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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PAPAI NOEL À REMO E VAREJÃO



“Cachorro, desgraçado. Tu vai ver só na próxima eleição, filho do cão, eu vou fazer mandinga da pesada pra ti”. “Cachorro, deviam multar o prefeito e o dono do barco para ver se os dois criam vergonha na cara”.
Um dia desses uma senhora idosa deu um escorregão naquela escadaria da rampa do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que dá acesso ao Flutuante do Boizão, local onde os barcos ancoram, e se esborrachou lá embaixo com mala e tudo, é que tinha chovido  e a coisa não ficou mais preta porque  só faltava 1 metro e um palmo de altura, senão seria um desastre de ossos quebrados, e a anciã mais uma vítima  do descaso das autoridades constituídas.
Os caboclos usuários de barcos que vão e vêm do interior, sofrem mais do que charuto em boca de bêbado, quando se dirigem para pegar um motor de recreio para o devido destino.
Sem terminal de passageiros, a rampa do mercado, vira  uma zorra cotidiana para a população, e tome sofrimento geral, com pranchas improvisadas. Um dia desses uma senhora gorda e nervosa além de rasgar a saia na queda, ainda tomou um baita banho de água poluída diante do incidente do desastrado embarque. A mulher vociferava em alto tom: “cachorro, desgraçado. Tu vai ver só na próxima eleição, filho do cão, eu vou fazer mandinga da pesada pra ti”. Até hoje não se sabe quem é o dito amaldiçoado focado pela dona. que parece ser  ‘mãe de santo’.
Outra vez foi um, velho ranzinza, que deu um salto para a prancha que dá acesso ao barco, mas não conseguiu segurar o  óculos que foi pro fundo,  enquanto o  ancião bufava:  “cachorro, deviam multar o prefeito e o dono do barco para ver se os dois criam vergonha na cara e não dão prejuízo  pro povo, essa é a verdade”.
É verdade, minha gente, o povo está abandonado, e até parece que perdeu o cachimbo na curva da boca do Cão, porque o usuário de barco sofre um trenó de esquecimento, pois não lembra do povo nem em época natalina.
O centro da cidade é um inferno, camelôs transformam Manaus num gueto de insalubridade, e tome roubo, aperto, incômodo, ruas transbordando de  vendedores ambulantes, mingau, churrasco de gato,  banca de celular, jogo de bicho, mandinga, e até uma mulher bradando em alta voz : “serviço para trazer marido de volta, casal gay  se casar, e até patuá pra tirar na Mega \Sena. A fila começou a esticar. O povo, coitado, gosta de ser enganado, e você aí amigo internauta, não vai fazer uma fezinha na Mega do fim do ano. Quem não arrisca não petisca. De repente você acerta, amigo(a), e feliz Natal.

Alexandre Otto,
é    poeta e
membro do Clube da Madrugada.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O PROJETO POLÍTICO DA UNIVERSIDADE LIVRE DO JARAQUI


Vereador Mário Frota, um dos primeiros  articulista do Projeto Jaraqui a se manifestar do Coreto do Pina.

Ademir Ramos (*)
A inovação dessas instituições é condição necessária para que a democracia venha prosperar de forma circular e participativa inseridas num sistema integrado de formação escolar, acadêmico e de pesquisa,
A Universidade Livre do Jaraqui, na Praça Heliodoro Balbi, no Centro Histórico de Manaus, tem sido um ponto de convergência aos militantes, agitadores, agentes, promotores sociais, políticos profissionais, formuladores de políticas públicas e promotores das políticas corporativas de responsabilidade social. O encontro desses atores ocorre todos os sábados das 10 às 12h, movidos por calorosos debates pautados em demandas sociais sob a orientação de uma prática interdisciplinar dialógica, contemplando variados campos da economia, filosofia, cultura, política, história, meio ambiente, sob o foco do planejamento estratégico participativo visando à eficiência da ação governamental, controle cidadão da coisa pública e o cumprimento da ética da responsabilidade por agentes públicos e privados.
Esses postulados têm agregado força na prática política pedagógica do Jaraqui, que tem sido uma Universidade Aberta, definida mais pela função do que pela forma positivista de ser. A universidade enquanto instituto de Ensino, Pesquisa e Extensão deve ser repensada numa perspectiva participativa sob o controle dos contribuintes cidadãos que reclamam das Universidades e dos Institutos de Pesquisa respostas operacionais que sejam indutoras do desenvolvimento local. Estas e outras respostas devem ser expressão do humanismo civilizatório contra a intolerância, preconceito, discriminação e o obscurantismo que reduz o desenvolvimento cognitivo da pessoa.
A inovação dessas instituições é condição necessária para que a democracia venha prosperar de forma circular e participativa inseridas num sistema integrado de formação escolar, acadêmico e de pesquisa, como determinação de uma política promotora da soberania, que nada mais é do que a autodeterminação dos povos, sem a qual nenhuma Nação do planeta é capaz de se afirmar no cenário das humanidades, qualificado pela diversidade e pela capacidade de produzir conhecimento, agregando valor as empresas e empoderando o cidadão para que assegure os seus direitos fundamentais no embate das lutas sociais.
A estratégia pedagógica do Jaraqui é a prática dialógica assentada na rua e em Praça Pública. Os trabalhos foram retomados a partir do dia 28 de abril deste ano, resgatando o projeto iniciado em 1978 e paralisado em 1982.  Neste ano de 2012, sob a nossa coordenação, com a participação de organizações afins, buscamos dar um perfil aberto e popular intensificando as relações com os movimentos sociais e com os agentes públicos, informando e analisando os fatos com propósito de compreender as motivações que justificam as ações de governo, conferindo esses atos, com as prioridades postas pela sociedade organizada.  No sábado, dia 22, a Universidade Livre do Jaraqui estará encerrando suas atividades por este ano, celebrando com sua Confraria a fraternidade, a solidariedade, a participação como processo e a Republica como valor.

(*) É professor, antropólogo, coordenador do Jaraqui e do NCPAM/UFAM.      

Prazo maior para os lixões


Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que os investimentos necessários para livrar o Brasil dos seus 3 mil lixões chegam a R$ 65 bilhões.
O prazo para o cumprimento das metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverá ser prorrogado, conforme admitiu o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson. Segundo ele, já está sendo elaborado projeto que muda a data de 2014, fixada em lei sancionada em 2010, para que todos os municípios tenham aterros sanitários no lugar de lixões e programas de coleta seletiva e reciclagem, assim como de logística reversa, que atribui aos fabricantes a responsabilidade do recolhimento de determinados produtos usados e embalagens. As prefeituras de todo o País deveriam ter entregue, até agosto passado, seus planos de gestão de resíduos sólidos, a partir dos quais definiriam cronogramas e metas. Porém, pouco mais de 560 municípios brasileiros - 10% do total - cumpriram a obrigação estabelecida pela Lei 12.305/2010, que vinculou o repasse das verbas para a melhoria da gestão de resíduos sólidos à entrega dos planos.
Prefeitos reclamam da falta de recursos e do curto prazo de dois anos dado para a elaboração dos projetos. Eles esquecem de que há 31 anos, quando se estabeleceu a Política Nacional de Meio Ambiente, os lixões foram proibidos em todo o território nacional. E planos municipais de gestão de resíduos sólidos estão previstos desde 2007. O que está em questão, portanto, não é um atraso de dois anos, mas uma velha resistência dos administradores públicos a tratar seriamente do tema ambiental. A prorrogação do prazo pode fortalecer a tendência de boa parte dos prefeitos a continuar adiando esse compromisso.
Mesmo São Paulo, a cidade mais rica e desenvolvida do País, só entregou seu plano dois dias antes do vencimento do prazo. Ainda assim, ele é superficial, incompleto e sem a qualidade exigida de uma metrópole que já vive há tempos o colapso dos seus aterros sanitários e tem a questão ambiental e a gestão de resíduos sólidos como alguns de seus principais problemas. Como se isso não bastasse, o documento também não especifica metas nem o custo das medidas nele previstas. A Prefeitura se compromete a ampliar os programas de coleta já existentes sem dar detalhes sobre como isso será feito. Ficou longe de preencher a série de requisitos estabelecidos pela PNRS para aprovar os projetos e assegurar os recursos para as obras.
Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que os investimentos necessários para livrar o Brasil dos seus 3 mil lixões chegam a R$ 65 bilhões. Recursos consideráveis são também indispensáveis para implantar os programas de coleta seletiva e reciclagem. Dados da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros de 2011, do IBGE, mostram que apenas 32,3% das cidades brasileiras desenvolvem algum tipo de iniciativa para a coleta seletiva.
O cenário é mais do que preocupante num país que, em 2011, produziu 61,9 milhões de toneladas de resíduos sólidos, um total 1,8% superior ao registrado no ano anterior, de acordo com os dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, lançado em maio pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
O crescimento é duas vezes maior do que o da população no período, de 0,9%. Foram coletados 90% desse total - 55,5 milhões de toneladas -, o que significa que 10% acabaram em terrenos baldios, córregos, lagos e vias públicas. Conforme o levantamento, 42% do total de resíduos coletados foram depositados em locais inadequados como lixões e aterros controlados que, segundo especialistas, acarretam o mesmo dano ao ambiente que os lixões.
Especialistas afirmam que a Política Nacional de Resíduos Sólidos só terá êxito se a iniciativa privada e as prefeituras se unirem nesse esforço. É preciso estabelecer incentivos fiscais tanto para as indústrias que se dedicam a reciclar os materiais reaproveitáveis quanto para as que deles se utilizam. Completam as medidas a educação ambiental, a capacitação dos gestores municipais e a responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos sólidos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

MANAUS NODERNA ENTREGUE AS BARATAS



Manaus continua sem um cagadouro higiênico e loquaz, pois quando o sujeito vai dar uma mijada nas portinholas do centro, sempre tem 2 ou 3 bichas olhando pro pau dos espadas.
É lastimável a situação em que se encontra nossa cidade, principalmente no cartão postal, isto é na frente panorâmica dessa capital metropolitana do norte do Brasil.
O povo que vem do interior é quem leva a pior, pois não há a menor infra-estrutura nem de recepção nem de logística para assegurar bons serviços para os usuários que fazem do transporte fluvial, o meio mais barato de locomoção, tanto para quem vem como para quem vai para a interland.
Fezes flutuantes vão boiando sobre o rio negro, num espetáculo lúgubre inesquecível para os turistas, que torcem o nariz diante daquele enorme comungol mal cheiroso, que faz coro de poluição com aquela  ilha de lixo que bóia à entrada do igarapé do Educandos.
O prefeito não vê, os vereadores idem, e a mídia se calam parecendo até que a nossa imprensa comeu aquela saca de abiu que o Nonato dava para os vereadores de Iranduba ficarem calados.
A orla da Manaus Moderna vive à deriva, parecendo até que o centro de Manaus é um naufrago atordoado pela inoperância  política dos nossos governante, lembrando até aquele filme do Tom Hanks, nossa cidade sofre  dissabores  paralelos incontáveis.
Os governos poderiam fazer uma marina decente salutar para a nossa boa gente que vai e vem do interior, algo assim como um terminal de passageiro, como aqueles que existem no primeiro mundo. Mas lá é tudo planejado com visão atendendo a um aparato sistêmico também sanitário, aliás, por falar em privada, Manaus continua sem um cagadouro higiênico e loquaz, pois quando o sujeito vai dar uma mijada nas portinholas do centro, sempre tem 2 ou 3 bichas olhando pro pau dos espadas. Nem os velhos escapam Um dia desses o seu Milton do Jegue deu um esporro  num gay que mirava a ferramenta do ancião, quando o mesmo esbravejou: - Seu colega, deixe a minha pirarara  velha em paz.
A Manaus moderna e o porto estão na mesma situação. Caótica.

Alexandre Otto,
é  poeta e membro do
Clube da Madrugada.            
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
 

CAMELÔS TRANSFORMAM CENTRO DE MANAUS EM CAOS URBANO.



Ao lado da Catedral, as prostitutas fazem trotoir, atraindo os homens para um conluio erótico. Uma moça magérrima fala para um rapaz com ares de nerd: - Vamos fazer sexo?
Uma agitadíssima republiqueta subsaariana é o que apresenta o centro de Manaus em plena época natalina, ficando a coisa cada vez pior, de acordo com a chegada do dia de Natal.
Pela Eduardo Ribeiro, principal artéria de nossa cidade, os camelôs invadem todos os trechos dessa avenida  da capital das Zona Franca, são mingauzeiros, vendedores de CDs, churrasquinhos de gato, pintores, cantores sacros, e outros, compõem o infernal séquito que transforma Manaus, certamente na pior cidade  metropolitana do país, pois nenhuma capital pode ser pior e congestionada do que a nossa.
Na 7 de Setembro, o séquito infernal continua, doceiros bombonzeiros. Vendedores ambulantes de toda espécie, congestionam o trânsito dos pedestres que têm que ceder lugar aos carrinhos de mão, senão são atropelados. Ali na calçada da C&A, as barracas emparedam as pessoas criando o corredor da morte, Yua mulher gorda e suada, vendo a coisa ficar preta à sua passagem, disse em alta voz:- socorro! Beliscaram a minha bunda! Durma-se com um barulho desses.
Todo o centro de Manaus é um transtorno só, e vai ficando cada vez pior, à medida que o natal vem chegando.
Ao lado da Catedral, as prostitutas fazem trotoir, atraindo os homens para um conluio erótico. Uma moça magérrima fala para um rapaz com ares de nerd: - Vamos fazer sexo? O jovem arregala os olhos meio espantados como se tivesse visto o cão, e desaparece nas brumas do centro infernal de Manaus. A única coisa que se salva é ainda aquela música erudita da catedral, esvoaçando nos ares de nossa cidade cabocla.
O calor torra a cabeça dos manauaras. Que mais parecem enlouquecidos do clima. Ali em frente à Capitania dos Portos, um rapaz faz barba e cabelo de um velho ranzinza que após o serviço rosna para o rapaz: meu cumpadi, mas tu tirou muito cabelo.
Manaus, perdeu o leme. Deixaram um pepino para o novo prefeito, meu colega Arthur Neto. Corra diplomata, use a sua lábia porque você vai precisar dela para por ordem nesse caos do centro de nossa capital.

Alexandre Otto,
é poeta e membro do
Clube da Madrugada.