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segunda-feira, 18 de março de 2013

PARTICIPE DO III FÓRUM BRASILEIRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA




A comissão executiva do III Fórum Brasileiro de Pós-Graduação em Ciência Política abre inscrições para a segunda edição do evento, que será realizada na Universidade Federal do Paraná entre os dias 31 de Julho a 02 de Agosto de 2013.
O Fórum tem como objetivo se consolidar enquanto um espaço de debate e discussão para os pesquisadores da pós-graduação em ciência política no Brasil. Nessa terceira edição o Fórum terá como tema principal a emergência de "As dificuldades contemporâneas da pesquisa em Ciência Política no Brasil", e terá seus trabalhos organizados em grupos de trabalho.
Assim como nas edições anteriores, as apresentações admitidas para os Grupos de Trabalho serão selecionados por dois coordenadores discentes, e por um professor especialista no assunto, obedecendo a critérios de diversidade regional e institucional e pluralidade no nível de pós-graduação (mestrado e doutorado).

Os grupos de trabalho são:

GT1 - Partidos, Eleições e Representação Política.
GT2 - Comunicação e Política
GT3 - Teoria Política
GT4 - Estado e Políticas Públicas
GT5 - Instituições Políticas
GT6 - Cultura Política, Democracia e Comportamento Político
GT7 - Participação Política e Movimentos Sociais
GT8 - Relações Internacionais
GT9 - Estudos Legislativos
GT10 - Estudos de Elites e Estruturas de Poder
O III Fórum, assim como a edição anterior, terá espaço para que alunos de graduação submetam propostas de painéis referentes à pesquisas de iniciação científica. A inovação dessa nova edição é que as apresentações dos painéis serão feitas por meio de data show, dispensando a produção física dos mesmos. As propostas de painéis serão remetidas para os GTs, que deverão designar doutorandos para fazer uma apreciação dos painéis. Com isso, pretende-se fomentar o contato das novas gerações de pesquisadores com as diversas abordagens e modalidades de pesquisa que a disciplina oferece.

Saiba mais: http://www.forumcienciapolitica.com.br/edital/

sexta-feira, 15 de março de 2013

QUEREMOS GÁS EM MANAUS


Em Natal (RN), os taxis são abastecidos à gás, que custa R$ 1,99 o metro cúbico. 
Com 5 metros cúbicos o veículo roda 100 km.

O setor energético de Manaus é capenga, pois apagões acontecem até na hora do jogo do Fluminense, quando os vascaínos que são irredutíveis tomam uma gelada para torcer contra a máquina tricolor.

Parece que o gás de Urucu escafedeu-se e foi mandado de volta para o poço da Petrobras, tal a inércia reinante em torno do assunto  que iria beneficiar sobremaneira o setor energético de Manaus e a vida do nosso povo caboclo.
Ninguém sabe nada, ninguém comenta nada nem exige uma solução para um setor que espera das instituições soluções evidentes.
Arejado pelo vento do mar e o iodo marinho, o Paulo Onofre, gestor do  Blogpaulonofre, voltado para exigir os direitos do povo, é quem nos traz a salutar notícia de que em Natal (RN), a maioria dos carros de taxistas usa gás natural que é muito mais barato para  bolso dos motoristas e não polui o ar.
Ficamos perguntando ao Governo do Estado e à Petrobras, o que foi que houve com o direcionamento do gás vindo de Coari, já que foram gastos cerca de R$ 5,2 bilhões para trazer o mesmo pelo gasoduto? O produto seria utilizado nas termoelétricas em Manaus e em veículos (taxi), e de repente a coisa para, parecendo até que a Petrobras não é uma das primeiras empresas mundiais de petróleo e a primeira do mundo em prospecção em águas profundas.
De repente tudo congela no tempo e fica por isso mesmo, parecendo essa insolvência outro assunto público que termina em pizza.
O setor energético de Manaus é capenga, pois apagões acontecem até na hora do jogo do Fluminense, quando até os vascaínos que são irredutíveis tomam uma gelada para torcer contra a máquina tricolor, e o Flusão perde até dentro de casa. Ora bolas!
A pergunta que não quer calar é a seguinte: com a chegada do linhão de Tucurui os estudiosos do setor energético entendem que será resolvida de uma vez por todas os apagões em Manaus - ótima notícia. E o gás vindo de Coari, qual será sua destinação?
Está faltando gás, minha gente, nos carros (TAXIS), e na vontade política dos eleitos pelo povo. Parece até que os políticos de Manaus, com exceção do vereador Mário Frota e poucos políticos, comeram uma saca de abiu, porque ninguém fala nada nem cobra alguma coisa das autoridades que também estão na mesma ciranda da incompetência tão decantada pelo executivo Lee Iacoca que enfatiza em vários de seus livros de sucesso: “Basta um medíocre numa empresa para o vírus da derrota se implantar em todos os setores, e assim ser configurada a Ciranda dos Medíocres”.
Pessoal, vamos cobrar dos políticos, afinal o governo gastou uma grana preta para trazer o gás de Coari e entra ano e sai ano e não temos noticia se o gás esta sendo utilizado. Com a palavra o Ministério Público Estadual e Federal. Tem que mexer para desvendar esse mistério, senão a coisa não anda. Vamos gritar meu povo senão teremos mais um elefante branco. “Manaus: Cadê o gás”. Será que o rato comeu?

Alexandre Otto
é poeta e membro do
Clube da Madrugada

terça-feira, 12 de março de 2013

AS GARANTIAS DA ESCOLA PÚBLICA



A Assembleia Legislativa do Amazonas, por meio do presidente da Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas, Deputado Sidney Leite, estará promovendo uma Audiência Pública, no dia 14 (quinta-feira), das 15 às 17h, no Plenário Ruy Araujo, para homenagear o Dia da Escola, discutindo e definindo os meios necessários para o fortalecimento do espaço escolar como instrumento de analise e  avaliação dos processos de formação, gestão e estrutura financeira na Escola.
Ademir Ramos (*)
No papel tudo é bonito, tudo é maravilhoso. No entanto, quando se vai às escolas e ouve os relatos dos trabalhadores da educação e dos próprios alunos chega-se a conclusão que a realidade é outra, deixando muito a desejar quanto às estruturas operacionais, os serviços prestados, a organização, gestão e as práticas pedagógicas. A Escola Publica tem sofrido todo o tipo de dano e influencia sem que a população saiba e conheça os fatos, não só por ignorância, mas  pelo imobilismo social dos pais e da sociedade como um todo. Esse comportamento apático parece mudar quando se registram os gritos de alguns protagonistas que tomam pela mão a responsabilidade cidadã de transformar a Escola num instrumento participativo, e culturamente organizado comprometido com “os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”, como bem determina em seu Art. 1°, a Lei (9.394/96), das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
As questões fundamentais que se identifica nesse embate pela melhoria da educação podem ser classificadas na seguinte ordem: interna (endógena) e externa (exógena), numa interface estruturante capaz de promover a organização da escola como espaço cultural, político e estratégico. Nesses termos a Escola deixa de ser uma edificação qualquer e passa a ser compreendida como o lugar de formação por excelência,  agregando valor, capital intelectual, político e social centrado nos processos formativos e no desenvolvimento cognitivo dos professores e alunos, todos inseridos numa rede do ensino-aprendizagem.   
Assim, a escola deixa de ser um ente isolado e passa a fazer parte do cotidiano da comunidade. Esse salto pode ser iniciado pela própria comunidade escolar quando por meio do gestor, da congregação dos professores, da Associação de pais e mestre, do grêmio livre dos estudantes e das próprias lideranças comunitárias do em torno da Escola comprometidas com a educação enquanto matriz de desenvolvimento.
Nessa perspectiva é que o próprio governo federal vem incentivando a criação dos Conselhos Escolares, devendo ser encarado pela comunidade escolar como plataforma de organização para o controle da escola pelos seus agentes. O incentivo do governo não deve ser entendido como concessão, mas como direito e estratégia de gestão democrática.
Para esse fim é necessário repensar a postura dos Diretores de Escola, chamando à responsabilidade para operar a mobilização em favor da organização desse espaço cultural, reunindo força para discutir e fortalecer os Conselhos como instrumento consultivo, deliberativo, financeiro e avaliativo. Se assim for, os Conselhos Escolares serão verdadeiros Fóruns de Educação, resgatando a autonomia da Escola, tomando para si o poder de decidir sobre o Projeto Político Pedagógico mais adequado para as suas comunidades, bem como, realizando também o planejamento escolar participativo, pondo em questão a centralização do poder como expediente viciado, que muito mal faz a comunidade relativa à  resolução dos problemas enfrentados no cotidiano da Escola.
É urgente que se inaugure esta prática, porque a escola em relação às estruturas de poder das Secretarias de Estado é o fim e não o meio. Significa dizer que a Escola em cumprimento a sua missão deve ser respeitada e para tal requer os meios necessários para operar seus objetivos. Dessa feita, o investimento na Escola deve pautar-se na criação e fortalecimento do Conselho Escolar, exigindo das estruturas de poder um novo reordenamento dos meios em atenção à autonomia e a qualidade dos processos de aprendizagem.
Nesta semana, a Assembleia Legislativa do Amazonas, por meio do presidente da Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas, Deputado Sidney Leite, estará promovendo uma Audiência Pública, no dia 14 (quinta-feira), das 15 às 17h, no Plenário Ruy Araujo, para homenagear o Dia da Escola, discutindo e definindo os meios necessários para o fortalecimento do espaço escolar como instrumento de analise e avaliação dos processos de formação, gestão e estrutura financeira na Escola. Para o evento foram convidados alunos, professores, pedagogos, os técnicos da SEDUC e SEMED, parlamentares, pesquisadores, consultores e formuladores de políticas públicas.           

(*) É professor, antropólogo e coordenador do projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM.             

OPINIÃO: O PETRÓLEO POR EDUCAÇÃO




Dilma Rousseff: vetos à lei que muda os parâmetros de distribuição dos recursos do petróleo.
"A Educação não é importante apenas para melhorar a qualidade de vida da população. Ela é fundamental também para aumentar a qualificação da mão de obra e para a qualidade da produção brasileira", afirma Denize Bacoccina

Em meados dos anos 1990, quando o governo de Saddam Hussein sofria as consequências de um embargo econômico internacional, como punição pela Guerra do Golfo, a Organização das Nações Unidas tentou uma maneira de amenizar as sanções para o povo iraquiano. Um programa chamado Petróleo por Comida permitia ao país, dono de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, vender um pouco do produto em troca de gêneros de primeira necessidade, como alimentos e remédios. O Brasil não precisa da tutela de nenhum organismo internacional para saber como gastar os recursos que receberá do petróleo.
Mas fará muito bem se vincular essa receita, que em alguns anos pode se tornar muito significativa, à melhoria da Educação. Correta­mente, a presidenta Dilma Rousseff fez essa vinculação quando sancionou, com vetos, a lei que muda os parâmetros de distribuição dos recursos do petróleo.
Com a derrubada dos vetos presidenciais pelo Congresso, na madrugada de quinta-feira 7 (embora o assunto ainda seja objeto de questionamento jurídico), pode cair também a destinação dos recursos à Educação. O Ministério da Educação aguarda a publicação do novo texto da lei para ter certeza de que o dinheiro foi perdido. Mas a impressão geral é de que, com a derrubada do veto, cai também a obrigação de gastar o dinheiro no setor.
Somente neste ano, o Ministério teria um reforço de caixa de R$ 16 bilhões, significativo para um orçamento de R$ 91 bilhões. Do jeito que ficou, a lei prevê 13 destinações para os recursos do petróleo, que, além de Educação, incluem temas tão amplos quanto saúde, segurança, defesa civil e reinserção social dos dependentes químicos.
A destinação exclusiva, além de aumentar os recursos para a Educação, resolvia outro problema: tirava dos municípios a autonomia para gastar esse dinheiro como quisessem. No Rio de Janeiro, as cidades que mais recebem recursos de royalties são as que têm os piores índices de desenvolvimento humano (IDH).
A Educação não é importante apenas para melhorar a qualidade de vida da população. Ela é fundamental também para aumentar a qualificação da mão de obra e, consequentemente, a qualidade da produção brasileira. “Se melhoramos a Educação, melhoramos a capa­cidade de os Alunos apren­derem matemática, eles entram mais preparados na universidade e saem com maior capacidade de fazer inovação nas empresas”, diz o secretário-executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Naldo Dantas, que ajudou a convencer Dilma a editar a MP de dezembro. Apesar de investir hoje em Educação o equivalente a 5,2% do PIB, o Brasil não vai nada bem nas avaliações internacionais de desempenho dos Alunos.
O Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso, fala em aplicar 10% do PIB nesta área. O aprimoramento da Educação de base é a condição para melhorar a posição do Brasil em inovação no setor produtivo. E aí, também, o País precisa dar um salto em seu desempenho.
O Brasil investe pouco mais de 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, metade do gasto de países como França e Alemanha e um terço da Coreia do Sul, que em uma geração, através dos investimentos maciços em Educação, conseguiu dar um salto e se tornar um país desenvolvido. Se o Congresso derrubou a lei que poderia colocar o Brasil nesse caminho, é dever da sociedade recolocar essa discussão na pauta.  

Fonte: Isto É Dinheiro (SP). Postado por NCPAM às 18:38:00 Nenhum comentário: Links para esta postagem

POR QUE OS ÍNDIOS DO AMAZONAS FORAM ESQUECIDOS?


A tragédia transforma-se em drama e o fato em vergonha nacional, imputando aos governantes a responsabilidade pelos atos.

Ademir Ramos (*)

Embora o estado do Amazonas concentre a maior população indígena do Brasil suas comunidades encontram-se esquecidas e abandonadas, não merecendo dos governantes o respeito que a história impõe e nem tampouco o cumprimento dos Direitos que a Constituição Nacional assegura a estas nações para salvaguardar a vida, a cultura, o território, os saberes, os modos próprios de aprendizagem assentados na autodeterminação e afirmação das identidades étnicas e nacional. Visto que, os territórios indígenas situam-se em áreas estratégicas de grande valia para a segurança do Estado, como também para a soberania nacional. 
A omissão do Estado pode ser vista de forma criminosa se analisar os fatos historicamente. Os índios assim definidos nos termos do Direito Ultramarino, secularmente, são os “originários da terra” e por isso foram resguardados e protegidos contra a volúpia dos colonizadores insanos, quando não, usados como bucha de canhão para garantir as terras que a Coroa Portuguesa julgava ser de seu domínio.
O Estado Brasileiro funda seus tentáculos contra os Direitos das nações indígenas perseguidos em seus territórios e expropriados em seus Direitos naturais, não só como homem, mas, sobretudo como nação. Nesse processo relacional conjugam-se forças materiais e espirituais a acelerar o genocídios desses homens e mulheres que por serem diferentes estavam condenados a morte cultural, social e física em nome do Estado e da fé.
Por tudo isso, esses povos bem deveriam ser tratados com dignidade e justiça, recebendo do Estado à merecida atenção quanto às políticas públicas com foco na sustentabilidade de suas comunidades agregando atenção à saúde, educação e apropriação de novas tecnologias centradas na sociobidiversidade a requerer partilha pelos serviços ambientais prestados a sociedade como um todo.
O abandono dos povos indígenas tem como ação estruturante a expatriação de seus territórios. Este ato é feito de forma política não investindo na permanência desses povos em suas terras que, por sinal, é de propriedade da União. Assim sendo, é compulsoriamente tangidos a cidade, vivendo em condições de extrema pobreza, miséria moral e corrupção dos costumes.
Ser índio no Brasil e, particularmente, no Amazonas é resistir contra os preconceitos e a toda forma de discriminação estruturante dos governantes, que pouco ou nada fazem para assegurar a estas comunidades tradicionais seus Direitos originários. A União, por sua vez, empurra para o estado determinadas competências e este, muitas vezes, repassa aos municípios tais responsabilidades, instituindo dessa feita, uma rede de omissão e abandono que resulta no genocídio ou na folclorização dessas culturas.
Para o governante, quase sempre, os indígenas são lembrados quando se fala em turismo, artesanato ou outras mercadorias que eles e seus agentes julgam que essa gente tem a obrigação de saber ou representar para justificar o exótico como parte de uma política de Estado. A discriminação é tão grande que alguns deles mesmo com acesso a Universidade não tem os meios necessários para continuar seus estudos, voltando ao ponto inicial, delegando as igrejas e as ONGs missão que é de inteira responsabilidade do Estado, com isso fraqueza a segurança, tornando a soberania nacional-popular refém de interesses externos.
Esta tensão está presente por toda fronteira do Estado Nacional na Amazônia, obrigando os índios aliançarem-se com outras forças que podem até mesmo colocar em risco o patrimônio do povo brasileiro. Se isso se consuma, o fato que deveria ser tratado no campo das políticas públicas passa a ser referenciado pelas forças militares como caso de polícia, criminalizando os indígenas pela prática da biopirataria ou do narcotráfico. A tragédia transforma-se em drama e o fato em vergonha nacional, imputando aos governantes a responsabilidade pela omissão, preconceito e discriminação.  
(*) É professor, antropólogo e coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.