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terça-feira, 19 de março de 2013

TÁ CHOVENDO ATÉ O TUCUPI NA RUA DAS CACIMBAS NO BAIRRO DE SÃO RAIMUNDO



Depois da alagação, a rua das Cacimbas ficou com o lixo
Avexa meu compadre, parece até o dilúvio, só ta faltando a Arca de Noel, isso dá samba!
Parece um dilúvio as águas crescendo na Rua das Cacimbas, no bairro de São Raimundo. O aperreio foi tão grande nesses dois dias de chuveiro que alagou Manaus, que as águas passaram das canelas do povo, já acostumado a roer beira de sino e a comer o pão que o diabo amassou.
Dona negona, que tem uma vendinha ali na baixada, arregalou os olhos aboticados de crioula brejeira e exclamou a plenos pulmões: - Avexa meu compadre, parece até o dilúvio, só ta faltando a Arca de Noel, isso dá samba!
É verdade dona Black (ela gosta de ser chamada assim), o povo sofre e o governo não toma nenhuma providência, mas continuamos rezando, pois somos devotos de Nossa Senhora da Glória. Por falar em político nenhum faz coisa alguma para equacionar o problema das chuvas em nossa cidade. E isso já remonta há décadas de esquecimento e a população continua sofrendo a ausência institucional.
Falando nisso, o Almir, frequentador assíduo do Café do Pina, que esteve na Alemanha há pouco, voltou de olhos espantados diante  da competência germânica. Viu in loco, que o dinheiro do contribuinte é gasto com esmero e seriedade em beneficio do povo. E o contribuinte faz questão de pagar os seus impostos, porque sabe que o seu dinheiro está sendo bem aplicado em prol da coletividade.
Aqui o pessoal se preocupa mais com o paletó do que com a população que o elegeu sem saber que o farsante esqueceria “ as roupas comuns dependuradas “de uma gente cujo sofrimento dá samba e voto”, mas depois de eleito, o político  esquece aquele que outorgou-lhe um mandato político.
A vida do povo vive alagada. Cadê a municipalidade dos vereadores? Um ou dois gatos pingados é que estão perto do povo. O resto é sala, papo furado e lero lero, aliás, políticos   sérios, são, poucos, essa é a verdade, o resto se esconde atrás da saia do poder, isto é. Não fala porra nenhuma em prol do nosso bom povo de Manaus.  Uma cidade que foi linda, que está virando uma cacimba, isso mesmo, aquela cacimba do tempo do ronca. Isso dá samba. Alô Sodré, alô Miguel, que Deus os tenha, Eta gente boa dos tempos em que o povo tomava bando de cacimba.”

Alexandre Otto,
é poeta e
membro do Clube da Madrugada.

segunda-feira, 18 de março de 2013

PARTICIPE DO III FÓRUM BRASILEIRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA




A comissão executiva do III Fórum Brasileiro de Pós-Graduação em Ciência Política abre inscrições para a segunda edição do evento, que será realizada na Universidade Federal do Paraná entre os dias 31 de Julho a 02 de Agosto de 2013.
O Fórum tem como objetivo se consolidar enquanto um espaço de debate e discussão para os pesquisadores da pós-graduação em ciência política no Brasil. Nessa terceira edição o Fórum terá como tema principal a emergência de "As dificuldades contemporâneas da pesquisa em Ciência Política no Brasil", e terá seus trabalhos organizados em grupos de trabalho.
Assim como nas edições anteriores, as apresentações admitidas para os Grupos de Trabalho serão selecionados por dois coordenadores discentes, e por um professor especialista no assunto, obedecendo a critérios de diversidade regional e institucional e pluralidade no nível de pós-graduação (mestrado e doutorado).

Os grupos de trabalho são:

GT1 - Partidos, Eleições e Representação Política.
GT2 - Comunicação e Política
GT3 - Teoria Política
GT4 - Estado e Políticas Públicas
GT5 - Instituições Políticas
GT6 - Cultura Política, Democracia e Comportamento Político
GT7 - Participação Política e Movimentos Sociais
GT8 - Relações Internacionais
GT9 - Estudos Legislativos
GT10 - Estudos de Elites e Estruturas de Poder
O III Fórum, assim como a edição anterior, terá espaço para que alunos de graduação submetam propostas de painéis referentes à pesquisas de iniciação científica. A inovação dessa nova edição é que as apresentações dos painéis serão feitas por meio de data show, dispensando a produção física dos mesmos. As propostas de painéis serão remetidas para os GTs, que deverão designar doutorandos para fazer uma apreciação dos painéis. Com isso, pretende-se fomentar o contato das novas gerações de pesquisadores com as diversas abordagens e modalidades de pesquisa que a disciplina oferece.

Saiba mais: http://www.forumcienciapolitica.com.br/edital/

sexta-feira, 15 de março de 2013

QUEREMOS GÁS EM MANAUS


Em Natal (RN), os taxis são abastecidos à gás, que custa R$ 1,99 o metro cúbico. 
Com 5 metros cúbicos o veículo roda 100 km.

O setor energético de Manaus é capenga, pois apagões acontecem até na hora do jogo do Fluminense, quando os vascaínos que são irredutíveis tomam uma gelada para torcer contra a máquina tricolor.

Parece que o gás de Urucu escafedeu-se e foi mandado de volta para o poço da Petrobras, tal a inércia reinante em torno do assunto  que iria beneficiar sobremaneira o setor energético de Manaus e a vida do nosso povo caboclo.
Ninguém sabe nada, ninguém comenta nada nem exige uma solução para um setor que espera das instituições soluções evidentes.
Arejado pelo vento do mar e o iodo marinho, o Paulo Onofre, gestor do  Blogpaulonofre, voltado para exigir os direitos do povo, é quem nos traz a salutar notícia de que em Natal (RN), a maioria dos carros de taxistas usa gás natural que é muito mais barato para  bolso dos motoristas e não polui o ar.
Ficamos perguntando ao Governo do Estado e à Petrobras, o que foi que houve com o direcionamento do gás vindo de Coari, já que foram gastos cerca de R$ 5,2 bilhões para trazer o mesmo pelo gasoduto? O produto seria utilizado nas termoelétricas em Manaus e em veículos (taxi), e de repente a coisa para, parecendo até que a Petrobras não é uma das primeiras empresas mundiais de petróleo e a primeira do mundo em prospecção em águas profundas.
De repente tudo congela no tempo e fica por isso mesmo, parecendo essa insolvência outro assunto público que termina em pizza.
O setor energético de Manaus é capenga, pois apagões acontecem até na hora do jogo do Fluminense, quando até os vascaínos que são irredutíveis tomam uma gelada para torcer contra a máquina tricolor, e o Flusão perde até dentro de casa. Ora bolas!
A pergunta que não quer calar é a seguinte: com a chegada do linhão de Tucurui os estudiosos do setor energético entendem que será resolvida de uma vez por todas os apagões em Manaus - ótima notícia. E o gás vindo de Coari, qual será sua destinação?
Está faltando gás, minha gente, nos carros (TAXIS), e na vontade política dos eleitos pelo povo. Parece até que os políticos de Manaus, com exceção do vereador Mário Frota e poucos políticos, comeram uma saca de abiu, porque ninguém fala nada nem cobra alguma coisa das autoridades que também estão na mesma ciranda da incompetência tão decantada pelo executivo Lee Iacoca que enfatiza em vários de seus livros de sucesso: “Basta um medíocre numa empresa para o vírus da derrota se implantar em todos os setores, e assim ser configurada a Ciranda dos Medíocres”.
Pessoal, vamos cobrar dos políticos, afinal o governo gastou uma grana preta para trazer o gás de Coari e entra ano e sai ano e não temos noticia se o gás esta sendo utilizado. Com a palavra o Ministério Público Estadual e Federal. Tem que mexer para desvendar esse mistério, senão a coisa não anda. Vamos gritar meu povo senão teremos mais um elefante branco. “Manaus: Cadê o gás”. Será que o rato comeu?

Alexandre Otto
é poeta e membro do
Clube da Madrugada

terça-feira, 12 de março de 2013

AS GARANTIAS DA ESCOLA PÚBLICA



A Assembleia Legislativa do Amazonas, por meio do presidente da Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas, Deputado Sidney Leite, estará promovendo uma Audiência Pública, no dia 14 (quinta-feira), das 15 às 17h, no Plenário Ruy Araujo, para homenagear o Dia da Escola, discutindo e definindo os meios necessários para o fortalecimento do espaço escolar como instrumento de analise e  avaliação dos processos de formação, gestão e estrutura financeira na Escola.
Ademir Ramos (*)
No papel tudo é bonito, tudo é maravilhoso. No entanto, quando se vai às escolas e ouve os relatos dos trabalhadores da educação e dos próprios alunos chega-se a conclusão que a realidade é outra, deixando muito a desejar quanto às estruturas operacionais, os serviços prestados, a organização, gestão e as práticas pedagógicas. A Escola Publica tem sofrido todo o tipo de dano e influencia sem que a população saiba e conheça os fatos, não só por ignorância, mas  pelo imobilismo social dos pais e da sociedade como um todo. Esse comportamento apático parece mudar quando se registram os gritos de alguns protagonistas que tomam pela mão a responsabilidade cidadã de transformar a Escola num instrumento participativo, e culturamente organizado comprometido com “os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”, como bem determina em seu Art. 1°, a Lei (9.394/96), das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
As questões fundamentais que se identifica nesse embate pela melhoria da educação podem ser classificadas na seguinte ordem: interna (endógena) e externa (exógena), numa interface estruturante capaz de promover a organização da escola como espaço cultural, político e estratégico. Nesses termos a Escola deixa de ser uma edificação qualquer e passa a ser compreendida como o lugar de formação por excelência,  agregando valor, capital intelectual, político e social centrado nos processos formativos e no desenvolvimento cognitivo dos professores e alunos, todos inseridos numa rede do ensino-aprendizagem.   
Assim, a escola deixa de ser um ente isolado e passa a fazer parte do cotidiano da comunidade. Esse salto pode ser iniciado pela própria comunidade escolar quando por meio do gestor, da congregação dos professores, da Associação de pais e mestre, do grêmio livre dos estudantes e das próprias lideranças comunitárias do em torno da Escola comprometidas com a educação enquanto matriz de desenvolvimento.
Nessa perspectiva é que o próprio governo federal vem incentivando a criação dos Conselhos Escolares, devendo ser encarado pela comunidade escolar como plataforma de organização para o controle da escola pelos seus agentes. O incentivo do governo não deve ser entendido como concessão, mas como direito e estratégia de gestão democrática.
Para esse fim é necessário repensar a postura dos Diretores de Escola, chamando à responsabilidade para operar a mobilização em favor da organização desse espaço cultural, reunindo força para discutir e fortalecer os Conselhos como instrumento consultivo, deliberativo, financeiro e avaliativo. Se assim for, os Conselhos Escolares serão verdadeiros Fóruns de Educação, resgatando a autonomia da Escola, tomando para si o poder de decidir sobre o Projeto Político Pedagógico mais adequado para as suas comunidades, bem como, realizando também o planejamento escolar participativo, pondo em questão a centralização do poder como expediente viciado, que muito mal faz a comunidade relativa à  resolução dos problemas enfrentados no cotidiano da Escola.
É urgente que se inaugure esta prática, porque a escola em relação às estruturas de poder das Secretarias de Estado é o fim e não o meio. Significa dizer que a Escola em cumprimento a sua missão deve ser respeitada e para tal requer os meios necessários para operar seus objetivos. Dessa feita, o investimento na Escola deve pautar-se na criação e fortalecimento do Conselho Escolar, exigindo das estruturas de poder um novo reordenamento dos meios em atenção à autonomia e a qualidade dos processos de aprendizagem.
Nesta semana, a Assembleia Legislativa do Amazonas, por meio do presidente da Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas, Deputado Sidney Leite, estará promovendo uma Audiência Pública, no dia 14 (quinta-feira), das 15 às 17h, no Plenário Ruy Araujo, para homenagear o Dia da Escola, discutindo e definindo os meios necessários para o fortalecimento do espaço escolar como instrumento de analise e avaliação dos processos de formação, gestão e estrutura financeira na Escola. Para o evento foram convidados alunos, professores, pedagogos, os técnicos da SEDUC e SEMED, parlamentares, pesquisadores, consultores e formuladores de políticas públicas.           

(*) É professor, antropólogo e coordenador do projeto Jaraqui e do NCPAM/UFAM.             

OPINIÃO: O PETRÓLEO POR EDUCAÇÃO




Dilma Rousseff: vetos à lei que muda os parâmetros de distribuição dos recursos do petróleo.
"A Educação não é importante apenas para melhorar a qualidade de vida da população. Ela é fundamental também para aumentar a qualificação da mão de obra e para a qualidade da produção brasileira", afirma Denize Bacoccina

Em meados dos anos 1990, quando o governo de Saddam Hussein sofria as consequências de um embargo econômico internacional, como punição pela Guerra do Golfo, a Organização das Nações Unidas tentou uma maneira de amenizar as sanções para o povo iraquiano. Um programa chamado Petróleo por Comida permitia ao país, dono de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, vender um pouco do produto em troca de gêneros de primeira necessidade, como alimentos e remédios. O Brasil não precisa da tutela de nenhum organismo internacional para saber como gastar os recursos que receberá do petróleo.
Mas fará muito bem se vincular essa receita, que em alguns anos pode se tornar muito significativa, à melhoria da Educação. Correta­mente, a presidenta Dilma Rousseff fez essa vinculação quando sancionou, com vetos, a lei que muda os parâmetros de distribuição dos recursos do petróleo.
Com a derrubada dos vetos presidenciais pelo Congresso, na madrugada de quinta-feira 7 (embora o assunto ainda seja objeto de questionamento jurídico), pode cair também a destinação dos recursos à Educação. O Ministério da Educação aguarda a publicação do novo texto da lei para ter certeza de que o dinheiro foi perdido. Mas a impressão geral é de que, com a derrubada do veto, cai também a obrigação de gastar o dinheiro no setor.
Somente neste ano, o Ministério teria um reforço de caixa de R$ 16 bilhões, significativo para um orçamento de R$ 91 bilhões. Do jeito que ficou, a lei prevê 13 destinações para os recursos do petróleo, que, além de Educação, incluem temas tão amplos quanto saúde, segurança, defesa civil e reinserção social dos dependentes químicos.
A destinação exclusiva, além de aumentar os recursos para a Educação, resolvia outro problema: tirava dos municípios a autonomia para gastar esse dinheiro como quisessem. No Rio de Janeiro, as cidades que mais recebem recursos de royalties são as que têm os piores índices de desenvolvimento humano (IDH).
A Educação não é importante apenas para melhorar a qualidade de vida da população. Ela é fundamental também para aumentar a qualificação da mão de obra e, consequentemente, a qualidade da produção brasileira. “Se melhoramos a Educação, melhoramos a capa­cidade de os Alunos apren­derem matemática, eles entram mais preparados na universidade e saem com maior capacidade de fazer inovação nas empresas”, diz o secretário-executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Naldo Dantas, que ajudou a convencer Dilma a editar a MP de dezembro. Apesar de investir hoje em Educação o equivalente a 5,2% do PIB, o Brasil não vai nada bem nas avaliações internacionais de desempenho dos Alunos.
O Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso, fala em aplicar 10% do PIB nesta área. O aprimoramento da Educação de base é a condição para melhorar a posição do Brasil em inovação no setor produtivo. E aí, também, o País precisa dar um salto em seu desempenho.
O Brasil investe pouco mais de 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, metade do gasto de países como França e Alemanha e um terço da Coreia do Sul, que em uma geração, através dos investimentos maciços em Educação, conseguiu dar um salto e se tornar um país desenvolvido. Se o Congresso derrubou a lei que poderia colocar o Brasil nesse caminho, é dever da sociedade recolocar essa discussão na pauta.  

Fonte: Isto É Dinheiro (SP). Postado por NCPAM às 18:38:00 Nenhum comentário: Links para esta postagem