupos que não representam a sociedade civil organizada, continuam postando vídeos ofensivos às religiões nas mídias sociais. Não podemos dar fôlego aos discursos de ódio e intolerância religiosa sob o manto da  liberdade de expressão.
Portanto o Projeto Jaraqui deste sábado, (24/mai), está convidando representantes das religiões de matizes africanas para debater a intolerância religiosa.
Viva a liberdade religiosa. Axé! (Por: Paulo Onofre).

terça-feira, 20 de maio de 2014

COMO ESTÃO OS AEROPORTOS DA COPA? VEJA SITUAÇÃO EM 6 CIDADES



 Reportagem visitou aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador
BBC BRASIL.com
 Obras no aeroporto de Salvador, a poucos dias da Copa do Mundo
Foto: BBCBrasil.com
 20 de maio de 2014 • 06h50 • atualizado às 07h41
"Senhores passageiros, sejam bem-vindos a São Paulo! Acabamos de pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, são 19h em ponto, a temperatura externa é de 20°C." Após ouvirem essa mensagem no alto-falante, os passageiros do voo recém-chegado de Curitiba na sexta-feira à noite, 9 de maio, começaram a se preparar para descer do avião.
Alguns minutos depois, porém, veio o aviso que os manteria sentados na poltrona da aeronave por mais uma hora. "Senhores passageiros, pedimos um pouco de paciência a vocês. Estou vendo aqui pelo menos oito aeronaves aguardando vaga para estacionar, então teremos que aguardar a autorização para o desembarque", disse o comandante.
A reportagem da BBC Brasil estava neste voo e acompanhou a mudança de humor dos passageiros, que foram ficando impacientes com a demora para sair do avião. Somente às 20h05, a aeronave foi liberada e eles puderam pegar o ônibus para a área de desembarque. Para quem precisou pegar táxi para casa, no entanto, a espera continuou na fila do lado de fora do aeroporto, onde centenas de pessoas aguardavam uma corrida.
Segundo a GRU Airport, concessionária que gere o aeroporto de Guarulhos, o problema lá foi "pontual". Sobre a espera pelo táxi, a empresa explicou que está em negociação com a Prefeitura de Guarulhos (que regulamenta o serviço) para aumentar a capacidade de atendimento.
Mas a experiência desagradável em Guarulhos, principal porta de entrada para turistas no país, não foi a única vivida pela BBC Brasil em recentes viagens para seis das 12 cidades-sede da Copa do Mundo.
Saiba Mais



Segundo o Ministério da Aviação Civil, ela faz parte do processo de "transição dos aeroportos brasileiros para o século 21" - um processo que incluiu reformas e grandes reformulações nos principais aeroportos do Brasil visando atender à demanda não só do Mundial, mas do próprio país, que tem se tornado um destino mais procurado no turismo internacional.
"Nós vamos entrar em um novo patamar da estrutura aeroportuária brasileira. O esforço que estamos fazendo é no sentido de colocar os aeroportos brasileiros no século 21, do ponto de vista de operação, de tecnologia, de gestão", explicou o Ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, em entrevista exclusiva à BBC Brasil.
Atraso de mais de três horas em Porto Alegre, um barulho ensurdecedor de obras em Belo Horizonte, tapumes por todos os lugares no Galeão (Rio de Janeiro), espera de horas por um táxi no Santos Dumont (também no Rio), mais obras em Curitiba e em Salvador, foram alguns dos problemas constatados pela reportagem em visitas recentes a essas cinco cidades-sede do Mundial.

Em Belo Horizonte, passageiros convivem com as obras
Foto: BBCBrasil.com
Na segunda-feira, uma forte chuva que caiu em Manaus derrubou parte do teto do aeroporto Eduardo Gomes causando vários pontos de alagamento. "Nossos aeroportos ficaram muitos anos sem nenhuma intervenção física e agora nós estamos correndo contra o tempo para colocá-los de novo na lista dos melhores aeroportos do mundo", disse Moreira Franco.
As intervenções físicas mencionadas pelo ministro começaram a ocorrer nos últimos anos como parte da preparação do Brasil para a Copa do Mundo. A menos de um mês do início do Mundial, porém, a maioria delas ainda não foi entregue, e alguns problemas expostos na infraestrutura aeroportuária das cidades-sede do torneio levantam novamente a questão: os aeroportos brasileiros estão prontos para receber o Mundial?
O Ministro da Aviação Civil garante que o País atenderá tranquilamente os 600 mil turistas estrangeiros esperados durante a Copa do Mundo - além da demanda nacional. "Vamos estar preparados para atender à demanda, essa é a garantia que eu tenho", disse. "Nós teremos condições de garantir um atendimento, não o ideal, mas um atendimento adequado para os turistas que vierem ver os jogos."
Problemas
Entre os aeroportos visitados pela reportagem - São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília -, o caso mais crítico foi o da capital mineira. Lá, a obra de ampliação do saguão do aeroporto acontece no mesmo ambiente em que os passageiros chegam para fazer o check-in e despachar as malas. O barulho da construção é tamanho que é difícil entender as orientações dos próprios funcionários do aeroporto.
Em entrevista à BBC, o secretário da Copa de Minas Gerais, Tiago Lacerda, reconheceu que a situação do aeroporto de Confins não causará boa impressão a quem desembarcar na cidade.
"Claro que no primeiro momento, a impressão do turista não vai ser boa. Ele tinha que ser recebido com tapete vermelho. Mas a nossa intenção é reverter esse quadro na hora que ele pisar para fora do aeroporto", disse o secretário, que citou a "ineficiência de gestão" por parte da Infraero como principal motivo do atraso.
Não foi somente o aeroporto de Confins, administrado pela Infraero, que teve problemas para entregar as obras planejadas para a Copa do Mundo dentro do prazo. Dos aeroportos que estão sob responsabilidade da estatal, nenhum ficará completamente pronto antes do Mundial. A principal justificativa para o atraso foram as dificuldades com a burocracia das obras.
"Como estatal, a Infraero precisa passar por uma série de etapas para executar esses empreendimentos - planejamento, licitação de projetos, licenças ambientais, licitação de obras, avaliação por parte dos órgãos de controle etc.. Em algumas dessas etapas, ocorreram alguns percalços que atrasaram a efetiva realização do empreendimento", explicou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, à BBC Brasil.
Além das obras, outro problema constatado pela reportagem foram os atrasos. Um voo de São Paulo para Porto Alegre marcado para segunda-feira, dia 5 de maio, logo pela manhã, por exemplo, atrasou mais de três horas. O motivo? A neblina que fechou o aeroporto Salgado Filho das 7h às 10h para pousos e decolagens.
O problema é recorrente na capital gaúcha, onde o aeroporto foi construído em uma área baixa, bem suscetível à neblina. A solução encontrada foi providenciar um equipamento chamado ILS (Instrument Landing System) que permite pousos e decolagens mesmo em condições climáticas adversas. Até aquele dia, o aparelho ainda estava em fase de testes e os pilotos não tinham autorização para utilizá-lo. Segundo a Infraero e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), porém, o uso do ILS está garantido durante a Copa.
"A instalação do equipamento já foi concluída e aprovada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Comando da Aeronáutica (Decea). No momento, a Infraero está providenciando os documentos necessários para que a Anac possa concluir o processo de homologação nos próximos dias", reiterou Do Vale.
Pronto para a Copa
Apesar dos problemas, o governo federal garante que os aeroportos brasileiros estão preparados para receber a Copa do Mundo da melhor maneira possível. Para a presidente Dilma Rousseff, que inaugura o terminal 3 do aeroporto de Guarulhos nesta terça-feira, os turistas encontrarão uma excelente infraestrutura quando desembarcarem por aqui em junho.
"Garanto que os nossos aeroportos estão preparados para a Copa do Mundo. Vamos receber todos muito bem. E os brasileiros poderão ficar orgulhosos do Brasil que estamos construindo", disse ao programa Café com a Presidenta, da Rádio Nacional.
Entre os aeroportos das cidades-sede com melhor avaliação pelo Ministério da Aviação Civil estão os de Guarulhos, Recife, Manaus, Brasília e Natal. Os casos mais preocupantes estão em Cuiabá, em Fortaleza - onde, por conta do atraso da obra, será utilizado um terminal provisório construído para a Copa - e em Belo Horizonte.
"Mesmo nesses dois casos, nós garantimos que eles estarão preparados para a demanda. Está tudo planejado, tudo organizado. Problemas ocorrem, é normal em grandes eventos, mas temos convicção de que tudo ocorrerá bem", concluiu Moreira Franco.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

NO BRASIL, 8,5 MILHÕES DE ALUNOS ESTÃO ATRASADOS DUAS SÉRIES NA ESCOLA




Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo 19/05/201406h00 Danilo Verpa/Folhapress
Mais 8,5 milhões de alunos brasileiros estão atrasados pelo menos dois anos na escola. Os dados são do Censo da Educação Básica 2013 e mostram que 6,1 milhões de estudantes do ensino fundamental e 2,4 milhões do ensino médio não estão na série ideal.
Nessas duas etapas de ensino o país tinha 37,3 milhões de matrículas em 2013. São crianças e adolescentes que reprovaram, abandonaram a escola ou já foram alfabetizados com atraso.
"Nós temos esse descompasso, que é a falta de correspondência entre e a idade e o ano escolar. A responsabilidade de solucionar esse problema é do governo federal e dos governos estaduais e municipais, junto com a sociedade. Não é só um problema de gestão do setor público, é uma questão das prioridades que a sociedade estabelece", afirma Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). 
O ideal é que o aluno tenha 6 anos no 1º ano do ensino fundamental e complete 14 anos no 9ª ano. Já as três séries do ensino médio devem ser feitas entre os 15 e os 17 anos. A realidade, porém, é que 21% dos estudantes do fundamental e 29,5% do ensino médio não estão na sala correta. 
Distorção idade-série
Para especialistas, as principais causas desse atraso são a repetência e a evasão escolar, que refletem problemas estruturais e pedagógicos das escolas. "O fluxo escolar melhora quando há acompanhamento mais perto dos alunos, escolas menores e próximas às casas dos alunos, equipe escolar estável e programas de recuperação ao longo do período letivo", afirma José Marcelino Rezende Pinto, professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.
O pico de defasagem ocorre no 6º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio, fases importantes de transição na vida escolar. No primeiro caso, os alunos deixam salas menores e com apenas um professor para entrar em uma etapa de maior exigência, muitas vezes acompanhada da troca de escola.
"Na primeira fase do ensino fundamental [do 1º ao 5º ano] o aluno tem uma rotina, menos professores, menos disciplinas e está acostumado com um ritmo na escola. No 6º ano pode acontecer de mudar de escola, então há uma adaptação, mais disciplinas e mais professores", afirma Adriana Aguiar, secretária de Educação do Tocantins e vice-presidente do Consed. (Conselho Nacional de Secretários de Educação).