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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

VIOLÊNCIA X VIOLÊNCIA EM MANAUS E NO MUNDO



O Fluzão foi campeão brasileiro da serie A e a carteira só tinha documentos xerocados. Pega ladrão filho da puta. Vai trabalhar, vagabundo!
No Novo México, um adolescente de 15 anos trucida sua própria família de 5 pessoas, os pais e três irmãos, passa fogo nos seus sem dó nem piedade. Apenas um moleque, intoxicado pela mídia e os filmes de violência, o garoto psicopata entendeu que era o lagarto, bandido do último filme da série Homem Aranha. O virtual se torna realidade, apresentando na prática a chusma destrutiva de um incabível serial killer que ainda urinava nas calças.
Na telona a violência é elevada ao quadrado, como se fosse uma mistura absurda que começou com Charles Bronson, Bruce Willis, Stallone e Schwarzenegger, e tome condicionamento no cérebro do moleque, e deu no que deu, porrada na cabeça dos inocentes, sempre pagando o pato, pela displicência de políticos e governantes que jamais param para escutar os profissionais do assunto em questão, pois se tivéssemos preventivas públicas corretas, esses monstrinhos jamais teriam espaço para medrar suas torpezas contra vítimas inocentes.
Manaus é um ringue. O centro da cidade está de fachada parecida com a cara do Hollyfield quando Mike Tison mordeu sua orelha por ter levado porrada do mesmo.
A toda hora se escuta: “pega ladrão!” E o povo padece à mercê da marginalidade que faz ponto ali perto da Igreja da Matriz, juntamente com as prostitutas. Agora eles se juntam em grupo de três e roubam o incauto no aperto da entrada do ônibus. Foi assim que roubaram a minha carteira do Fluminense, e até hoje ela não retornou, mas o Fluzão foi campeão brasileiro da serie A e a carteira só tinha documentos xerocados. Pega ladrão filho da puta. Vai trabalhar, vagabundo!
Dou um conselho para que o Omar e o Arthur contratem uma turma de profissionais de segurança, aliás vou dar uma dica: o Paulo Matsuoca tem um projeto espetacular. O cara foi assessor do Serra e é expert no assunto, como também foi professor do Eduardo Braga lá na UTAM. Ele tem a equação para resolver o problema da segurança em nosso Estado e na capital. Mais um lembrete: ele é sobrinho do Pedrosa da Policia Federal, já falecido e que era amigo do Tuma e do presidente João Goulart. E, nas horas vagas, olheiro do SNI no tempo da ditadura. É mole.
Omar e Arthur, o japonês conhece. É mestre em segurança. Chamem o rapaz, ele sabe das coisas. E o Amazonas precisa mais do que nunca dos seus serviços profissionais. Precisamos de paz na maloca. (Foto: Alex Pazuello / Agecom - portalamazonia.com.br)

Alexandre Otto,
é poeta e membro
do Clube da Madrugada.

CERTIFICAÇÃO DE QUALIDADE NA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS



O que nos leva a crer que o vereador Bosco Saraiva buscará incessantemente a modernização da Câmara é o seu perfil de administrador e a sua experiência profissional.
Em dezembro foi divulgado por meio da imprensa local que a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-Am), comemorava o avanço do seu plano gestor para a melhoria da qualidade dos serviços do Poder Legislativo Estadual, já iniciara o processo de certificação de qualidade: ISO 9000 (Gestão de Qualidade), ISO 14000 (Gestão Ambiental) e ISO 18000 (Gestão de Segurança e Higiene Ocupacional) para dinamizar os serviços daquela Casa.
Segundo o presidente da ALE-Am, deputado Ricardo Nicolau, o objetivo é para mudar a prática do serviço público, como acontece na indústria e no comércio, há necessidade de planejar, cumprir metas e melhorar a produção funcional, prestando contas de nossas ações ao nosso patrão que é a sociedade. Ademais a implantação destes sistemas modernos, proporcionará a dinamização e a desburocratização dos serviços deste poder.
Fiz este preâmbulo por sentir um desapontamento cada vez maior com o poder público, principalmente quando este passa a ser pautado por interesse de grupos.
Quando o vereador Mário Frota (PSDB), em outubro de 2010, lançou seu nome como candidato à presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM), preparou um projeto para administrar aquele poder que contemplava a qualificação profissional dos servidores, modernização de equipamentos, implementação da ISO 9000 a instalação da TV Câmara com circuito aberto, dentre outros.
Com a retirada da candidatura de Mário Frota à presidência da CMM e apoio à candidatura do vereador Isaac Tayha, vislumbramos que os itens contidos no projeto de Mario, seriam implementados na nova administração, mas para a decepção de todos nós o projeto não foi contemplado em um único item.
Na administração do vereador Bosco Saraiva, esperamos que sejam implantados esses serviços para melhorar a qualidade dos serviços da Casa.
O que nos leva a crer que o vereador Bosco Saraiva buscará incessantemente a modernização da Câmara é o seu perfil de administrador e a sua experiência profissional que se iniciou em indústrias do Pólo Industrial de Manaus (PIM), onde ele trabalhou na década de 80, o que lhe deu base para ter uma visão futurista, pois sabemos que estas certificações hoje são condições “SINE QUA NON”, para o sucesso de qualquer administração, seja no âmbito estadual, municipal ou na iniciativa privada.  (Por: Paulo Onofre).

UM SONHO DE LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS



Puta que o pariu. Valeu, Pinker! Vamos ajudar os presos do Brasil. Eles ainda têm jeito. Os outros, não, condicionaram o próprio cérebro a ser macaco. Que pena, Jorge Bem Jor. Salve Jorge! Pocotó, Pocotó, Pocotó.
Quem viu o filme interpretado magistralmente por Tim Robins e  Morgan   Freeman,  entende também que os presos são seres humanos e que o sentido da Lei e da Justiça, não é só trancafiar o condenado mas recuperá-lo para o possível convívio da  sociedade.
Baseado no romance de Stephen Kong, genial escritor preferido dos produtores e diretores de Hollywood, o filme mostra que na cadeia tem muita gente inocente como também muita gente de  boa índole.
Estudos feitos por experts no assunto prisional, indicam que há várias maneiras de se recuperar um condenado, dando-lhe formação de caráter e formação profissional, também cultura e deleite artístico, aliás a música é uma prova de que o bem sobrepõe o mal, pois jamais qualquer pessoa poderá apreciar uma peça musical se não estiver com a mente quieta e em paz. O agoniado nunca curtirá uma canção se não estiver ligado tranquilamente nessa percepção estética, a não ser que a música seja “Minha Eguinha Pocotó”.
Por que em Manaus não se cria um Centro de Recuperação Prisional, algo de prática científica, sem o vislumbre de dogmas religiosos, pois estamos em pleno século XXI, era pós espacial e da Teoria das Cordas, com setilhões de infinitos universos, compondo o Multiverso e, segundo a Teoria  M,  de Ed Whitten,  o Big Bang já era, pois o nosso  universo surgiu foi de um choque de Branas,  e o Cosmos nunca teve começo nem terá fim, por isso, prisão é muito antigo e acadêmico.
Se pusermos os presos para plantar batatas e criar galinha, e montar escolas profissionalizantes e produtoras para o penitenciário, com certeza recuperaremos esses nossos irmãos de forma que eles entendam a lição de Rockfeller, quando enfatizava: “Se  o malandro soubesse a vantagem de ele ser honesto, ele seria honesto só de malandragem”.
Por isso recomendamos um estudo científico, para essas pessoas que estão do outro lado da cela. Eles merecem uma chance de esperança e vida, pois as cadeias hoje são escolas de crime. O sujeito chega ruim na penitenciária, e sai péssimo, isso quando sai para voltar de novo, num ciclo vicioso infernal. E quem paga a conta é o contribuinte; era só o que faltava: cidadão alimentar bandido.
Vamos resgatar os presos, dando aos mesmos a teoria e prática de cidadania. Os penitenciários são Homo Sapiens, ainda não se condenaram como os ricos, que segundo Steve Pinker, gênio da neuro ciência, passaram a vida toda só usando a parte traseira do cérebro, esquecendo de usar a parte frontal, isto é, neles ainda prevalece o símio anterior ao australopitecus, essa sim, é a verdadeira prisão, a psicológica e existencial. Puta que o pariu. Valeu, Pinker! Vamos ajudar os presos do Brasil. Eles ainda têm jeito. Os outros, não, condicionaram o próprio cérebro a ser macaco. Que pena, Jorge Bem Jor. Salve Jorge!
Alexandre Otto,
é poeta e membro
do  Clube da Madrugada.           

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

AMBULANTES OU CAMELÔS, EIS A QUESTÃO




O pintor Moacir Andrade que desde criança gostava de observar a rua e o rio próximos de sua casa no centro retratou os ambulantes de Manaus.

Ellza Souza (*)



Manaus já teve muitos vendedores ambulantes. Sabemos disso, hoje, pelos desenhos do pintor amazonense Moacir Andrade que desde criança gostava de observar a rua e o rio próximos de sua casa no centro. Uma das coisas que o pintor  mais registrou, em prosa, verso e desenhos, foram esses vendedores que na época eram ambulantes de verdade que não criavam raízes num local e sim ofereciam pra lá e pra cá os seus produtos. Em suas lembranças aparecem o doceiro com sua caixa de doces envidraçada e de dois “andares” onde se comprava queijadinha, o “mata-fome”, o puxa-puxa, o bolo de milho, para degustar com o refresco de pura fruta regional. Aparece o padeiro (o pão de meio quilo deu um flash na minha mente) com grandes cestos de vime que passavam nas ruas “atentando” todos os sentidos do freguês para a compra imediata de produto tão inesquecível mas eliminado do cenário moderno da cidade. Aparece o miudeiro que vinha “da margem direita do igarapé do São Raimundo nas catraias para vender na cidade os miúdos dos bois sacrificados no antigo Curro”. O pintor lembra das negras barbadianas que moravam na longínqua Praça 14 de Janeiro e que vendiam cheiro verde, bonecos de pano, rendas, doces no centro da cidade vestidas com roupas longas e chapéus.
Perfeitamente registrados nos primeiros anos da carreira de Moacir Andrade, quando ainda o lápis era o seu único material de trabalho junto com o seu olhar observador e curioso sobre a movimentação daquelas pessoas e seus tabuleiros ou reco-recos nas ruas da cidade.  Tinha até vendedor de santinho em frente da igreja matriz no centro,  e um deles era assim lembrado: “tinha uma longa barba branca e vestia-se com um velho gibão e uma cruz no peito. Uma outra cruz de madeira na mão era enfeitada com fitas coloridas para atrair os transeuntes e assim vender os seus produtos sagrados”. Outros vendedores circulavam pelas ruas dos bairros com os santinhos pendurados num quadro sobre o peito (uma espécie de mostruário).
Muitos outros vendedores de rua ofereciam seus produtos, a retalho, nas casas das pessoas como o geleiro, o leiteiro, o verdureiro, o carvoeiro. Segundo os relatos o espanhol Felipe Geleiro fez fortuna em Manaus vendendo gelo e fazendo agiotagem. mas vivia como um mendigo, sujo e sozinho. Os horteleiros levavam nas carroças para o “mercado grande”, o Adolfo Lisboa, palco de histórias de muitas vidas e hoje deixado de lado pelas autoridades, as hortaliças fartamente colhidas nas grandes hortas existentes nas proximidades do centro.
Era um tempo em que os ambulantes eram trabalhadores de verdade e mereciam o respeito da clientela. Iam e vinham pelas ruas sem emporcalhar a cidade e sem se apoderar do espaço público com a desculpa de que “é pai de família” e não tem emprego pra todos. Pode até ser essa uma parte da desculpa para a esculhambação no centro da cidade de Manaus. No entanto, a maior parte da culpa por esse caos é certamente das autoridades municipais que permitiram tal insanidade tirando a vontade dessas pessoas de procurar algo melhor pra fazer. Mas claro que a população, todos nós que reclamamos, também temos participação nessa culpa ao comprarmos qualquer coisa que seja nesse mercado negro de camelôs e que não tem nada parecido com os vendedores ambulantes que despertaram sentimentos e a arte do menino Moacir Andrade.

(*) É escritora, jornalista e articulista do NCPAM/UFA